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Morro da Fumaça inicia força-tarefa para onda de frio

commentJornalismo access_time23/06/2026 19:00

Atendimento tem apoio da Assistência Social e da Defesa Civil

Arena Eldorado LayBack transmite segundo jogo do Brasil na Copa do Mundo 2026

commentEsporte access_time17/06/2026 17:35

Espaço volta a receber os torcedores para mais uma grande festa nesta sexta-feira (19)

Criciúma recebe Conferência Regional de Vereadores Mirins

commentCriciúma EC access_time23/06/2026 17:15

Evento é organizado pela Câmara de Vereadores do município

Coluna do Fim de Semana

access_time26/01/2018 - 23:23

Jogo de xadrez no parlamento
Já na retomada dos trabalhos legislativos do Estado (dia 6 de fevereiro) o eleitor catarinense pode assistir um jogo duro de estratégias entre PMDB e Gelson Merísio (PSD). Existe de bastidores um acordo segundo o qual a presidência da Assembleia Legislativa em 2018 ficará com o PMDB (deputado Aldo Schneider, atual vice-presidente). Ocorre que em meio a este acordo existe uma queda de braço entre o PMDB de Eduardo Moreira que estará governador e quase todo o restante do parlamento (40 deputados), que estão afinados com o deputado Gelson Merísio (PSD). Deve ver-se neste momento uma guerra de estratégias que pode alterar o acordo firmado no início do ano passado.

Conversas
São perceptíveis os movimentos feitos pelo vice-governador Eduardo Moreira na preparação do terreno para uma reviravolta do que o PMDB tem previsto. Hoje vale a regra de que em 17 de março o partido fará prévias para indicar o candidato a governador. Moreira, não disputará a prévia. O provável é que Mauro Mariani se apresente sozinho. Se ele ganhar por “WO” pode ser o indício de que a prévia não valerá.

Questão de tempo
Nesta semana Eduardo Mariani teve conversa com o deputado federal Jorginho Melo (PR), cujo nome está previamente lançado ao governo do Estado. O convite inicialmente rejeitado por Melo é que ele componha na chapa com o PMDB. Ocorre que a maioria das siglas deve manter o discurso da dissidência de aliança com o PMDB. Este jogo pode mudar mais adiante, se o candidato for o então governador Eduardo Moreira.

Liderança nata
Em todas as principais siglas, PMDB, PSDB, PP e PSD possuem o mesmo vício interno. São as tentativas das consideradas “segundas forças” tentando se impor. Refiro-me a Mauro Mariano que força sobrepor-se a Eduardo Moreira que além da sua força natural ainda será governador em breve. No PSD não é diferente com Gelson Merísio e Raimundo Colombo. No PSDB outros como Marcos Vieira exercem a mesma “forçação” ante a liderança natural de Paulo Bauer assim como há muito deputados buscam impor-se à liderança natural de Esperidião Amin.

E mais...
A história revela que as acomodações vão acontecendo a medida que o processo eleitoral acontece. Foi assim até agora em Santa Catarina. Sob esta teoria entende-se que as melhores vagas de 2018 também fiquem com Eduardo Moreira, Paulo Bauer, Raimundo Colombo e Esperidião Amin.

Reveza
Neste fim de semana o prefeito Clésio Salvaro deve voltar a tratar da sua licença combinada à licença do vice-prefeito Ricardo Fabris, um procedimento que está virando praxe na administração pública municipal de Criciúma. Prefeito e vice-prefeito licenciados assume o presidente da Câmara, Júlio Colombo. Isso deve ocorrer no dia 6 de fevereiro.

Começa o trabalho
No dia 5 de fevereiro o prefeito Clésio Salvaro irá à sessão que abre o ano legislativo. É previsto na constituição do município está presença, tanto que a primeira sessão ordinária do ano é sempre integralmente dedicada à fala do prefeito com caráter de prestação de contas. Neste ano deve sentir-se nesta visita o desejo do prefeito aproximar-se mais e mais dos vereadores.

Novo Secretário
Em Treviso o vereador Gabriel Mariani (PP) assumiu o cargo de Secretário Municipal de Saúde. O vice-prefeito Rodrigo Fenili, o Birilo, (PSB) que estáno exercício de prefeito com as férias do prefeito Jaimri Comin (PP) é quem deu a posse.

IPTU provoca desgaste
O vai e vem na decisão sobre o IPTU colocou em choque o técnico e o político do governo municipal. Respingos existem, mas não o suficiente para gerar rumores de mudança na Secretaria de Fazenda. Se houve, como se especula que o titular da pasta, Robson Gotuzzo esteja saindo, não terá sido só por causa do IPTU. O secretário foi muito bem na defesa do político e o prefeito foi firme na defesa dos técnicos. Pode ter exagerado quando deixou dúbia a interpretação de uma frase pronta que ele gosta de usar: “nós não temos compromisso com o erro”. Mesmo assim, se houver a saída do secretário após as férias não terá sido por um único episódio.

DIFERENÇA A reação popular ao aumento do IPTU em Criciúma foi proporcionalmente dezenas de vezes maiores que a de população de cidades maiores ou mesmo menores, entenda-se São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis ou Içara. Nestas a mesma correção que Criciúma rejeitou, foi aplicada e mantida.

RUÍDOS No Paço Municipal que hoje é comandado pelo PSDB mais uma vez houve indignação com reação que saiu de gabinete de um vereador do próprio partido tucano. Me refiro ao fato do principal assessor do vereador Júlio Kaminski (PSDB), Adão da Silva, ter liderado discurso contra o governo na Vila Esperança nesta semana.

RADAR O Radar Meteorológico do Sul que será instalado em Araranguá seria transportado de Florianópolis até o seu local definitivo na segunda-feira, mas a previsão do tempo dos outros dois radares indica que o sul terá chuva forte. Por isso o transporte foi adiado para o dia seguinte, terça-feira.

SÃO TRÊS Com a instalação do radar Sul o Estado de Santa Catarina cobre toda sua área. Os outros dois estão instalados estrategicamente em Lontras e Chapecó.

DENUNCIADO Nesta semana a polícia concluiu inquérito daquele atropelamento provocado pelo ex-deputado João Pizzollati, em Blumenau. Ele é denunciado por embriagues ao volante e por provocar um acidente com sabido risco de matar. Pode ser levado inclusive a julgamento.

MISTÉRIO A equipe de limpeza e corte de grama do canteiro central da avenida Centenário anda intrigada. A cada vez que foi feito o corte, ao longo do ano, alguém passava em trecho da avenida espalhando jornal recortado. O lixo ficava acumulado. No último corte isso não ocorreu. A curiosidade é se o autor parou ou está de férias na praia.

FRASE DO DIA
“Sempre disse que tudo aquilo que acontece no município é de pura responsabilidade do seu gestor, o prefeito. Por isso chamo para mim a total responsabilidade sobre qualquer ato. Não transfiro aos técnicos ou quem quer que seja a responsabilidade destas medidas do IPTU”.
Clésio Salvaro, prefeito de Criciúma, ao comentar respingos e desgastes em virtude do processo de revogação de decreto sobre parte de aumento do IPTU.


Dia histórico para a Logística

 personJoão Paulo Messer
access_time13/01/2026 - 07:11

O setor de logística raramente ocupa o centro do debate público, mas é ele que sustenta, na prática, o desenvolvimento das cidades que se pretendem polos econômicos. Sem logística eficiente, não há competitividade, não há atração de investimentos e tampouco crescimento sustentável. Tratar esse setor como estratégico não é opção; é obrigação de qualquer gestão que pense no futuro.

Por isso, o que acontece hoje em Criciúma merece registro e reflexão. Depois de mais de três décadas de espera, o prefeito Vágner Espíndola assina a ordem de serviço para concluir as obras do Porto Seco. Um projeto que atravessou governos, discursos e promessas finalmente começa a deixar o terreno da retórica para entrar no da realidade.

As razões da demora, embora conhecidas e debatidas ao longo dos anos, já não são o ponto central. O tempo perdido não se recupera com justificativas. O que importa agora é reconhecer que, finalmente, houve a decisão política de tirar a obra do papel. E isso, por si só, já representa uma mudança de postura.

Foram inúmeras reuniões, audiências e anúncios que, por muito tempo, não passaram disso. A diferença do momento atual está na visão coletiva aplicada ao setor de transportes, entendendo que logística não é gasto, mas investimento estruturante. Quando a logística avança, toda a cadeia produtiva sente os efeitos positivos.

Ganha Criciúma, que se fortalece como polo regional. Ganha a região, que amplia sua capacidade de competir e atrair negócios. Ganha o setor de transportes, historicamente tratado como secundário, mas essencial ao desenvolvimento. O dia de hoje, portanto, é histórico não apenas pela assinatura, mas pelo sinal claro de que a logística começa, enfim, a ocupar o lugar que sempre deveria ter tido.

O 8 de janeiro três anos depois

 personJoão Paulo Messer
access_time08/01/2026 - 07:11

8 de janeiro, a data que nos relembra uma das mais tristes respostas da indignação brasileira.
Uma tragédia, posso dizer, sem exageros.
Fato que compara a outras tantas e até ao 11 de setembro dos Estados Unidos.
Digo que é sem exagero não pelas mortes, mas pela morte coletiva da esperança brasileira.
Uma nação mergulhou no luto depois de tudo aquilo que aconteceu em 8 de janeiro de 2023.
Milhares de brasileiros viveram a esperança de que os pais, em um só ato, um só movimento que simbolizasse toda a desesperança, pudessem se transformar, mudar e significar novas esperanças.

Ludibriados por um discurso absurdo, por planos igualmente absurdos e por ilusões vendidas a centenas de milhares de pessoas, que de olhos vedados e cérebros lavados por discurso populista e de esperança, avançaram contra o patrimônio que simboliza o Poder no país.

Triste 8 de janeiro. Dados que relembram que sepultou-se a esperança de um país diferente.
De um país igual ao desejo da grande maioria das pessoas, de paz, seriedade, ordem e progresso.

Pessoas levadas a agir de maneira atabalhoada, despreparada, desorientada e abandonada invadiram contra o Poder que vem corroendo a esperança.
E tudo se provou que o Brasil poderia ser ainda pior.
Que a Justiça não é lenta, como é quando julgar outros crimes.
A Justiça mostrou que quando quer julgar os invasores de Brasília em horas, nem em dias,
Mostra que o país tem poder. Mas o poder na mão de alguns poucos, literalmente poderosos, que seguem nos fazem referências da esperança.

Criciúma em tempo de festas

 personJoão Paulo Messer
access_time06/01/2026 - 07:11

Criciúma comemora hoje 146 anos de colonização.
Tempo de maturação de 46 anos até a sua emancipação.
Afinal, qual é a maior comemoração? A da colonização ou da emancipação? Essa dúvida perdura por anos. Há diferentes teorias sobre isso. Afinal, na colonização o município nasceu e na sua emancipação ganhou a independência, dizem alguns, comparando a vida de um de nós seres humanos. Mas será que é assim mesmo?

Essa pergunta cabe, hoje, quando a cidade mais importante do Sul de Santa Catarina comemora a colonização, dias após, e ainda dentro das comemorações do centenário de emancipação. Cabe discutir este assunto porque uma das ideias do governo atual é extinguir o feriado de 6 de janeiro por conta do esvaziamento que a cidade sofre neste tempo de festas. A ideia do atual prefeito é acabar com o feriado do 6 de janeiro, diminuindo as datas festivas para que mais dias de atividades sejam livres no calendário. Mas será que isso é a alternativa que a maioria da população escolheria se tivéssemos uma consulta popular, por exemplo?

A colonização é o berço da cidade. O nascimento de tudo. A emancipação como o próprio nome sugere é a sua independência. Bem, deixemos no ar a pergunta e partimos para um fato prático. O próximo prefeito, aquele que assumir em 2029 após a eleição de 1928 terá na sua agenda as comemorações dos 150 anos de emancipação, assim como o atual governo teve o centenário de emancipação. E importante lembrar, o prefeito pode ser o mesmo: Vaguinho Espíndola. Isso é secundário. O fato é que daqui a quatro anos a cidade comemora o sesquicentenário. E quatro anos passam muito de pressa.

Enfim, hoje a alvorada é festiva. A cidade está em festa e a maioria da população aproveita para descansar, ir à praia, estender o feriadão e até manter-se em 2025 como alguns ainda estão fazendo. Quer dizer, para muitos 2026 só começa amanhã, depois do seis de janeiro que hoje é festivo.

A data é ruim sim. Seis de janeiro cai entre as festividades de virada de ano e uma das minhas dúvidas é se vai ter gente suficiente para comer o bolo de 146 quilos que será servido daqui a pouco.

Seja qual for a sua opinião sobre qual é de fato o aniversário de Criciúma que deva ser comemorado, que aproveitemos este tempo. Aproveitemos este dia fazendo um belo e produtivo feriado em Criciúma, mas não sem deixar de lembrar que a cidade não tem mais o direito de esquecer que é polo regional e que ao seu redor a vida segue normal. Que hoje é apenas mais um dia de atividades do apertado calendário de 2026.

O socialismo em questão

 personJoão Paulo Messer
access_time05/01/2026 - 07:11

Era sabido. Iria acontecer mais cedo ou mais tarde. A invasão americana com captura do presidente venezuelano Nicolas Maduro aconteceu na madrugada de sábado.
Pronto: tem assunto para o debate político já na largada do novo ano.
Afinal, é invasão para salvar a população venezuelana de um ditador sanguinário ou é apropriação de um território rico em petróleo por uma das maiores potencias econômicas do mundo, aproveitando-se de um momento de fragilidade desta nação?
Tem versões e interpretações prá todos os gostos e correntes de pensamento.
Muito provavelmente nenhuma nem outra estará totalmente certa. Em todas há poréns. Detalhes que fogem à nossa capacidade de acompanhar um fato internacional desta magnitude.

É óbvio que o brasileiro deve estar se perguntando intimamente: “e eu tenho o que a ver com isso?” Até onde vou ser afetado?

O fato é que nós já vínhamos sendo afetados com a situação da Venezuela. Alguns até beneficiados, contratando mão de obra mais barata, por exemplo.

Outra pergunta que muitos devem estar se fazendo, especialmente, se estão mais interessados nestes joguetes geopolíticos é se estamos diante de uma terceira guerra mundial.
Sinceramente acho que não. Acho. Nada mais do que achismo. Achismo que vem do que li e ouvi nestas últimas horas de especialistas no assunto. Nem eles têm unanimidade na opinião. A cada um que fala ou escreve abre mais e mais espaços à interpretações.

Mas para resumir o que eu penso, é:
Primeiro que o foco do noticiário vai sair um pouco aqui do Brasil e das nossas mazelas. E sai desse debate polarizado aqui sem deixar de ser polarizado. É que nós estamos sintonizados com o mundo que está polarizado. A única coisa é que os nossos personagens aqui são outros.

Em segundo lugar, é que tem muita gente que vai se aproveitar deste momento. Procura sair do foco e redefinir algumas linhas, empurrando para baixo do tapete e para fora da primeira página questões que terminaram 2025 infestando a esperança brasileira.

Quer saber o que pensa o povo venezuelano? É fácil. Pergunta para os milhares que estão por aqui, assim como estão pelo mundo. Eles fugiram por não suportar mais a situação criada pelos desmandos do seu governo. E olha que por aqui tem brasileiro acreditando ser este o melhor de todos os sistemas de governo.
O socialismo é uma belíssima tese, o problema é quando ele é uma farsa.

Programa João Paulo Messer vai ao Balneário Rincão em uma sexta-feira de sol, informação e respiro

 personJoão Paulo Messer
access_time30/12/2025 - 08:00

Nesta sexta-feira, o Programa João Paulo Messer sai do estúdio e se instala no Balneário Rincão, tendo o mar como cenário e a brisa como companhia. A escolha do local não é apenas estética: ela traduz o espírito de um programa que sabe ouvir, observar e interpretar o tempo em que vive.

À beira da praia, com sol e clima típico de sexta-feira, o jornalismo ganha outro ritmo, mais atento às pessoas e às histórias que surgem fora do roteiro rígido. Entre entrevistas e diálogos francos, o programa mantém a essência informativa, mas se permite respirar.

É um convite ao público para acompanhar um conteúdo que relaxa sem perder profundidade. Porque há dias em que a notícia pede calma, escuta e horizonte aberto.

Programa João Paulo Messer vai ao Balneário Rincão em uma sexta-feira de sol, informação e respiro

 personJoão Paulo Messer
access_time30/12/2025 - 08:00

Nesta sexta-feira, 30, hoje, o Programa João Paulo Messer sai do estúdio e se instala no Balneário Rincão, tendo o mar como cenário e a brisa como companhia. A escolha do local vai além da estética: traduz o espírito de um programa que sabe ouvir, observar e interpretar o tempo em que vive.

À beira da praia, com sol e clima típico de sexta-feira, o jornalismo assume outro ritmo, mais próximo das pessoas e das histórias que surgem fora do roteiro rígido. Entre entrevistas e diálogos francos, a essência informativa permanece, mas ganha espaço para respirar.

É um convite ao público para acompanhar um conteúdo que desacelera sem perder profundidade. Porque há dias em que a notícia pede calma, escuta e horizonte aberto.

A Campanha Começou nas Narrativas, Não nos Projetos

 personJoão Paulo Messer
access_time30/12/2025 - 06:30

Imagine como será a eleição de 2026. Eu diria que ontem tivemos uma prévia do cenário que deve preencher o noticiário político, as redes sociais e, por extensão, as nossas vidas ao longo deste ano, pelo menos até outubro, ou um pouco mais, caso haja segundo turno.

A visita do ministro dos Transportes, mais do que anunciar uma esperada obra, a solução para o Morro dos Cavalos, e confirmar outra, o término da Serra da Rocinha, teve o tom de provocação ou de resposta às provocações políticas vindas do lado oposto.

Com mais tempo dedicado às alfinetadas do que às características técnicas das obras, ouvimos críticas direcionadas ao governo do Estado. A resposta foi imediata. O governador Jorginho Mello também esteve em agenda no Sul.

Enquanto as assessorias do ministro ainda nem haviam editado os trechos mais lacradores, o governador já tinha respostas na ponta da língua. Afinal, ele conhece bem o jogo político. E mais, sabe o que encanta a plateia, as lacrações.

Falas lamentáveis que escancaram a pobreza do que tende a ser a campanha eleitoral de 2026. Em tempos de Covid discutíamos a eficácia das vacinas. Em tempos de eleição, passamos a procurar imunização contra um jogo político rasteiro, feito de narrativas e provocações.

O que menos desejamos é sermos contaminados pelo vírus do ódio, que respinga de todos os lados. E, para essa imunização, não existe programa de governo. Muitos dos que jogam esse jogo sabem que, quanto maior o contágio, maiores são as chances eleitorais. Mais do que ouvir projetos, veremos pessoas elegendo quem apresenta a melhor narrativa e não necessariamente as melhores soluções.

Editorial: A derrota do apodrecido dedo da indicação

 personJoão Paulo Messer
access_time30/12/2025 - 06:30

Sobre Brasília sabemos muito pouco, quase nada. Mesmo quem está nos bastidores do centro do poder tem dificuldades para entender muita coisa. Aqui, sabemos quase nada sobre Brasília.

Sabemos que por lá circula o dinheiro do nosso suor. Sabemos que de lá emana todo o poder, e não como diz a Constituição, do seu povo brasileiro.

Sobre Brasília conhecemos o que vemos nos noticiários. Sobre Brasília temos os piores conceitos possíveis. Sobre Brasília nos arriscamos, a todo momento, a opinar.

Lá depositamos muitas das nossas frustrações, porque é na capital federal do país que reside a nossa maior resignação. A resignação do brasileiro, que hoje é um povo infeliz, que transforma sua frustração diária, combinada ao dia de amanhã, numa espécie de esperança de que os tempos vão mudar.

Hoje acompanhamos, de Brasília, mais uma dessas informações que nos levam às mais diversas conclusões. O Senado Federal, depois de mais de um século, rejeitou uma indicação para composição do Supremo Tribunal Federal.

Ministros e políticos, aliados ou oponentes ao governo, lamentam que o personagem desta rejeição seja uma espécie de ministro querido por todos. Inclusive, indicados de Bolsonaro ao Supremo lamentaram o resultado.

O que nos parece, à distância, sobre Brasília, é que o Senado passou o recado, que pode ser errado, mas que é tempo de muita turbulência. Messias, o personagem, pode ter pago caro uma fatura que não lhe pertence.

Mesmo à distância de Brasília, podemos entender que o recado, certo ou errado, passado pelo Senado ontem, é de que o Supremo está apodrecido e que a ele não é momento de se anexar nada.

Pior do que isso, ficou evidente que a podridão do Supremo tem a ver diretamente com quem o vem contaminando nos últimos tempos. A não aceitação da indicação de Lula ao Supremo é o recado direto de que ele não tem mais moral para dirigir nada, nem mesmo uma indicação ao Supremo, por melhor que o personagem por ele indicado possa parecer.

Lembro daquele ditado que diz: os bons pagam pelos maus. Dos recados de Brasília, recebemos mais um: de que o poder segue na mão de quem está na contramão do resto da nação.

Lei Antifacção

 personJoão Paulo Messer
access_time19/11/2025 - 07:11

A aprovação da chamada Lei Antifacção pela Câmara dos Deputados representa, sem exagero, um daqueles raros momentos em que o Congresso Nacional parece despertar de sua letargia moral e enxergar o país real — aquele que convive diariamente com o medo, com territórios tomados pelo crime e com o avanço de organizações que se comportam como verdadeiros Estados paralelos.

É um passo firme, corajoso e necessário. Não porque resolve tudo, mas porque indica uma direção: a de que o poder público, ao menos por alguns instantes, recorda sua obrigação básica de proteger o cidadão.

É importante reconhecer que, num cenário de tanta ambiguidade política, a aprovação dessa lei surge como um lampejo de lucidez. Sim, o Brasil ainda é capaz de produzir consensos civilizatórios. Sim, nossos parlamentares, quando pressionados pelo clamor social, podem agir em defesa do interesse coletivo. E, sim, o combate às facções criminosas exige instrumentos legais proporcionais ao tamanho da ameaça que enfrentamos. Nesse sentido, a votação demonstra que, quando quer, o Congresso funciona.

Mas seria ingenuidade acreditar que tudo é virtude e desprendimento. A história recente nos ensina que raramente existe unanimidade desinteressada no parlamento. Para cada aceno de responsabilidade, há um cálculo político oculto; para cada gesto em favor do país, uma contrapartida não declarada. É o velho dilema nacional: celebramos avanços, mas sempre com uma pulga atrás da orelha.
Por isso, embora a aprovação da Lei Antifacção mereça aplausos, ela também exige vigilância. Resta saber quais serão os próximos movimentos, qual a “pegadinha” embutida nos desdobramentos legislativos e que espécie de negociação subterrânea pode vir à tona. Afinal, o jogo político brasileiro nunca é simples — e, menos ainda, inocente.

A vitória é do povo de bem? Em parte, sim. Mas só será plena se este passo não for seguido de retrocessos discretos, ajustes convenientes ou concessões que descaracterizem o mérito da medida. Em um país onde lampejos de lucidez aparecem, mas não viram regra, cabe ao cidadão acompanhar cada detalhe. O combate ao crime não pode ser pauta de ocasião; precisa ser compromisso permanente. E é exatamente isso que agora teremos de cobrar.

Governador no Sul de SC

 personJoão Paulo Messer
access_time17/11/2025 - 13:34

Além da extensa relação de autorizações para obras no Sul de SC chamou a atenção para a representatividade da região que acompanhou todos os atos. Em cada um dos palanques muita gente. Este tipo de evento realizado no fim de semana e em horários com inúmeras alternativas nem sempre tem todo o prestígio que tiveram.

Outros fatos relevantes são os de que a reitora licenciada da UNesc e atual Secretária de Estado da Educação, Luciane Ceretta, foi quem esteve o tempo todo ao lado do governador, por isso deixando evidente que sua força política a cacifa para ser a autoridade mais influente, mesmo quando o assunto não é da pasta de Educação.

Outro fato que chama a atenção sempre é que o governador trata de infraestrutura os atos são feitos com a presença do Secretário Adjunto de |Infraestrutura Ricardo Grando.

A nova fase da AMREC

 personJoão Paulo Messer
access_time11/11/2025 - 11:11

Quando assumiu a presidência, no início do ano, o prefeito de Lauro Müller, Valsir Fontanella, encontrou uma entidade esfacelada. Apenas cinco dos doze municípios faziam parte da entidade de fato. A primeira ação foi trazer os demais prefeitos de volta.

Menos de um ano depois, a sede da entidade já demonstra os novos tempos. Não apenas os municípios que haviam sido afastados pelos seus prefeitos retornaram, como também a participação passou a ser mais intensa.

Prova dessa nova fase é a ampla reforma pela qual a sede está passando e que deve ser concluída até o final do ano. As adaptações e melhorias só foram possíveis porque os municípios que antes estavam inadimplentes voltaram a pagar suas mensalidades e quitaram os atrasos.

COP30 e a serventia

 personJoão Paulo Messer
access_time07/11/2025 - 07:11

A COP30, para muitos de nós, parece algo distante — um grande evento internacional que pouco interfere na rotina de quem vive aqui no Sul de Santa Catarina. No entanto, o que acontece lá não é irrelevante.

Em meio a discursos sobre aquecimento global e metas de sustentabilidade, o que se vê é um grande palco montado para os interesses das potências mundiais.
O encontro, que acontece em Belém do Pará, reúne líderes e instituições com discursos bonitos, mas raramente coloca no centro da discussão o cidadão comum, aquele que lida com a produção rural, a mineração ou o desafio de equilibrar economia e meio ambiente no dia a dia.

De Criciúma, por exemplo, a SATC participa de forma remota, contribuindo com ideias e debates técnicos. Porém, os temas que realmente dominam as manchetes não são os de interesse local, e sim os grandes negócios que orbitam o chamado “mercado verde”.

Fala-se muito em emissões de carbono, mas pouco se fala das comunidades que dependem de atividades como o carvão ou a agricultura familiar.

Ao mergulhar nesse tema, tem-se a sensação de adentrar uma selva de contradições. O que é vendido como salvação ambiental parece, muitas vezes, um novo modelo de exploração econômica disfarçado de virtude ecológica.

Quando a mídia começar a bombardear o público com as notícias da COP30, é preciso olhar com desconfiança. Nem toda tese apresentada como solução global é isenta de interesse. Infelizmente, o meio ambiente se tornou também um negócio bilionário — e é essa a verdadeira temperatura que aquece o planeta.

Triste realidade do radicalismo

 personJoão Paulo Messer
access_time05/11/2025 - 07:11

Chegamos ao inacreditável cenário em que as mortes são politizadas. O Brasil não consegue avançar na discussão do que de fato interessa: o bem-estar do cidadão. O pais mantém-se em uma triste discussão política ideológica polarizada.
Nas manchetes desta quarta-feira encontramos razão de sobra para questionar o quanto a alienação do ser humano empobreceu, adoeceu ou mesmo caminha para a falência de uma sociedade. Ao invés da evolução a involução.
Caminhamos para trás. Regredimos como seres humanos por conta de nossas paixões.
Vivemos um tempo em que as paixões políticas se tornaram uma espécie de lente deformada pela qual enxergamos o mundo.
Em vez de buscar compreender o outro, buscamos confirmar o que já pensamos. Isso empobrece o diálogo, paralisa o raciocínio e faz com que a sociedade caminhe em círculos, incapaz de construir pontes entre ideias diferentes.
Quando aceitamos apenas aquilo que confirma nossas crenças, deixamos de aprender, de evoluir e de enxergar as nuances que a vida exige.
A política, que deveria ser o espaço do encontro e da busca por soluções coletivas, se transforma em campo de guerra emocional. A verdade, então, passa a ser escolhida, não descoberta.
Essa cegueira ideológica se infiltra em todos os aspectos da vida, até mesmo na maneira como reagimos à morte, ao sofrimento ou à tragédia.
Julgamos o luto e o valor de uma vida conforme a cor partidária de quem se vai. Isso revela o quanto deixamos de lado a humanidade em nome da disputa.
Quando a empatia cede lugar à convicção cega, perdemos não apenas o senso crítico, mas também a capacidade de sentir. O mundo não se torna mais justo quando nos tornamos intolerantes — apenas mais duro e frio.
Evoluir é duvidar, questionar, ouvir, reconsiderar.
É compreender que ninguém detém toda a razão e que até o adversário pode ter algo a ensinar. Quando deixamos de fazer isso, deixamos de crescer como indivíduos e como sociedade.
O preço da intolerância é alto: é o atraso, a divisão e a perda de tudo aquilo que nos torna humanos.

Legislativo acompanha demandas de instituição que acolhe idosos em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time31/10/2025 - 14:16

O vereador Valdeci Bittencourt (PSD), o Amaral, realizou nesta semana uma visita ao Lar da Terceira Idade Rede Viva, localizado no bairro Mineira Velha, em Criciúma. Durante o encontro com a coordenadora da instituição, Mariane Rios, o parlamentar conheceu de perto o trabalho desenvolvido e as principais demandas enfrentadas pelo local, que atualmente abriga 29 idosos, sendo 17 em convênio particular e 12 vinculados à Prefeitura Municipal.

Entre as dificuldades apresentadas, está a ausência de um veículo próprio para atender às necessidades diárias do Lar, como o transporte de alimentos, medicamentos e o deslocamento dos idosos para consultas com especialistas. “É uma demanda essencial, pois influencia diretamente no cuidado e no bem-estar dos idosos atendidos”, destacou Amaral.

O vereador também conversou sobre alternativas de captação de recursos, como a destinação de parte do imposto de renda de pessoas físicas e jurídicas, que podem contribuir para melhorias na estrutura do espaço. Entre as prioridades estão a instalação de aparelhos de ar-condicionado e de placas solares, ações que visam oferecer mais conforto aos moradores e reduzir os custos com energia elétrica.

“Instituições como o Lar Rede Viva prestam um serviço social de grande relevância em Criciúma. É importante que encontrem apoio para seguir oferecendo um atendimento humano e de qualidade aos nossos idosos”, reforçou o

Mais um sulcatarinense no Governo Jorginho

 personJoão Paulo Messer
access_time31/10/2025 - 13:34

O vereador de presença forte em Criciúma foi chamado pelo governador Jorginho Mello para assumir o cargo de Secretário-Adjunto da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia. O ato ocorreu na manhã desta sexta-feira (31) em Florianópolis. Além do secretário da pasta Edgard Usuy esteve presente a Secretária de Estado da Educação, Luciane Ceretta.

A presença de Ceretta se dá por conta da estreita relação que ela tem com Nícola. Foi uma presença muito desejada pelo agora adjunto da pasta de Ciência e Tecnologia. No ato o titular Edgard Usuy informou que fará uma viagem ao exterior a partir de segunda-feira e o adjunto chega assumindo a pasta no período de dez dias.

Com a licença de Nícola na Câmara de Vereadores de Criciúma o Legisltivo está chamando o suplente Toninho da Figueira.