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Criciúma recebe Conferência Regional de Vereadores Mirins

commentCriciúma EC access_time23/06/2026 17:15

Evento é organizado pela Câmara de Vereadores do município

Coluna de Quinta-feira

access_time08/02/2018 - 00:04

Fortes emoções 2018
Até mesmo aos olhos dos normalmente mais bem informados agentes da política surpreendeu a rapidez do STF ao mandar prender o deputado federal João Rodrigues (PSD). Só não foi levado à prisão porque está em viagem para Orlando nos Estados Unidos. A decisão não só altera alguns planos de um grupo político que trabalha aliança para outubro como acende luz amarela ao ex-presidente Lula. Primeiro porque JR era considerado opção de majoritária (candidato a vice-governador). Em segundo lugar porque se o STF manda executar a pena aplicada a JR, não deve agir diferente em relação ao ex-presidente petista. Um só movimento de uma turma do STF espalhou temor e muda alguns planos.

Oeste agitado
Nem todos, entretanto, devem ter ficado surpresos com a decisão do STF em mandar prender João Rodrigues. No Oeste do Estado, onde ele tem a sua base eleitoral há dias os bastidores fervem, inclusive com suspeitas lançadas ao ar de que teria partido de dentro do próprio partido a articulação para que o processo que estava engavetado fosse levado a julgamento.

Tá fora
O presidente do PSDB em Criciúma, vereador Dailto Feuser apresentou pedido de licença de 90 dias da presidência do partido. Com isso quem assume é o vice-presidente, prefeito Clésio Salvaro. E o conflito é justo entre os dois. Feuser esbraveja nos bastidores dizendo-se preterido como liderança do partido.

Origem
A relação de Clésio Salvaro e Dailto Feuser vem mal não é de hoje. Tudo começou quando o vereador enfrentou o prefeito na eleição de direção do partido. Apesar da ascendência que mantém sobre seus liderados, Salvaro teve que dar um passo atrás deixando a presidência para Feuser. De lá para cá há um atrito.

Gota d´água
Dailto Feuser “explodiu” na semana passada, quando houve um encontro de técnicos da prefeitura com técnicos da Secretaria de Estado da Ação Social, para assinatura de um acordo que permite moradores do bairro Imperatriz tornarem-se donos dos terrenos ocupados há duas décadas. Nesta regularização fundiária todos os políticos querem colocar a digital, inclusive Feuser. Ocorre que ele não foi convidado.

Turma do PP
O ato de regularização fundiária que provocou o conflito político entre o prefeito Clésio Salvaro e o vereador Dailto Feuser virou ato abraçado pelo PP. Isso porque esta é a sigla do atual Secretário, Valmir Comin que levou consigo não só os vereadores do PP, mas lideranças dos moradores. O ato foi no gabinete do prefeito.

No Rio Maina
O vereador Júlio Colombo não seria perdoado pela comunidade do Rio Maina, onde reside e fez maioria dos votos, se não fizesse o gesto que fará hoje. Ele vai instalar seu gabinete da Intendência. Leva consigo alguns secretários e procura atender algumas demandas.

Segundo ponto
No dia 20 de março de 2014, quando assumiu a diretoria da Associação Empresarial de Criciúma veio à cidade o então vice-presidente da república Michel Temmer. A vinda à SC teve articulação do deputado federal Ronaldo Benedet. No próximo dia 14 de março nova direção da entidade assume e desta vez quem virá é o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também por articulação de Benedet.

Bomba
O prefeito de Penha (SC), Achiles Costa (PMDB) pode ter dado o maior tiro no pé de um gestor municipal. Ele negou incentivo fiscal para novos investimentos no Parque Beto Carrero World. Com isso a direção do parque anunciou que suspendeu investimentos previstos e estuda fazê-los em Gramado (RS) ou Foz do Iguaçú (PR). O parque quer menor taxa de ISS, tributo municipal, hoje em cinco por cento.

Suspeita velada
Fica no campo da suspeição os movimentos políticos que teriam remexido no quase esquecido processo que levou o deputado João Rodrigues à condenação, terça-feira. Nas internas os mais inquietos fazem correlação de fatos ao que poderia ter sido um movimento de pessoas ligadas ao deputado Gelson Merísio, Isso porque nos últimos meses Merísio assistiu o ex-aliado passar a trabalhar sua possível candidatura a vice-governador ignorando a declarada campanha a governador assumida por Merísio. JR vinha trabalhando alinhado aos peessedistas dissidentes da proposta de Merísio e que se preparavam para irem para o DEM e coligar com o PMDB. Natural que tal especulação deva ser rechaçada de pronto por aliados de Merísio, mas os bastidores ficaram tensos.

MOVIMENTO O governador Raimundo Colombo estava falando no plenário da Assembleia Legislativa em Florianópolis no instante em que em Brasília saiu o resultado do julgamento de João Rodrigues. Pois chamou atenção que Merisio saiu de cadeira e foi para a parte de traz do plenário.

PÊLO EM OVO Natural que num ambiente tão tenso como o do julgamento do deputado João Rodrigues surjam especulações de toda ordem. Também não deve faltar gente disposta a jogar gasolina nesta fogueira.

A OBSERVAR A persistir o cenário de desconfiança pode reforçar-se o racha no PSD presidido por Gelson Merísio, abrindo caminho para que os descontentes com a liderando do deputado se mudem para o Democratas.

NÓ TÁTICO Intencional ou não o PP de Criciúma com o deputado Valmir Comin deu o que no futebol se chama de “mó tático” no PSDB. Os progressistas foram no gabinete do prefeito, fizeram um ato político significativo, comemoraram e ainda deixaram o prefeito Clésio de mal com o vereador presidente do seu partido (PSDB).

FRASE DO DIA
“É inadmissível manter a saúde pública nos moldes atuais. Como pode um hospital totalmente público ficar sem recursos, se ali são atendidas pessoas que poderiam pagar porque tem condições de fazê-lo ou mesmo aqueles que possuem planos de saúde. Não existe gestão que resista a um contrassenso desta natureza.”
Governador Raimundo Colombo considerando inviável a manutenção de hospitais cem por cento públicos.


Educação do município não quer a do Estado como sócia

 personJoão Paulo Messer
access_time19/09/2017 - 21:17

Depois de audiência pública para discutir a municipalização de algumas escolas estaduais, nesta semana em Criciúma, a prefeitura está retirando a intenção de assumir escolas como a José de Patta (Bairro Colonial) e Luiz Lazarin (Rio Maina). A opção oferecida pelo Estado de ceder algumas salas ociosas para espécie de gestão compartilhada Estado/Município, não agrada a prefeitura. Está flagrante que o município não quer gerir escola em sociedade com o Estado. E a razão é simples. É a mesma que leva os pais deixarem as escolas do Estado migrando os filhos para o município. Notado que o município faz uma gestão muito melhor das escolas de ensino fundamental que o Estado.
O Estado demonstra, por suas atitudes, que tem nítida preferência pela manutenção dos professores oque, em alguns casos, significa vir em detrimento do aluno. Isso fica evidente com a queda na qualidade das condições dos alunos. Basta olhar para uma escola do Estado e uma do município para perceber a diferenteça, Basta notar o movimento dos pais que preferem nitidamente a escola municipal. Se o Estado não parar de ter medo de greve, contribuirá para apressar o desmanche da sua proposta de ensino. Priorizar o professor sim, nunca em detrimento do aluno. O Estado não tem conseguido manter este equilibrio.
O Sindicato está no seu papel, o professor também. O Estado é que não tem feito o seu. A rede pública de Estado se afastou dos alunos e dos pais. Pior que isso é que em muitos casos a gestão escolar está feita na base do achego político. É assim. Aproveita-se quem pode. O Estado é que não pode permitir.É natural que isso não é regra, mas o Estado tem que aprender a difundir a excessão. Reprovar a acomodação e aprovar a renovação.
Ontem a Secretária de Educação de Criciúma foi pontual: ao Município não interessa gestão compartilhada em escola alguma. E mais, usou a migração de alunos da rede estadual para a municipal para dizer que não pretende gerir nada com quem não sabe gerir. Recado duro, direto e abonado pela realidade posta aos olhos de quem se dá o tempo de analisar.

Ambiente da política

 personJoão Paulo Messer
access_time18/09/2017 - 18:28

Com a estreia do novo portal da Rádio Eldorado se amplia a possibilidade de interagirmos no ambiente da política. Mais de uma vez ao dia, preferencialmente sempre que houver fato novo, e relevante, devo comparecer a este espaço para informar e comentar. O dinamismo da política tem sido algo espetacular. Num mesmo dia o fato pode ter mais de uma versão. A certeza de amanhã é a incerteza de hoje, mas pode voltar a ser incerteza depois de amanhã.
Não há surpresa nisso tudo, nem se trata de uma questão local ou pontual. A incerteza no cenário de política nasce com as dúvidas sobre qual regra vai valer para as eleições do ano que vem. A reforma eleitoral corre risco de não mudar nada. Reforma sem nenhuma reforma. Nem mesmo o indispensável fim das coligações e a razoável cláusula de barreira devem valer. Pelo menos é o que sinalizaram os trabalhos desta semana. Depois de amanhã a informação pode ser outra.
No Estado a curiosidade maior é sobre a força da proposta de Gelson Merísio (PSD), que nasceu sob a desconfiança de todos, mas que não diminui o ritmo e até já levou o PMDB a falar em abrir mão da coligação com o PSD de Raimundo Colombo. Os peemedebistas lançam olhares sobre o PSDB que jura ter a força que não se consegue enxergar, a de ter um candidato próprio a governador. Se é que alguém tem esta capacidade é o senador Paulo Bauer, que anda silencioso demais para que quer ser candidato.
No PMDB não há necessidade de definir muito cedo quem é o candidato. Afinal, sigla acredita tem força o suficiente para eleger “um poste”. Para o Senado já fez isso na eleição passada. Acho até que é melhor que o PMDB demore ao máximo para definir o nome, pois quem sabe o “tercius” deste cenário seja o atual vice-governador Eduardo Pinho Moreira. Isso seria bom demais para o Sul.
O PPAMIN é outra sigla que ensaia candidatura própria. O PP que um dia tentou não ser PPAMIN morreu na praia pisoteado por raposas tão hábeis quanto o próprio líder progressista Esperidião Amin, que é o único com capacidade de dizer para e como o partido deve ir. Os outros da sigla, aqueles que tentam dar vida própria ao PP sem Amin não tem capacidade de respirar sem o principal aparelho progressista, o brilho da mente de Amin.
E vai ser por ai que nos vamos nos cruzar daqui por diante, aqui no blog do novo portal da Rádio Eldorado.