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Espaço volta a receber os torcedores para mais uma grande festa nesta sexta-feira (19)

Criciúma recebe Conferência Regional de Vereadores Mirins

commentCriciúma EC access_time23/06/2026 17:15

Evento é organizado pela Câmara de Vereadores do município

Coluna de Segunda-feira

access_time18/02/2018 - 23:56

Por onde começa a reeleição
A presença do Ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, na posse de Eduardo Moreira, na última sexta-feira é um indicativo que vai bem além da simples representação política do Palácio do Planalto em uma posse de governador. Primeiro porque oficialmente nem foi uma posse, mas transmissão de cargo. Marun representou figura dupla. A primeira de que Eduardo Moreira tem e vai buscar muito acesso ao Governo Federal. A outra interpretação vem a partir do fato de Marun e Moreira terem conversado, antes do cerimonial, demoradamente sobre as eleições de outubro. Moreira e Marun abriram a caça aos tucanos. Moreira vai por São Paulo onde está o amigo Geraldo Alkmin e Marun age por Brasília. Moreira precisa do PSDB para ser candidato à reeleição.

Fundamental
O PSDB é hoje o partido com as melhores chances de eleger governador. Não há um só líder de qualquer partido que seja o partido, que não enxergue no tucanato o favoritismo. O problema é que a sigla anda dividida. Tem mais alas que as cores das penas da ave.

Voo tucano
O deputado Leonel Pavan (PSDB) fica no governo do PMDB até o último prazo. O presidente estadual da sigla, Marcos Vieira, se mostra sintonizado com Eduardo Moreira. O senador Dalírio Beber está no cargo que era de Luiz Henrique da Silveira e se necessário, a viúva Ivete Appel da Silveira pode fazer um apelo. Isso tudo porque quem está cacifado a disputar o governo é o senador Paulo Bauer, que é facilmente acomodado numa chapa de reeleição. Como andorinha só fica o prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes.

PSDB é fácil
Para acomodar o PSDB na chapa majoritária é simples: basta dar-lhe duas vagas: vice-governador e senador (Napoleão Bernardes e Paulo Bauer). Acontece que ai o PMDB ficaria com apenas a vaga de governador e Raimundo Colombo teria que ir para o DEM que teria que se contentar com uma só vaga. Isso é pouco diante da ampla necessidade especialmente do PMDB.

Cumprimento amigo
O tucano Clésio Salvaro mereceu atenção especial assim como muitos outros líderes políticos quando Eduardo Moreira recebeu os cumprimentos pela posse. Quando do cumprimento Clésio lembrou que ali representava a cidade em que o agora governador construiu carreira político e ouviu dele uma agradável: “e você é um grande parceiro. Eu sabia que você viria. Que bom te ver aqui amigo”.

Futuro de Colombo
Apenas algumas horas após de transmitir o cargo a Eduardo Moreira, o governador licenciado Raimundo Colombo embarcou para Madri na Espanha, onde permanece até o dia 26. Lá ele fará um curso de política realizado pelo Partido Popular. De lá vai direto para a Fazenda Coxilha Rica. Depois passará alguns dias em São Paulo para tratamento médico. A atenção especial aos olhos e ao coração.

Juntos
O prefeito Rogério Frigo (PSDB) que tem como vice Zé Spillere (PSD) tratou de ir à posse de Eduardo Moreira com novo embaixador. Mesmo que não tenha o PMDB em seu governo oficialmente, mostrou ao novo governador que têm peemedebistas sim ao seu lado. É o caso do ex-vereador Vanderlei Spillere, que tem porta larga no gabinete do agora governador.

BASTIDORES
Rincão se reinventando
O encontro de motociclistas no Balneário Rincão, no fim de semana consolidou a vocação para eventos. Integrantes do governo estão convencidos de que este é o perfil que a praia deve explorar, inclusive fora da temporada. O que já foi um dia a praia exclusivamente do descanso tem tudo para firmar-se num destino turístico de eventos. Assim em definitivo deve ser afastada aquela teoria de que o Rincão é o lugar do “Roncão” (para dormir).

PREFEITURAS O PMDB possui 105 prefeituras no Estado, enquanto PSD (61) e PP (46) juntos têm 120. O PSD, tido fiel da balança na eleição de 2018 tem 38 prefeituras. Os demais partidos tem: PT 20; PR 12; PSB 10; PDT 3 e PPS 1

NA REDE Num ambiente menor, aqui da nossa região, o empresário Delir Milanez tem sido uma das páginas mais visitada e compartilhadas no facebook. É por seus textos que expõe as dificuldades de empreender no país.

PRIVILÉGIO O governador Raimundo Colombo não renunciou por uma razão simples: precisa manter o foro privilegiado o máximo possível, pois ainda enfrenta aquele processo da JBS.

MENTOR Bolsonaro já serviu aos seus seguidores. Já aconteceu o primeiro resultado da sua política do enfrentamento com maior rigor. Trata-se da decisão do governo federal que anunciou intervenção federal no Rio de Janeiro. Em síntese este é uma das pautas do presidenciável que está na ponta das pesquisas.

POR VIR O discurso de Bolsonaro, os aplausos do público ao tema e agora a decisão do governo federal combinado a Campanha da Fraternidade irão desencadear uma enxurrada de pautas sobre o assunto nos veículos de comunicação e uma avalanche de teorias nas redes sociais.

OPOSIÇÃO O deputado Valmir Comin, que na semana passada evitou a imprensa, começa a semana por todos os veículos possíveis. Deve pontuar em dois aspectos: que saiu porque o PMDB tomou o governo de vez e que se os projetos por ele encaminhados não tiverem continuidade, não foi por falta sua, mas por retaliação política.

É ASSIM Comin nem bem havia deixado a pasta e ficou sabendo que o novo governador mandou suspender alguns despachos recentes, entre eles liberações feitas pelo deputado e pelo menos uma grande liberação assumida pelo deputado Silvio Dreveck (PP) justo para Lages, a terra do governador.

FRASE DO DIA
“A descentralização permite que todo o cidadão, em qualquer lugar do Estado, receba tratamento justo e igualitário. Por isso não se trata de um projeto com foco apenas no mandato vigente, mas um projeto de governo que trouxe mudanças sólidas permanentes, que merecem ser defendidas. Por isso ele merece ser defendido. O modelo deve ser revisto sim. Afinal o mundo mudou muito nestes 15 anos, mas não se pode perder a essência da descentralização”.
Eduardo Moreira, defendendo o projeto de descentralização que é principal alvo da oposição.


Educação do município não quer a do Estado como sócia

 personJoão Paulo Messer
access_time19/09/2017 - 21:17

Depois de audiência pública para discutir a municipalização de algumas escolas estaduais, nesta semana em Criciúma, a prefeitura está retirando a intenção de assumir escolas como a José de Patta (Bairro Colonial) e Luiz Lazarin (Rio Maina). A opção oferecida pelo Estado de ceder algumas salas ociosas para espécie de gestão compartilhada Estado/Município, não agrada a prefeitura. Está flagrante que o município não quer gerir escola em sociedade com o Estado. E a razão é simples. É a mesma que leva os pais deixarem as escolas do Estado migrando os filhos para o município. Notado que o município faz uma gestão muito melhor das escolas de ensino fundamental que o Estado.
O Estado demonstra, por suas atitudes, que tem nítida preferência pela manutenção dos professores oque, em alguns casos, significa vir em detrimento do aluno. Isso fica evidente com a queda na qualidade das condições dos alunos. Basta olhar para uma escola do Estado e uma do município para perceber a diferenteça, Basta notar o movimento dos pais que preferem nitidamente a escola municipal. Se o Estado não parar de ter medo de greve, contribuirá para apressar o desmanche da sua proposta de ensino. Priorizar o professor sim, nunca em detrimento do aluno. O Estado não tem conseguido manter este equilibrio.
O Sindicato está no seu papel, o professor também. O Estado é que não tem feito o seu. A rede pública de Estado se afastou dos alunos e dos pais. Pior que isso é que em muitos casos a gestão escolar está feita na base do achego político. É assim. Aproveita-se quem pode. O Estado é que não pode permitir.É natural que isso não é regra, mas o Estado tem que aprender a difundir a excessão. Reprovar a acomodação e aprovar a renovação.
Ontem a Secretária de Educação de Criciúma foi pontual: ao Município não interessa gestão compartilhada em escola alguma. E mais, usou a migração de alunos da rede estadual para a municipal para dizer que não pretende gerir nada com quem não sabe gerir. Recado duro, direto e abonado pela realidade posta aos olhos de quem se dá o tempo de analisar.

Ambiente da política

 personJoão Paulo Messer
access_time18/09/2017 - 18:28

Com a estreia do novo portal da Rádio Eldorado se amplia a possibilidade de interagirmos no ambiente da política. Mais de uma vez ao dia, preferencialmente sempre que houver fato novo, e relevante, devo comparecer a este espaço para informar e comentar. O dinamismo da política tem sido algo espetacular. Num mesmo dia o fato pode ter mais de uma versão. A certeza de amanhã é a incerteza de hoje, mas pode voltar a ser incerteza depois de amanhã.
Não há surpresa nisso tudo, nem se trata de uma questão local ou pontual. A incerteza no cenário de política nasce com as dúvidas sobre qual regra vai valer para as eleições do ano que vem. A reforma eleitoral corre risco de não mudar nada. Reforma sem nenhuma reforma. Nem mesmo o indispensável fim das coligações e a razoável cláusula de barreira devem valer. Pelo menos é o que sinalizaram os trabalhos desta semana. Depois de amanhã a informação pode ser outra.
No Estado a curiosidade maior é sobre a força da proposta de Gelson Merísio (PSD), que nasceu sob a desconfiança de todos, mas que não diminui o ritmo e até já levou o PMDB a falar em abrir mão da coligação com o PSD de Raimundo Colombo. Os peemedebistas lançam olhares sobre o PSDB que jura ter a força que não se consegue enxergar, a de ter um candidato próprio a governador. Se é que alguém tem esta capacidade é o senador Paulo Bauer, que anda silencioso demais para que quer ser candidato.
No PMDB não há necessidade de definir muito cedo quem é o candidato. Afinal, sigla acredita tem força o suficiente para eleger “um poste”. Para o Senado já fez isso na eleição passada. Acho até que é melhor que o PMDB demore ao máximo para definir o nome, pois quem sabe o “tercius” deste cenário seja o atual vice-governador Eduardo Pinho Moreira. Isso seria bom demais para o Sul.
O PPAMIN é outra sigla que ensaia candidatura própria. O PP que um dia tentou não ser PPAMIN morreu na praia pisoteado por raposas tão hábeis quanto o próprio líder progressista Esperidião Amin, que é o único com capacidade de dizer para e como o partido deve ir. Os outros da sigla, aqueles que tentam dar vida própria ao PP sem Amin não tem capacidade de respirar sem o principal aparelho progressista, o brilho da mente de Amin.
E vai ser por ai que nos vamos nos cruzar daqui por diante, aqui no blog do novo portal da Rádio Eldorado.