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Criciúma recebe Conferência Regional de Vereadores Mirins

commentCriciúma EC access_time23/06/2026 17:15

Evento é organizado pela Câmara de Vereadores do município

Coluna de Terça-feira

access_time27/02/2018 - 00:34

O côncavo e convexo da política
A semana passada foi de Eduardo Moreira. Figurou da capa à contracapa dos jornais, abriu e fechou programas de rádio e foi alvo de todo interesse. A nova semana começou com holofotes invertidos. Como quem olha para uma colher de metal, que reflete aquele que lhe espia, é a política. Depende do lado em que se está. De um ângulo a imagem é real e menor (côncavo) e de outro (convexo) é virtual e maior. Pois a lei da ótica vale à lei da interpretação dos fatos da política. Abrir este texto da coluna com uma pitada de retórica é simbólico. Esperidião Amin costuma iniciar suas entrevistas assim: retórico e/ou análogo. Pois é o que melhor cabe para começar a semana falando de política. O cenário hoje está dependendo de onde você o observa. Moreira começou com tudo a semana passada. Lerás que quem começa com tudo esta semana é Esperidião Amin.

Pois então...
É isso mesmo que deve ter lhe surgido ao ler o texto de abertura desta coluna: a gente gira, gira, vira e mexe e volta ao princípio. O confronto segue sendo MDB X Arena. Giramos, giramos e paramos em Eduardo Moreira e Esperidião Amin.

O novo
Na antese deste jogo do igual é que o deputado estadual Gelson Merísio (PSD) está apostando. Desde que inaugurou a sua proposta de candidatura a governador, bateu nesta tecla. Aparentemente a sua proposta não “pegou”. Merísio ainda não desistiu. Ele invoca o direito de se oferecer como uma opção diferente. Para ganhar essa briga, entretanto, primeiro ele precisa ganhar a disputa interna na coligação.

O experimentado
Aliado preferido e até anunciado pelos polos opostos da política catarinense como da sua conta, o PSDB espera que o assédio de Moreira e Amin (Merísio) o torne tão forte a ponto de reivindicar a condição de cabeça de chapa. Neste caso o senador Paulo Bauer, se apresenta com a credencial de quem fez 30 por cento dos votos e quase foi ao segundo turno contra a máquina de PMDB e PSD.

Probabilidade
Para o leitor menos envolvido pela paixão política é possível afirmar que a pré-eleição começa assim, com quatro candidatos a governador: PMDB, PP, PSD e PSDB, além óbvio das chamadas candidaturas menores. Destes quatro, vence quem somar três siglas. Se ficar 2 a 2 tende vencer quem levar o PSDB.

Evento do PP
O PP realizou ontem a eleição do novo presidente (deputado Silvio Drevek), num ato que ficou marcado muito mais pelo “lançamento de pré-candidatura” a governador por Esperidião Amin. Como era de se esperar, compareceu o deputado estadual Gelson Merísio, presidente estadual do PSD.

Materno Infantil
Por uma questão de honra o atual governo do Estado tem por objetivo abrir de uma vez por todas o Hospital Materno Infantil Santa Catarina. O Secretário de Estado da Saúde é Acélio Casagrande, que foi quem deu os melhores impulsos a este projeto, começando pela compra da área e o início do que é hoje um quase hospital materno infantil. De outro lado o prefeito Clésio Salvaro conta com isso.

Gestão compartilhada
As primeiras reuniões, ocorridas sábado e ontem, encaminham um modelo de gestão para o Hospital Materno Infantil Santa Catarina. O Estado não tem como assumi-lo integralmente, enquanto o município não vê condições de geri-lo nem parcialmente. Mesmo assim deve sair um esforço muito grande e a chance do governador Eduardo Moreira inaugurar a obra existe.

Sobram alunos nas salas
A Secretaria de Educação de Criciúma está correndo contra uma dificuldade que simboliza bem a crise econômica vivida no país. Cresceu o número de alunos nas escolas municipais a ponto de falta mesa e cadeira em algumas escolas. Tem diretor fazendo revezamento de alunos, enquanto não chega nova remessa. A interpretação do governo é que o êxodo de alunos da rede particular e estadual é a responsável por isso. Há quem entenda que houve tempo para se planejar e evitar o problema. Escolas da rede particular registraram casos de 20 por cento de redução no número de alunos, que deixam de pagar mensalidades de até R$ 800,00 para estudar gratuitamente na rede pública.

MUDANÇA A rede pública municipal de educação em Criciúma adotou uma medida que alterou a rotina de muitos pais. Para reduzir a folha de pagamento, professoras tiveram carga reduzida. Com isso escolas que abriam às 6h30min passaram a abrir uma hora mais tarde.

ONDE FICAR Muitos pais que antes deixavam seus filhos na escola antes de ir para o trabalho, passaram a ter um novo problema: “com quem deixar o filho nesta hora a mais?”. Muito simples: escola não é depósito de aluno, mas pais trabalhadores se planejam com esta ajuda.

CAIXA Se por um lado a prefeitura viu aumentar a folha de pagamento em virtude da contratação de 110 novos professores concursados e efetivos, o CriciumaPrev respira aliviado. Estas vagas antes eram preenchidas por professores ACTs, que contribuíam direto ao INSS. Os concursados contribuem com o sistema de previdência dos servidores. Isso significa cerca de R$ 25 mil todos os meses.

BOLHA Apesar de toda negativa sobre o risco eminente no sistema de previdência dos servidores municipais de Criciúma, há exemplos de sobra de que se nada for feito, em breve os servidores terão problemas. O Estado já decidiu aumentar a contribuição para evitar a quebradeira. No município insiste-se com a tese de que está tudo controlado.

EXEMPLO Não são poucos os casos de professores municipais de Criciúma que estão aposentados com valores que giram em torno de R$ 10 mil mensais. Há pelo menos um caso de R$ 12 mil de benefício mensal.

TURISMO A Secretaria de Estado de Turismo de Santa Catarina apresentará no dia 6 de março, em Praia Grande, o projeto de candidatura dos Caminhos dos Cânions do Sul como geoparque da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

IMPRENSA Se o PP tiver candidato a governador terá que pedir emprestado toda estrutura de imprensa do PSD. A observação é simbólica, mas reflete a desorganização da comunicação do PP com a imprensa, enquanto a estrutura de Merísio é melhor que a do próprio governo.

FRASE DO DIA
“Sou candidato porque que temos a obrigação de impedir o continuísmo, que não faz bem a democracia. Meu sonho é que nos renovemos e tenhamos candidato a governador”.
Deputado federal Esperidião Amin, durante discurso ontem em reunião do partido.


Educação do município não quer a do Estado como sócia

 personJoão Paulo Messer
access_time19/09/2017 - 21:17

Depois de audiência pública para discutir a municipalização de algumas escolas estaduais, nesta semana em Criciúma, a prefeitura está retirando a intenção de assumir escolas como a José de Patta (Bairro Colonial) e Luiz Lazarin (Rio Maina). A opção oferecida pelo Estado de ceder algumas salas ociosas para espécie de gestão compartilhada Estado/Município, não agrada a prefeitura. Está flagrante que o município não quer gerir escola em sociedade com o Estado. E a razão é simples. É a mesma que leva os pais deixarem as escolas do Estado migrando os filhos para o município. Notado que o município faz uma gestão muito melhor das escolas de ensino fundamental que o Estado.
O Estado demonstra, por suas atitudes, que tem nítida preferência pela manutenção dos professores oque, em alguns casos, significa vir em detrimento do aluno. Isso fica evidente com a queda na qualidade das condições dos alunos. Basta olhar para uma escola do Estado e uma do município para perceber a diferenteça, Basta notar o movimento dos pais que preferem nitidamente a escola municipal. Se o Estado não parar de ter medo de greve, contribuirá para apressar o desmanche da sua proposta de ensino. Priorizar o professor sim, nunca em detrimento do aluno. O Estado não tem conseguido manter este equilibrio.
O Sindicato está no seu papel, o professor também. O Estado é que não tem feito o seu. A rede pública de Estado se afastou dos alunos e dos pais. Pior que isso é que em muitos casos a gestão escolar está feita na base do achego político. É assim. Aproveita-se quem pode. O Estado é que não pode permitir.É natural que isso não é regra, mas o Estado tem que aprender a difundir a excessão. Reprovar a acomodação e aprovar a renovação.
Ontem a Secretária de Educação de Criciúma foi pontual: ao Município não interessa gestão compartilhada em escola alguma. E mais, usou a migração de alunos da rede estadual para a municipal para dizer que não pretende gerir nada com quem não sabe gerir. Recado duro, direto e abonado pela realidade posta aos olhos de quem se dá o tempo de analisar.

Ambiente da política

 personJoão Paulo Messer
access_time18/09/2017 - 18:28

Com a estreia do novo portal da Rádio Eldorado se amplia a possibilidade de interagirmos no ambiente da política. Mais de uma vez ao dia, preferencialmente sempre que houver fato novo, e relevante, devo comparecer a este espaço para informar e comentar. O dinamismo da política tem sido algo espetacular. Num mesmo dia o fato pode ter mais de uma versão. A certeza de amanhã é a incerteza de hoje, mas pode voltar a ser incerteza depois de amanhã.
Não há surpresa nisso tudo, nem se trata de uma questão local ou pontual. A incerteza no cenário de política nasce com as dúvidas sobre qual regra vai valer para as eleições do ano que vem. A reforma eleitoral corre risco de não mudar nada. Reforma sem nenhuma reforma. Nem mesmo o indispensável fim das coligações e a razoável cláusula de barreira devem valer. Pelo menos é o que sinalizaram os trabalhos desta semana. Depois de amanhã a informação pode ser outra.
No Estado a curiosidade maior é sobre a força da proposta de Gelson Merísio (PSD), que nasceu sob a desconfiança de todos, mas que não diminui o ritmo e até já levou o PMDB a falar em abrir mão da coligação com o PSD de Raimundo Colombo. Os peemedebistas lançam olhares sobre o PSDB que jura ter a força que não se consegue enxergar, a de ter um candidato próprio a governador. Se é que alguém tem esta capacidade é o senador Paulo Bauer, que anda silencioso demais para que quer ser candidato.
No PMDB não há necessidade de definir muito cedo quem é o candidato. Afinal, sigla acredita tem força o suficiente para eleger “um poste”. Para o Senado já fez isso na eleição passada. Acho até que é melhor que o PMDB demore ao máximo para definir o nome, pois quem sabe o “tercius” deste cenário seja o atual vice-governador Eduardo Pinho Moreira. Isso seria bom demais para o Sul.
O PPAMIN é outra sigla que ensaia candidatura própria. O PP que um dia tentou não ser PPAMIN morreu na praia pisoteado por raposas tão hábeis quanto o próprio líder progressista Esperidião Amin, que é o único com capacidade de dizer para e como o partido deve ir. Os outros da sigla, aqueles que tentam dar vida própria ao PP sem Amin não tem capacidade de respirar sem o principal aparelho progressista, o brilho da mente de Amin.
E vai ser por ai que nos vamos nos cruzar daqui por diante, aqui no blog do novo portal da Rádio Eldorado.