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Cocal do Sul inicia alfabetização digital para idosos com foco na prevenção de golpes

commentJornalismo access_time03/09/2026 10:21

Iniciativa alia inclusão digital, autonomia e orientação para reconhecer fraudes e outros riscos no ambiente virtual.

Içara: inscrições abertas para o Campeonato Municipal de Futsal

commentEsporte access_time02/09/2026 21:30

A competição terá início no mês de setembro

Tigre pega o Fortaleza em casa neste domingo

commentCriciúma EC access_time22/08/2026 11:31

Sete pontos separam o Criciúma do seu adversário

Coluna de Quinta-feira

access_time15/02/2018 - 00:23

Aliança com o PMDB
De gente que está rodeando o palácio do governo do Estado ouço dizer que Raimundo Colombo anda dormindo mal. A causa é a dúvida sobre a escolha do caminho para chegar ao Senado. Enquanto isso tem sempre alguém do PMDB lhe dizendo ao pé do ouvido, que mais do que nunca ele está dependente dos peemedebistas. Enquanto isso, no PSD, não falta os que dizem a velha frase: “eu avisei”, referindo-se à submissão que Colombo teria mantido ao PMDB. É que no PSD há muitos que consideram o governador submisso à liderança peemedebista a ponto de mesmo tendo sido o chefe maior não ter pavimentado caminho ao Senado. Estes mesmos não duvidam que Eduardo seja govenador por alguns meses e chegue à condição de candidato à reeleição, nos braços do povo e do seu partido, fato que Raimundo não consolidou em sete anos de mandato.

Fidelidade
Existem severas dúvidas sobre o tipo de relação que o governador Raimundo Colombo sempre manteve ao PMDB. Uma delas é que ele prioriza a gratidão. Neste caso havemos de lembrar que ele virou governador por articulação de Luiz Henrique da Silveira.

Percepção
O episódio João Rodrigues (prisão) pode ser um fator que fragiliza o PSD, acentuando fissura interna. Esta ruptura ficou exposta recentemente quando um setor ligado ao PMDB começou a lançar Rodrigues para a chapa majoritária, impondo ranhura no projeto de Gelson Merísio.

Comin fora
Dos nomes do Sul no governo é certa a saída de Valmir Comin (PP), da Secretaria de Ação Social. Isso pode ser concretizado hoje. Ontem ele passou o dia em reuniões. Se não acontecer hoje será amanhã e se não pedir até sexta-feira pode ser exonerado por iniciativa de Eduardo Moreira na segunda-feira.

Segurança
O Balneário Rincão fez um carnaval sem grandes ocorrências policiais, fugindo a tradição. Este aumento na segurança pública tem sido registrado em todos os municípios da região. O Sul é hoje a região catarinense com menor incidência criminal.

Presença
Autoridades locais acreditam que o carnaval mais tranquilo esteja relacionado ao modelo de policiamento ostensivo adotado. Um exemplo é que na manhã de sexta-feira a polícia fez uma ação forte com uso do helicóptero do SAER e abordagens em terra a locais identificados como de maior risco. A operação presença é sempre muito eficiente.

No páreo
Uma disputa interessante deve ser travada dentro do PP em 2019. Trata-se da articulação pela presidência da FECAM (Federação Catarinense dos Municípios). A atual vice-presidente, Sisi Blind, prefeita da cidade de São Cristovão do Sul, conta certa sua eleição, mas pode ser surpreendida. O prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli, pretende testar seu poder de articulação estadual ao disputar a vaga.

Inconstitucional
O projeto Escola Sem Partido, aprovado pela Câmara de Vereadores de Criciúma, mas que logo encontrou obstáculo no Ministério Público Federal, deve gerar muita discussão jurídica. Mesmo avisados pelos próprios advogados da Câmara, de que se trata de lei inconstitucional, os vereadores insistiram na sua aprovação. O prefeito sancionou. Agora os vereadores dizem que vão brigar até o fim por ela.

BASTIDORES
Três é demais
Na reunião do governador Raimundo Colombo com a bancada de deputados do PSD, ontem, uma dessas coisas curiosas em se tratando da relação tríplice de Raimundo Colombo, Eduardo Moreira e o PSD. Colombo disse que todos os cargos do PSD ficam até o dia 3 de abril, quando ele deve renunciar. Até lá segue governador, mesmo que licenciado. Já Moreira deve assumir amanhã guardando as vagas para seus aliados. Resta então à terceira parte identificar-se aliada de Moreira ou não. Subentende-se que aqueles que forem PSD, mas mantém a teoria de aliança com o PMDB ficam, enquanto os peessedistas aliados de Gelson Merisio devem ser convidados a se retirar.

JUNTOS Hoje às 11h Raimundo Colombo e Eduardo Moreira estarão no Sul. Inauguram o radar meteorológico em Araranguá (Morro dos Conventos).

RIO MAINA Ás 17h30min acontece reunião com empresários do Rio Maina para discutir o tipo de interligação do novo trecho do Anel de Contorno Viário e a rodovia Luiz Lazarin. A ideia é evitar contestações futuras.

TÁ FORA Não é necessário ter esperar até segunda-feira para afirmar que o Secretário da Fazenda, Robson Gotuzzo está fora do governo. Ontem ele afirmou à coluna que volta à prefeitura normalmente segunda-feira. Já o prefeito desconversa sobre o assunto. Ocorre que um dia antes Clésio Salvaro teve uma reunião com a equipe da secretaria em sua casa. Se ele ficaria, o prefeito não vacilaria em responder o questionamento.

ALÇA DO ANEL Ás 19h30min na comunidade do Bairro Naspolini será feito ato de entrega da ordem de serviço para construção da alça de acesso da rodovia de acesso ao bairro com o trecho do Anel de Contorno Viário, obra esquecida pela equipe técnica.

SINTONIZADOS No ato de transmissão de cargo de Raimundo Colombo para Eduardo Moreira, que os peemedebistas estão tratando como posse de governador não deve faltar o grito de “Eduardo nosso governador” ou neto” “Eduardo 2018”.

MOREIRA LÁ Pedir Moreira não vai, mas se alguém aparecer com algum boton, adesivo ou qualquer outro adereço sugerindo a candidatura de Moreira ao governo em outubro este alguém vai receber afeto e carinho inclusive do governador Raimundo Colombo.

NA FILA O PMDB do Sul tem alguns pedidos em especial para fazer ao vice-governador Eduardo Moreira, que está em fase de “escalação” do seu time. Um dos pedidos é em favor do vice-prefeito de Içara, Sandro Giassi Serafim.

ONDE Existem pelo menos duas possibilidades de escalação para Sandro Giassi Serafim. Um seria na Junta Comercial do estado de Santa Catarina, a outra em alguma diretoria da Casan.

SONEGA No final do ano passado os deputados aprovaram uma lei restringindo a realização das famosas feirinhas do Brás, mas curiosamente a equipe do governo sugeriu o veto à lei, isto é, pelo Executivo as feirinhas vão continuar acontecendo. E olha que é um festival de falsificação e sonegação.

FRASE DO DIA
“Depois destes dias na prefeitura posso atestar que o governo vai bem. É notada a adequação das contas e a recuperação do nível de investimento do município. Já no contato com o povo recolho grande expectativa em relação ao trabalho da usina de asfalto, além dos já conhecidos apelos na saúde. Mas não gostaria de deixar o cargo sem antes lhe dizer que prefeitura. Câmara e todos os que podem, precisam se mobilizar pela geração de empregos à nossa gente.”
Júlio Colombo, presidente da Câmara de Vereadores resumiu a estas palavras a devolução do cargo de prefeito ao titular Clésio Salvaro, ontem no final da tarde.


Editorial: O Colapso da Imparcialidade e a Ditadura da Toga

 personJoão Paulo Messer
access_time02/09/2026 - 07:30

O ativismo judicial no Brasil atingiu o ápice da deterioração institucional com a sucessão de escândalos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. O quadro revelado por vazamentos de mensagens mostra um magistrado que ignora o devido processo legal, atuando simultaneamente como acusador, investigador e julgador, uma aberração jurídica sob a ótica de qualquer democracia séria.

Diálogos vazados de assessores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) revelam ordens diretas para a elaboração de relatórios “sob encomenda”. A máxima de “usar a criatividade” para embasar decisões expôs uma engrenagem persecutória que fere garantias individuais, rasga a Constituição de 1988 e suprime o direito à ampla defesa.

Como se não bastassem a instrumentalização dos órgãos públicos para a caça a opositores políticos e a censura prévia, o aprofundamento das investigações da Polícia Federal trouxe à tona trocas de mensagens informais e contratos milionários ligados a agentes financeiros e gabinetes de advocacia familiares. O cenário escancara que a pretensa “defesa da democracia” caminha lado a lado com sombras de balcão de negócios e conflitos de interesse.

Uma análise severa do Judiciário brasileiro impõe constatar que a cúpula constitucional perdeu o rumo. O STF deixou de atuar como guardião da Carta Magna para se transformar em um poder autocrático, blindado contra o escrutínio público e o sistema de freios e contrapesos do Legislativo.

Quando a magistratura confunde a aplicação da lei com a vontade pessoal de seus membros, o Estado de Direito é dissolvido. O cidadão comum fica submetido à insegurança jurídica, com normas que mudam ao sabor da conveniência de tiranos togados que agem sem limites morais ou republicanos.

Editorial: Eleitor volta às urnas pressionado mais pela rejeição do que pela esperança

 personJoão Paulo Messer
access_time31/08/2026 - 08:10

Vivemos um dilema das urnas. O Brasil caminha para mais um ciclo eleitoral diante de uma encruzilhada conhecida e desgastante. O eleitor brasileiro se vê novamente diante de uma decisão fundamental, movido não pelo entusiasmo com o futuro, mas pelo receio da alternativa.

As pesquisas recentes desenham um retrato incômodo do sentimento nacional. Duas candidaturas que concentram a atenção pública apresentam índices de aprovação e rejeição praticamente espelhados. A eleição transforma-se em uma disputa na qual importa menos quem melhor representa o país e mais quem provoca menor rejeição.

É o que mostram as pesquisas. Nesse cenário de polarização, o debate público é o primeiro sacrificado. A construção de propostas reais para o país dá lugar à troca de farpas, aos ataques pessoais e ao confronto entre adversários.

Discutem-se o passado, as polêmicas e os desacertos dos candidatos, enquanto soluções para educação, segurança, economia e infraestrutura ficam em segundo plano. Refém do ruído das redes e da agressividade das campanhas, o eleitor perde a oportunidade de avaliar planos de governo concretos e possíveis de serem executados.

Para agravar esse quadro, as chamadas candidaturas alternativas continuam em patamares tímidos de aprovação. Falta a esses nomes capacidade para romper o bloqueio da comunicação de massa, mobilizar o eleitorado e criar uma expectativa real de poder.

Sem se apresentarem como caminhos viáveis e competitivos, acabam sufocadas pela lógica do voto útil, que antecipa o duelo final e reduz a diversidade de ideias ainda nas etapas iniciais.

O resultado desse afunilamento é o enfraquecimento da própria democracia representativa. Quando a disputa se limita a dois lados que se alimentam da rejeição mútua, ganha-se a eleição, mas perde-se em governabilidade e consenso social.

E, pior, perde-se a esperança. A cidadania não pode se resumir ao voto no menos pior, como temos ouvido e até repetido.

Enquanto o país não romper esse ciclo e exigir propostas, respeito e instituições sólidas, o brasileiro continuará diante da incômoda tarefa de votar sem encontrar, verdadeiramente, uma opção que o represente.

O Eco do Passado no Rádio: Começa Mais um Ritual Eleitoral

 personJoão Paulo Messer
access_time28/08/2026 - 08:00

Começou. Bastou sintonizar o rádio logo nas primeiras horas da manhã para constatar o de sempre: nada mudou. O início do horário eleitoral gratuito obrigatório é recebido pelo cidadão com a resignação de quem já conhece o enredo de cor.

No primeiro dia da veiculação, o ouvinte foi engolfado pela mesma sonoplastia épica, pelos mesmos tons empolgados e, principalmente, pelas velhas soluções mágicas para problemas históricos. São as velhas narrativas e os mesmos vendedores de elixires milagrosos que vêm sendo anunciados há décadas, prometendo curar a saúde, a segurança e a economia com uma facilidade que beira o deboche.

Este ritual que hoje invade a programação das emissoras não é novo. O direito de acesso gratuito dos partidos aos meios de comunicação surgiu formalmente no Brasil com o Código Brasileiro de Telecomunicações, em 1962, e foi consolidado no Código Eleitoral de 1965. A ideia original era nobre: democratizar o debate, garantindo que mesmo os partidos sem grandes recursos pudessem apresentar suas ideias em igualdade de condições. O tempo, no entanto, transformou a ferramenta democrática em uma vitrine engessada de marketing político altamente profissionalizado e desprovido de substância.

E assim seguiremos. Nos próximos 35 dias, o rádio repetirá a rotina em dois blocos diários fixos (às 7h e às 12h), além das dezenas de inserções curtas disparadas ao longo de toda a programação comercial. O revezamento das candidaturas continuará rigoroso: dias intercalados para cargos federais e estaduais, dividindo minutos estratégicos calculados a partir da representatividade partidária.

Até o dia 1º de outubro, data em que se encerra a propaganda do primeiro turno, o eleitor será submetido a essa maratona. O formato sobrevive, mas o discurso há muito se desgastou. Resta saber até quando um rito desenhado em meados do século passado conseguirá dialogar com um cidadão que, no rádio ou no celular, busca respostas reais em vez das velhas receitas de sempre.

Editorial: Como acreditar em promessas e propostas da propaganda eleitoral

 personJoão Paulo Messer
access_time27/08/2026 - 08:10

Caminhamos por ruas pavimentadas pelo ceticismo, onde cada palavra dita na esfera pública soa como um eco oco. A população, esgotada por promessas que se desfazem ao primeiro toque da realidade, já não sabe em quem ou no que confiar. As notícias tornaram-se alvos constantes de suspeita, não apenas pela distorção dos fatos, mas porque os próprios discursos que as originam nascem desprovidos de integridade. Vivemos a era da dúvida sistemática, onde a verdade foi fatiada para servir a narrativas de ocasião.

Os governos, outrora vistos como a salvaguarda do contrato social, ruíram sob o peso da própria vaidade. A política deixou de ser o espaço em que o cidadão comum, impulsionado pelo desejo genuíno de transformação, poderia ascender para servir aos seus iguais. Em vez disso, a democracia teve sua essência corroída por dentro: o poder, que deveria ser a ferramenta suprema de povos livres, transfigurou-se em um instrumento blindado de defesa de interesses privados e corporativos.

Diante desse cenário devastado, surge a provocação inevitável: por que continuar acreditando que o ritual das urnas possui a força mágica de reconstruir uma nação em frangalhos? Votar passou a parecer um gesto de fé cega em um sistema que só se renova para manter as mesmas estruturas intocadas. A própria ideia de credibilidade perdeu sua razão de existir em uma sociedade operada pelo cinismo.

Habitamos um grande teatro de faz de conta, onde a retórica do "bem comum" serve apenas como maquiagem para a ambição desmedida. O interesse coletivo virou peça de ficção, e o ato de amar ao próximo transformou-se em uma raridade quase exótica. Enquanto o poder continuar voltado para si mesmo, a confiança permanecerá sendo apenas uma lembrança distante de um tempo em que as palavras ainda tinham valor.

Editoriail: Errar é Amaral, perdoar é OAB. Será?

 personJoão Paulo Messer
access_time26/08/2026 - 08:00

Errar é uma condição intrínseca da natureza humana, uma falha inevitável na jornada de qualquer indivíduo. Contudo, quando o lapso parte de um homem público que, em um momento de descontrole, excede todos os limites do bom senso e ofende uma categoria inteira de trabalhadores, a dimensão do equívoco ganha contornos dramáticos.

A retratação quase sempre vem a reboque: um pedido formal de desculpas, devidamente alinhado e publicado. Fica, contudo, a inquietação incômoda: até que ponto os profissionais atingidos devem aceitar essa nota oficial como uma reparação sincera? E como a população deve interpretar esse teatro recorrente de ofensas seguidas por arrependimentos convenientes?

Aqueles que ocupam posições de destaque carregam o dever moral de compreender o peso da própria representatividade. Cada palavra dita por uma autoridade ecoa com força multiplicada, e a responsabilidade sobre o impacto do discurso é diretamente proporcional ao poder que ela exerce. O cargo não concede imunidade para a inconsequência; pelo contrário, exige um filtro ainda mais rígido.

Essa vigilância, no entanto, não pode ser cobrada apenas dos ocupantes de grandes gabinetes. Nos tempos atuais, a internet e as redes sociais empoderaram o cidadão comum, entregando a cada um de nós uma plataforma de alcance imensurável.

Essa voz digital funciona, muitas vezes, como uma arma engatilhada na mão. O perigo de "sair atirando" em busca de engajamento, cancelando e agredindo sem medir os danos, é uma tentação diária que exige autocontrole coletivo.

O erro continuará rondando a todos nós, autoridades ou cidadãos ordinários. Mas a verdadeira maturidade social só será alcançada quando exercitarmos a empatia em sua totalidade: sendo capazes de nos colocar tanto no lugar de quem cometeu a falha e busca a redenção quanto na pele de quem foi injustamente atingido pelo golpe das palavras.

EDITORIAL: A política fala muito e esclarece pouco.

 personJoão Paulo Messer
access_time25/08/2026 - 08:00

Depois do debate político realizado ontem, na Rádio Eldorado, com três dos nove candidatos ao Governo de Santa Catarina, ficou uma comparação interessante. Os debates políticos estão cada vez mais parecidos com as atuais entrevistas coletivas do futebol.

Minha trajetória de 18 anos como repórter esportivo me permitiu acompanhar de perto esse tipo de entrevista. Houve um tempo em que, depois do jogo, o repórter perguntava ao treinador e insistia enquanto a dúvida não fosse esclarecida. Não se tratava de ouvir a resposta que se queria, mas de obter a resposta que precisava ser dada.

Hoje, diante de uma fileira de microfones, pergunta-se sobre A, o treinador responde sobre B e a entrevista segue. A dúvida permanece. Na política, infelizmente, não estamos muito distantes disso.

Os debates ficaram tão engessados pelas regras que, muitas vezes, nem o apresentador consegue cobrar objetivamente uma resposta ou impedir que o candidato fuja do tema. Pergunta-se uma coisa, responde-se outra e o relógio encerra a discussão.

Há ainda um problema maior: a fuga dos próprios debates. Candidatos que deveriam estar frente a frente para apresentar ideias, responder questionamentos e confrontar posições simplesmente optam por não comparecer.

O debate de ontem na Rádio Eldorado teve momentos interessantes e também tensão. Um deles envolveu uma denúncia feita por um dos candidatos sobre uma suposta relação societária do filho do governador com uma empresa prestadora de serviços ao Estado na área da saúde. É uma acusação grave, que precisa ser comprovada, esclarecida e respondida pelos citados.

Também houve um duro embate entre João Rodrigues e Ralf Zimmer. O clima esquentou durante o programa e permaneceu desconfortável mesmo depois que os microfones foram desligados.

Mas talvez o principal resultado do debate esteja justamente no que ficou sem resposta.

Estamos vivendo o tempo das respostas pela metade. Na política, pergunta-se muito, responde-se pouco e quase sempre existe uma tangente disponível para escapar do ponto central.

Cabe também à imprensa fazer sua parte e reconhecer quando não consegue extrair aquilo que deveria dos entrevistados. Insistir, questionar e investigar continuam sendo obrigações do jornalismo.

O problema é que chegamos a outro estágio preocupante. São tantas denúncias, acusações e escândalos que uma nova denúncia aparece antes mesmo de a anterior ser devidamente esclarecida.

E quando perguntas ficam sem respostas e denúncias sem investigação, uma palavra começa a perder força no discurso público.

Transparência.

Como está difícil falar dela.

O "homem" de Jorginho no Sul

 personJoão Paulo Messer
access_time21/08/2026 - 11:11

O empresário Walmir Rampinelli contou em entrevista na rádio Eldorado, nesta quinta-feira (20) o duro caminho até chegar à condição de coordenador regional da campanha do governdor Jorgiho Mello. Antes teve boicotada duas indicações.

Rampinelli conta que chegou a ser convidado pelo governador Jorginho Mello para ser o presidente do partido (PL) em Criciúma, mas o convite foi "desfeito" pelo próprio governador que lhe explicou a razão. Havia forças locais que não aceitavam a escolha.

Depois veio o convite para ser candidato suplente ao Senado. Seria suplente da atual deputada federal Carol De Toni, com quem se reuniu, ou viu o convit, foi à Chapecó conversar com ela e com o seu marido que é do setor Agro. Dias mais tarde De Toni veio à Criciúma para agradecer o aceite de Rampinelli, mas lhe comunciar que a mesma resistência que o impediu de assumir a direção municipal do PL em Criciúma tinha lhe bloqueado ser candidato suplente dela.

Ele conta com detalhes que o "desconvite" ocorreu em um empresa de automóveis em Criciúma, onde De Toni escolheu para fazer reuniões reservadas. Naquele local, para evitar se cruzar com quem boicotou a sua indicação, foi orientado a acessar pela garagem, subir atéuma sala isolada onde conversou com a deputada, ouviu o "desconvite" e saiu pelo mesmo acesso discreto.

A narrativa bem ilustra o quanto o PL de Criciúma e região tem divergências internas, fatores que precisam ser bem administrados para evitar prejuízos à campanha eleitoral. Não é de hoje que se conhece a resistência que existe em determinados grupos ao governador e às suas escolhas.

João Paulo Messer
Jornalista

EDITORIAL: Mais um dia de apostas em qual será o próximo escândalo a surgir

 personJoão Paulo Messer
access_time19/08/2026 - 08:00

Por vezes, aqui, fizemos quase que um serviço de previsão. Não do tempo, nem de outro setor qualquer, mas do que vem por aí envolvendo a política nacional. E, neste sentido, não há uma só previsão de que o debate entre os candidatos à Presidência da República entre no campo da comparação das propostas. Isso não pertence mais ao debate eleitoral no Brasil.

Mergulhado em uma crise ética e moral, o Brasil vive seus dias administrando as crises. Ora de um, ora de outro, estas crises invariavelmente têm como pivôs da discussão os nomes mais importantes da disputa ou os seus. E hoje, de novo, abre-se o dia com foco no que pode acontecer daqui para frente, depois que o filho do presidente, justo aquele conhecido pelo apelido de Lulinha, tem sobre os seus ombros.

A aposta que se faz é a previsão de que, em menos de 48 horas, surjam outras manchetes respingando sobre o outro lado da disputa. Sim, porque em um dia a denúncia é de um, no outro, de outro. Sempre o alvo das denúncias são os principais personagens da disputa presidencial. Isso porque ambos têm extensas fichas que preocupam. Têm um passado comprometido. Mas, óbvio, as torcidas organizadas veem apenas o passado manchado do adversário do seu candidato. E é assim que a banda toca nestes últimos tempos. Hoje não é diferente. Há muito paramos de escolher propostas e nos debruçamos sobre defender o nosso candidato de preferência.

O noticiário de hoje é feito, de novo, de denúncias e teses sobre o que vai acontecer com o reflexo das novas denúncias.

Hoje, 23 anos no ar no primeiro horário da manhã.

 personJoão Paulo Messer
access_time04/08/2026 - 08:00

Hoje, o calendário me cobra um momento de pausa. Olho para a data no painel, e a memória faz uma viagem inevitável até aquele mesmo 3 de agosto de 2003, quando pisei aqui pela primeira vez para assumir uma responsabilidade cujo peso real eu sequer era capaz de mensurar. Se eu tivesse, naquela época, a exata dimensão do tamanho daquele desafio, confesso, sem rodeios, que não teria tido a coragem de aceitar. Naquele tempo, o rádio exercia um papel quase soberano sobre a rotina da nossa região: aquele espaço de pouco menos de três horas nas manhãs de Criciúma não era apenas um programa, era o verdadeiro centro de gravidade da cidade.

Tudo o que importava, tudo o que repercutia na política, na economia e no dia a dia das pessoas passava, obrigatoriamente, por ali.

E ali estava eu, prestes a colocar no ar um estilo absolutamente diferente de tudo o que os ouvintes estavam acostumados a escutar. Não foi um processo planejado ou amadurecido com o tempo. Eu assumi porque simplesmente não havia alternativa; não tive tempo sequer para parar e pensar nas consequências. Olhando para trás, fica claro que fui fruto de mais uma daquelas apostas ousadas que marcaram a trajetória vitoriosa do empresário Henrique Salvaro.

A escolha do meu nome não veio acompanhada de um convite formal ou de uma conversa suave; foi uma escala. Uma imposição decidida com a rapidez e a certeza de quem sabe o que faz. Ele comprou a emissora em uma tarde de sexta-feira e, sem vacilar um segundo, me avisou, de pronto, que, na segunda-feira seguinte, a condução daquele horário estaria nas minhas mãos.

A partir dali, encarar o microfone foi uma verdadeira barra. Enfrentei o julgamento imediato de uma audiência acostumada com padrões antigos. Fui xingado, desrespeitado e perdi a conta de quantas promessas categóricas ouvi de que aquela tentativa não daria certo, de que duraria muito pouco. O começo foi espinhoso, mas a persistência e a verdade do trabalho diário, aos poucos, foram abrindo caminho.

Hoje, ao completar 23 anos à frente do programa, olho para a jornada com o peito limpo e uma serenidade que só o tempo proporciona. Sem qualquer sombra de falsa modéstia, olho ao redor e percebo o quanto a história mudou. Hoje, eu transito livremente por todas as rodas da nossa sociedade, seja no debate político, nas conversas sobre a economia local, nas caminhadas pelos bairros ou nos encontros nos clubes da cidade. O respeito e a consideração que recebo em cada um desses espaços são patrimônios que eu jamais poderia ter imaginado conquistar, quanto mais ousado desejar lá no início.

Por tudo isso, hoje é um dia profundamente especial para mim. Completar mais de duas décadas neste compromisso diário com a informação e com a nossa gente é um privilégio raro. Nada disso teria sido possível sem a presença constante de cada ouvinte que liga o rádio todas as manhãs, que concorda, discorda, acompanha e faz do nosso programa parte da sua própria rotina. A todos vocês que construíram essa história ao meu lado, deixo o meu mais sincero, profundo e emocionado agradecimento.

EDITORIAL - Uma leitura para animar o dia e o segundo semestre

 personJoão Paulo Messer
access_time03/08/2026 - 08:00

Chegamos ao início de agosto e, com ele, a sensação de que 2026 está passando em velocidade impressionante. Já vivemos mais de duzentos dias deste ano e restam pouco mais de cento e cinquenta para que ele se transforme em lembrança. O calendário não espera por ninguém. Cada amanhecer que passa é uma página virada de uma história que estamos escrevendo todos os dias. E a pergunta que vale para todos nós é simples: estamos aproveitando bem o tempo que nos foi dado?

Este é um ano marcado por grandes acontecimentos. Tivemos Copa do Mundo, temos eleições e acompanhamos diariamente fatos que movimentam o Brasil e o mundo. Mas nenhum desses eventos pode servir de desculpa para adiar projetos, sonhos ou decisões importantes. O segundo semestre do ano letivo começa agora para milhares de estudantes. Empresas revisam metas. Famílias reorganizam seus planos. E a vida segue cobrando resultados daqueles que decidiram agir.

O problema é que o relógio não desacelera. Enquanto pensamos em começar amanhã, o calendário continua avançando. O prazo já está consumindo parte do tempo que ainda temos pela frente. Por isso, talvez seja o momento de olhar para a agenda de 2026 e perguntar: o que ainda ficou por fazer? O que ainda pode ser realizado? O que merece mais dedicação antes que o ano termine?

A boa notícia é que ainda há tempo. Tempo para corrigir rotas, recuperar oportunidades, concluir projetos e iniciar novos desafios. A história mostra que o mundo costuma reservar aos resilientes os melhores amanhãs. Aos que persistem, aos que não desistem e aos que seguem em frente mesmo diante das dificuldades. Que este restante de 2026 seja vivido com intensidade, propósito e coragem. Porque o tempo passa rápido, mas ainda pode ser suficiente para transformar objetivos em conquistas. Um excelente restante de ano para você.

Uma leitura às convenções em SC

 personJoão Paulo Messer
access_time02/08/2026 - 07:11

Eu acompanhei todas as principais convenções partidárias em Santa Catarina nestes últimos dias. A que mais me impressionou foi a dos partidos aliados de Gelson Merísio. PSB, PT e PDT, principalmente, mas apoiados ainda por PCdoB, PV, PSol e Rede levaram uma multidão que impressionou, numa terça-feira (21) à noite na sede da Assembleia Legislativa. Vi naquele ambiente um cenário de torcida mais aguerrida na disputa. Para ter ideia o Corpo de Bombeiros interveio pedindo para regular o número de pessoas no ambiente interno, dada a superlotação do ambiente.

A convenção do PL, de Jorginho Mello, e seus aliados, no Centro de Eventos Opus em São José, neste sábado (1º) a tarde, foi disparada a maior. Os organizadores falaram em 15 mil. Não duvido, embora ache ligeiramente exagerado. No ar, entretanto, uma aparente apreensão, não se por conta do que se passou nos bastidores ou o peso de ter que ser o maior e carregar uma megaestrutura em um ato que misturou convenção com ar de lançamento de candidatura.

A convecção dos aliados de João Rodrigues, na Assembleia Legislativa, ficou em terceiro se considerarmos o número de pessoas, estimado pelo olhar. A animação, entretanto, deixou o ambiente maior do que foi. Ressalta-se que o MDB, que ocupou o plenário revelou que ainda tem muito da sua característica de partido raiz. A empolgação de eleição ficou evidente.

Na noite de sexta-feira a convenção do PP foi o tipo de reunião em que o protocolo ficou evidente, ou seja, tem que fazer e o flagrante entendimento de que em se tratando de eleição a uma necessidade, a de eleger Esperidião Amin. O que mais ocorrer na eleição é ganho político a ser guardado pela manutenção da sigla.

Dos discursos dos candidatos ao governo o que teve um conteúdo diferente e um pouco mais denso é o de Gelson Merísio, que justifica estar do lado de partidos da esquerda ocupando uma sigla (PSB) que em Santa Catarina já foi liderada até por Paulinho Bornhausen, com o papel evidente de oferecer uma opção à extrema direita.

Já os discursos de João Rodrigues e Jorginho Mello não apresentaram novidades. Rodrigues por não ter tão evidente assim uma bandeira capaz de sensibilizar o eleitor, enquanto Jorginho repetiu inclusive a bandeira do Universidade Gratuita, ou seja, continuidade do que ele diz e repete está dando muito certo.

Mas foi nas entrevistas coletivas onde apareceu uma fala que chamou a atenção. Foi quando João Rodrigues disse que não é correto dizer que Santa Catarina é o melhor estado do Brasil porque o PT nunca o governou, mas que é referência de gestão justo por aqueles que o governaram como o MDB, o PP e o ex-governador Carlos Moises e que estes estão todos coligados com ele.

“Não é correto dizer que Santa Catarina é o melhor estado do país porque o PT nunca o governo. Não se pode atribuir o sucesso do nosso estado a quem não fez, mas sim devemos atribuir a quem o fez e estes todos estão na minha coligação”, disse João Rodrigues, que entra nesta eleição com a expectativa de que ganhe a simpatia de muitos eleitores por sua habilidade na comunicação.

Editorial – A difícil escolha entre o ruim e o pior

 personJoão Paulo Messer
access_time31/07/2026 - 08:00

O Brasil caminha para mais um ciclo eleitoral sob o peso sufocante de uma encruzilhada conhecida, mas não menos desgastante. O eleitor brasileiro se vê novamente constrangido a tomar uma decisão fundamental não pelo entusiasmo quanto ao futuro, mas pelo medo da alternativa oposta. As pesquisas recentes desenham um retrato fiel e incômodo do sentimento nacional: duas candidaturas que concentram a atenção pública ostentam, simultaneamente, índices de aprovação e de rejeição praticamente espelhados. Votar tornou-se uma consulta de contenção de danos, em que a escolha principal não é sobre quem representa melhor a nação, mas sobre quem causa menos aversão.

Nesse cenário de polarização afetiva e crônica, o debate público é o primeiro a ser sacrificado. O ambiente de construção de propostas reais para o país dá lugar a uma troca ininterrupta de farpas, ataques pessoais e retórica de antagonismo. Discutem-se os passados, as polêmicas e os desacertos dos adversários, enquanto soluções estruturais para a educação, a segurança, a economia e a infraestrutura ficam relegadas ao segundo plano. O eleitor, refém do ruído das redes e da agressividade das campanhas, é privado da oportunidade de avaliar planos de governo concretos e exequíveis.

Para agravar o impasse, as chamadas candidaturas alternativas continuam incapazes de descolar de patamares tímidos de aprovação. Falta a esses nomes a capacidade de furar o bloqueio da comunicação de massas, mobilizar o eleitorado pragmático e criar uma expectativa real de poder. Sem conseguir se apresentar como caminhos viáveis e competitivos, essas opções acabam estranguladas pela lógica do voto útil, que antecipa o duelo final e sufoca a diversidade de ideias logo nas etapas iniciais.

A consequência desse afunilamento é a erosão da própria democracia representativa. Quando a disputa se limita a dois lados cujos projetos se alimentam da rejeição mútua, ganha-se a eleição, mas perde-se a governabilidade e o consenso social. A cidadania não pode se resumir a optar pelo "menos pior". Enquanto o país não conseguir romper esse ciclo e exigir um debate focado na formulação de propostas e no respeito às instituições, o brasileiro continuará submetido à incômoda tarefa de escolher sem, verdadeiramente, poder optar.

Editorial: O desgaste do dia a dia que cansa

 personJoão Paulo Messer
access_time30/07/2026 - 08:00

Como é rotina analisar as principais notícias do dia, todas as manhãs, nesta primeira hora do programa, hoje, novamente, nos deparamos com fatos que provocam inquietação e nos fazem refletir sobre o rumo do Brasil. E resta a pergunta: por que estamos vivendo um cenário tão desanimador, justamente quando nos aproximamos de mais uma eleição, que deveria renovar a esperança do cidadão?

A impressão que fica para muitos brasileiros é a de que a confiança nas instituições foi sendo desgastada ao longo dos anos. O debate público perdeu serenidade. Em seu lugar, cresceram o radicalismo, a intolerância e a incapacidade de ouvir quem pensa diferente. E radicalismo é, antes de tudo, a negação do diálogo. É quando a emoção substitui a razão e a paixão calam o bom senso.

Mas como raciocinar com tranquilidade quando o noticiário parece apresentar, diariamente, novos episódios de conflitos, escândalos, disputas e divisões? Até quando viveremos esse dilema entre o certo e o errado, quando, tantas vezes, parece que o errado ganha mais espaço do que aquilo que inspira confiança?

Vivemos presos a uma roda que gira sem sair do lugar. Mudam os discursos, mudam os personagens, mudam as promessas, mas a sensação de frustração permanece.

E então surge outra pergunta inevitável: qual é a motivação para começar um novo dia acreditando que algo pode melhorar?

Talvez a resposta seja apenas uma: a esperança. Porque, sem ela, nenhuma sociedade consegue avançar.

Há exemplos suficientes de um país que ainda luta contra a corrupção, contra o desperdício dos recursos públicos e contra decisões que frequentemente dividem a opinião da população. Muitos brasileiros demonstram desconfiança em relação aos três Poderes. Há quem enxergue um Judiciário distante da sociedade, um Executivo marcado por interesses políticos e um Legislativo que, muitas vezes, parece esquecer sua missão de fiscalizar e representar o cidadão.

Quando as instituições deixam de transmitir segurança, cresce o sentimento de impotência. E uma democracia forte depende, justamente, do contrário: da confiança, da transparência e do respeito às regras.

O Brasil não precisa de mais ódio. Não precisa de mais divisão. Precisa recuperar a capacidade de debater ideias sem transformar adversários em inimigos. Precisa de líderes comprometidos com resultados, e não apenas com disputas permanentes.

A eleição que se aproxima pode ser mais uma oportunidade de mudança, desde que o eleitor participe com consciência, responsabilidade e espírito crítico. Afinal, o voto continua sendo a ferramenta mais poderosa da democracia.

Que a indignação não se transforme em conformismo. Que a crítica não destrua a esperança.

E que o Brasil volte a acreditar que é possível reconstruir a confiança, fortalecer as instituições e oferecer às próximas gerações um país onde a honestidade, a justiça e o bom senso deixem de ser exceções para voltar a ser a regra.

Editorial - Debate está ficando cada vez mais acalorado na Câmara de Vereadores de Criciúma.

 personJoão Paulo Messer
access_time29/07/2026 - 08:00

Para quem está acompanhando as sessões da Câmara Municipal de Criciúma, perceberá que o tom do debate entre os vereadores de situação e oposição está se tornando mais intenso. Em alguns casos, até agressivo. Os vereadores da bancada do PL têm sido os mais contundentes nas cobranças ao prefeito Vaguinho.

O líder do governo, Marcos Machado, é quem tem ocupado a tribuna para fazer a defesa do prefeito.

Na sessão da Câmara de Vereadores desta terça-feira (28), o vereador Luiz Fontana subiu à tribuna em tom de forte cobrança, reclamando do fato de que os bebedouros de água das unidades de saúde não estão em condições de uso.

Fontana é médico e atua em uma das unidades de saúde do município de Criciúma. O vereador foi além, levantando, indiretamente, uma certa suspeição sobre o processo de licitação que escolheu a empresa fornecedora desses bebedouros.

O vereador também reclamou do fato de o prefeito Vaguinho ter, em outra ocasião, gasto dinheiro para produzir um vídeo mostrando a realidade dos moradores de rua em Criciúma.

Discursos e ações dessa natureza são normais em todo o período de um Legislativo municipal. Entretanto, com a aproximação da eleição, coincidência ou não, esse tom tem sido mais intenso no município de Criciúma.

O prefeito Vaguinho já reclamou publicamente que os vereadores de oposição estão fazendo apenas vídeos para lacrarem nas redes sociais.

Outro momento de embate na sessão da Câmara de Vereadores desta terça-feira ocorreu quando o líder do governo, Marcos Machado, acusou o vereador Nicolas Martins de reunir-se, de portas fechadas, com o prefeito Vaguinho. Logo depois, Nicolas apresentou, em seu telefone, uma mensagem do prefeito convidando-o para essa reunião.

Estamos vivendo tempos normais na Câmara de Vereadores de Criciúma. O fato é que agora a oposição parece muito mais disposta a cobrar e criticar o governo. O Legislativo é o local para esses debates, sempre esperando que eles ocorram em alto nível, com espírito de construção, e não apenas de retaliação.

Editorial: A cada eleição, uma nova esperança

 personJoão Paulo Messer
access_time28/07/2026 - 08:00

O brasileiro é, antes de tudo, um forte e talvez o mais paciente dos povos. Dia após dia, nossa gente acorda cedo para enfrentar uma engrenagem que parece rodar contra o cidadão comum. Não bastasse o peso sufocante de uma inflação que devora o poder de compra e transforma o básico em luxo, somos diariamente confrontados com a repugnante realidade da corrupção entranhada nas estruturas do poder.

É a dor de ver o fruto do nosso trabalho confiscado pela ganância de poucos, enquanto áreas vitais como saúde, educação e segurança pública parecem entregues ao acaso. Poucas nações no mundo foram tão testadas quanto a nossa; poucos povos carregam na pele as cicatrizes de tantos descasos e promessas vazias.

E, no entanto, aqui estamos. Nem por isso esmorecemos. O brasileiro teima em sorrir, teima em trabalhar e teima em acreditar que o amanhã pode ser diferente. É a materialização daquela velha e sábia máxima: a esperança é a última que morre. Mas a esperança não pode ser apenas um sentimento passivo; ela precisa se transformar em atitude. É exatamente por isso que nós, aqui no rádio, reafirmamos o nosso compromisso institucional com você. Nossa voz existe para lembrar que a verdadeira mudança não virá do conformismo, mas sim da nossa capacidade de reação.

O voto é a ferramenta mais potente que temos em mãos para virar esse jogo. Exercer o sufrágio com consciência e responsabilidade é o ato mais revolucionário que um cidadão pode praticar contra a impunidade e a incompetência. Não entregue o seu futuro nem o das próximas gerações nas mãos daqueles que aparelham o Estado em benefício próprio. Nas urnas, a paciência do brasileiro deve se converter em sabedoria, e o nosso cansaço, em renovação.

O Brasil só será a nação gigante que merece ser quando cada um de nós entender o poder do próprio voto. Escolha com atenção, cobre com firmeza e jamais renuncie ao direito de sonhar com um país mais justo.