Notícias em destaque

Cocal do Sul inicia alfabetização digital para idosos com foco na prevenção de golpes

commentJornalismo access_time03/09/2026 10:21

Iniciativa alia inclusão digital, autonomia e orientação para reconhecer fraudes e outros riscos no ambiente virtual.

Içara: inscrições abertas para o Campeonato Municipal de Futsal

commentEsporte access_time02/09/2026 21:30

A competição terá início no mês de setembro

Tigre pega o Fortaleza em casa neste domingo

commentCriciúma EC access_time22/08/2026 11:31

Sete pontos separam o Criciúma do seu adversário

Coluna de Sexta-feira

access_time11/05/2018 - 00:55

Emedebistas puxam da gaveta
Nos últimos dias tem sido dito “aos quatro ventos” que governador Eduardo Moreira estaria aceitando apenas projetos dos prefeitos do seu partido, o MDB, para contemplá-los com recursos do novo modelo do Fundam. As informações criaram um apelido ao programa chamando-o de Fundam do MDB. Começaram a surgir algumas reações dos prefeitos emedebistas que revelam não saber de nada. E há ainda os que invocam o que teria sido uma política de privilégios do ex-governador Raimundo Colombo. Caso emblemático é o dos R$ 28 milhões liberados em agosto do ano passado, quando o governo reclamava dificuldades de caixa. Aquela liberação ocorreu justo quando o deputado Gelson Merísio passou por Tubarão e saiu anunciando que o seu PSD e o PP do prefeito Joares Pontcelli estavam fechados para a eleição deste ano. Fato dado pelo MDB como uso da máquina à serviço do PSD.

Presidenciável
O empresário Flávio Rocha, dono do grupo Riachuelo e pré-candidato a presidente da república pelo PRB, estará em Criciúma no próximo dia 22. No dia seguinte ele irá para Blumenau e Joinville. Na viagem ele virá com seu jatinho particular. Na agenda almoço com grupo de empresários e jantar com um grupo do Movimento Brasil 200.

Nova linha
A mais nova especulação remete a uma coligação do PSDB com o MDB, porém com o MDB oferecendo o candidato a vice-governador. Isso significaria Eduardo Moreira fora da disputa. O candidato a governador, neste raciocínio seria o ex-prefeito de Blumenau Napoleão Bernardes.

Novos
Além de Gildo Volpatto, convidado para ser Secretário Adjunto de Estado da Educação outro removido para a capital será Fernando Fáveri, que assumirá função especial na regulação dos atendimentos dos hospitais públicos do Estado.

Em campo
Uma comissão de vereadores da Câmara Municipal em Criciúma está levantando dados para construir o perfil do consumidor do serviço de saneamento básico e o seu custo. Ainda não é possível concluir qual o melhor caminho, mas esta resposta deve ser construída até o mês que vem, quando ocorre uma audiência pública para tratar do assunto em Criciúma.

Comparativo
Nesta semana a comissão de vereadores de Criciúma esteve em Blumenau para recolher dados do modelo de saneamento básico da cidade. Semana que vem irão a Jaraguá do Sul. Nas cidades onde a Casan abastece o custo de 10 metros cúbicos de água é de R$ 42,19, enquanto em Blumenau, onde o serviço é municipal (Samae) este custo é de R$ 29,98. Detalhe é que enquanto em Criciúma a taxa de esgoto é de 100 por cento sobre a taxa de água, em Bumenau o esgoto custa 140 por cento sobre o consumo da água.

Regulação
Primeiro foi Criciúma que trabalhou a proposta de criação de uma agência reguladora para o serviço de saneamento básico. Logo chegou a conclusão de que seria melhor usar a agência que já há no Estado (Agesan) e que aparentemente está sendo mal usada. Agora esta mesma ideia surgiu em Içara, onde começa a etapa de implantação e cobrança do serviço de esgoto. .

Olhar em volta
Não longe daqui, na região de São Ludgero onde está o melhor serviço de saneamento há uma agência reguladora com abrangência regional. Enquanto em Criciúma e Içara o contribuinte recolhe R$ 0,37 para a agência reguladora fiscalizar o serviço de água e esgoto, em São Ludgero a contribuição para o mesmo serviço é de R$ 0,18 centavos.

Impeachment sindical na Saúde
Declarada a guerra no Sindicato dos Trabalhadores na área de Saúde de Criciúma e Região. O atual presidente, João Batista Martins Estevam (direita), realizou uma entrevista coletiva ontem para denunciar que a diretoria anterior fez desvio de diárias e de contribuições sindicais. O ex-presidente Cléber Cândido (esquerda) foi às redes sociais logo depois convocando a categoria para uma assembleia na próxima segunda-feira às 20h na sede da entidade. Na ocasião irão apresentar a proposta de perda do mandato do atual presidente. Na série de argumentos está a alegação de que o atual presidente já não está mais na atividade e que por ocasião da recente greve de 33 dias abandonou os sindicalizados para ir curtir a praia no norte do Estado.

DOBRADINHA Os deputados José Milton Scheffer (PP) e Manoel Mota (MDB) representam água é óleo quando o assunto é política. Quando a causa é nobre, entretanto, a situação é outra. Ontem eles estiveram com o presidente do Tribunal de Justiça do Estado para reivindicar a instalação da quarta vara civel na comarca de Araranguá.

NA ONDA O empresário Luciano Hang virou figura conhecida também através da política. Para que acha que ele só ganhou notoriedade pessoal, engana-se. Os emedebistas o acusam de forma indireta de ter sido beneficiado com a não aprovação da Medida Provisória 220. O governador Eduardo Moreira deixa isso claro.

OFERTA Agora a suspeita é de que Luciano Hang está aproveitando a onda que ele mesmo ajudou a criar para atrair clientes às suas lojas através no noticiário político. A partir dos próximos dias ele venderá nas lojas camisas em verde e amarelo ao preço de custo R$ 9,99.

ESTRATÉGIA Grandes redes com lojas com um mix muito amplo de produtos costumam fazer o que se chama de produto isca, que é quando alguma coisa é vendida sem lucro para atrair o cliente que invariavelmente levará outro produto.

FORQUILHINHA A Câmara de Vereadores de Forquilhinha fará hoje à noite uma sessão solene em homenagem aos 28 anos da Associação de Clubes de Mães do município. A proposta é do vereador Juarez de Oliveira (PP).

DESPEDIDA Ontem a servidora pública municipal de Criciúma, Maria Ângela de Mattos se despediu após 30 anos de serviço. Ela atuava na Procuradoria-Geral do município como coordenadora e auxiliar de escrita.

FRASE DO DIA
“Tem grandes redes que se utilizam de benefícios fiscais o tempo todo, faze notas entre Estados e ficam o tempo todo buscando meios de driblar o fisco. Preferem pagar advogado do que pagar imposto. Eles não vão se dar bem no final das contas“
Eduardo Moreira, governador do Estado ao comentar o fato de ter entrado em rota de colisão com setores do varejo com a Medida Provisória 220, rejeitada pela Assembleia legislativa.


Editorial: Movimentos de Ronaldo Caiado e Flávio Bolsonaro foram destaques no fim de semana

 personJoão Paulo Messer
access_time27/07/2026 - 09:31

O fim de semana de convenções e lançamentos de candidaturas presidenciais acelerou de forma definitiva o ritmo do cenário político brasileiro. Entre os movimentos mais marcantes esteve a oficialização de Ronaldo Caiado na corrida pelo Palácio do Planalto. O evento buscou posicioná-lo como uma alternativa focada em segurança pública e capacidade de gestão, tentando marcar contraponto direto à hegemonia do PT de Luiz Inácio Lula da Silva e à força do PL representado por Flávio Bolsonaro.

Entretanto, as movimentações do fim de semana evidenciaram, mais uma vez, a árdua e complexa missão reservada aos nomes que tentam se consolidar como uma "terceira via". Romper com a dinâmica do debate polarizado exige enfrentar não apenas o alto grau de conhecimento dos polos tradicionais, mas também superar divergências internas nos próprios partidos de centro e centro-direita. A pulverização de pré-candidaturas e a dificuldade de articulação em torno de uma chapa única tornam esse caminho ainda mais íngreme.

Ainda assim, a edificação de uma alternativa consistente permanece no centro das esperanças de milhões de brasileiros que buscam previsibilidade e um debate focado nos problemas reais do país. Para que essa alternativa passe do desejo à realidade nas urnas, contudo, a terceira via precisará demonstrar viabilidade eleitoral e, acima de tudo, transmitir a segurança e a confiança necessárias para que o eleitor acredite em um novo rumo.

Editorial - O silêncio de quem atrapalha

 personJoão Paulo Messer
access_time23/07/2026 - 08:00

Como qualquer indivíduo que começa o dia refletindo sobre determinados assuntos, abro o programa, preferencialmente, fazendo uma provocação para que a gente pense de forma coletiva.

A força de qualquer região não está apenas nos grandes discursos de palanque, mas nas atitudes silenciosas e permanentes de quem escolhe não se omitir.

O verdadeiro sentido da cidadania se revela quando o eleitor, ou qualquer cidadão, compreende sua capacidade de transformar o coletivo a partir da própria postura.

No Brasil, essa força ganha vida diariamente em pequenas, médias e grandes associações, onde o cidadão comum abandona a passividade e decide ser agente de mudanças dentro da própria comunidade.

No entanto, estamos vivendo um movimento inverso. Cada vez mais pessoas se omitem de participar das decisões da comunidade, seja na escola dos filhos, em uma instituição, em uma empresa, em um grêmio estudantil ou em qualquer outro espaço coletivo.

Mais do que se afastarem, muitas ainda desestimulam quem decide participar.

Quem se importa com o próprio entorno compreende que a omissão não é neutralidade. É um ato individual de covardia que produz reflexos desastrosos sobre o bem comum.

Enquanto alguns movimentos se organizam com coragem para conquistar melhorias, frequentemente encontram pelo caminho os pessimistas de plantão. É o clássico "Joãozinho Ranzinza": aquela figura que duvida de tudo, acredita ser dona da razão e tenta arrastar os demais para o seu poço de desânimo, enfraquecendo quem trabalha pelo coletivo.

Diante de qualquer mobilização social, esse estorvo da coletividade logo decreta: "Isso não vai dar certo. Não vai dar em nada."

Contra esse cinismo, precisamos cultivar uma postura mais otimista e comprometida com o futuro.

Se falta disposição para acreditar na força do esforço conjunto, que exista, ao menos, a modéstia do silêncio.

Afinal, permanece atual a máxima popular: se você não pretende ajudar, por favor, não atrapalhe.

Digo isso porque existem inúmeros movimentos. Não falo apenas do Voto pelo Sul, mas de diversas iniciativas que recebem o apoio da grande maioria das pessoas preocupadas com o desenvolvimento da região.

Mesmo assim, sempre aparece alguém disposto a desestimular. Nas pequenas rodas de conversa, repete que nada vai funcionar, que nenhuma iniciativa dará resultado e que qualquer proposta está fadada ao fracasso.

Se você está vivendo esse clima de pessimismo, que tal experimentar o silêncio por um bom tempo?

Editorial - Polarização volta ao centro do debate eleitoral

 personJoão Paulo Messer
access_time21/07/2026 - 09:45

A tensão que se desenha no horizonte das eleições de 2026 não é novidade. O que preocupa é a intensidade com que a polarização volta a ocupar o centro da disputa. O primeiro debate promovido pela Rádio Eldorado mostrou, com clareza, o tom que tende a marcar a campanha: o embate entre esquerda e direita supera, mais uma vez, a discussão sobre projetos de governo.

Em vez da apresentação objetiva de propostas, predominam estratégias voltadas à desqualificação do adversário. Ressurgem rótulos, ataques pessoais e, de forma ainda mais preocupante, questionamentos dirigidos a instituições essenciais da democracia, como a urna eletrônica, alimentando um ambiente permanente de desconfiança.

Essa lógica produz um efeito nocivo. O excesso de ruído desloca a atenção da sociedade do verdadeiro desafio eleitoral: conhecer projetos consistentes, metas alcançáveis e soluções para os problemas do país.

Quando a campanha se resume ao desgaste do oponente, perdem espaço temas como saúde, educação, segurança pública, desenvolvimento econômico e infraestrutura. O debate de ideias cede lugar às provocações, enquanto a narrativa passa a valer mais do que o conteúdo.

Os extremos acabam se fortalecendo mutuamente. O confronto alimenta o próprio confronto, reduzindo o espaço para o diálogo e para a construção de alternativas capazes de responder às demandas da população.

Nesse cenário, cresce a responsabilidade do eleitor. O voto exige discernimento, espírito crítico e independência para distinguir discursos de resultados, promessas de compromissos e propaganda de capacidade administrativa.

Tudo indica que 2026 repetirá a polarização observada em 2022. Resta saber se o eleitor permitirá que o barulho político continue abafando o que realmente importa: a competência para governar e a qualidade das propostas apresentadas.

EDITORIAL – Os impactos do tarifaço no voto do brasileiro

 personJoão Paulo Messer
access_time17/07/2026 - 07:10

A economia, muitas vezes, parece um assunto distante, restrito às bolsas de valores, aos bancos centrais e aos gabinetes de governo. Mas não é. Ela entra, silenciosamente, na casa de cada brasileiro.

Quando um país enfrenta barreiras comerciais, como as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, o impacto não fica apenas nas planilhas das empresas. Ele chega ao campo, à indústria, ao comércio e, principalmente, ao trabalhador.

Menos exportações podem significar menos produção. Menos produção pode resultar em menos empregos, salários pressionados e famílias obrigadas a rever seus planos.

E, quando a renda diminui, cresce a angústia. Contas deixam de ser pagas, negócios fecham as portas e sonhos são adiados. Em muitos casos, a crise econômica provoca conflitos familiares, aumenta os índices de depressão e ansiedade e, nas situações mais graves, leva pessoas a atitudes desesperadas contra a própria vida.

A história brasileira mostra que grandes crises econômicas também mudaram o rumo da política. Governos perderam apoio popular porque não conseguiram controlar a inflação, combater o desemprego ou recuperar o crescimento. Foi assim em diferentes momentos da nossa história: desde a hiperinflação dos anos 1980, passando pelo processo que culminou no impeachment de Fernando Collor, em 1992, e pela grave recessão de 2015 e 2016, que antecedeu o impeachment de Dilma Rousseff.

A economia tem esse poder: influencia eleições, altera governos e redefine prioridades nacionais. Mas, antes de tudo, transforma a vida das pessoas.

Por isso, toda decisão econômica merece ser analisada com responsabilidade, longe das paixões ideológicas. Afinal, números representam pessoas, famílias e histórias.

A boa notícia é que o Brasil também construiu uma reputação de superação. O brasileiro conhece as dificuldades, aprende a recomeçar, reinventa seu trabalho e encontra caminhos mesmo diante das maiores adversidades.

A nossa história é feita de crises, mas também de recuperação. E talvez seja justamente essa capacidade de levantar depois de cada queda que explique por que o Brasil continua seguindo em frente. Com trabalho, esperança e resiliência, o povo brasileiro costuma encontrar forças para dar a volta por cima.

Editorial - O voto começa antes da urna

 personJoão Paulo Messer
access_time16/07/2026 - 06:30

Com o fim da Copa do Mundo, o foco dos brasileiros se desloca dos gramados para as urnas. Entramos em um período marcado por uma inevitável enxurrada de notícias eleitorais. Mais uma vez, o Brasil parece se comportar como duas grandes torcidas organizadas.

Nesse cenário, surge o risco de enxergarmos o voto apenas como uma arma de ataque. Vale lembrar que ele deve ser, acima de tudo, uma ferramenta de construção. A divergência de ideias não representa uma ameaça. Afinal, ninguém é dono da verdade.

Para não nos tornarmos agentes nocivos ao país, precisamos ter firmeza em nossas convicções. Mas essa firmeza não pode se transformar em uma viseira que nos impeça de olhar ao redor. Não podemos ignorar a realidade nem acreditar que a nossa visão representa unanimidade.

Também é preciso reconhecer que quem pensa diferente possui convicções tão legítimas quanto as nossas. Os dois lados acreditam estar agindo com base nos fatos e na busca pelo melhor caminho. Em uma nação onde paixões políticas já produziram tantas frustrações, a cautela é indispensável.

O momento exige empatia para processarmos o noticiário diário sem nos deixar ferir, nem ferir os outros. A análise dos fatos precisa ser feita com distanciamento, serenidade e, sobretudo, prudência. Em tempos de polarização, prudência deixa de ser apenas uma virtude para se tornar uma necessidade.

Vivemos um tempo em que é preciso interpretar cada informação sem se render às verdades absolutas. Sempre pode existir uma leitura diferente daquela que julgamos inquestionável. A decisão do voto virá depois. A preparação, porém, começa agora, no debate de ideias.

Somente quem está disposto a ouvir o contraditório desenvolve discernimento. Sem disposição para escutar o outro, convicção pode facilmente se transformar em teimosia ou apenas em viés.

Ao observar o cenário eleitoral, é fundamental compreender as razões que levam o outro a pensar de forma diferente. Conhecer o contraditório faz parte do processo de decidir. Afinal, ninguém toma um remédio sem antes conhecer os possíveis efeitos colaterais.

A tolerância é o que diferencia uma sociedade madura de um campo de batalha estéril. Que mantenhamos os nossos valores, mas jamais abramos mão da curiosidade para compreender o pensamento alheio. Respeitar a pluralidade de ideias é o primeiro passo para construir o desenvolvimento que tanto desejamos.

Que, nesta jornada eleitoral que agora ganha intensidade, a empatia prevaleça sobre a raiva, o respeito sobre o ódio e o discernimento conduza cada escolha.

EDITORIAL – A riqueza que nasce da terra

 personJoão Paulo Messer
access_time15/07/2026 - 10:00

Hoje é terça-feira, dia dedicado ao mundo do agro.

Falamos de um dos maiores pilares da economia do Sul de Santa Catarina. Mas essa realidade ultrapassa as fronteiras da região. Santa Catarina e o Brasil têm na terra uma das principais fontes de riqueza, desenvolvimento e geração de oportunidades.

É justamente esse potencial que volta a ganhar evidência entre os dias 12 e 16 de agosto, quando o Centro de Eventos José Ijair Conti receberá mais uma edição da AgroPonte. A feira reúne produtores, empresários, pesquisadores e especialistas em um ambiente que conecta inovação, tecnologia e produção, consolidando-se como uma das principais vitrines do agronegócio catarinense.

O idealizador da AgroPonte, Willi Backes, costuma fazer uma observação tão simples quanto verdadeira: basta olhar ao redor para perceber que tudo, absolutamente tudo, vem da terra.

Não apenas os alimentos. Os equipamentos, as ferramentas, os insumos e boa parte dos produtos que utilizamos diariamente têm origem, direta ou indireta, na riqueza produzida pelo campo.

É essa riqueza que gera empregos, movimenta investimentos e fortalece a economia. A AgroPonte traduz essa realidade ao apresentar a evolução de um setor que continua sendo um dos principais sustentáculos do desenvolvimento regional e nacional.

Editorial - Feira do Livro reafirma que a leitura continua sendo a base da formação humana.

 personJoão Paulo Messer
access_time13/07/2026 - 08:20

Falar de livros ou de uma feira do livro costuma despertar um certo sentimento de nostalgia. Em tempos de telas, algoritmos e informações consumidas em poucos segundos, muitos acreditam que a leitura perdeu espaço para a velocidade. Vivemos cercados por conteúdos rápidos, imagens que se sucedem sem pausa e mensagens que mudam de foco antes mesmo de serem assimiladas. O resultado é uma sociedade cada vez mais informada, mas nem sempre mais preparada.

Olhar para uma feira do livro pode parecer, aos mais céticos, um exercício de saudosismo. O cheiro do papel novo, o movimento entre os estandes, o encontro entre leitores e autores lembram um tempo que muitos insistem em dizer que ficou para trás.

Mas essa percepção está equivocada.

A feira do livro não representa o passado. Ela representa o futuro. O livro continua sendo a mais completa ferramenta de formação do ser humano. Diferentemente do consumo acelerado e fragmentado das redes sociais, a leitura exige tempo, silêncio, concentração e reflexão. É nesse processo que se desenvolvem a empatia, o pensamento crítico e a capacidade de compreender a complexidade do mundo.

Quem lê não apenas conhece histórias. Aprende a interpretar a própria realidade.

Mais do que o ato individual de folhear uma obra, os ambientes onde o livro vive também exercem um papel pedagógico decisivo. Bibliotecas, livrarias e feiras do livro são espaços de formação cidadã. Neles se fortalece a cultura, amplia-se o conhecimento e consolida-se uma sociedade mais consciente, crítica e preparada para o futuro.

Precisamos ocupar esses espaços e garantir que as próximas gerações também tenham a oportunidade de se perder entre as páginas para, finalmente, se encontrarem como cidadãos plenos.

É com esse propósito que, nesta manhã, o Programa João Paulo Messer é apresentado diretamente da Praça Nereu Ramos, no coração da Feira do Livro de Criciúma. Em uma semana marcada por tantos acontecimentos, escolhemos começar daqui para destacar um evento que simboliza conhecimento, cultura e formação.

A Feira do Livro já está aberta ao público e seguirá movimentando a Praça Nereu Ramos nos próximos dias. O convite está feito: visite os estandes, converse com os autores, descubra novas histórias e leve um livro para casa. A informação passa. O conhecimento permanece. E o livro continua sendo o melhor caminho para construir o futuro.

EDITORIAL – Inadmissível lei altera a rotina dos brasileiros

 personJoão Paulo Messer
access_time08/07/2026 - 07:50

Enquanto os holofotes da mídia e a atenção da população se voltam para as grandes competições e discussões do momento, uma preocupação profunda segue crescendo, de forma silenciosa, nos bastidores do planejamento familiar e econômico do país. Trata-se dos desdobramentos práticos da recém-aprovada Lei nº 15.421/2026.

Essa legislação, elaborada para estabelecer as diretrizes da Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027 no Brasil, traz em seu texto uma determinação que promete desestruturar a rotina de milhões de brasileiros: a obrigatoriedade de que os sistemas de ensino públicos e privados ajustem seus calendários para que as férias escolares coincidam com o período do evento.

A contradição salta aos olhos quando analisamos a lógica do nosso cotidiano. Não interrompemos nossas atividades habituais para os torneios disputados no exterior, mas o país será obrigado a paralisar suas salas de aula em função de um evento que, embora relevante no cenário esportivo mundial, ainda não possui o mesmo apelo cultural nem a simpatia unânime do povo brasileiro. Impactar, de forma tão drástica, o calendário das cidades e das famílias parece uma medida desproporcional à realidade nacional.

As consequências pedagógicas e logísticas dessa imposição são alarmantes. Para que as redes de ensino consigam cumprir a carga horária e o número mínimo de dias letivos exigidos por lei, haverá uma verdadeira dança das cadeiras no calendário escolar. As instituições precisarão antecipar ou postergar o início e o término das aulas.

Na prática, isso significa que o tradicional descanso de janeiro será severamente encurtado, forçando estudantes e professores a retornarem às salas de aula no auge do verão para compensar os dias parados durante o torneio.

O impacto econômico desse "efeito dominó" será sentido imediatamente pelo setor produtivo, com destaque para o comércio e o turismo das cidades litorâneas e das estâncias turísticas. Historicamente dependentes do movimento das férias de janeiro, esses municípios enfrentarão praias e hotéis esvaziados pela volta precoce às aulas. Famílias terão suas programações de descanso e lazer fragmentadas, enquanto o comércio local amargará prejuízos financeiros difíceis de recuperar.

Sob o manto de um ufanismo esportivo, o Brasil impõe um sacrifício desnecessário à sua população e à sua economia, alterando a rotina de um país inteiro por conveniência de um evento de apenas quatro semanas.

Editorial – Que a vitória do Tigre ontem motive um bom dia

 personJoão Paulo Messer
access_time08/07/2026 - 07:10

Há dias em que tudo parece conspirar a favor. Não por acaso, mas pela forma como escolhemos começar a caminhada. O otimismo tem essa capacidade silenciosa de mudar o ambiente, influenciar decisões e transformar pequenos desafios em oportunidades. É uma postura que contagia e produz resultados.

A vitória do Criciúma na noite de ontem ajuda a explicar esse sentimento. Mesmo diante das dificuldades da partida, prevaleceu a confiança de que o resultado positivo chegaria. A bola insistiu, o time acreditou e o desfecho premiou quem não desistiu. No futebol, como na vida, confiança costuma abrir caminhos que o pessimismo fecha.

O Tigre alimenta o sonho de voltar à elite porque aprendeu a competir acreditando. E essa talvez seja a principal lição que o esporte oferece nesta manhã: grandes conquistas começam muito antes do apito final. Elas nascem na convicção de que vale a pena insistir.

Que essa energia positiva saia das arquibancadas e acompanhe cada um de nós ao longo desta quinta-feira. Quem enfrenta o dia com disposição, esperança e confiança aumenta as chances de transformar dificuldades em vitórias. E, muitas vezes, é exatamente essa atitude que faz toda a diferença.

Editorial de 7 de julho no Programa João Paulo Messer

 personJoão Paulo Messer
access_time07/07/2026 - 08:00

O ano de 2026 caminha para sua segunda metade carregando uma sensação que muitos brasileiros conhecem bem. Durante meses, as atenções estiveram voltadas para a Copa do Mundo, evento capaz de unir o país em torno de uma paixão comum. Como sempre acontece, vieram a esperança, a ansiedade e o sonho de ver a seleção levantar mais uma taça. Mas, para muitos, o resultado acabou ficando aquém das expectativas, deixando aquela conhecida mistura de frustração e de decepção.

Passado o futebol, o foco nacional muda rapidamente. As conversas deixam os gramados e chegam às ruas, às redes sociais e aos palanques. É tempo de eleições. Começa outra disputa, desta vez pelo voto, marcada por promessas, debates, confrontos e pela expectativa de novos rumos para o país e para os estados.

Entre uma Copa do Mundo e um processo eleitoral, o calendário de 2026 ainda reúne um número significativo de feriados. Somado a isso, o cenário econômico continua cercado de incertezas, exigindo cautela de empresários, trabalhadores e investidores. Não faltam motivos para quem classifique este como um ano difícil ou até mesmo como um período parcialmente perdido.

Mas essa não precisa ser a conclusão. Os anos não são iguais para todos. Enquanto alguns esperam que as circunstâncias mudem, outros decidem fazer diferente. Em qualquer ambiente, sempre haverá espaço para quem busca oportunidades, investe em conhecimento, trabalha com disciplina e transforma dificuldades em aprendizado.

O tempo funciona como uma grande peneira. Ele separa os que desistem diante dos obstáculos daqueles que persistem apesar deles. Permanecem os que acreditam, os que inovam, os que se reinventam e os que compreendem que o sucesso raramente depende apenas das condições externas.

Que 2026 seja lembrado não pelas interrupções do calendário, nem pelas decepções do futebol ou pelas disputas da política, mas pela capacidade de cada um de construir resultados mesmo em um ambiente desafiador. Afinal, os bons não são apenas aqueles que sobrevivem às adversidades. São aqueles que conseguem transformar cada dia em uma oportunidade de crescer, produzir e fazer a diferença.

Editorial - A decepção começa quando a esperança ignora os fatos.

 personJoão Paulo Messer
access_time06/07/2026 - 09:00

Antes do apito inicial, o brasileiro já havia escolhido acreditar. Não porque a seleção inspirasse confiança, mas porque, por aqui, a esperança costuma falar mais alto do que a realidade.

Ignoramos os sinais de fragilidade técnica, transformamos desejo em diagnóstico e apostamos no improvável como se fosse destino. A eliminação para a Noruega apenas confirmou o que muitos preferiram não enxergar.

O mesmo acontece fora dos gramados. Acreditamos na promessa da picanha, no milagre econômico, na solução fácil e no discurso salvador. Criamos expectativas sobre promessas que raramente resistem ao teste da realidade.

Quando a conta chega, ela vem acompanhada da mesma frustração do apito final. O problema não está em sonhar, mas em substituir o pensamento crítico pela esperança cega.

Talvez a maior derrota do brasileiro não esteja no futebol, mas no hábito de acreditar mais no improvável do que nas evidências. A Copa apenas tornou essa lição impossível de ignorar.

Editorial: Abrir ou não as portas do comércio de rua em dia de jogo do Brasil

 personJoão Paulo Messer
access_time26/06/2026 - 07:10

Na próxima segunda-feira, a seleção brasileira entra em campo contra o Japão por uma nova e decisiva fase da Copa do Mundo. Marcada para as 14h, a partida mexe profundamente com a rotina das cidades e reacende um antigo dilema entre os lojistas: abrir ou fechar as portas durante o jogo?

Manter o comércio funcionando tem seus prós e contras. Pelo lado positivo, bares, restaurantes e lanchonetes veem o faturamento disparar com torcedores reunidos. Lojas que instalam telões também podem atrair clientes de última hora.

Por outro lado, para o comércio tradicional de rua e os shoppings, o movimento de compras despenca drasticamente no horário do jogo, gerando custos operacionais que mal se pagam. Além disso, liberar os funcionários ou fechar mais cedo funciona como um forte elemento de motivação e engajamento da equipe.

Essa indecisão altera completamente a dinâmica do cidadão. Quem precisa resolver pendências na rua ou fazer compras enfrenta bancos fechando mais cedo, repartições públicas em esquema especial e um trânsito caótico nas horas que antecedem o apito inicial. Seja pela folga negociada ou pelo "olho na tela e outro no balcão", a segunda-feira testará a capacidade de adaptação do comércio e dos trabalhadores.

A Copa do Mundo é mais um evento a revelar o novo jeito de acompanhar o que acontece

 personJoão Paulo Messer
access_time25/06/2026 - 07:10

A Copa do Mundo também está mostrando uma mudança no jeito de consumir futebol. O fenômeno liderado por Casimiro Miguel transformou transmissões em grandes eventos de entretenimento, aproximando públicos que talvez não acompanhassem os jogos pelos meios tradicionais. A linguagem é mais leve, espontânea e conectada com a dinâmica das redes sociais.

Por outro lado, esse modelo costuma privilegiar a reação imediata, o meme e o corte viral. Há menos espaço para análises aprofundadas, contextualização histórica, apuração e debates mais técnicos que, tradicionalmente, fazem parte do trabalho de rádios, jornais e emissoras especializadas. São propostas diferentes, cada uma atendendo a um público e a uma expectativa.

Essa tendência, aliás, não se limita ao futebol. O ambiente digital parece premiar, cada vez mais, o impacto instantâneo. Em diversos temas da vida pública, inclusive na política, a capacidade de gerar engajamento muitas vezes recebe mais atenção do que a apresentação detalhada de ideias, projetos ou propostas. Em um cenário dominado por algoritmos, visualizações, compartilhamentos e cortes de poucos segundos, o alcance de uma fala frequentemente ganha mais destaque do que a profundidade do seu conteúdo.

A Copa, nesse sentido, acaba sendo um reflexo de uma transformação maior: a disputa pela atenção passou a ser tão importante quanto a própria informação. E, talvez, o grande desafio seja encontrar o equilíbrio entre entretenimento, alcance e qualidade de conteúdo.

Editorial de hoje chama a atenção para o fato de termos desunião, e não aquilo que a Fifa anunciava.

 personJoão Paulo Messer
access_time24/06/2026 - 09:00

Hoje, a Gazeta do Povo, de Curitiba, revela em texto editorial uma leitura interessante sobre a Copa do Mundo de 2026. Basicamente, a interpretação de que aquilo que deveria ser a celebração máxima da união global pelo futebol virou o espelho de um planeta profundamente fatiado. Três países-sede que prometeram uma festa integrada mal conseguem disfarçar suas próprias fraturas geopolíticas.

A quebra de protocolo inédita, com três cerimônias de abertura distintas, já dava o tom do que viria fora das quatro linhas: um choque cultural e burocrático disfarçado de diplomacia.

Enquanto a bola rola, o verdadeiro jogo acontece nos bastidores do controle de fronteiras.

Os Estados Unidos, sob o pretexto de segurança nacional, impuseram restrições migratórias severas que sabotaram a logística da seleção do Irã, negaram vistos a dirigentes e até tentaram barrar torcedores, transformando o esporte em extensão de seus conflitos no Oriente Médio.

Nesse tabuleiro paranoico, até a arbitragem virou alvo, com o veto ao árbitro somali Omar Abdulkadir por supostas ligações terroristas. Do outro lado da fronteira, o Canadá adotou sua própria postura de tribunal moral global, barrando o ganês Thomas Partey por acusações criminais em Londres e quase banindo o marfinense Elye Wahi por suspeitas na França.

Enquanto isso, o México, em um contraponto irônico, manteve suas portas abertas, escancarando a total falta de sintonia entre os organizadores. O futebol, que historicamente parava guerras, hoje é refém de liminares, liberações de última hora e revogações de vistos.

No fim das contas, a verdade é que o mundo contemporâneo simplesmente não segue mais as lógicas tradicionais. A velha ilusão de que grandes eventos esportivos possuem o poder de harmonizar diferenças e criar uma “trégua olímpica” foi completamente desintegrada.

Hoje, o pragmatismo político e o medo geopolítico engoliram a cooperação internacional. O que rege as relações entre as nações não é mais um planejamento diplomático coerente ou o espírito de integração esportiva, mas sim um cabo de guerra ideológico, onde fronteiras geográficas se tornam barreiras intransponíveis e o caos burocrático dita as regras do espetáculo.

Editorial: Tempo de solidariedade e participação nas campanhas do agasalho

 personJoão Paulo Messer
access_time23/06/2026 - 07:50

O inverno chegou. Com ele, vêm o desconforto, as manhãs mais difíceis para acordar e sair de casa e o frio que, muitas vezes, parece doer. Mas, à medida que os dias ficam mais gelados, também se renova o nosso compromisso com o bem-estar coletivo.

A queda das temperaturas nos convida ao aconchego dos nossos lares, mas também nos alerta para a realidade daqueles que enfrentam a vulnerabilidade social e não possuem o básico para se aquecer. É nesse cenário que a participação nas campanhas do agasalho se torna um gesto urgente de solidariedade e amor ao próximo.

Olhar para o guarda-roupa e desapegar daquele casaco, cobertor ou peça de roupa que já não utilizamos pode parecer algo simples, mas carrega o potencial de transformar e até salvar vidas durante as noites mais rigorosas do inverno.

A solidariedade é, historicamente, uma das marcas mais bonitas da população da nossa região. Sempre que fomos chamados a estender a mão, respondemos com generosidade e empatia.

Por isso, há motivos para acreditar que as campanhas deste ano terão mais uma vez grande participação da comunidade. Cada doação representa um abraço em forma de tecido, capaz de aquecer não apenas o corpo, mas também a esperança de quem recebe.

Não espere o frio se intensificar para agir. Procure um ponto de coleta e faça a sua parte. Juntos, podemos fazer com que o calor da solidariedade seja mais forte do que qualquer baixa temperatura.