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Criciúma recebe Conferência Regional de Vereadores Mirins

commentCriciúma EC access_time23/06/2026 17:15

Evento é organizado pela Câmara de Vereadores do município

Coluna do Fim de Semana

access_time06/04/2018 - 20:00

Morre um gigante da imprensa
Apesar do sofrimento dos últimos meses, em função de uma destas doenças malditas à qual os homens ainda não encontraram a cura, a morte de Francisco Milioli Neto pode nos levar a usar aquela dolorida expressão: “ele descansou”. O sofrimento da esposa Marlene, os filhos, netos e outros familiares tem hoje nosso abraço de conforto. Eles têm mais do que nosso consolo e conforto. Estamos todos chorando a perda de um dos maiores homens do jornalismo no Estado de Santa Catarina. Poderia ser estrela nacional, não tivesse optado por abrir mão dos convites recebidos, para permanecer na sua cidade. Poucos se orgulham da sua cidade como Milioli se orgulhava de Criciúma. Tive o privilégio de trabalhar com ele pela primeira em 1999, quando vim trabalhar em Criciúma atraído pela qualidade que a imprensa daqui tinha, reconhecida em todo o sul do país. Milioli Neto, João Sônego e Clésio Búrigo foram minhas primeiras referências, depois outros, porém, todos mestres da mesma escola. Suas qualidades não se restringiam ao texto irretocável, à fala fácil, um conhecimento gigante e inteligência ímpar. Era sério, muito sério. Não permitia desvio algum de caráter, e aqueles que tinham este desvio ganhavam a sua antipatia, o que era uma sentença dura.

Eduardo governador
A posse festiva e de fato foi no dia 26 de fevereiro, mas a posse oficial e legal de Eduardo Moreira governador ocorreu nesta sexta-feira na Assembleia Legislativa. Posse pomposa como se fosse a do início de mandato de quatro anos. Sessão solene. Agora ele é governador de fato e de direito.

Eduardo governador
Na entrevista coletiva que concedeu logo após a posse, o governador Eduardo Moreira assustou inclusive o seu fiel escudeiro de muitos anos, prefeito Helio Cesa Alemão, de Siderópolis e hoje presidente da Associação dos Municípios da Região Carbonífera. Foi quando disse de forma categórica que Fundam II, com aquele modelo em que os prefeitos decidem para onde vai o dinheiro “não tem nenhuma chance”.

Fundam II
O Fundam I, realizado por Raimundo Colombo, distribuía entre R$ 400 mil e R$ 4 milhões para os municípios que definiam onde aplicar. Agora serão R$ 765 milhões aplicados em obras da infraestrutura do Estado e aplicados por indicação do governador. Parte porque isso é exigência do agente financiador, o BNDES, parte porque o governador entende que sabe onde estão as obras que melhor contribuem para desenvolver o Estado.

Reverteu
No seu último dia como Secretário de Estado de Turismo, o deputado estadual Leonel Pavan convenceu o governador Eduardo Moreira a evitar o que poderia ser o seu maior erro no governo, extinguir a secretaria. Isso chegou a ser anunciado, mas quando Pavan mostrou os números, viu o governador com olhos bem abertos e a testa repuxada, expressão do tipo: “eu não sabia disso”. Logo a decisão foi revista.

Convenhamos
.O Estado de Santa Catarina começou a mudar a sua imagem e consequentemente os números da chamada indústria do turismo quando Luiz Henrique da Silveira era o governador e Pavan o vice. Neste ano o Estado completou uma década em que o turismo catarinense alcançou a liderança nacional, ultrapassando a região nordeste e o Rio de Janeiro. Extinguir a pasta que cuida desta área seria um crime sob o ponto de vista administrativo.

Primeira impressão
Neste sábado, quando o PSD junto com Raimundo Colombo fizerem, em Lages, um grande evento político para dar uma espécie de largada à pré-candidatura do ex-governador ao Senado vamos perceber os primeiros ajustes para as composições eleitorais de outubro. Demonstração mais significativa deve ser dada pelo governador Eduardo Moreira, que deve ir cumprimentar seu parceiro e antecessor, mas na hora em que formar-se o palanque de oradores, ele vai embora. Colombo e Moreira tem selada a estreita relação, mas ambos já sabem que PMDB e PSD já não ficam mais juntos.

ANIVERSÁRIO Neste sábado a deputada federal Giovania de Sá reúne hoje amigos e principalmente os líderes do PSDB em todo Estado. Vai ser durante almoço de comemoração pela passagem do seu aniversário. O evento vai acontecer na sede da Associação Imbralit.

NA FUMAÇA Decisão unânime da Justiça manteve a decisão de primeiro grau que manda a Casan sair de Morro da Fumaça. O município irá contratar outra empresa para fazer a gestão do serviço. A reclamação é que a empresa arrecadava cerca de R$ 400 mil/mês, sem gerar melhorias correspondentes ao faturamento.

NA POLÍTICA Ao mesmo tempo que ganha na Justiça o rompimento com a Casan, o prefeito de Morro da Fumaça tem vitória política. Afinal, a Casan é do Estado comandado pelo PMDB, partido que não poderia fazer ação como a que Noi Coral (PP) bancou.

SINAIS É do ambiente político de Morro a Fumaça, ainda, a reversão que vem diminuindo a força do PMDB, como é o caso da cooperativa de eletrificação, onde o PMDB perdeu a hegemonia. Primeiro foi quando quase perder a eleição do Conselho Administrativo e agora quando perdeu a força no Conselho Fiscal.

SOBROU O senador Dário Berger foi à posse de Eduardo Moreira, mas não foi chamado à mesa. Ficou até o fim, mas saiu “de fininho”, entrou no carro e foi embora sem cumprimentar o governador ao término da solenidade. Às pessoas mais próximos Dário comentou sobre o fato.


Educação do município não quer a do Estado como sócia

 personJoão Paulo Messer
access_time19/09/2017 - 21:17

Depois de audiência pública para discutir a municipalização de algumas escolas estaduais, nesta semana em Criciúma, a prefeitura está retirando a intenção de assumir escolas como a José de Patta (Bairro Colonial) e Luiz Lazarin (Rio Maina). A opção oferecida pelo Estado de ceder algumas salas ociosas para espécie de gestão compartilhada Estado/Município, não agrada a prefeitura. Está flagrante que o município não quer gerir escola em sociedade com o Estado. E a razão é simples. É a mesma que leva os pais deixarem as escolas do Estado migrando os filhos para o município. Notado que o município faz uma gestão muito melhor das escolas de ensino fundamental que o Estado.
O Estado demonstra, por suas atitudes, que tem nítida preferência pela manutenção dos professores oque, em alguns casos, significa vir em detrimento do aluno. Isso fica evidente com a queda na qualidade das condições dos alunos. Basta olhar para uma escola do Estado e uma do município para perceber a diferenteça, Basta notar o movimento dos pais que preferem nitidamente a escola municipal. Se o Estado não parar de ter medo de greve, contribuirá para apressar o desmanche da sua proposta de ensino. Priorizar o professor sim, nunca em detrimento do aluno. O Estado não tem conseguido manter este equilibrio.
O Sindicato está no seu papel, o professor também. O Estado é que não tem feito o seu. A rede pública de Estado se afastou dos alunos e dos pais. Pior que isso é que em muitos casos a gestão escolar está feita na base do achego político. É assim. Aproveita-se quem pode. O Estado é que não pode permitir.É natural que isso não é regra, mas o Estado tem que aprender a difundir a excessão. Reprovar a acomodação e aprovar a renovação.
Ontem a Secretária de Educação de Criciúma foi pontual: ao Município não interessa gestão compartilhada em escola alguma. E mais, usou a migração de alunos da rede estadual para a municipal para dizer que não pretende gerir nada com quem não sabe gerir. Recado duro, direto e abonado pela realidade posta aos olhos de quem se dá o tempo de analisar.

Ambiente da política

 personJoão Paulo Messer
access_time18/09/2017 - 18:28

Com a estreia do novo portal da Rádio Eldorado se amplia a possibilidade de interagirmos no ambiente da política. Mais de uma vez ao dia, preferencialmente sempre que houver fato novo, e relevante, devo comparecer a este espaço para informar e comentar. O dinamismo da política tem sido algo espetacular. Num mesmo dia o fato pode ter mais de uma versão. A certeza de amanhã é a incerteza de hoje, mas pode voltar a ser incerteza depois de amanhã.
Não há surpresa nisso tudo, nem se trata de uma questão local ou pontual. A incerteza no cenário de política nasce com as dúvidas sobre qual regra vai valer para as eleições do ano que vem. A reforma eleitoral corre risco de não mudar nada. Reforma sem nenhuma reforma. Nem mesmo o indispensável fim das coligações e a razoável cláusula de barreira devem valer. Pelo menos é o que sinalizaram os trabalhos desta semana. Depois de amanhã a informação pode ser outra.
No Estado a curiosidade maior é sobre a força da proposta de Gelson Merísio (PSD), que nasceu sob a desconfiança de todos, mas que não diminui o ritmo e até já levou o PMDB a falar em abrir mão da coligação com o PSD de Raimundo Colombo. Os peemedebistas lançam olhares sobre o PSDB que jura ter a força que não se consegue enxergar, a de ter um candidato próprio a governador. Se é que alguém tem esta capacidade é o senador Paulo Bauer, que anda silencioso demais para que quer ser candidato.
No PMDB não há necessidade de definir muito cedo quem é o candidato. Afinal, sigla acredita tem força o suficiente para eleger “um poste”. Para o Senado já fez isso na eleição passada. Acho até que é melhor que o PMDB demore ao máximo para definir o nome, pois quem sabe o “tercius” deste cenário seja o atual vice-governador Eduardo Pinho Moreira. Isso seria bom demais para o Sul.
O PPAMIN é outra sigla que ensaia candidatura própria. O PP que um dia tentou não ser PPAMIN morreu na praia pisoteado por raposas tão hábeis quanto o próprio líder progressista Esperidião Amin, que é o único com capacidade de dizer para e como o partido deve ir. Os outros da sigla, aqueles que tentam dar vida própria ao PP sem Amin não tem capacidade de respirar sem o principal aparelho progressista, o brilho da mente de Amin.
E vai ser por ai que nos vamos nos cruzar daqui por diante, aqui no blog do novo portal da Rádio Eldorado.