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Servidores garantem ganho real

commentJornalismo access_time06/05/2026 09:00

Assembleia dos servidores de Criciúma aprova negociação salarial

Caravaggio se reapresenta após vitória na estreia da Série B

commentEsporte access_time27/04/2026 17:05

Azulão trabalhou na tarde desta segunda-feira

Tigre intensifica preparação e mira vaga na Copa do Brasil 2027

commentCriciúma EC access_time18/02/2026 10:50

Equipe de Eduardo Baptista realiza treino técnico e tático no CT e trata Taça Acesc como prioridade após ausência inédita no torneio nacional

Coluna de Sexta-feira

access_time02/03/2018 - 00:09

Quanto o DEM vai crescer
Uma das grandes dúvidas do momento é sobre quanto o partido Democratas vai crescer em Santa Catarina. Se as previsões dos primeiros a “se bandearem” para a sigla se confirmar, transforma-se no chamado quinto grande nas composições: PMDB, PSDB, PSD, PP e DEM. É tese segura de que dos quatro grandes hoje, ganha a eleição quem levar três. Por isso se especulam composições de PMDB com PSD e PSDB de um lado ou de PP com PSDB ou PSD de outro. Se o DEM crescer mesmo, tudo indica que ele irá para onde já estejam três, ou seja, o partido não vai bancar aventura. Mesmo assim pode entender que deve ter uma vaga na majoritária. E dá, pois são quatro as vagas: governador, vice e duas para senador.

Foi antes
O deputado federal João Paulo Kleinubing foi o primeiro do PSD a anunciar mudança para o DEM. Especula-se que sua antecipação foi para garantir alguma posição de destaque como brigar pela vaga na majoritária ou a presidência do partido. Se for isso, outros que estão cogitados podem desistir da ideia de migrar.

Na janela
Figuram na lista de possíveis migrantes para o DEM nomes como o próprio governador Raimundo Colombo e o ex-deputado estadual Júlio Garcia. Eles e todos os que pretendem mudar tem prazo até o dia 7 de abril.

Ponto fraco
Líderes dos grandes partidos entendem que um dos grandes problemas do PMDB é que ele é o único partido que ainda não definiu o seu candidato. Enquanto isso o PP lançou Esperidião Amin, o PSDB tem Paulo Bauer e o PSD vai de Gelson Merísio.

Aliança
Quem casa quer saber com quem vai casar. É pouco saber de qual família, mas com quem é que vai conviver. O PMDB oferece aos seus pretendentes as dúvidas sobre Eduardo Moreira, Udo Döhler, Mauro Mariani e até Dário Berger.

Influências
Sobre a eleição presidencial que influencia muito na composição das alianças da eleição estadual, os líderes do PSDB de Santa Catarina trabalham com a certeza de que Geraldo Alkmin será o candidato a presidente da república e que João Dória Júnior será candidato ao governo. Seu vice será do PSD e o DEM vai estar na aliança.

Comerciários
A demora no acordo salarial dos comerciários em Criciúma está passando a impressão de um conflito entre os líderes sindicais que está respingando na vida dos trabalhadores. O desgaste na repetição dos envolvidos na discussão pode ser uma das causas. A outra é a fragilização dos Sindicatos com a recente reforma trabalhista. O trabalhador está pagando caro sem nunca ter contraído esta dívida.

Economia
Hoje uma das melhores conversas que se pode ter para entender o cenário econômico, associando a tese à prática, é com o professor e executivo do setor carbonífero Édson Hertel. No ano passado ele roubou a cena em evento estadual sobre o setor carbonífero ao desenvolver o raciocínio sobre a inserção do mineral na economia. Sua fala sobre economia tem o tom dos mestres de palestras na área. E trata-se de personagem do nosso convívio.

Mau cheiro
A empresa de adubo orgânico do interior de Nova Veneza, que vem provocando indignação da comunidade pela produção de odor muito forte ganhou mais prazo do órgão ambiental do Estado (FATMA), para resolver o problema. Apresentou um cronograma que vai até julho com sucessivas opções para resolver o problema. Se a técnica de março não funcionar, tentarão a de abril e assim até o meio do ano.

Concessão
Chama atenção o fato da empresa responsável pela poluição em Nova Veneza estar “embargada” pela Justiça e funcionando. Mesmo assim, após sucessivas reuniões, as autoridades por vezes tão rigorosas abriram mais prazo para que o problema seja resolvido.

A “pataquada” no PMDB
O “sai e fica” do secretário executivo da Agência de Desenvolvimento Regional, João Fabris, foi uma “pataquada” que se pode debitar na conta dos deputados Luiz Fernando Cardoso Vampiro e Ronaldo Benedet. Os dois estiveram na casa de Fabris, segunda-feira à noite, convencendo-o a abrir a vaga. Teriam comentado que ela seria para o ex-prefeito de Içara, Gentil Da Luz. Acertado na base o caso seria levado para o governador Eduardo Moreira. Nenhum dos deputados deve ter se dado conta de que estariam plantando uma pedra no sapato de governo, pois especula-se que pode sair a qualquer momento resultado da Operação Moralidade, do Gaeco, que tem em Gentil um dos investigados. Em caso de qualquer condenação o prejuízo respingaria num governador candidato à reeleição em ano eleitoral.

PATAQUADA A expressão “pataquada” é do linguajar popular e usada em algumas localidades da região. Significa “trapalhada”. No contexto político não raras vezes vemos alguma pataquada. Aliás, ultimamente a campeã das pataquadas tem sido a prefeitura de Criciúma em se se tratando de IPTU.

MOBILIZOU Foi só a intenção dos deputados peemedebistas mudarem o comando da secretaria regional que o PMDB de Criciúma se mobilizou. Seria mais uma vaga que o partido de Criciúma estaria perdendo para Içara.

NAS INTERNAS O deputado federal Mauro Mariani tem revelado aos que o procuram que vai manter sua pré-candidatura até a convenção. Fala em disputar no voto a indicação interna para ser o candidato do PMDB a governador

NÃO CAI Depois de um novo ensaio para a substituição do Secretário Regional, João Rosa Fabris, ele segue firme no cargo. Ontem comandou solenidade com entrega de R$ 17 milhões para reformas na rede estadual de ensino. Um dia antes sua saída do cargo era dada como certa.

BARRIGADA Induzido pelos fatos que de fato ocorreram, ontem informei na coluna que João Fabris estava se despedindo do cargo. Ele mesmo havia admitido isso um dia após receber em casa a notícia. Fazia outros planos. Pois as coisas mudaram e a coluna errou ao dizer ele estaria se despedindo ontem.

FRASE DO DIA
“O país precisa recuperar a sua credibilidade. Não temos problemas com nosso sistema de arrecadação que é um dos melhores do mundo, mas temos sérios problemas na aplicação deste dinheiro.”
Professor e executivo do setor carbonífera em Criciúma, Édson Hertel comentando o atual momento econômico. Chama atenção especial à necessidade de uma definição do tamanho de Estado que o Brasil quer e da imediata priorização à produção (indústria e agricultura).


Defensoria Pública quer direito dos idosos pegar ônibus

 personJoão Paulo Messer
access_time07/06/2020 - 19:59

A Defensoria Públcia do Estado pediu e o magistrado Pedro Aujor acatou de forma liminar autorizando os idosos com mais de 65 anos a utilizar os ônibus que retornam nesta segunda-feira em Criciúma. O município autorizou a retomada do serviço, mas impunha restrições à circulação dos idosos sob o argumento de que são do grupo de risco. O governo de Criciúma já decidiu não recorrer da decisão.
À luz da interpretação jornalística do fato nota-se que no governo a medida caiu bem. Diz-se isso pois não é a primeira vez que a administração de Criciúma acata sem a menor indignação a decisão. Anote-se que não entendesse assim, não teria resposta tão rápida de que não irá recorrer. Cena idêntica ocorreu na ocasião anterior, quando chegou a ser elaborada uma tentativa de retomar o transporte coletivo, porém frágil e que logo teve contestação da Defensoria Públcia do Estado. Decisão que igualmente não teve recurso. Quer dizer, mesmo decidindo numa direção o governo defende sentido diverso, mas por conveniência política ensaia decisões que acabam não preponderando. Neste caso a tese do MP, referendada pelo judiciário, merece comemoração interna do governante.

Kaminski fará coletiva às 16h

 personJoão Paulo Messer
access_time05/06/2020 - 11:59

O vereador Júlio Kaminski (PSL) está convocando a imprensa para uma entrevista coletiva nesta sexta-feira às 16h, na Sociedade União Mineira em Criciúma. Vai falar sobre os recentes desdobramentos envolvendo o seu nome. Na semana passada ele foi destituído da presidência do partido, mas é anunciado como pré-candidato a prefeito pela sigla.

Állison entrou terça e saiu hoje

 personJoão Paulo Messer
access_time05/06/2020 - 09:59

Os problemas internos continuam no PSL de Criciúma. Na manhã desta sexta-feira o médico Állison Pires, anunciado terça-feira como novo presidente da sigla local distribuiu à imprensa informação de que está fora da presidência. Isso apenas vai aumentar a confusão interna no partido, pois semana passada o então presidente vereador Júlio Kaminski foi informado de que não seria mais o presidente do partido. O comando estadual da sigla na preparaão ás eleições, que tem dois criciumenses - Jeferson Monteiro e Amarildo Passos - manteve a informação de que Kaminski seria o candidato a prefeito, embora nos bastidores há movimento para que esta vaga seja ocupada por Állison Pires que teria melhor desempenho nas pesquisas,

O que fará a diferença nestas eleições

 personJoão Paulo Messer
access_time04/06/2020 - 15:22

Não é Criciúma ou qualquer município da região carbonífera ou do Sul do país que está “atrasado” em relação ao processo eleitoral deste ano. E não é apenas por conta da pandemia, mas também por conta dela. Os partidos políticos não perderam tempo apenas em virtude da pandemia, mas o cenário político nacional ajudou a embaralhar o jogo. A indefinição sobre a filiação do presidente Bolsonaro por ser considerado o segundo item que mais contribui para isso. O sonho de alguns de que a onda 17 de 2018 se repita agora com outro número também mexe com os dispostos a entrar na luta. Nada disso contribui com a democracia e vida política em geral no país.
Mesmo que o parlamento federal decida manter as eleições para o dia 4 de outubro o prejuízo aos concorrentes dos atuais mandatários será inevitável. Quando a campanha começar os atuais já terão pavimentado um caminho de quatro anos. O desejo da mudança sempre existiu, mas a incerteza sobre a novidade será forte argumento de quem vai à reeleição. Claro, o governador Carlos Moisés e alguns tantos que destoam e descolam do presidente Bolsonaro serão argumento forte para ameaçar a consciência de quem pretende apostar no novo. Exemplos de que o discurso de um novo jeito de fazer política não é garantia de acerto abundam.
Se tiverem tempo devem se dar bem aqueles que tem histórico de prestação de serviço e ficha limpa. São estas as credenciais do presidente Bolsonaro e não a sigla partidária. Já os demais manterão fidelidade às questões ideológicas como eleitores dos partidos de esquerda ou então a massa comprometida por outras razões. Não basta ser do partido do Bolsonaro para tirar proveito da figura do presidente, pois é evidente que muitos fizeram isso nas últimas eleições mas caíram na tentação das velhas raposas. Ser conhecido e não ter mancha no currículo são os maiores aliados dos candidatos de 2020.

Lei sai da AMREC

 personJoão Paulo Messer
access_time03/06/2020 - 15:34

A diretoria da Associação dos Municípios da Região Carbonífera está modificada a partir de hoje. Todos os prefeitos da diretoria da entidade e que pretendem disputar as eleições municipais precisam deixar o cargo quatro meses antes do processo eleitoral previsto inicialmente para o dia 4 de outubro. Assim o presidente da entidade, prefeito Jaimir Comin (PP/Treviso) está fora. Ele passou o cargo ao vice-presidente Ademir Magagnin (PP/Cocal do Sul), que não disputará a eleição por estar no segundo mandato. A rigor, todos os dirigentes da entidade renunciam exceto os prefeitos Murialdo Gastaldon (MDB/Içara), Helio Cesa Alemão (MDB/Siderópolis) e Dimas Kammer (PP/Forquilhinha). Estes quatro não disputam a eleição. DImas por opção, os demais porque estão no segundo mandato.

Outro que sai do cargo é o Secretário Executivo da AMREC, Lei Alexandre, que irá disputar a eleição à prefeitura de Forquilhinha. Não existe informações sobre quem irá ocupar a vaga.

REUNIÃO - Amanhã às 9h a AMREC terá reunião dos prefeitos para discutir a retomada do transporte coletivo na região.

Állison Pires assume presidência do PSL em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time02/06/2020 - 16:36

Já consta no Tribunal Regional Eleitoral a nova composição da Executiva do PSL, sigla que até semana passada era presidida pelo vereador Júlio Kaminski. O novo presidente é o médico Álisson Pires que tem como vice-presidente o advogado Jeferson Pires. A pedido de Állison a vaga de secretário geral é ocupada por Juliano da Silva Colombo. Entre outros nomes conhecidos estão ainda na diretoria o vereador Edson Luiz do Nascimento Paiol e o ex-vereador Toninho Isidorio.

A substituição de Kaminski na presidência pode ser a exposição de um fim de relacionamento dele com os novos coordenadores das eleições do partido. Em entrevista hoje pela manhã na rádio Eldorado Kaminski evitou falar em sair do partido, mas na sigla a informação é tida como ato que o vereador anuncie nos próximos dias.

À percepção do observador da cena política saltam aos olhos dois passos seguintes. O primeiro é a substituição de Kaminski também como pré-candidato a prefeito por Állison Pires. O segundo é a saída de Kaminski do partido, Sobre este movimento não se sabe quem tomará a iniciativa, se o partido ou o vereador. A lógica indica que seja o vereador que assuma a atitude por flagrantemente estar incomodado na sigla.

CI da AFASC está suspensa

 personJoão Paulo Messer
access_time01/06/2020 - 15:42

O vereador Arleu da Silveeira (PSDB) protocolou na sexta-feira da semana passada um requerimento pedindo ao presidente da Câmara de Vereadores de Criciúma a suspensão dos trabalhos da Comissão de Investigação da AFASC. Alega que sofreu aviltamento dos seus interesses parlamentares em atitude do vereador Zairo Casagrande, presidente da CI, que negou-leh o direito de ocupar a vaga de relator sob o argumetno de que ele teria interesses e relações parentais com pessoas que podem vir a ser ouvidas na comissão que investiga possíveis irregularidades no adminmistrtação da associação de assistência do municíío. Diante disso o presidente Tita Beloli decidiu suspendeer os trabalhos da CI por sete dias, baseando seu ato no regimento interno da Câmara. Neste período a Comissão de Justiça do Legislativo deve se manifestar a respeito do assunto.

Salvaro quer irmãs administrando hospital do Rio Maina

 personJoão Paulo Messer
access_time01/06/2020 - 15:12

O prefeito Clésio Salvaro deve receber as irmãs administradoras do Hospital São José de Criciúma para um café daqui a pouco às 16h na Casa de Saúde do Rio Maina. O local onde funcionou um hospital psiquiátrico e que foi reformado para ser um hospital de campanha em tempos de COVID19 deve ser transformado em uma Casa de Idosos. Antes deste ato Clésio reúne com os vereadores para apresentar o projeto que autoriza o município a adquirir o prédio. Vai pagar R$ 1,8 milhão. A gestão pelas irmãs deve passar por outro movimento administrativo com autorização da Cãmara de Vereadores.

https://www.camaracriciuma.sc.gov.br/documento/projeto-pe-22-2020-103996

Movimentos dos pré-candidatos a prefeito em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time01/06/2020 - 07:09

Kaminski: se correr...
Houvesse "janela aberta" o vereador Júlio Kaminski, pré-candidato a prefeito pelo PSL em Criciúma, estaria fora do partido. Desde quarta-feira da semana passada ele sabe que será substituído na presidência da sigla em Criciúma, sob o argumento de que pré-candidato a prefeito não pode ser presidente. Isso o deixou incomodado. Há de se registrar que boa parte dos seus aliados estão no DEM.

Sem janela
Ocorre que não há mais espaço legal para troca de partido, e se ele fizer este movimento o PSDB, partido pelo qual se elegeu, pode pedir a cadeira na Câmara Municipal, embora já tenha lhe informado que não fará isso. Os tucanos prometeram, mas nunca documentaram.

Vai dar Álison
A vaga de presidente do PSL de Criciúma deve ser preenchida pelo médico Álisson Pires, que é quem muitos pesselistas locais gostariam de ver candidato a prefeito. Os ajustes no partido estão sendo feitos pela coordenação estadual de campanha eleitoral que possui dois criciumenses, Amarildo Passos e Jeferson Monteiro.

Trabalhista
Enquanto em Criciúma o PSL reorganiza a situação local o deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT) faz movimentos para ter a sigla em uma coligação que lhe dê sustentação de candidatura a prefeito. Ele quer o PSL e o MDB que também tem candidato a prefeito. Para isso fala respectivamente com o governador Carlos Moises e com o deputado Luiz Fernando Cardoso.

Menos o PDT
O PT de Criciúma tem planos prontos para entrar na disputa pela prefeitura. O pré-candidato Chico Baltazar segue em casa e só participa de reuniões por videoconferência. Nem por isso deixa de se reunir com aliados todos os dias. Falta uma coisa só para que o plano PT estratégico fique pronto: que Rodrigo Minotto (PDT) não seja candidato. Neste caso o petista imagina contar com aliados hoje na sigla trabalhista como Zairo Casagrande e Arildo Mezzari, ex-petistas.

Bolsonarista
A pré-candidata do PL, a bolsonarista Júlia Zanatta, passou a semana em Brasília. Retorna na noite desta segunda-feira com a filha Helena e o marido Guilherme. No domingo teve a oportunidade de entregar a camisa do Tigre ao presidente. O marido entregou uma camisa do Metropol. Bolsonaro prometeu usar a camisa tricolor na primeira oportunidade, como fez com a camisa do Tubarão.

Com o tempo
Nesta quarta-feira o presidente estadual do Democratas, João Paulo Kleinubing, tem na agenda um encontro com lideranças do partido em Criciúma, entre elas a pré-candidata à prefeitura professora Lisiane Tuon. Diz-se no ninho tucano (PSDB) que a sigla deve estar coligada com Clésio Salvaro e que a oficialização disso é uma questão de tempo.

Uma publicação sem decoro

 personJoão Paulo Messer
access_time25/05/2020 - 21:59

Pequenas, quase imperceptíveis mudanças podem ser inseridas em nossas vidas todos os dias, algumas delas transformando-se em hábitos. Isso não se restringe aos nossos gestos, mas também ao nosso linguajar. O empobrecimento do nosso vernáculo é flagrante e acentuado. Parte da responsabilidade por este processo eu atribuo aos nossos ídolos e líderes. E não se pode atribuir apenas ao atual presidente da república a pixórnia maneira de se comunicar só porque vazou um áudio que revela isso. Óbvio que não são apenas dele os exemplos, pois isso vem de tempos. Sob o argumento do uso do “linguajar do povo”, outros, muito antes, apelavam à pobreza verbal para se expressar. Uma pena, pois isso nos remete aos porões seja da fala, dos gestos, dos atos e até dos pensamentos. Inevitavelmente este será consequentemente o nível das nossas ideias.

Pois é sob esta nuvem que aparecem cenas como a patrocinada pelo deputado Jessé Lopes, nesta segunda-feira, quando levou à uma rede social a interpretação do que é fruto do que convencionamos chamar de fofoca de bastidores. Isso é tão lamentável quanto pode ser o fato se verdade for o que ele sugeriu ter ocorrido. Meu Deus, Jessé Lopes não é da margem dos rios onde se bate o trapo, ele é deputado. O conheço pouco, o suficiente para admirá-lo por sua gênese, mas confesso jamais esperava ler isso de um deputado da nossa região numa rede social pública - aberta.

Tenho por mim que esta foi a última das suas extravagâncias. Ele tem potencial para ser o deputado que representa os seus eleitores que são os mais indignados com algumas barbaridades que vemos no mundo chamado poder público. Mas não podemos isolar o deputado é dizer “Meu Deus que absurdo”, pois nas entrelinhas e cantos de gabinete o que ele disse vem sendo dito há dias. O que ele fez foi rotular a especulação com o seu carimbo de deputado e isso é estrondoso.

Minha homenagem à Morro da Fumaça

 personJoão Paulo Messer
access_time20/05/2020 - 11:11

Hoje é dia de aniversário de emancipação de Morro da Fumaça. Um dia após os 116 anos de colonização do seu distrito de Estação Cocal. O município cujos registros históricos contam que a cidade nasceu em Vila Torrens e “desceu” para instalar-se urbanizada onde hoje está.

Faço referência à força histórica, cultural, econômica e política dos seus distritos, pois eles fortalecem muito o município. A história tem raízes fortes que oferecem a miscigenação de raças entre os primeiros habitantes do território brasileiro aos colonizadores. Mais do que outros municípios, Morro da Fumaça tem raízes fundas se analisarmos a construção da sua história a partir da sua gente, seus costumes e ditames do desenvolvimento.

Hoje, olhando de fora, o município é um ponto alto fora da curva, quando se olha para o desenvolvimento. A riqueza da terra não se restringe ao solo propício para as cultivares agrícolas, mas também para o barro que gera a cerâmica a partir da criatividade humana.
Quem sabe, não muito longe, o mesmo barro que oferece tipos de cerâmica estimule a retomada de alguma indústria de louças especialmente pratos, como já tivemos. Quer dizer, tudo é possível a partir da terra da “fumaça”.

Aqui o caldeirão sempre ferve e faz fumaça, o forno arde para dar calor ao que se forja e forno quente gera fumaça. Se não quiserem olhar apenas para a fumaça do progresso, basta olhar à fumaça da natureza que aqui baixa as nuvens para beijar a terra abençoada. A cidade sempre tem uma ligação direta com o céu, seja quando a fumaça sobe, seja quando desce em forma de neblina. Onde tem fumaça tem fogo, diz o ditado. Pois que seja assim para dizer do fogo da paixão pela fumaça.

Quem mora “na Fumaça” morre de paixão pela cidade ou município. Quem mora fora olha com admiração. A aniversariante de hoje tem todos os defeitos que os seus queiram pôr nela, mas jamais perderá todas as virtudes que a sua gente pôs nela com o passar dos 58 anos.

Feliz aniversário Morro da Fumaça.

A roda gigante da política

 personJoão Paulo Messer
access_time18/05/2020 - 00:23

As circunstâncias tornam a vida dos políticos uma roda gigante, mais do que a de qualquer cidadão. Ora em cima, ora em baixo. Quem começou esta legislatura no topo da roda foi o deputado Júlio Garcia, que ao assumir a presidência da Assembleia Legislativa numa hábil costura, figurou como nome favorito inclusive à sucessão de Carlos Moisés, embora estivéssemos apenas no começo do mandato. Logo veio a Operação Alcatraz e as relações com Garcia o enviaram à parte baixa da “roda”. Apesar desta operação continuar sendo uma ameaça à estabilidade política do parlamentar, as circunstâncias em que mergulharam o governador devolvem ao presidente do parlamento um poder muito grande.
Hoje é possível dizer que o impeachment do governador Carlos Moises passa pelas mãos – e vontade – de Júlio Garcia. Ele tem a regência absoluta do trabalho legislativo. Não é exagero dizer que só haverá impeachment se o deputado assim o permitir. Não é nem uma questão de desejar. Isso é tão real quanto a percepção de que hoje ele parece não ter nenhuma vontade de que as coisas caminhem para isso.

Impeachment do governador é menos provável

 personJoão Paulo Messer
access_time11/05/2020 - 23:59

De cada dez, oito catarinenses responderiam fácil de forma afirmativa à pergunta sobre impeachment do governador Carlos Moisés. Não precisa ser muito informado sobre o que vem acontecendo na política para apostar neste desfecho. Ocorre que há gente que enxerga além dos dias atuais. Gente que olha para 2022. Se a Assembleia Legislativa destituir o governador, quem assume é a vice-governadora. Ocorre que ela é uma adversária imprevisível nas próximas eleições, enquanto ele (Moisdés) "sangrando" e descolado de Bolsonaro com histórico de um ano e meio sem o mínimo de governo para apresentar, constitui-se no adversário que qualquer um gostaria enfrentar. Por tudo isso é simples demais apostar no impeachment de Carlos Moisés. Acho até que hoje os deputados já terão trabalho duro para evitar a cassação do mandato. Já me parece mais difícil não cassar do que cassar, mas este esforço terá que ser feito em nome do jogo político.

Nesta terça-feira, às 17h, acontece a primeria reunião da recém instalada CPI dos respiradores.

São membros da CPI os deputados: o presidente Sargento Lima (PSL), o vice-presidente Valdir Cobalchini (MDB), o relator Ivan Naatz (PL), além dos membros Moacir Sopelsa (MDB), Felipe Estevão (PSL), João Amin (PP), Milton Hobus (PSD), Marcos Vieira (PSDB) e Fabiano da Luz (PT).

Promotor e juíz pensam como o prefeito

 personJoão Paulo Messer
access_time08/05/2020 - 19:59

Ao contrário do que possam pensar os leitores dos fatos diários da paróquia carvoeira, o prefeito de Clésio Salvaro não está na lista dos que condenam a decisão do promotor público e do juiz, que em ato de sequência levaram a suspensão da possibilidade de termos o retorno do transporte coletivo em Criciúma, segunda-feira. Quinta-feira, mesmo dia em que mandou à Câmara de Vereadores um projeto que seria a válvula de escape das empresas para retornar ao trabalho, o chefe do executivo ouviu o apelo de um grupo de médicos para que não fizesse isso. Assim, à imagem política, Salvaro foi salvo pelo ato do promotor público Luiz Fernando Góes Ulysséa, que pediu e o juiz Pedro Aujor acatou, refutar a ideia de o transporte coletivo retornar.
Isso justifica o título: "promtor e juíz pensam como o prefeito". Caberia dizer que neste caso, o prefeito traiu a sua própria convicção e vai lavar as mãos ao ser cobrado, pois agiu para contentar os favoráveis ao retorno do transporte, mas não sofre as cobranças internas dos que pensam diferente. Qualquer coisa a "culpa" de não ter transporte é do promotor e do juíz, não do prefeito.
Da minha “santa ignorância”, mas calcado na amostra da pesquisa apresentada nesta sexta-feira e dados cruzados com os números oficiais de casos confirmados e agravados com internação hospitalar, reajo à posição dos contrários ao transporte. Será que as autoridades não estão enxergando o amontoado de gente nos carros e vans que transportam pequenas lotações sugerindo uma lata de sardinha?

PSD faz movimento estratégico em Içara

 personJoão Paulo Messer
access_time05/05/2020 - 09:22

O movimento anunciado pelo PSD nesta semana, anunciando chapa única e a criação de um projeto novo para a cidade tem mais do que o que está noticiado. Nas entrelinhas desta articulação o partido se posiciona na cena política local. Em tempo de pandemia, quando falar de eleição tem que ser com cautela para não invadir a prioridade das prioridades, o partido lança um texto sutil que prioriza a cidade, mas cujo pano de fundo é uma tentativa de avançar uma posição. De leitura inicial a gente entende que o PSD é a terceira força atrás de MDB e PP e suas candidaturas. No instante em que o MDB escolheu Arnaldo Lodetti Júnior seu candidato a prefeito e o PP de Dalvânia Cardoso segue a pré-campanha, mas em silêncio, o PSD se anuncia no processo. Com este “barulho” pode reivindicar sentar à ponta da mesa para negociar uma coligação com o PP, como alguns especulam seja o passo lógico. Na pior das hipóteses o movimento do PSD tira de trás da cortina o PP, que precisa logo se noticiar em pré-campanha.
A política é como o jogo de xadrez, feita de movimentos certeiros que preparam o xeque-mate. O movimento do PSD merece ser olhado com atenção.