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Criciúma recebe Conferência Regional de Vereadores Mirins

commentCriciúma EC access_time23/06/2026 17:15

Evento é organizado pela Câmara de Vereadores do município

Coluna de Terça-feira

access_time19/02/2018 - 23:02

A chapa dos sonhos de Moreira
Instalado no governo o PMDB de Eduardo Moreira começa a construir a aliança que aos olhos da lógica é imbatível. E este cenário de composição para ganhar a eleição sem correr riscos é o que agrada o novo governador. Ele não vai à eleição se a aventura for demasiadamente arriscada. Tem know how para ir só na boa. Neste cenário a composição imaginada prevê uma chapa que teria: Eduardo Moreira (governador); Napoleão Bernardes (vice-governador) e as duas vagas do Senado com Raimundo Colombo e Paulo Bauer. Para que isso ocorra, é necessário que se confirme a especulada mudança de partido de Raimundo Colombo que iria para o Democratas. Assim a chapa teria: PMDB, PSDB, DEM e PSDB.

Dream Plate
Aparentemente as maiores dificuldades para viabilizar a “chapa dos sonhos” ou “Dream Plate” –parafraseando a expressão esportiva do “time dos sonhos” ou “Dream Team” - estariam com o próprio Eduardo Moreira que teria que acomodar o ímpeto fisiológico do PMDB que ficaria com apenas uma vaga. Com o discurso de que deste jeito o governo está praticamente na mão, Moreira tem acomodações futuras de sobra para acalmar o seu partido.

Olhar tucano
O PSDB tem argumentos suficientes para defender uma cabeça de chapa, mas sabe que para isso terá que ceder. Napoleão Bernardes é ligado a Dalírio Beber que tem peso no partido, enquanto Paulo Bauer pode optar pelo risco maior, se concorrer como governador, ou risco menor se disputar de novo o Senado.

Colombo
O mais estranho aos olhos do eleitor é o movimento que se impõe ao governador Raimundo Colombo. Neste cenário ele teria total apoio do PMDB além do seu fiel eleitorado pessoal. E olha que o PMDB se gaba de sempre eleger um senador. Se essa teoria ganhar forma Colombo sairia do PSD durante a janela entre os dias 7 de março e 7 de abril para voltar ao Democratas, para onde iriam todos aqueles que divergem de Gelson Merísio.

Por gravidade
Composta uma aliança deste tipo haveria outros partidos aderindo. O primeiro seria o PSB, que poderia colocar Paulinho Bornhausen de candidato a suplente de senador de Colombo, que uma vez eleito e combinado ao resultado da eleição nacional, seria guindado a algum cargo Executivo abrindo a vaga para mais um “peixe grande” subir. E se for para ganhar, tem mais gente (partidos) disposta a entrar no jogo.

Embretado
Nos planos do PMDB há pelo menos mais um político que ora é mero coadjuvante na Câmara dos Deputados, mas que pode entrar no jogo. Trata-se do deputado César Souza que seria candidato ao Senado se Raimundo Colombo não mudar para o DEM. Com isso os articuladores deste jogo embretam Colombo.

Do outro lado
Essa construção aparentemente ambiciosa ao extremo, conta que de outro lado ficariam juntos PP e PSD com seus aliados. O deputado Gelson Merísio já tem acordos firmados com pelo menos meia-dúzia de partidos, entre eles alguns contabilizados também pelo mirabolante plano do PMDB.

Nova Veneza
A nota de ontem, aqui na coluna, mostrando o ex-Vanderlei Spillere (PMDB) levado pelo prefeito Rogério Frigo (PSDB) e o vice Zé Spillere (PSD) à posse de Eduardo Moreira, sacudiu a panela em Nova Veneza. Isso porque o PMDB é oposição e dirigentes da sigla não gostaram nem um pouco. Logo veio a informação de que está em andamento processo de expulsão do vereador da sigla.

Alfinetou
O ex-prefeito Édio Minatto reclamou que o ex-vereador Vanderlei Spillere vem desafiando o comando do PMDB, subindo em palanque adversário, falando como embaixador de ala dissidente, plantando matérias na imprensa, negociando cargos com o PSDB, inclusive indicando a própria irmã para cargo público.

Remédio certo
Quando foi deputado estadual o atual prefeito de Criciúma, Clesio Salvaro marcou seu trabalho pela bandeira da saúde. Entre outros o serviço de oncologia teve participação decisiva e vigilância permanente. Reelegia-se fácil pela forte presença nesta área. Ontem ele voltou a insistir nesta área, de novo com o Hospital São José. Desta vez levou à diretoria do HSJ a proposta de mobilização pelo credenciamento da junto ao Ministério da Saúde, na habilitação de transplante renal e cirurgia bariátrica pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ele já anunciou dois aliados, o senador Paulo Bauer e o atual Secretário de Estado da Saúde, Acélio Casagrande.

LONGE DE CASA Atualmente cerca de 40 pacientes se deslocam de Criciúma para Blumenau para transplantes renais. Já nas cirurgias bariátricas esta demanda pode chegar a 50 todos os meses.

DEU FEDERAL O tipo de operação da Polícia Federal ontem no Balneário Gaivota deve deixar muita gente atenta nas demais praias da região. Existe grande número de pessoas inscritas e beneficiadas como pescadores, sem nunca terem exercido a profissão.

NÃO MORREU Outro caso que a Polícia Federal pode abrir a qualquer momento é a investigação sobre processos de aposentadorias denunciadas por conta dos conflitos no Sindicato dos Mineiros de Criciúma. Há gente que viu “coisas do arco da velha” serem feitas. A PF já tem as denúncias.

ÀS AULAS Nem todos os trotes universitários são saudáveis. Inclusive em Criciúma existem alguns que merecem reprovação. Pior, eles são feitos longe do ambiente da universidade. No dia que num deles tiver algum caso mais grave haverá muita gente se dizendo surpreso.

EXAGEROS Os casos relatados por calouros de outros anos sugerem que se observe melhor alguns trotes levados para sítios longe do ambiente urbano e institucional.

FRASE DO DIA
“Extinguir as Secretarias Regionais é mais do que uma economia. É um sinal que se quer uma gestão que não esteja voltado apenas à área administrativa. Extinguir as regionais é ter mais policiais nas ruas, mais profissionais da saúde. É uma demonstração de que a prioridade seja o cidadão”.
Gelson Merisio, deputado estadual e presidente do PSD, cuja proposta é a da extinção das Secretarias Regionais.


Educação do município não quer a do Estado como sócia

 personJoão Paulo Messer
access_time19/09/2017 - 21:17

Depois de audiência pública para discutir a municipalização de algumas escolas estaduais, nesta semana em Criciúma, a prefeitura está retirando a intenção de assumir escolas como a José de Patta (Bairro Colonial) e Luiz Lazarin (Rio Maina). A opção oferecida pelo Estado de ceder algumas salas ociosas para espécie de gestão compartilhada Estado/Município, não agrada a prefeitura. Está flagrante que o município não quer gerir escola em sociedade com o Estado. E a razão é simples. É a mesma que leva os pais deixarem as escolas do Estado migrando os filhos para o município. Notado que o município faz uma gestão muito melhor das escolas de ensino fundamental que o Estado.
O Estado demonstra, por suas atitudes, que tem nítida preferência pela manutenção dos professores oque, em alguns casos, significa vir em detrimento do aluno. Isso fica evidente com a queda na qualidade das condições dos alunos. Basta olhar para uma escola do Estado e uma do município para perceber a diferenteça, Basta notar o movimento dos pais que preferem nitidamente a escola municipal. Se o Estado não parar de ter medo de greve, contribuirá para apressar o desmanche da sua proposta de ensino. Priorizar o professor sim, nunca em detrimento do aluno. O Estado não tem conseguido manter este equilibrio.
O Sindicato está no seu papel, o professor também. O Estado é que não tem feito o seu. A rede pública de Estado se afastou dos alunos e dos pais. Pior que isso é que em muitos casos a gestão escolar está feita na base do achego político. É assim. Aproveita-se quem pode. O Estado é que não pode permitir.É natural que isso não é regra, mas o Estado tem que aprender a difundir a excessão. Reprovar a acomodação e aprovar a renovação.
Ontem a Secretária de Educação de Criciúma foi pontual: ao Município não interessa gestão compartilhada em escola alguma. E mais, usou a migração de alunos da rede estadual para a municipal para dizer que não pretende gerir nada com quem não sabe gerir. Recado duro, direto e abonado pela realidade posta aos olhos de quem se dá o tempo de analisar.

Ambiente da política

 personJoão Paulo Messer
access_time18/09/2017 - 18:28

Com a estreia do novo portal da Rádio Eldorado se amplia a possibilidade de interagirmos no ambiente da política. Mais de uma vez ao dia, preferencialmente sempre que houver fato novo, e relevante, devo comparecer a este espaço para informar e comentar. O dinamismo da política tem sido algo espetacular. Num mesmo dia o fato pode ter mais de uma versão. A certeza de amanhã é a incerteza de hoje, mas pode voltar a ser incerteza depois de amanhã.
Não há surpresa nisso tudo, nem se trata de uma questão local ou pontual. A incerteza no cenário de política nasce com as dúvidas sobre qual regra vai valer para as eleições do ano que vem. A reforma eleitoral corre risco de não mudar nada. Reforma sem nenhuma reforma. Nem mesmo o indispensável fim das coligações e a razoável cláusula de barreira devem valer. Pelo menos é o que sinalizaram os trabalhos desta semana. Depois de amanhã a informação pode ser outra.
No Estado a curiosidade maior é sobre a força da proposta de Gelson Merísio (PSD), que nasceu sob a desconfiança de todos, mas que não diminui o ritmo e até já levou o PMDB a falar em abrir mão da coligação com o PSD de Raimundo Colombo. Os peemedebistas lançam olhares sobre o PSDB que jura ter a força que não se consegue enxergar, a de ter um candidato próprio a governador. Se é que alguém tem esta capacidade é o senador Paulo Bauer, que anda silencioso demais para que quer ser candidato.
No PMDB não há necessidade de definir muito cedo quem é o candidato. Afinal, sigla acredita tem força o suficiente para eleger “um poste”. Para o Senado já fez isso na eleição passada. Acho até que é melhor que o PMDB demore ao máximo para definir o nome, pois quem sabe o “tercius” deste cenário seja o atual vice-governador Eduardo Pinho Moreira. Isso seria bom demais para o Sul.
O PPAMIN é outra sigla que ensaia candidatura própria. O PP que um dia tentou não ser PPAMIN morreu na praia pisoteado por raposas tão hábeis quanto o próprio líder progressista Esperidião Amin, que é o único com capacidade de dizer para e como o partido deve ir. Os outros da sigla, aqueles que tentam dar vida própria ao PP sem Amin não tem capacidade de respirar sem o principal aparelho progressista, o brilho da mente de Amin.
E vai ser por ai que nos vamos nos cruzar daqui por diante, aqui no blog do novo portal da Rádio Eldorado.