Notícias em destaque

Morro da Fumaça inicia força-tarefa para onda de frio

commentJornalismo access_time23/06/2026 19:00

Atendimento tem apoio da Assistência Social e da Defesa Civil

Arena Eldorado LayBack transmite segundo jogo do Brasil na Copa do Mundo 2026

commentEsporte access_time17/06/2026 17:35

Espaço volta a receber os torcedores para mais uma grande festa nesta sexta-feira (19)

Criciúma recebe Conferência Regional de Vereadores Mirins

commentCriciúma EC access_time23/06/2026 17:15

Evento é organizado pela Câmara de Vereadores do município

Coluna de Segunda-feira

access_time05/02/2018 - 09:45

Novo prefeito assume hoje
Pela primeira vez na história em Criciúma o PSB vai assumir a prefeitura. Será hoje quando o vereador Júlio Colombo (PSB), presidente da Câmara de Vereadores, receber o cargo do prefeito Clésio Salvaro (PSDB), que volta a praticar o gesto comum dos prefeitos. No seu primeiro mandato Salvaro fez o mesmo com os então presidentes Edinho do Nascimento a primeira vez e Toninho da Imbralit na outra. São apenas sete dias, tempo que significa nada para quem se licencia, mas muito para quem senta na cadeira mais importante do município. Ato administrativo nenhum pode ser feito neste curto período, mas atos políticos importantes podem ser feitos para marcar a passagem.

É do PSB
Uma das formas de fazer marcar a posse será notada já na posse, hoje à noite. O vereador Júlio Colombo faz questão de tornar este num ato do seu partido, o PSB. Para isso em companhia do deputado Cleiton Salvaro convidou líderes “pessebistas” de toda região.

Ritual
Primeiro o prefeito Clésio Salvaro irá à Câmara, como prevê a constituição do município. Numa sessão presidida por Júlio Colombo fará a prestação de contas do governo. Tudo deve ser ato rápido. Ao encerrar a sessão, que tem só a visita do prefeito na pauta, o presidente transmite o cargo ao vice-presidente Daniel Freitas (PP) e vai até o salão Ouro Negro da prefeitura onde acontece a transmissão de cargo.

Último ato
Ontem, mesmo sendo domingo, no final da tarde, os assessores mais próximos do prefeito Clésio Salvaro foram chamados para uma reunião na prefeitura. Iniciaram ali a busca de solução para o problema das multas de carros oficiais. Existe hoje mais de R$ 40 mil em multas não pagas.

Ponta do iceberg
Na semana passada uma ambulância com três transplantados levados à Blumenau para tratamento de especialista ficou apreendida por estar com multa em atraso. Mesmo que os carros oficiais do município sejam isentos de IPVA, a multa deve ser paga. Quem paga é o motorista. Desde 2013 estas multas não vem sendo pagas. Existe uma frota cheia de irregularidades.

Motorista paga
A alegação do atual governo é que a prefeitura não pode pagar as multas. Isso precisa ser feito pelos motoristas. Se o governo pagar o gestor municipal é penalizado. Assim acontece com o gestor que não cobrar estes valores dos motoristas. O argumento é que há muito motorista que já não trabalha mais na prefeitura.

Aumento do IPTU
Com base nos valores de 2017 o valor total do boleto de IPTU, que inclui a taxa de lixo, deve levar em conta 9,5 por cento da taxa de IPTU e 25 por cento sobre a taxa de lixo. Este deve ser o cálculo final. Os 9,5 por cento são consequência da correção pela inflação e de um aumento de 6,25 por cento autorizado pela Câmara. De fato o que pesa é a coletiva de lixo.

Pergunta preferida
Hoje às 14h o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Silvio Dreveck concede entrevista para avaliar o seu mandato que acaba amanhã. Foi um ano (2017). Inevitavelmente a pergunta preferida dos jornalistas será em torno da aquisição de um novo prédio no valor de R$ 83 milhões, dos quais metade já está paga, tudo dentro deste ano.

Contrário
De dentro do parlamento a única voz que se ergue contestando a aquisição do prédio pela ALESC é a do deputado Márcio Marcondes. Ele foi inclusive ao Ministério Público, questionando não só a aquisição, mas também alguns detalhes como um edital que ele suspeita seja dirigido.

BASTIDORES
Quando fevereiro chegar
Fevereiro será o divisor de águas para a política de Santa Catarina, mas ainda não deixará nada muito claro. O início dos trabalhos ordinários na Assembleia Legislativa, amanhã, pode ser o primeiro movimento para que as coisas comecem a acontecer. Depois vem o dia 16 de fevereiro, que é quando o governador Raimundo Colombo se licencia e Eduardo Moreira assume. Prevê-se um período fértil em termos de movimentos políticos, mas nada deve ser conclusivo até o período oficial das convenções, o que só corre na segunda quinzena de julho.

AO TRABALHO Exceção feita à Forquilhinha, que abriu o ano legislativo na semana passada, todas as demais Câmaras de Vereadores da região abrem o ano hoje com as sessões ordinárias. Na primeira reunião comparecem os prefeitos para prestar contas.

INTERAÇÃO Uma das novidades anunciadas está em Siderópolis onde a Câmara de Vereadores passa a transmitir ao vivo todas as sessões, começando por hoje. O presidente, Franque Salvaro diz que um dos objetivos é aproximar-se do cidadão através de ações como a que leva o trabalho do legislativo aos cidadãos.

MEA-CULPA Após toda aquela confusão gerada com o IPTU de Criciúma, que obrigou um recuo da administração pública, o reconhecimento é que houve um erro grave. Os técnicos usaram a frieza do cálculo aproximado para redefinir padrões e lançaram o IPTU sem medir consequências.

A OLHO Existe outro mea-culpa que precisa ser feito pela prefeitura: trata-se da forma como fizeram a reconfiguração de padrão. Usaram o google-earth para redefinir o padrão das edificações, ou seja, ninguém foi à casa de ninguém.

FRASE DO DIA
“Mesmo que os cálculos indiquem a necessidade de se enxugar os alugueis pagos, nada me convence que a compra deste prédio é clara o suficiente como precisam ser os atos do Legislativo. Além disso é muito estranha esta compra com edital que fica parecendo uma coisa dirigida. Só faltou o edital dar o nome da rua e o número do prédio.”
Deputado estadual Mário Marcondes em entrevista à rádio Eldorado nesta sexta-feira.


Educação do município não quer a do Estado como sócia

 personJoão Paulo Messer
access_time19/09/2017 - 21:17

Depois de audiência pública para discutir a municipalização de algumas escolas estaduais, nesta semana em Criciúma, a prefeitura está retirando a intenção de assumir escolas como a José de Patta (Bairro Colonial) e Luiz Lazarin (Rio Maina). A opção oferecida pelo Estado de ceder algumas salas ociosas para espécie de gestão compartilhada Estado/Município, não agrada a prefeitura. Está flagrante que o município não quer gerir escola em sociedade com o Estado. E a razão é simples. É a mesma que leva os pais deixarem as escolas do Estado migrando os filhos para o município. Notado que o município faz uma gestão muito melhor das escolas de ensino fundamental que o Estado.
O Estado demonstra, por suas atitudes, que tem nítida preferência pela manutenção dos professores oque, em alguns casos, significa vir em detrimento do aluno. Isso fica evidente com a queda na qualidade das condições dos alunos. Basta olhar para uma escola do Estado e uma do município para perceber a diferenteça, Basta notar o movimento dos pais que preferem nitidamente a escola municipal. Se o Estado não parar de ter medo de greve, contribuirá para apressar o desmanche da sua proposta de ensino. Priorizar o professor sim, nunca em detrimento do aluno. O Estado não tem conseguido manter este equilibrio.
O Sindicato está no seu papel, o professor também. O Estado é que não tem feito o seu. A rede pública de Estado se afastou dos alunos e dos pais. Pior que isso é que em muitos casos a gestão escolar está feita na base do achego político. É assim. Aproveita-se quem pode. O Estado é que não pode permitir.É natural que isso não é regra, mas o Estado tem que aprender a difundir a excessão. Reprovar a acomodação e aprovar a renovação.
Ontem a Secretária de Educação de Criciúma foi pontual: ao Município não interessa gestão compartilhada em escola alguma. E mais, usou a migração de alunos da rede estadual para a municipal para dizer que não pretende gerir nada com quem não sabe gerir. Recado duro, direto e abonado pela realidade posta aos olhos de quem se dá o tempo de analisar.

Ambiente da política

 personJoão Paulo Messer
access_time18/09/2017 - 18:28

Com a estreia do novo portal da Rádio Eldorado se amplia a possibilidade de interagirmos no ambiente da política. Mais de uma vez ao dia, preferencialmente sempre que houver fato novo, e relevante, devo comparecer a este espaço para informar e comentar. O dinamismo da política tem sido algo espetacular. Num mesmo dia o fato pode ter mais de uma versão. A certeza de amanhã é a incerteza de hoje, mas pode voltar a ser incerteza depois de amanhã.
Não há surpresa nisso tudo, nem se trata de uma questão local ou pontual. A incerteza no cenário de política nasce com as dúvidas sobre qual regra vai valer para as eleições do ano que vem. A reforma eleitoral corre risco de não mudar nada. Reforma sem nenhuma reforma. Nem mesmo o indispensável fim das coligações e a razoável cláusula de barreira devem valer. Pelo menos é o que sinalizaram os trabalhos desta semana. Depois de amanhã a informação pode ser outra.
No Estado a curiosidade maior é sobre a força da proposta de Gelson Merísio (PSD), que nasceu sob a desconfiança de todos, mas que não diminui o ritmo e até já levou o PMDB a falar em abrir mão da coligação com o PSD de Raimundo Colombo. Os peemedebistas lançam olhares sobre o PSDB que jura ter a força que não se consegue enxergar, a de ter um candidato próprio a governador. Se é que alguém tem esta capacidade é o senador Paulo Bauer, que anda silencioso demais para que quer ser candidato.
No PMDB não há necessidade de definir muito cedo quem é o candidato. Afinal, sigla acredita tem força o suficiente para eleger “um poste”. Para o Senado já fez isso na eleição passada. Acho até que é melhor que o PMDB demore ao máximo para definir o nome, pois quem sabe o “tercius” deste cenário seja o atual vice-governador Eduardo Pinho Moreira. Isso seria bom demais para o Sul.
O PPAMIN é outra sigla que ensaia candidatura própria. O PP que um dia tentou não ser PPAMIN morreu na praia pisoteado por raposas tão hábeis quanto o próprio líder progressista Esperidião Amin, que é o único com capacidade de dizer para e como o partido deve ir. Os outros da sigla, aqueles que tentam dar vida própria ao PP sem Amin não tem capacidade de respirar sem o principal aparelho progressista, o brilho da mente de Amin.
E vai ser por ai que nos vamos nos cruzar daqui por diante, aqui no blog do novo portal da Rádio Eldorado.