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Criciúma recebe Conferência Regional de Vereadores Mirins

commentCriciúma EC access_time23/06/2026 17:15

Evento é organizado pela Câmara de Vereadores do município

Coluna de Segunda-feira

access_time27/08/2018 - 00:03

PESQUISAS SEM SURPRESAS
Se há fato que intriga alguns nestes primeiros dias de campanha é o resultado das pesquisas, a ponto de alguns lançarem suspeita sobre elas. Se bem observados, entretanto, estes números não parecem difíceis de serem explicados. O percentual obtido pelo PT de Décio Lima, por exemplo, não difere dos índices das duas eleições anteriores. A questão é que este é o número atual e futuro do PT: piso e teto. O voto petista é facilmente capturado pelas pesquisas. Não sobe, nem desce muito. A melhor percepção, quem sabe, seja de que o PT continua em condições de dar o segundo turno às eleições para governador no Estado. Sobre este voto não adianta as coligações de Mauro Mariani e Gelson Merísio marcharem.

LÁ E CÁ
Para quem pensou que o prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt (PSB) poderia estar em “saia justa” ele sai “pelos dois lados”. Era vice e virou prefeito porque Napoleão Bernardes (PSD) – vice na chapa de Mauro Mariani – renunciou. Por isso diz que tem compromisso com Napoleão, leia-se: vota em Mauro Mariani. Já para o Senado ele abriu os seus votos: serão de Esperidião Amin (PP) e Raimundo Colombo (PSD).

ORDEM NA CASA
A exemplo do que fez a Câmara de Vereadores, a prefeitura de Criciúma deve divulgar hoje um conjunto de normas para regular os movimentos de campanha eleitoral dos servidores e dos ambientes públicos da administração. Esta é mais uma estratégia inteligente e ao mesmo tempo demonstração de consciência de que não há como conter a “sopa de letrinhas” que deve se observar na campanha.

BOI NA LINHA
Organizadores da Feira Agroponte andam intrigados com o boato de que estariam insatisfeitos com o apoio da administração municipal. Os rumores surgiram depois que um programa na rádio Eldorado tratou das dificuldades que o evento teve em virtude do espaço limitado para ampliação da feira. Alguém, possivelmente com outra intenção, espalhou no Paço Municipal que a critica tenha sido feito contra o governo.

AGRADECIMENTO
Willi Backes, organizador da Agroponte cintou que como de praxe, nesta semana levará com uma comissão da feira, termo de agradecimento à administração municipal. O documento deve ser entregue com um documento oficial da feira e seus expositores.

SEM PLANEJAMENTO
O aparente ruído na comunicação sobre a avaliação da Feira Agroponte não afasta a interpretação de que o local da feira se tornou pequeno. Espremido por concessões feitas após a criação do centro de eventos a área deixou de permitir expansão dos seus eventos. E essa reclamação vale para todas as grandes atividades realizadas no pavilhão.

NA CAMPANHA
Nas últimas colunas tenho registrado fatos que evidenciam o trabalho suprapartidário das lideranças. Um destes exemplos ocorre no distrito do Rio Maina, onde o presidente do subdiretório do MDB, Márcio Xavier, aderiu a campanha do candidato à reeleição deputado estadual Cleiton Salvaro (PSB).

FIDELIDADE É FICÇÃO
Não há mais lógica na manutenção da lei da fidelidade partidária. Depois dos ensaios havidos dentro de todos os partidos de maior expressão no Estado, nenhum filiado, desde o simples militante ao agente que disputa voto, tem porque se dobrar à fidelidade partidária, se o partido não deve qualquer fidelidade aos seus princípios. Por qual razão, então, um mero soldado precisa ser fiel, se a sua figura virou moeda de troca para os coronéis das siglas negociarem suas confortáveis posições? Já não interessa mais ao partido em que trincheira estiver o seu soldado. Para que esta eleição não seja considerada da traição, prudente que os partido e a própria Justiça revogasse a resolução número 22.610, de 25.10.2007, alterada pela resolução-TSE número 22.733, de 11 de março de 2008, que disciplina a fidelidade partidária.


PROPAGANDA Esta deve ser a campanha eleitoral com o maior número de carros plotados com a propaganda dos candidatos. A interpretação é de que esta é a propaganda mais barata. Trata-se de um outdoor ambulante de custo baixo

AS CONTAS Os candidatos devem prestar atenção na hora da plotagem dos carros pois a Justiça Eleitoral poderá flagrar algum carro cuja placa não esteja declarada na prestação de contas do candidato o que se caracteriza crime eleitoral.

PAGA A CONTA Vereadores da base aliada do governo municipal de Criciúma anda “apanhando” em meio ao funcionalismo público. Tudo porque o prefeito resolveu mexer em alguns benefícios dos servidores municipais.

ESQUENTOU Na semana passada uma reunião dos diretores de escolas municipais necessitou de “extintor de incêndio” porque o clima estava “incendiando”. Entrou na discussão uma proposta do prefeito Clésio Salvaro que pretendia mexer em uma lei criada em 2006 incorporando 40 por cento da chamada regência de classe aos diretores.

EXTERNA O Observatório Social vem sofrendo cobrança de empresários e influenciadores da opinião pública para que cobre do poderes, Executivo e Legislativo, a lei da transparência sobre os salários dos servidores destes. No Estado e na Assembleia Legislativa estes dados estão ao acesso do publico, enquanto isso não acontece no município.

REVELDOS Os salários dos servidores só são revelados quando vão para a aposentadoria, pois é obrigatória a publicação dos valores no Diário Oficial.

CURIOSO Anotação curiosa feita pela coluna e que professores de escolas municipais estão cada vez menos interessados em que seus alunos participem do projeto Vereador Mirim. Isso porque os representantes usam a tribuna da Câmara para seus discursos e na maioria das vezes anotam fatos negativos da escola. A tendência é de que este programa tenha cada vez menor adesão.

POR MERÍSIO Sábado no lançamento de campanha de reeleição do deputado estadual José Milton Scheffer, em Sombrio, o discurso de Esperidião Amin foi um movimento flagrante de convocação dos tradicionais progressista em favor de Gelson Merísio. Recentemente candidata a prefeita de Içara, Dalvânia Cardoso, foi uma liderança encaminhada à aproximação.


Educação do município não quer a do Estado como sócia

 personJoão Paulo Messer
access_time19/09/2017 - 21:17

Depois de audiência pública para discutir a municipalização de algumas escolas estaduais, nesta semana em Criciúma, a prefeitura está retirando a intenção de assumir escolas como a José de Patta (Bairro Colonial) e Luiz Lazarin (Rio Maina). A opção oferecida pelo Estado de ceder algumas salas ociosas para espécie de gestão compartilhada Estado/Município, não agrada a prefeitura. Está flagrante que o município não quer gerir escola em sociedade com o Estado. E a razão é simples. É a mesma que leva os pais deixarem as escolas do Estado migrando os filhos para o município. Notado que o município faz uma gestão muito melhor das escolas de ensino fundamental que o Estado.
O Estado demonstra, por suas atitudes, que tem nítida preferência pela manutenção dos professores oque, em alguns casos, significa vir em detrimento do aluno. Isso fica evidente com a queda na qualidade das condições dos alunos. Basta olhar para uma escola do Estado e uma do município para perceber a diferenteça, Basta notar o movimento dos pais que preferem nitidamente a escola municipal. Se o Estado não parar de ter medo de greve, contribuirá para apressar o desmanche da sua proposta de ensino. Priorizar o professor sim, nunca em detrimento do aluno. O Estado não tem conseguido manter este equilibrio.
O Sindicato está no seu papel, o professor também. O Estado é que não tem feito o seu. A rede pública de Estado se afastou dos alunos e dos pais. Pior que isso é que em muitos casos a gestão escolar está feita na base do achego político. É assim. Aproveita-se quem pode. O Estado é que não pode permitir.É natural que isso não é regra, mas o Estado tem que aprender a difundir a excessão. Reprovar a acomodação e aprovar a renovação.
Ontem a Secretária de Educação de Criciúma foi pontual: ao Município não interessa gestão compartilhada em escola alguma. E mais, usou a migração de alunos da rede estadual para a municipal para dizer que não pretende gerir nada com quem não sabe gerir. Recado duro, direto e abonado pela realidade posta aos olhos de quem se dá o tempo de analisar.

Ambiente da política

 personJoão Paulo Messer
access_time18/09/2017 - 18:28

Com a estreia do novo portal da Rádio Eldorado se amplia a possibilidade de interagirmos no ambiente da política. Mais de uma vez ao dia, preferencialmente sempre que houver fato novo, e relevante, devo comparecer a este espaço para informar e comentar. O dinamismo da política tem sido algo espetacular. Num mesmo dia o fato pode ter mais de uma versão. A certeza de amanhã é a incerteza de hoje, mas pode voltar a ser incerteza depois de amanhã.
Não há surpresa nisso tudo, nem se trata de uma questão local ou pontual. A incerteza no cenário de política nasce com as dúvidas sobre qual regra vai valer para as eleições do ano que vem. A reforma eleitoral corre risco de não mudar nada. Reforma sem nenhuma reforma. Nem mesmo o indispensável fim das coligações e a razoável cláusula de barreira devem valer. Pelo menos é o que sinalizaram os trabalhos desta semana. Depois de amanhã a informação pode ser outra.
No Estado a curiosidade maior é sobre a força da proposta de Gelson Merísio (PSD), que nasceu sob a desconfiança de todos, mas que não diminui o ritmo e até já levou o PMDB a falar em abrir mão da coligação com o PSD de Raimundo Colombo. Os peemedebistas lançam olhares sobre o PSDB que jura ter a força que não se consegue enxergar, a de ter um candidato próprio a governador. Se é que alguém tem esta capacidade é o senador Paulo Bauer, que anda silencioso demais para que quer ser candidato.
No PMDB não há necessidade de definir muito cedo quem é o candidato. Afinal, sigla acredita tem força o suficiente para eleger “um poste”. Para o Senado já fez isso na eleição passada. Acho até que é melhor que o PMDB demore ao máximo para definir o nome, pois quem sabe o “tercius” deste cenário seja o atual vice-governador Eduardo Pinho Moreira. Isso seria bom demais para o Sul.
O PPAMIN é outra sigla que ensaia candidatura própria. O PP que um dia tentou não ser PPAMIN morreu na praia pisoteado por raposas tão hábeis quanto o próprio líder progressista Esperidião Amin, que é o único com capacidade de dizer para e como o partido deve ir. Os outros da sigla, aqueles que tentam dar vida própria ao PP sem Amin não tem capacidade de respirar sem o principal aparelho progressista, o brilho da mente de Amin.
E vai ser por ai que nos vamos nos cruzar daqui por diante, aqui no blog do novo portal da Rádio Eldorado.