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Criciúma amplia debate sobre preparação para chegada de El Niño

commentJornalismo access_time05/09/2026 08:00

Encontro com sociedade civil apresentará Plano de Contingência, ações preventivas e estratégias de resposta do Município

Içara: inscrições abertas para o Campeonato Municipal de Futsal

commentEsporte access_time02/09/2026 21:30

A competição terá início no mês de setembro

Tigre pega o Fortaleza em casa neste domingo

commentCriciúma EC access_time22/08/2026 11:31

Sete pontos separam o Criciúma do seu adversário

Coluna de Quinta-feira

access_time02/08/2018 - 00:34

DA “TRAIRAGEM” AO “GESTO”
A eleição que começou identificada como a da traição pode se transformar na eleição do gesto. Refiro-me aos possíveis gestos que podem ser praticados no PSD e o PSDB, oferecendo nova alternativa às urnas catarinenses. Hoje e amanhã devem se consolidar acordos que deixem o jogo mais claro. O PP radicalizou e pode sofrer o isolamento mais grave. O PSD de Gelson Merísio que tinha apenas um adversário: o MDB, passou a ter dois, desde que foi preterido pelo PP. Resta-lhe a candidatura própria ou aliança com o PSDB. Para isso acontecer o peessedista estaria sugerindo a troca de Paulo Bauer por Napoleão Bernardes. A chapa teria então: Napoleão Bernardes a governador, Gelson Merísio a vice com Paulo Bauer e Raimundo Colombo para o Senado.


OS GESTOS
Gelson Merísio “caiu da mudança” quando foi enxotado por Esperidião Amin, mas não perdeu o rebolado. Ele conversa com o PSDB orientado por sua equipe de marketing. Ela sugere que Napoleão Bernardes significa o novo. Uma chapa do novo enfrentando os velhos MDB e PP é o que o eleitor busca. Já Paulo Bauer, além de expor o risco de uma delação premiada, trás consigo alguns “esqueletos”.

PDT FORA
Enquanto valia o acordo costurado nos gabinetes da Assembleia Legislativa, nenhum outro partido era tão fiel ao grupo de Gelson Merísio quanto o PDT. Depois que este começou a conversar com o PSDB de Geraldo Alkmin, o PDT de Ciro Gomes está procurando o MDB, que e Santa Catarina não é tão Henrique Meirelles assim.

AO SENADO
Ontem se especulava que o MDB poderia oferecer, além de uma vaga ao Senado para Jorginho Mello (PR), uma para o PSL de Lucas Esmeraldino (partido de Jair Bolsonaro) ou para Ana Paulla da Silva, a Paulinha, do PDT. Neste caso há ingrediente de preocupação com a chapa proporcional (deputados). Seria bom para Rodrigo Minotto.

RECADOS
Enquanto Mauro Mariani estaria negociando as vagas ao Senado com Jorginho Mello (PR) ou mesmo outro partido, Paulo Afonso Vieira e Valdir Colatto estão mandando recados pela imprensa. Colatto chegou a distribuir nota oficial negando a possibilidade de abrir mão de vaga ao Senado e alegando que Mariani não teria autonomia para fazer isso. Paulo Afonso falou o mesmo através do microfone da rádio Eldorado.

OS AMINS DO MDB
Se no PP o deputado federal Esperidião Amin tem poder absoluto, de colocar e realocar sem que uma só voz se levante com capacidade para contrapor, no MDB pode-se dizer que existem vários “Amins”. São lideres com capacidade de enfrentar outros lideres. Eduardo Moreira, do alto da condição de governador que o diga. Agora, Mauro Mariani empoderado pelo partido sente resistência na hora de manusear as vagas ao Senado.

COM VEREADORES
Ontem à noite Mauro Mariani esteve em Criciúma para se reunir com o movimento de vereadores, crido inicialmente para apelar pela candidatura de Eduardo Moreira. O candidato mudou e o discurso precisa ser ajustado. A questão é que no MDB a fidelidade costuma absorver bem mudanças de candidatos.

DO FUNDO DO BAÚ
Ao remexer na memória da política descobrem-se fatos não entendidos na época. Diz-se entre caciques sem mais um fio de cabelo escuro, que em 1994, Paulo Afonso Vieira (PMDB) ganhou a eleição por uma destas decisões de última hora. Registra-se que Vilson Kleinubing (PFL) ao renunciar para disputar o Senado passou o cargo ao vice Antônio Carlos Konder Reis (PPR). Este teria perguntado a Esperidião Amin (PPB), se seria ou não candidato a governador. A resposta foi sim. Tivesse sido não, Konder teria renunciado para concorrer (diferente de hoje, a legislação exigia renúncia). Mas Amin concorreu à presidência da república e a esposa Ângela é que disputou com Paulo Afonso. Foi ai que o direitista Konder Reis teria trabalhado do palácio pedindo voto em Paulo Afonso, injuriado com Amin que teria faltado com a palavra.


SAINDO Deve ser anunciado entre hoje e amanhã a retirada da candidatura de Ângea Amin para deputada federal. Pelo visto a família sentiu que “tudo Amin” pode ser demais.

AJUDANDO Ontem a tarde havia líderes do PP sugerindo a Gelson Merísio para que faça coligação com o PSDB.

TÁ FORA Na capital as chamadas “viúvas” de Dário Berger, estariam indignadas desde que o ministro Luiz Fux, presidente do Tribunal Regional Eleitoral avisou que não será tolerada candidatura de condenado em segunda instância.

FANTOCHES Os partidos políticos estão ferindo de morte um dos mais bonitos mecanismos da democracia. As convenções partidárias, que são teoricamente a oportunidade da participação da militância no processo, estão sendo desrespeitada com o expediente da concessão do direito outorgado aos caciques do partido.

DESFRITAR Os partidos estão tendo que “desfritar os ovos”. Refiro-me ao desfazer por decreto o que teoricamente foi aprovado pelo voto dos convencionais.

ORLEANS Que o jornal Diário de Notícias tem o maior alcance e penetração regional os leitores sabem. Existem, entretanto, algumas revelações surpreendentes como a que o diretor do DN, Edson Dassoler tem ouvido de prefeitos, como a grande influência dos veículos nestas cidades. É também o caso de Orleans.

IDOSO As Câmaras de Vereadores já criaram projeto de toda ordem, nem todos com resultado esperado. Tem Câmara Mirim, Câmara da Mulher entre outras. Em Içara estão pretendendo criar a Câmara do Idoso, em que o idoso vive a experiência de ser vereador por oito sessões.


FRASE DO DIA
“Não tenho nenhuma restrição à composição com Jorginho Melo, mas não há sentido o MDB abrir mão de uma vaga ao Senado. Se são duas vagas, que se apresentem dois nomes. Vou à convenção no sábado e não há hipótese de eu não disputar uma das vagas para o Senado .”
Paulo Afonso Vieira, pré-candidato ao Senado, descartando a possibilidade de concordar com apelo que Jorginho Melo estaria fazendo, postando-se como candidato único apoiado pelo MDB.


Sem debate na CERTREL

 personJoão Paulo Messer
access_time08/02/2021 - 18:00

A tentativa da rádio Eldorado em realizar um debate entre os dois candidatos á presidência do Conselho de Administração da Cooperativa de Eletrificação CERTREL, cuja sede está em Treviso, não logrou êxito. Desde a semana passada os candidatos a presidentes estavam oficiados para que nesta segunda-feira, às 14h, enviassem um representante à sede da emissora para tratar dos detalhes do programa que iria ao ar na manhã da próxima sexta-feira (12), às 8h30min.
Na data e hora para a reunião preparatória do evento apenas a representante do candidato de oposição, Helio Roberto Cesa, Alemão, compareceu. O candidato de situação Vânio José Piacentini não respondeu às comunicações. Um telefonema para um dos integrantes da equipe admitiu que pode não haver interesse. Nada mais foi explicado.
A eleição da cooperativa é no próximo sábado, dia 13.

Novo Secretário Executivo da AMREC

 personJoão Paulo Messer
access_time26/01/2021 - 19:59

Saiu nesta terça-feira a substituição do secretário executivo da Associação dos Municípios da Região Carboníferra. O novo indicado é o ex-vereador de Cocal do Sul por três mandatos e um por Urussanga, quando Cocal pertencia a Urussanga, Nelson da Silva. Com formação em processos gerenciais pela Unesc; foi por 15 anos gerente do departamento de pessoal da Eliane Revestimentos; gestor e sócio de empresa privada por dez anos; mestre de obras; gerente do SINE no Sul do Estado no governo de Esperidião Amin; gerente laboral da Penitenciária Sul; gerente de administração e finanças da Secretaria de Desenvolvimento Regional durante o governo de Raimundo Colombo; chefe de gabinete do ex-deputado Valmir Comin, presidente de Associação de Moradores em várias ocasiões e atual presidente do Centrro Comunitário de Eventos de Cocal do Sul.

Apesar da qualificação pesou a indicação feita pelos prefeitos do MDB, que tem maioria na entidade: cinco dos 12 prefeitos (Orleans, Balneário Rincão, Cocal do Sul, Lauro Müller e Treviso). A decisão foi adotada em reunião na tarde desta terça-feia (26). Sai da função o ex-prefeito de Forquilhinha, Lei Alexandre (PP), cujo partido tem apenas três prefeitos (Morro da Fumaça, Urussanga e Içara). Este cargo já foi ocupada por ex-deputados, ex-prefeitos entre outros. Um dos mais recentes foi o advogado Giovani Dagostin Marchi, possivelmente com um dos melhores desempenhos. Ele ainda acumulou a assessoria jurídica.

Nelson da Silva confirmou a informação na noite desta terça-feira, mas disse que ainda não receebeu solicitação para iniciar os trabalhos. Ele vai aguardar o comunicado pelo presidente da AMREC, prefeito de Orleans, Jorge Koch.

Destaques da política nesta terça-feira

 personJoão Paulo Messer
access_time12/01/2021 - 19:12

QUASE CASSADO ENGOLE OS CASSADORES
É com “dois “SS” sim. O governador Carlos Moises está saindo da mira de “cassa” para ser o chefe dos dois últimos deputados relatores dos processos de cassação. Luiz Fernando Cardoso Vampiro, relator do primeiro processo e Valdir Cobalchini, relator do segundo, devem assumir as secretarias de Educação e Desenvolvimento Sustentável, respectivamente. Ambos são do MDB. Esta operação ainda não aconteceu oficialmente, mas tem data para ocorrer. Assim como é claro e límpida a mensagem que fica a respeito do poderio de articulação que o deputado Júlio Garcia tem sobre o governador, também depois de ser acusado por ele de “tramar” a sua cassação. Minha dúvida é se o governador só não caiu porque prometeu fazer o que está fazendo ou se não quer viver o mesmo drama de novo. Uma certeza eu tenho: para a Assembleia cassar o governador deixou de ser interessante no dia 31 de dezembro do ano passado.

JÚLIO LHS
Ninguém da política tem dúvidas de que estas costuras todas agora fechadas pelo governador Carlos Moisés tem a agulha do deputado estadual Júlio Garcia. Eis a dúvida: será ele é o novo Luiz Henrique da Silveira, capaz de reunir sob o mesmo guarda-sol PP, MDB, etc...

DE FATO
O que deve ser repetido aos outsiders interessados neste clubinho é que cargo eletivo é o resultado de uma operação política e política é a construção de base. Não há espaço para aventureiro no jogo político. Assim como está ficou pior para Santa Catarina do que ficaria fosse o vencedor da corrida eleitoral qualquer um dos outros candidatos. Não dá para ir a um baile de gala usando agasalho e tênis, nem dançar bale de bota e bombacha. Moisés errou na dose. Embriagou-se com o poder e propriedade de embriagado não tem dono.

PP PARTIDO
Nenhuma surpresa no fato do Partido Progressista ter três deputados, sendo um líder do governo, outro assumindo cargo no Executivo e o outro “metendo o pau” no governo e na atitude dos colegas. João Amin publicou uma manifestação revelando a sua indignação com o fato do partido “embarcar” no governo. O pai foi consultado pelos progressistas antes deles dizerem sim ao convite de Moisés.

VISITA TUCANA
Vinicius Lummertz, Secretário de Turismo de São Paulo, visitou a deputada federal Geovânia de Sá, presidente estadual do PSDB, nesta terça-feira na sede do partido em Florianópolis. Oficialmente uma visita de cortesia para ouvir como foi o desempenho do partido tucano nas eleições municipais catarinenses. Nas entrelinhas leio a seguinte mensagem trazida pelo visitante “prepare o time tucano porque o João Dória vai colocar o pé na estrada para a eleição presidencial de 2022”.

AGENDA CARVÃO
Nesta quarta-feira às 14h30min o Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, irá receber uma comitiva catarinense para tratar da ameaça de encerramento das atividades da Usina Termoelétrica Jorge Lacerda, de Capivari de Baixo. Os parlamentares catarinenses no Congresso Nacional, o governador Carlos Moises, os prefeitos de Criciúma, Tubarão e Capivari de Baixo e autoridades do setor do carvão participam.

Meia perna do Anel Viário

 personJoão Paulo Messer
access_time12/01/2021 - 07:09

Anunciada ontem pelo governador Carlos Moises ao deputado estadual Luiz Fernando Cardoso Vampiro, a sequência da obra do Anel de Contorno Viário de Criciúma tem apenas 2,6 km e deve custar cerca de R$ 17 milhões em virtude da construção de um viaduto para cruzar a avenida Luiz Lazarin.
A informação foi repassada ao deputado Vampiro, pois ele chegou a tratar do projeto quando era Secretário de Infraestrutura. A entrega da ordem de serviço deve ocorrer em ato a ser realizado com a presença do governador em Criciúma mês que vem. Por uma opção do novo governo não existem mais aqueles atos todos na hora da abertura das licitações.
A expectativa era de que o governo contemplasse o que resta do Anel de Contorno Viário e que contempla pelo menos outros quatro quilômetros chegando à avenida Universitária. Só quando este trecho for concluído é que se pode considerar um “anel”.

Reunião do carvão é quarta-feira

 personJoão Paulo Messer
access_time11/01/2021 - 19:59

Foi confirmada na tarde desta segunda-feira a agenda de uma comitiva catarinense com o Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Será discutida com a autoridade federal alternativas para evitar o imapcto econômico em caso de desativação da unidade de produção de energia a Usina Termoelétrica Jorge Lacerda, de Capivari de Baixo. O risco existe desde que a atual proprietária da unidade ENGIE anunciou interesse em encerrar as suas atividades neste setor. Confirmaram presença o governador Carlos Moises, os prefeitos de Tubarão e Criciúma além dos senadores e deputados federais e representantes do setor carbonífero.
O argumento central da conversa será convencer o governo federal da importância de manter a geração de energia segura.

AGENDA - O prefeito Clésio Salvaro deve reunir-se ainda nesta terça-feira com o ministério do TUrismo para confirmar a liberação da verba restante para construção do Miranmte do Morro Cecchinel.

Clésio Salvaro reclama de dores

 personJoão Paulo Messer
access_time21/12/2020 - 18:43

Afastado desde sexta-feira (17), quando testou positivo para o coronavírus, o prefeito de Criciúma está recolhido à sua residência, isolado e acompanhado pelos médicos. Nesta segunda-feira ele definiu a dor como “parece que passou um trator por cima do corpo”. Mesmo assim ele tem conversado com o vice-prefeito Ricardo Fabris, que assumiu a chefia do Executivo de forma emergencial. O retorno de Clésio à prefeitura está previsto para a próxima segunda-feira.
Nesta segunda-feira (21) Fabris repassou ao prefeito um relatório preliminar dos estragos provocados pelo temporal de sábado (19), que atingiu vários pontos da cidade inclusive a sede da prefeitura. Na área do Paço Municipal os prejuízos foram no Teatro Elias Angeloni, no restaurante dos funcionários e parte do telhado da sede administrativa. O expediente, entretanto, foi normal na prefeitura.
A partir de hoje os funcionários da prefeitura entraram em férias coletivas, mantendo-se apenas plantões em cada uma das áreas administrativas e de serviços. O atendimento ao cidadão segue normal entre 8h e 17h sem fechar ao meio-dia, de segunda a sexta-feira.
AGENDA – Na agenda oficial desta segunda-feira o lançamento do serviço aeromédico do SAER. No gabinete Fabris recebeu a diretoria do Esporte Clube Próspera, que levou o troféu do título de campeão da Série B do Campeonato Catarinense. Os dirigentes do clube reivindicam a participação da administração municipal para atender as exigências para disputar o Campeoanto Catarinense da Série A em 2020. Levantamento prévio indica necessidade de R$ 1,2 milhão para deixar o estádio em condições.

Não à reeleição que estupra a Constituição

 personJoão Paulo Messer
access_time06/12/2020 - 22:22

O Brasil não resiste a mais um golpe à nossa Constituição Federal. É editorial a nossa posição em relação ao achincalhe à carta magna brasileira. Sim, falamos sobre a obra que está em curso após manobras provenientes de negociatas nada republicanas e que pretende oferecer mandatos ilegítimos aos chefes do Legislativo. Os privilégios não podem ser arma usada pelos poderosos para se perpetuarem no poder. Sim, estender os mandatos dos atuais chefes do Poder Legislativo (Câmara, Senado e Assembleias Legislativas) é ferir de maneira mortal a democracia.
Nossa interpretação a este absurdo não se restringe ao que ocorre em Brasília. Nossa interpretação é a mesma em relação à Assembleia Legislativa e por que ele pode ser instrumento jurídico arguido por governantes municipais em breve. É simplesmente inadmissível e inexplicável o estupro da nossa constituição.
Se o estupro previsto no artigo 213 do Código Penal é crime hediondo, usemos este comparativo para expressar o tamanho da nossa indignação. Ministros não podem passar de autoridade a estupradores. Já não basta o tanto que violentam a nossa dignidade esparramando assaltantes, quadrilheiros e outros quase comparsas seus, num país que busca insistentemente um caminho inverso ao que parece apontar a bússola destes togados.
Rogai por nós bom senso, pois os homens já não honram mais as togas e calças que vestem.

Os mistérios da política

 personJoão Paulo Messer
access_time29/11/2020 - 07:09

Está difícil entender a “nova política”. As práticas sob este discurso, logo – menos de dois anos – levaram o governador eleito de Santa Catarina, Carlos Moisés ao “paredão” do impeachment. Foi salvo exatamente por quem eu não sei. Mas de volta ao cargo, reassumiu e anunciou como seu braço direito justo aquele que era o até então braço direito de Júlio Garcia. Sim, Garcia que era tido por ele, Moises, seu algoz. Daniela Reihner, sua vice e companheira de discurso da nova política parece ter virado “persona non grata”.
Jair Bolsonaro puxou a onda da nova política sendo chefe de uma família de políticos e com quase três décadas no poder. Ele também andou na mira dos “impeachmeiros”, mas tratou de se comunicar melhor com o temido “centrão”, apaziguou os mais exaltados. Mas Bolsonaro hoje também se distanciou do vice a ponto das agendas de Hamilton Mourão serem vigiadas de perto, a ponto de Criciúma ter sido vítima desta briguinha de vaidades. Mourão viria à cidade semana passada, não veio.

OS FATOS
Um – Absolvido da ameaça do impeachment, o governador Carlos Moises convidou para ser o seu chefe da Casa Civil, o até então braço direito do deputado Júlio Garcia, Eron Giordani.
Dois – Dois “pacatos” cidadãos criciumenses – um dono de restaurantes dos altos da cidade e um paulista radicado aqui como agente oficial do mundo das publicações legais – testemunharam, por caso, semana passada em Brasília, o que pode ter sido causa para o cancelamento da agenda do vice-presidente da república Hamilton Mourão à Criciúma. Ficou-lhes a nítida impressão de que a visita não tinha a simpatia do presidente.

SOBRE OS FATOS
Episódios como os acima relatados são mais comuns do que se imagina na política. A constatação que me deixam é que: no primeiro, Moises percebeu que se não ceder aos vícios da boca torta pelo uso do cachimbo ele não governa. No segundo que os passos do vice-presidente da república são vigiados com o necessário cuidado para que não saia em campanha pelo país.

As razões de uma derrota

 personJoão Paulo Messer
access_time20/11/2020 - 19:22

Numa eleição os erros se tornam gritantes apenas quando o processo está concluído. O vereador Tita Beloli (PSDB), atual presidente da Câmara de Vereadores de Criciúma, ficou na primeira suplência. Faltaram quatro votos para ficar com uma cadeira na legislatura que inicia em janeiro. Ao avaliar o processo ele tem alguns indicativos que podem justificar sua “não” eleição. A COVID influenciou fortemente, pois muitos dos seus eleitores da considerada idade de risco não foram votar. Confirmaram isso pessoalmente ao vereador nesta semana. E ai entra um segundo item para o insucesso, os eleitores fieis que não foram votar consideravam que Tita “estava eleito”.
Tita suspeita ainda que outro fator que pode lhe ter tirado votos é a opção por uma política focando ações consideradas macro. Ele abraçou bandeiras como a instalação do serviço médico SAER, que não é local. Sua interpretação é que o vereador para obter sucesso precisa de pequenas ações de presença na comunidade, por vezes ações bem individualizadas. Sem que tenha dito isso, conclui-se que ele entende render mais votos transportar uma pessoa doente até o pronto socorro e acompanhá-la do que trabalhar pela instalação de um serviço de socorro médico. Nestas ações maiores não marca a digital do vereador.
Tita Beloli está prefeito interino enquanto Clésio Salvaro e o vice Ricardo Fabris curtem dez dias de férias.

Dois candidatos a prefeito com Covid

 personJoão Paulo Messer
access_time14/11/2020 - 15:22

A campanha eleitoral está com horas e minutos contados. A partir das 22h deste sábado as ações de campanha terminam. Só até este horário podem ocorrer carreatas, caminhadas e movimentos mais agressivos de pedido de voto. A partir de então entra em campo um time restrito para os chamados ajustes finos, onde por vezes residem práticas nada recomendáveis. Os candidatos podem continuar pedindo o voto, mas de maneira não ostensiva.
Em Criciúma, onde está o foco principal destas eleições no Sul do Estado, pesquisas indicando um cenário de pleito definido levam a apostas dos índices nas urnas. O que movimenta de fato os bastidores de Criciúma são os cálculos à Câmara de Vereadores. O professor Tiago Colombo, que analisa os números com base em dados concretos de outras campanhas e cenário atual em virtude do Covid e fatores políticos remetem ao raciocínio de alto índice de abstenção. Isso combinado à nova legislação, que acabou com as coligações nas proporcionais e estabeleceu cálculos diferentes do que se tinha até então, sugerem que podem eleger-se vereadores com 1.000 votos ou menos. A interpretação sugere que haja um leque muito grande de partidos representados na Câmara de Vereadores.
Dorvanil Vieira, outro convidado para as mesas de debate da rádio Eldorado, aposta em abstenção de 30 por cento. O professor Marcos Back, na mesma mesa, acredita que este índice pode ser ainda maior.
Nossos comentários, neste momento, são menos contundentes por conta da prudência para se evitar o uso indevido do material para fortalecer ou prejudicar uma ou outra candidatura.
COVID
O médico e candidato a prefeito pelo MDB, Anibal Dário, continua internado em virtude do coronavírus. Já neste sábado o também candidato a prefeito em Criciúma, deputado estadual Rodrigo Minoto (PDT) também testou positivo e permanece em quarentena.

Moisés está voltando

 personJoão Paulo Messer
access_time27/10/2020 - 17:00

A cominação dos fatos pode devolver a Carlos Moises o comando do governo do Estado de Santa Catarina bem antes do que se imagina. A sucessão de fatos leva à conclusão do que é quase uma obviedade. Desde a votação da sexta-feira passada, que revelou articulações silenciosas para contrapor a evidente pretensão da Assembleia Legislativa em afastar o governador Carlos Moises e a vice-governadora Daniela Reinher, Moises já via a possibilidade de ficar pouco tempo fora do palácio. Isso porque a intenção da Assembleia foi fatiada e só a metade não interessava. Mais do que isso, evidente que inimigos pessoais do presidente da Assembleia articularam para fragiliza-lo. Por isso a suspeita de que no Judiciário havia braços destes para fazer o contragolpe. E foi feito.
Este enredo devolveu à Assembleia a simpatia que ela nunca teve por Carlos Moises, que hoje recebeu a informação mais preciosa: a Polícia Federal não encontrou indícios para denunciá-lo no caso dos respiradores, que é o motivo do segundo pedido de impeachment. Se no primeiro pedido quatro desembargadores do Tribunal de Justiça chegaram a antecipar a sua absolvição e neste segundo não há indícios, fica muito fácil a Assembleia Legislativa e Carlos Moises construírem uma relação que nunca tiveram e desalojar a recém empossada governadora Daniela Reihner.
Contemos os dias para Carlos Moises retornar ao Governo do Estado e agora sob a benção da Assembleia Legislativa.

Editorial de hoje

 personJoão Paulo Messer
access_time26/10/2020 - 06:51

Começamos a semana sob a regência de um novo governo.
Do mesmo, um outro.
Da vice a promessa de um governo diferente do que ela ajudou a construir.
Os desdobramentos do que acompanhamos na última sexta-feira vão longe.
Foram momentos emocionantes e históricos.
Um julgamento impressionante e impactante.

Já lá, no meio do julgamento, era possível imaginar que um tsunami estava por acontecer na política de Santa Catarina.
Depois que saímos de lá seguiram-se alguns fatos e eventos que tornam aquele julgamento ainda mais retumbante.
Na política quase tudo é imprevisível.
Pelo poder o jogo é pesado.

Aqui não tem santo.
O aludido golpe, como alguns preferem chamar o impeachment, não pode desconsiderar que do outro lado tem um contragolpe.
Se de um lado tem Júlio Garcia, de outro tem Gelson Merísio.
Os dois se tornaram inimigos na luta pelo poder.

Se a primeira impressão é de que no legislativo só existem interesses, necessário saber que eu também não confio no Judiciário.
Pásmen, nessa briga o lado mais fraco é o Executivo.

Moises e Daniela estão marionetes de gente mais habilidosa.
Habilidade que faltou aos dois.
Digo isso porque não creio que foi o Judiciário quem fez justiça, nem que foi Daniela quem construiu este resultado.
O resultado do julgamento é o conjunto de hábeis políticos de bastidores.

O resultado inevitavelmente seria gritado como injusto.
Um dos lados perderia.
Neste caso aqui a maior perdedora é a sociedade, porque quando estes gigantes brigam, eles até ganham um round hoje, mas perdem amanhã.
Nós cidadãos não. Perdemos sempre.

Sugiro que não nos apaixonemos, nem nos deixemos levar pelo ódio, por qualquer que seja o lado.
Esta briga não acabou.
E enquanto ela perdurar nós seguimos perdedores.

A interpretação do que aconteceu até aqui a gente põe na pauta hoje.
Mas o primeiro passo é saber que nenhum dos políticos, esteja ele na ativa ou não, nenhum dos juízes, aqui, veste pureza.
Não me resta dúvidas de que enquanto a gente olhar só para quem está no holofote, tem muita gente agindo na sombra.

De tudo isso me resta uma certeza.
Se olharmos apenas para o resultado veremos que o julgamento da última sexta-feira devolveu Santa Catarina para o que disseram as urnas em outubro de 2018.
O Estado mais bolsonarista do país voltou a ser bolsonarista.

De “Série C” na Mycujoo à final da champions league

 personJoão Paulo Messer
access_time24/10/2020 - 03:22

Difícil, ainda, avaliar os desdobramentos futuros em consequência dos votos dos 10 juízes de um tribunal especial invocado pelo processo de impeachment do governador Carlos Moises. Por volta do meio-dia cheguei a lamentar a pobreza do evento comparando-o a um jogo de futebol visto por um destes precários sistemas de streaming, mas a coisa mudou e na madrugada deste sábado terminou com fortes emoções.
Depois de quatro contundentes votos dos desembargadores o também desembargador Luiz Felipe Schuch surpreendeu a todos e votou pela admissibilidade, assim como votaram os deputados. Emoção comparados ao de instantes finais de uma grande decisão. Uma decisão de champions league.
Para completar o cenário inesperado, o voto fatiado do deputado Sargento Lima que “aliviou” a vice-governadora, levou o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Röesler a decidir em favor de Daniela Reihner.
Já na madrugada deste sábado (24) era quase 1h quando a soma de votos confirmou o afastamento do governador. Era quase 2h, ou seja, uma hora depois, quando se soube, pelo voto de minera – desempate – que a vice-governadora assumiria o governo.
SALVO
Foi o deputado Sargento Lima quem salvou a vice-governadora e ficou cena de que se houvesse empate o presidente do TJSC votaria pela absolvição do governador.

Vídeo do Murialdo "bomba" em Içara

 personJoão Paulo Messer
access_time21/10/2020 - 18:22

VÍDEO DO MURIALDO
Num vídeo gravado nesta quarta-feira o prefeito Murialdo Gastaldon (MDB) faz uma das mais fortes incursões nesta campanha eleitoral. Enquanto emedebistas aguardam algum movimento público do prefeito em favor do seu candidato e sob o teto da suspeita de que sua torcida é pelo candidato do PSD ele dirige duras críticas à candidata do PP. Este movimento deixa nítido o recado de que ele só não quer uma das três candidaturas. Numa cidade em que no passado tivemos cenas curiosas como a do voto de já falecidos, voto por procuração – ironia a fatos antigos – e que agora tivemos candidato a vice-prefeito ameaçado com pedaço de pau, há quem aposte que fortes e moções estão por vir. Será?

NÃO AVANÇA
A proposta de emenda à Constituição Estadual que propõe tornar “direta” – todos os eleitores votando – em caso de nova eleição para governador neste ano – antes da metade do mandato – e não “indireta” – votação apenas pelos 40 deputados – não avança. E penso que não avançará. Só para ter a admissibilidade do assunto – quer dizer, permitir que a Assembleia Legislativa comece a analisar o assunto – são necessárias 14 assinaturas entre os 40 deputados. A proposta chegou a ter 14, mas o deputado César Valduga (PCdoB) retirou a sua. O saldo agora é 13.

LONGO PRAZO
Mesmo que a proposta de emenda à Constituição para acabar com a tal eleição “indireta” alcançasse o número mínimo não teria tempo de tramitação para valer para este mandato. Por isso é razoável que os autores da proposta não engavetem a intenção e sigam buscando corrigir este equivoco porque futuros governadores não estão salvos de impeachment ainda na primeira metade do mandato.

GAECO NA USINA
Só hoje – quarta-feira – surgiu a informação de que o GAECO fez buscas de possíveis provas na Usina de Asfalto do Município de Criciúma. A suspeita é de que algum trabalho contratado junto a empresa que está fazendo a recuperação da avenida Centenário possa ser feito com mão de obra da prefeitura. A origem da ação é a mesma que já tem outros casos como a suspeita de irregularidades em contratação de serviço da iluminação pública. Ações como esta em outros tempos teria de campanha eleitoral, me parece, teria maior repercussão.

Impeachment e campanha eleitoral fazem a pauta

 personJoão Paulo Messer
access_time20/10/2020 - 22:22

SEGUNDO IMPEACHMENT
Com clima e bastidores bem diferentes do que se viu na análise do primeiro pedido de impeachment - já aprovado na Assembleia Legislativa e em fase de análise por Tribunal Especial (deputados e desembargadores) - o segundo pedido foi aprovado pelo plenário da ALESC, na tarde desta terça-feira. Até o último instante advogados de Carlos Moisés tentaram liminar para paralisar o processo. O ministro Gilmar Mendes (STF) negou e a sessão aconteceu. Agora são dois os pedidos em fase avançada de andamento.
Se na sessão que julgou o primeiro processo não havia aliados do governador nos bastidores da Assembleia, desta vez até secretários compareceram.

O NOVO MDB
Devem ser notados no ambiente da política regional dois movimentos feitos pelo MDB, que chamam a atenção. Em Criciúma a escolha pelo nome do médico Anibal Dário até parecia uma aventura antes de iniciada a campanha. Depois de começar o horário eleitoral se consagrou como uma atitude inteligente. O MDB é destes partidos que mais precisa apresentar o novo, mas sem o disfarce. Ao meu ver consegue fazer isso em Criciúma e em Morro da Fumaça onde a aposta foi no médico Moacyr Luiz da Costa Júnior, o Dr Juninho. Me parece que a boa receptividade a eles não se enquadra na expressão “good doctor”, mas o tão desejado “outsider”.

PESQUISAS
A debochada expressão “samba do crioulo doido” cai bem para as recentes pesquisas divulgadas na praça. É hoje o assunto mais intrigante desta campanha eleitoral. Confesso que carrego um trauma com este negócio de pesquisas. Ops, usei a palavra “negócio”!!! Acho que foi só força de expressão.

REGISTROS
Três candidaturas de prefeito em Criciúma seguem aguardando análise do pedido de registro de candidatura: Clésio Salvaro, Anibal Dário e Éderson da Silva. Os demais estão deferidos: Chico Baltazar, Júlia Zanatta, Rodrigo Minotto e Cosme Manique Barreto.

OLHO EM 2022
O deputado Jessé Lopes publicou em suas redes sociais em tom de advertência um pedido para que eleitores não votem em tucano, porque estes serão adversários de Bolsonaro em 2022. Pediu para que votem nos “fechados” com Bolsonaro. Isso no dia em que a candidata Júlia Zanatta divulgou vídeo do presidente apoiando-a. Um jeito de citar candidatos rejeitados e apoiados mesmo sem citar o nome.

CURIOSIDADE
Claro que é um gol de placa com a marca do vereador Tita Beloli, mas até onde o eleitor vai considerar ações como esta por mais importante que seja de fato a luta? Me refiro a conquista da confirmação de abertura do edital para contratar empresa especializada para o serviço do Aero Médico. Tita chegou a ganhar o apelido de “aero médico”, tamanho foi seu envolvimento no caso, mas qual o impacto disso na edição dos eleitores.