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Criciúma recebe Conferência Regional de Vereadores Mirins

commentCriciúma EC access_time23/06/2026 17:15

Evento é organizado pela Câmara de Vereadores do município

Driblaram o Mota e o Sul

access_time12/09/2018 - 00:23

Fonte: Produção

A eleição de Leonel Pavan (PSDB) à vice-presidência da Assembleia Legislativa, ontem, vem com alguns recados, mas o principal deles é que rifaram Manoel Mota (MDB). Ele contava a possibilidade de encerrar a carreira presidente. Isso aconteceria em respeito aos seus cabelos brancos (disfarçados é verdade) e aos fios de bigode do respeito que a casa tem por ele. O plano era que ele seria eleito vice-presidente agora, e nos últimos dias do ano um gesto de renúncia do atual presidente Silvio Deveck (PP), permitiria Mota pendurar as chuteiras sentado a ponta da mesa. Puxaram a cadeira do Mota. Este é o sentimento que ficou para o Sul. De resto pode se considerar que o PSDB era o partido que perdeu sua vaga na Mesa Diretora quando Mário Marcondes saiu do PSDB e foi para o MDB levando consigo a vaga. Mas o MDB perdeu a vaga de presidente com a morte de Aldo Schneider. Assim, a opção Mota seria uma dupla homenagem.

LEITURA
Debito na conta d fragilidade política que o sul adquiriu com seus últimos movimentos a derrota imposta ao deputado Manoel Mota, ontem. Aliás, derrota sim. Não me venha com essa balela de abrir mão. A linha tucana que tem conduzido a liderança do partido é de enorme força, inclusive a ponto de ter influenciado na decisão de ontem.

PT NÃO QUIS
Maior articulador da Assembleia Legislativa no momento, Gelson Merísio (PSD), teria proposto ao PT a cadeira de vice-presidente da Assembleia Legislativa. Seria para o deputado Neodi Saretta. Acontece que isso abriria uma dívida do PT com Merísio que é provável candidato a governador no segundo turno. Risco calculado os petistas declinaram.

BOM SENSO
Mota ficou pequeno para brigar no MDB, apesar dos seus 30 anos de política. Ele andou destoando das notas da regência de Eduardo Moreira e terá que se conformar em aposentar-se assim como um craque que para num jogo amistoso, ou então pensar da “desaponsentação”, quer dizer, dar um tempo e voltar daqui a quatro anos, oque convenhamos é um exercício hercúleo.

A OBSERVAR
O PSDB, que segue sendo um dos cinco maiores partidos do Brasil, tem dado demonstrações de fragilização e pode agravar isso se Geraldo Alckmin não for para o segundo turno. O MDB vai para o segundo turno porque sempre vai, preferencialmente de carona. Não me surpreenderei se o PT, aos frangalhos com os esguichos da Lava Jato, sair mais forte que o PSDB.

VERTICALIÇÃO
Em Santa Catarina guinadas surpreendentes colocaram o PSDB à reboque do MDB mesmo depois de ter “a faca e o queijo na mão” e fazer a tal convenção imexível. Aquele discurso tucano de Joinville teve que ser engolido num movimento igualmente arriscado ao futuro do partido no Estado. É o que observo.

TEM PRAZO
O tucanato da gema, que não é do interesse pontual, pode abrir desinteresse pelo processo eleitoral se a eleição de governador for para o segundo turno e Paulo Bauer não for eleito senador.

PELO MINISTRO
A Associação dos Municípios da Região Carbonífera decidiu abrir mão data de 20 de setembro, quando faria homenagem pelos 50 anos da UNESC, para permitir agenda do Ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, em Criciúma.

BASTIDORES
FALTA PLANO
Sem nenhum demérito (pelo contrário) à visão empresarial dos empreendedores que criaram uma excelente alternativa gastronômica na rua nova ao lado do Parque das Nações, mas salta aos olhos a falta de planejamento do governo. Ao mesmo tempo em que na prefeitura se fala que aquela rua será uma extensão do parque, inclusive com uma passarela para desfiles, a ocupação das margens é feita imediatamente – óbvio - por quem tem visão empresarial e quem sabe alguma informação privilegiada. A rua foi aberta, lançaram asfalto sobre ela, sem que pelo menos se tomasse qualquer cuidado com sarjetas, calçadas e até uma “curva” na ligação com a avenida Centenário. Aquela região merece urgentemente um plano. A iniciativa privada está fazendo a sua parte, mas o governo parece abrindo “picada”.

EM CASA Não é de estranhar a falta de capacidade de o governo planejar se até a área do Parque Centenário, onde está a prefeitura, o retrato é do crescimento desordenado. Não é crítica ao governo atual, apenas. São todos iguais.

MAIS DE UM Criciúma construiu um pavilhão de exposições sem pensar no impacto, por exemplo, do estacionamento. Aliás, a área destinada ao estacionamento foi sendo loteada e doada “ao bel-prazer”.

MAL FEITO Imagino que até a OAB deve estar arrependida (como instituição) por ter aceitado um pedacinho desta área, pois ficou numa rua que: ou não existe ou é sem saída.

ARRUMEM Equipamentos públicos deveriam dar o exemplo e nascerem com plano de ocupação e expansão.

CHIADEIRA Peemedebistas do cerco ao candidato a governador Mauro Mariani andam reclamando, a boca pequena, que a turma da “máquina” não está pegando como em outras campanhas, isto é, a força do aparato governo anda fraca.

MUSEU I Depois da tragédia do incêndio no Museu Nacional abre o alerta aos Museus e pela história. Orleans é diferenciada no quesito “Cultura” com museus importantes e um acervo único no Brasil. Muito antes do incêndio no Rio de Janeiro, o prefeito JK enviou recursos à restauração e revitalização da Casa de Pedra.

MUSEU II A Casa de Pedra abriga toda a documentação da Colônia Grão-Pará, fundada pela Princesa Izabel, filha de Pedro II, para atrair imigrantes europeus trabalhar nas minas da região. Detalhe: A Casa de Pedra guarda documentos históricos da família real, todos bem cuidados em Orleans. Infelizmente no RJ, tudo virou cinzas.


FRASE DO DIA
“O nosso pedido é para que não se coloque as demais instituições no mesmo lugar. Não dá para tratar do mesmo modo instituições diferentes. É preciso pensar, refletir e preservar o que é de cada habitante do município”.
Apelo feito pela reitora da Unesc, Luciane Ceretta, ontem na Câmara de Vereadores de Criciúma, ao defender a manutenção de distribuição das bolsas do artigo 170 que privilegia as instituições comunitárias.


Educação do município não quer a do Estado como sócia

 personJoão Paulo Messer
access_time19/09/2017 - 21:17

Depois de audiência pública para discutir a municipalização de algumas escolas estaduais, nesta semana em Criciúma, a prefeitura está retirando a intenção de assumir escolas como a José de Patta (Bairro Colonial) e Luiz Lazarin (Rio Maina). A opção oferecida pelo Estado de ceder algumas salas ociosas para espécie de gestão compartilhada Estado/Município, não agrada a prefeitura. Está flagrante que o município não quer gerir escola em sociedade com o Estado. E a razão é simples. É a mesma que leva os pais deixarem as escolas do Estado migrando os filhos para o município. Notado que o município faz uma gestão muito melhor das escolas de ensino fundamental que o Estado.
O Estado demonstra, por suas atitudes, que tem nítida preferência pela manutenção dos professores oque, em alguns casos, significa vir em detrimento do aluno. Isso fica evidente com a queda na qualidade das condições dos alunos. Basta olhar para uma escola do Estado e uma do município para perceber a diferenteça, Basta notar o movimento dos pais que preferem nitidamente a escola municipal. Se o Estado não parar de ter medo de greve, contribuirá para apressar o desmanche da sua proposta de ensino. Priorizar o professor sim, nunca em detrimento do aluno. O Estado não tem conseguido manter este equilibrio.
O Sindicato está no seu papel, o professor também. O Estado é que não tem feito o seu. A rede pública de Estado se afastou dos alunos e dos pais. Pior que isso é que em muitos casos a gestão escolar está feita na base do achego político. É assim. Aproveita-se quem pode. O Estado é que não pode permitir.É natural que isso não é regra, mas o Estado tem que aprender a difundir a excessão. Reprovar a acomodação e aprovar a renovação.
Ontem a Secretária de Educação de Criciúma foi pontual: ao Município não interessa gestão compartilhada em escola alguma. E mais, usou a migração de alunos da rede estadual para a municipal para dizer que não pretende gerir nada com quem não sabe gerir. Recado duro, direto e abonado pela realidade posta aos olhos de quem se dá o tempo de analisar.

Ambiente da política

 personJoão Paulo Messer
access_time18/09/2017 - 18:28

Com a estreia do novo portal da Rádio Eldorado se amplia a possibilidade de interagirmos no ambiente da política. Mais de uma vez ao dia, preferencialmente sempre que houver fato novo, e relevante, devo comparecer a este espaço para informar e comentar. O dinamismo da política tem sido algo espetacular. Num mesmo dia o fato pode ter mais de uma versão. A certeza de amanhã é a incerteza de hoje, mas pode voltar a ser incerteza depois de amanhã.
Não há surpresa nisso tudo, nem se trata de uma questão local ou pontual. A incerteza no cenário de política nasce com as dúvidas sobre qual regra vai valer para as eleições do ano que vem. A reforma eleitoral corre risco de não mudar nada. Reforma sem nenhuma reforma. Nem mesmo o indispensável fim das coligações e a razoável cláusula de barreira devem valer. Pelo menos é o que sinalizaram os trabalhos desta semana. Depois de amanhã a informação pode ser outra.
No Estado a curiosidade maior é sobre a força da proposta de Gelson Merísio (PSD), que nasceu sob a desconfiança de todos, mas que não diminui o ritmo e até já levou o PMDB a falar em abrir mão da coligação com o PSD de Raimundo Colombo. Os peemedebistas lançam olhares sobre o PSDB que jura ter a força que não se consegue enxergar, a de ter um candidato próprio a governador. Se é que alguém tem esta capacidade é o senador Paulo Bauer, que anda silencioso demais para que quer ser candidato.
No PMDB não há necessidade de definir muito cedo quem é o candidato. Afinal, sigla acredita tem força o suficiente para eleger “um poste”. Para o Senado já fez isso na eleição passada. Acho até que é melhor que o PMDB demore ao máximo para definir o nome, pois quem sabe o “tercius” deste cenário seja o atual vice-governador Eduardo Pinho Moreira. Isso seria bom demais para o Sul.
O PPAMIN é outra sigla que ensaia candidatura própria. O PP que um dia tentou não ser PPAMIN morreu na praia pisoteado por raposas tão hábeis quanto o próprio líder progressista Esperidião Amin, que é o único com capacidade de dizer para e como o partido deve ir. Os outros da sigla, aqueles que tentam dar vida própria ao PP sem Amin não tem capacidade de respirar sem o principal aparelho progressista, o brilho da mente de Amin.
E vai ser por ai que nos vamos nos cruzar daqui por diante, aqui no blog do novo portal da Rádio Eldorado.