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Criciúma recebe Conferência Regional de Vereadores Mirins

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Evento é organizado pela Câmara de Vereadores do município

Coluna de Quinta-feira

access_time05/04/2018 - 00:23

Pena de esperança tucana
Seguindo um raciocínio que fiz aqui na coluna nesta semana, de que o prefeito Clésio Salvaro (Criciúma) sofre prejuízo por não ter alguém identificado como oposição, pasmen, este “remédio” pode sair de dentro do próprio partido. Explico: o vereador Júlio Kaminski, eleito pelo PSDB pediu para sair do partido. Tem-se como lógico que para onde ele for, irá para firmar-se com contundência ainda maior do que já faz no Legislativo. Sendo do partido do prefeito ele já é o campeão de requerimentos e protagonista de algumas saias-justas do governo. Não será surpresa se lá por meados do ano que vem ele se transforme no franco atirador contra o governo oferecendo o que Clésio Salvaro melhor sabe fazer: ir para o debate.

O salto
Júlio Kaminski não está saindo porque o PSDB não lhe garantiu a presidência da Câmara no início do ano passado, nem porque não tem cargos no governo ou qualquer outro destes argumentos que seriam óbvios. Vereador de primeiro mandato, ele têm mais pressa do que encontrou até então. Resta saber se para onde for também não terá que entrar numa fila longa.

Asas livres
Tucano ou não, Júlio Kaminski é do tipo que não pode ter asas presas. Dá-se muito melhor na oposição. Fosse um time de futebol, diria que ele joga mais parecido com o estilo de Ademir Honorato. Conhece dos assuntos onde se envolve e mergulha fundo.

Último ato
O governador Raimundo Colombo faz hoje o seu último ato. Vai à Assembleia Legislativa na primeira hora da tarde e direto no gabinete do presidente, deputado Aldo Schneider (PMDB), entrega a sua renúncia. Formalidade exigida. Logo depois concede entrevista no mesmo ambiente atendendo a imprensa. Completa sete anos de mandato com uma despedida assim. Sábado em Lages começa nova vida.

Ex-governador
Óbvio que ao analisar a estratégia há de se levar em conta que Raimundo Colombo poderia sair por um corredor de agradecimentos. Como estratégia, por passar o governo a um aliado, sua despedida poderia ter alguma carga de marketing ainda de governador, mas a opção foi aceitar a estratégia do PMDB, que antecipou a transição.

Agora é Senado
Pelo visto Raimundo Colombo terá ar de vida nova a partir de sábado, com o pré-lançamento da sua candidatura ao Senado. E é lá que ele vai usar o discurso do que deixou no governo. Vai dizer que pretende voltar ao Senado, agora com a experiência de dois mandatos de governador.

Municípios
O know how de ex-presidente da Assembleia Legislativa e prefeito de Itajaí, o atual presidente da Federação Catarinense dos Municípios, ex-petista e hoje peemedebista Volnei Morastoni, até que deu ligeiro tom de firmeza na união dos prefeitos. A entidade fez reunião extraordinária ontem. A ideia era ouvir consolo aos caixas municipais. Restou à reunião a cena de um consolar o outro: a situação caótica é geral.

Fala do Estado
Foram à reunião da FECAM os Secretários de Estado da Saúde e o de Fazenda. Nem Acélio Casagrande, tão pouco Paulo Eli, respectivamente, deram notícia boa. Apenas venderam esperança. Houve quem tentou forçar o Secretário da Fazenda dizer que o Fundam II “não sairá mais”. Por cautela política, ele disse que sairá, mas de outro modo. Não cravou espada nas costas de Raimundo Colombo, como alguns desejavam.

Alemão no CD
O prefeito Helio Cesa Alemão (Siderópolis), presidente da Associação dos Municípios da Região Carbonífera, foi eleito vice-presidente do Conselho Deliberativo da Entidade, ontem. O Sul já tem Murialdo Gastaldon (Içara), também do PMDB, no Conselho Fiscal.

A voz das vozes do protesto
Nem todos compreendem o papel de um líder, mas nenhum líder deixa de ser respeitado, mesmo que a forma das pessoas se manifestarem a seu respeito seja com expressão de ódio, raiva ou apenas uma crítica. A verdade é que nada acontece sem a figura dos líderes. E foi assim nesta terça-feira, quando manifestantes foram à Praça Nereu Ramos em Criciúma. Lá havia um líder que não é desconhecido. Hoje, quem sabe, suficiente para ser odiado por alguns que pensam diferente dele. Há de se registrar que Nilson Olivo deu a cara para bater. Ele representou muita gente, sem se acovardar.

BELA HISTÓRIA Valberto Berkembrock, de 51 anos, será sepultado hoje em Forquilhinha, deixa uma ficha enorme de serviços na área pública. Foi assessor estratégico da prefeitura de Criciúma no governo de Décio Góes, quem acompanhou na prefeitura no Balneário Rincão e por oito anos atuou com o prefeito Douglas Guinga Warmling, em Siderópolis. Sabia como ninguém conciliar gestão com política.

TRAGÉDIA Berkembrock foi encontrado, morto, no banheiro de sua própria casa pelo pai. Há seis anos passou por uma cirurgia bariátrica, depois teve complicações e agora aguardava o transplante de fígado. Nos últimos tempos evitava inclusive conversar com os amigos, que ele tinha em todos os partidos políticos e cidades da região. Foi vereador em Forquilhinha.

O CARVÃO Hoje será publicada pelo Ministério de Minas e Energia nova portaria para realização do chamado Leilão de Energia A-6 e o Carvão Mineral estará dentro. Agora idealizadores da Usitesc devem lutar para que o BNDES financie o projeto.

SÓ UM? Situação delicada do PMDB de Nova Veneza. Se há em andamento processo de expulsão do ex-vereador Vanderlei Spillere, por alinhar-se ao governo onde o partido não está como então não expulsar agora Lodejane Zanoni, que agora é Secretário de Planejamento do município sem aval do partido.

FRASE DO DIA
“Se é para causar desconforto, então que eu peça para sair. É isso que estou fazendo. Não quero fazer isso permanecendo no partido, muito menos saindo. É natural que vou fazer isso mantendo um mandato que conquistei com muito trabalho .”
Júlio Kaminski, vereador que está pedindo para sair do PSDB de Criciúma.


Educação do município não quer a do Estado como sócia

 personJoão Paulo Messer
access_time19/09/2017 - 21:17

Depois de audiência pública para discutir a municipalização de algumas escolas estaduais, nesta semana em Criciúma, a prefeitura está retirando a intenção de assumir escolas como a José de Patta (Bairro Colonial) e Luiz Lazarin (Rio Maina). A opção oferecida pelo Estado de ceder algumas salas ociosas para espécie de gestão compartilhada Estado/Município, não agrada a prefeitura. Está flagrante que o município não quer gerir escola em sociedade com o Estado. E a razão é simples. É a mesma que leva os pais deixarem as escolas do Estado migrando os filhos para o município. Notado que o município faz uma gestão muito melhor das escolas de ensino fundamental que o Estado.
O Estado demonstra, por suas atitudes, que tem nítida preferência pela manutenção dos professores oque, em alguns casos, significa vir em detrimento do aluno. Isso fica evidente com a queda na qualidade das condições dos alunos. Basta olhar para uma escola do Estado e uma do município para perceber a diferenteça, Basta notar o movimento dos pais que preferem nitidamente a escola municipal. Se o Estado não parar de ter medo de greve, contribuirá para apressar o desmanche da sua proposta de ensino. Priorizar o professor sim, nunca em detrimento do aluno. O Estado não tem conseguido manter este equilibrio.
O Sindicato está no seu papel, o professor também. O Estado é que não tem feito o seu. A rede pública de Estado se afastou dos alunos e dos pais. Pior que isso é que em muitos casos a gestão escolar está feita na base do achego político. É assim. Aproveita-se quem pode. O Estado é que não pode permitir.É natural que isso não é regra, mas o Estado tem que aprender a difundir a excessão. Reprovar a acomodação e aprovar a renovação.
Ontem a Secretária de Educação de Criciúma foi pontual: ao Município não interessa gestão compartilhada em escola alguma. E mais, usou a migração de alunos da rede estadual para a municipal para dizer que não pretende gerir nada com quem não sabe gerir. Recado duro, direto e abonado pela realidade posta aos olhos de quem se dá o tempo de analisar.

Ambiente da política

 personJoão Paulo Messer
access_time18/09/2017 - 18:28

Com a estreia do novo portal da Rádio Eldorado se amplia a possibilidade de interagirmos no ambiente da política. Mais de uma vez ao dia, preferencialmente sempre que houver fato novo, e relevante, devo comparecer a este espaço para informar e comentar. O dinamismo da política tem sido algo espetacular. Num mesmo dia o fato pode ter mais de uma versão. A certeza de amanhã é a incerteza de hoje, mas pode voltar a ser incerteza depois de amanhã.
Não há surpresa nisso tudo, nem se trata de uma questão local ou pontual. A incerteza no cenário de política nasce com as dúvidas sobre qual regra vai valer para as eleições do ano que vem. A reforma eleitoral corre risco de não mudar nada. Reforma sem nenhuma reforma. Nem mesmo o indispensável fim das coligações e a razoável cláusula de barreira devem valer. Pelo menos é o que sinalizaram os trabalhos desta semana. Depois de amanhã a informação pode ser outra.
No Estado a curiosidade maior é sobre a força da proposta de Gelson Merísio (PSD), que nasceu sob a desconfiança de todos, mas que não diminui o ritmo e até já levou o PMDB a falar em abrir mão da coligação com o PSD de Raimundo Colombo. Os peemedebistas lançam olhares sobre o PSDB que jura ter a força que não se consegue enxergar, a de ter um candidato próprio a governador. Se é que alguém tem esta capacidade é o senador Paulo Bauer, que anda silencioso demais para que quer ser candidato.
No PMDB não há necessidade de definir muito cedo quem é o candidato. Afinal, sigla acredita tem força o suficiente para eleger “um poste”. Para o Senado já fez isso na eleição passada. Acho até que é melhor que o PMDB demore ao máximo para definir o nome, pois quem sabe o “tercius” deste cenário seja o atual vice-governador Eduardo Pinho Moreira. Isso seria bom demais para o Sul.
O PPAMIN é outra sigla que ensaia candidatura própria. O PP que um dia tentou não ser PPAMIN morreu na praia pisoteado por raposas tão hábeis quanto o próprio líder progressista Esperidião Amin, que é o único com capacidade de dizer para e como o partido deve ir. Os outros da sigla, aqueles que tentam dar vida própria ao PP sem Amin não tem capacidade de respirar sem o principal aparelho progressista, o brilho da mente de Amin.
E vai ser por ai que nos vamos nos cruzar daqui por diante, aqui no blog do novo portal da Rádio Eldorado.