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Criciúma recebe Conferência Regional de Vereadores Mirins

commentCriciúma EC access_time23/06/2026 17:15

Evento é organizado pela Câmara de Vereadores do município

Coluna do Fim de Semana

access_time03/02/2018 - 03:40

Penas pra todo lado
Já chega à associação nacional de frigoríficos de frango a repercussão da entrevista concedida em Criciúma, nesta semana, pelo prefeito de Morro Grande, Valdoir Rocha. Isso porque ele diz temer o fechamento da unidade da JBS em Nova Veneza. Justifica alegando ter informações de que estariam sendo adotados pequenos procedimentos muito parecidos com o que ocorreu no princípio no seu município, onde a unidade fechou em outubro do ano passado. Como já havia boatos em meio a avicultores, a fala de uma autoridade soou como a confirmação das suspeitas. O primeiro de Nova Veneza foi o primeiro a desmentir. Até o sindicato dos trabalhadores reagiu e nesta sexta-feira a associação dos frigoríficos começou uma campanha para evitar a propagação da especulação.

Amin pediu
Ó presidente do PP em Criciúma, Itamar da Silva é um dos progressistas que admite a reaproximação do PP com o PSDB de Clésio Salvaro. Quando ele assumiu o partido, no ano passado, o discurso era outro. A política é “dinâmica”. Na verdade ele e outros progressistas ouvem o apelo que o deputado federal Esperidião Amin tem feito neste sentido.

Reciprocidade
Intimamente os progressistas de Criciúma dizem ter razões de sobra para não apoiar Clésio Salvaro. Acontece que até então o prefeito de Criciúma sempre foi fiel à família Amin. Ângela Amin teve apoio dele mesmo quando o seu partido apoio outra candidatura. A briga com Márcio Búrigo “é coisa pouca” perto do interesse das siglas.

Da base
Quando Itamar da Silva assumiu a direção do PP em Criciúma, ano passado, disse que a bancada progressista na Câmara seria de oposição, mas isso ele nunca consegui comprovar. Começa pelo vice-presidente do PP, vereador Miri Dagostin, um fiel parceiro de Clésio Salvaro em várias ocasiões.

Cobrança justa
A ACIC oficiou à prefeitura pedido de explicações e providências para agilizar forma de descomplicar o pagamento de impostos e tributos municipais. É que hoje o contribuinte tem enorme dificuldade, pois mesmo com toda tecnologia disponível são necessárias manobras arriscadas como sacar dinheiro num banco e levar a outro. Para tributos municipais o sistema integrado dos bancos não funciona.

Sindicatos
Estamos entrando no terceiro mês de validade da reforma trabalhista que dificultou muito a vida financeira dos sindicatos de trabalhadores, mesmo assim não se percebe proposta inovadora destas instituições. A maioria terá que se reinventar, pois acabou a contribuição sindical obrigatória, ou seja, estabeleçam-se os melhores.

Mina do Mato
Em janeiro do ano passado, quando o governador Raimundo Colombo inaugurou o terceiro trecho do Anel de Contorno Viário, moradores da Mina do Mato ameaçaram protestar. A região ficou sem acesso à via. Na ocasião o deputado Cleiton Salvaro amenizou a indignação ao conseguir agenda com o presidente do Deinfra. Houve promessa de que seriam atendidos. Só agora saiu a ordem serviço para construção de um anel de acesso.

Descuido caro
O trecho do Anel de Contorno Viário entre a Vila Zuleima e a SC-108 custou R$ 43 milhões, mas por descuido da engenharia isolou os bairros Mina do Toco, Mina Naspolini e Mina do Mato, fato que gerou indignação. Já na ocasião se dizia que o descuido custaria caro ao Estado. Pois agora deve ser gasto mais R$ 1 milhão.

Mentira
O empresário catarinense Luciano Hang mostra que não está para brincadeira. Nesta semana gravou vídeo desmentindo lulistas que espalharam nas redes sociais o que seria uma condenação sofrida pelo empresário. No vídeo Hang exibe o que diz ser a negativa de processos. Nos posts acusando o empresário aparece um número criado para fazer parecer que seria do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

BASTIDORES
Falou, pagou...
Por mais bem intencionada que estivesse, quando concedeu entrevista à rádio Eldorado, nesta semana, a Secretária de Educação de Criciúma, Roseli De Lucca Pizzolo, não poderia imaginar que usariam o que ela disse no rádio para aumentar o número de professores municipais concursados. No mesmo dia em que ela falou que um grande número de professores iria aposentar-se neste ano, uma advogada anexou a gravação a uma ação jurídica que pedia chamado maior de professores. Imediatamente a Justiça determinou ampliar o número de contratados. As coisas aconteceram tão rápido que dois dias depois pelo menos mais 30 professores foram contratados como concursados da prefeitura de Criciúma.

PEDO MAIOR A rigor o que pesou mesmo na ação movida pela advogada Cíntia Luz Buzanello, em nome de 19 concursados, é que em 2017 foram chamados 1.212 temporários e neste ano o número subiu para 1.536, fato que comprova a necessidade de mais professores contratados.

O ANO Existem um raciocínio das autoridades de saúde da região da Amrec de que se não obtiverem em 2018 as maiores conquistas do setor, nunca mais. A explicação é simples: tanto o Governador como o Secretário de Estado da Saúde, serão de Criciúma.

EM CASA Reforço à teoria de que 2018 é o ano da saúde para a região é que nesta sexta-feira o Secretário de Estado da Saúde, Acélio Casagrande voltou para passar o fim de semana em casa, logo, aproveitou para marcar uma reunião e ouvir as reivindicações locais.

NOVO TEMPO Diferente de Ada De Lucca (PMDB) que escalou sem dificuldades o seu substituto na Secretaria de Justiça e Cidadania, antes mesmo de sair, Valmir Comin (PP), por exemplo, não indicará ninguém para substituí-lo na Secretaria de Ação Social. Simples: ele é do PP. Precisa torcer para que seus últimos atos assinados não sejam anulados.

SEM AMEAÇA Mesmo que tenha uma composição partidária para 2018 e que isole o PMDB, o vice-governador Eduardo Moreira não deve ter problemas com a Assembleia Legislativa, que neste cenário ficaria com maioria de oposição.

PROVÁVEL Eduardo Moreira só terá oposição na Assembleia Legislativa se houver descumprimento das amarras feitas por Gelson Merisio, que é quem domina o parlamento catarinense hoje. Caso contrário Merísio continuará o mais influente no parlamento.

FRASE DO DIA
“No Morro Grande a JBS começou assim, fechando um turno, depois mudou mais um pouco até fechar. Agora parece que Nova Veneza está se encaminhando para a mesma situação. Não se pode afirmar isso, mas temos ouvido isso. Eu venho alertando e se ninguém fizer nada vai significar o caos para a nossa região”.
Valdoir Rocha, prefeito de Morro Grande avaliando que há muitos riscos de que o Sul sofra um colapso no setor avícola.


Educação do município não quer a do Estado como sócia

 personJoão Paulo Messer
access_time19/09/2017 - 21:17

Depois de audiência pública para discutir a municipalização de algumas escolas estaduais, nesta semana em Criciúma, a prefeitura está retirando a intenção de assumir escolas como a José de Patta (Bairro Colonial) e Luiz Lazarin (Rio Maina). A opção oferecida pelo Estado de ceder algumas salas ociosas para espécie de gestão compartilhada Estado/Município, não agrada a prefeitura. Está flagrante que o município não quer gerir escola em sociedade com o Estado. E a razão é simples. É a mesma que leva os pais deixarem as escolas do Estado migrando os filhos para o município. Notado que o município faz uma gestão muito melhor das escolas de ensino fundamental que o Estado.
O Estado demonstra, por suas atitudes, que tem nítida preferência pela manutenção dos professores oque, em alguns casos, significa vir em detrimento do aluno. Isso fica evidente com a queda na qualidade das condições dos alunos. Basta olhar para uma escola do Estado e uma do município para perceber a diferenteça, Basta notar o movimento dos pais que preferem nitidamente a escola municipal. Se o Estado não parar de ter medo de greve, contribuirá para apressar o desmanche da sua proposta de ensino. Priorizar o professor sim, nunca em detrimento do aluno. O Estado não tem conseguido manter este equilibrio.
O Sindicato está no seu papel, o professor também. O Estado é que não tem feito o seu. A rede pública de Estado se afastou dos alunos e dos pais. Pior que isso é que em muitos casos a gestão escolar está feita na base do achego político. É assim. Aproveita-se quem pode. O Estado é que não pode permitir.É natural que isso não é regra, mas o Estado tem que aprender a difundir a excessão. Reprovar a acomodação e aprovar a renovação.
Ontem a Secretária de Educação de Criciúma foi pontual: ao Município não interessa gestão compartilhada em escola alguma. E mais, usou a migração de alunos da rede estadual para a municipal para dizer que não pretende gerir nada com quem não sabe gerir. Recado duro, direto e abonado pela realidade posta aos olhos de quem se dá o tempo de analisar.

Ambiente da política

 personJoão Paulo Messer
access_time18/09/2017 - 18:28

Com a estreia do novo portal da Rádio Eldorado se amplia a possibilidade de interagirmos no ambiente da política. Mais de uma vez ao dia, preferencialmente sempre que houver fato novo, e relevante, devo comparecer a este espaço para informar e comentar. O dinamismo da política tem sido algo espetacular. Num mesmo dia o fato pode ter mais de uma versão. A certeza de amanhã é a incerteza de hoje, mas pode voltar a ser incerteza depois de amanhã.
Não há surpresa nisso tudo, nem se trata de uma questão local ou pontual. A incerteza no cenário de política nasce com as dúvidas sobre qual regra vai valer para as eleições do ano que vem. A reforma eleitoral corre risco de não mudar nada. Reforma sem nenhuma reforma. Nem mesmo o indispensável fim das coligações e a razoável cláusula de barreira devem valer. Pelo menos é o que sinalizaram os trabalhos desta semana. Depois de amanhã a informação pode ser outra.
No Estado a curiosidade maior é sobre a força da proposta de Gelson Merísio (PSD), que nasceu sob a desconfiança de todos, mas que não diminui o ritmo e até já levou o PMDB a falar em abrir mão da coligação com o PSD de Raimundo Colombo. Os peemedebistas lançam olhares sobre o PSDB que jura ter a força que não se consegue enxergar, a de ter um candidato próprio a governador. Se é que alguém tem esta capacidade é o senador Paulo Bauer, que anda silencioso demais para que quer ser candidato.
No PMDB não há necessidade de definir muito cedo quem é o candidato. Afinal, sigla acredita tem força o suficiente para eleger “um poste”. Para o Senado já fez isso na eleição passada. Acho até que é melhor que o PMDB demore ao máximo para definir o nome, pois quem sabe o “tercius” deste cenário seja o atual vice-governador Eduardo Pinho Moreira. Isso seria bom demais para o Sul.
O PPAMIN é outra sigla que ensaia candidatura própria. O PP que um dia tentou não ser PPAMIN morreu na praia pisoteado por raposas tão hábeis quanto o próprio líder progressista Esperidião Amin, que é o único com capacidade de dizer para e como o partido deve ir. Os outros da sigla, aqueles que tentam dar vida própria ao PP sem Amin não tem capacidade de respirar sem o principal aparelho progressista, o brilho da mente de Amin.
E vai ser por ai que nos vamos nos cruzar daqui por diante, aqui no blog do novo portal da Rádio Eldorado.