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commentEsporte access_time17/06/2026 17:35

Espaço volta a receber os torcedores para mais uma grande festa nesta sexta-feira (19)

Criciúma recebe Conferência Regional de Vereadores Mirins

commentCriciúma EC access_time23/06/2026 17:15

Evento é organizado pela Câmara de Vereadores do município

Coluna do Fim de Semana

access_time26/01/2018 - 23:23

Jogo de xadrez no parlamento
Já na retomada dos trabalhos legislativos do Estado (dia 6 de fevereiro) o eleitor catarinense pode assistir um jogo duro de estratégias entre PMDB e Gelson Merísio (PSD). Existe de bastidores um acordo segundo o qual a presidência da Assembleia Legislativa em 2018 ficará com o PMDB (deputado Aldo Schneider, atual vice-presidente). Ocorre que em meio a este acordo existe uma queda de braço entre o PMDB de Eduardo Moreira que estará governador e quase todo o restante do parlamento (40 deputados), que estão afinados com o deputado Gelson Merísio (PSD). Deve ver-se neste momento uma guerra de estratégias que pode alterar o acordo firmado no início do ano passado.

Conversas
São perceptíveis os movimentos feitos pelo vice-governador Eduardo Moreira na preparação do terreno para uma reviravolta do que o PMDB tem previsto. Hoje vale a regra de que em 17 de março o partido fará prévias para indicar o candidato a governador. Moreira, não disputará a prévia. O provável é que Mauro Mariani se apresente sozinho. Se ele ganhar por “WO” pode ser o indício de que a prévia não valerá.

Questão de tempo
Nesta semana Eduardo Mariani teve conversa com o deputado federal Jorginho Melo (PR), cujo nome está previamente lançado ao governo do Estado. O convite inicialmente rejeitado por Melo é que ele componha na chapa com o PMDB. Ocorre que a maioria das siglas deve manter o discurso da dissidência de aliança com o PMDB. Este jogo pode mudar mais adiante, se o candidato for o então governador Eduardo Moreira.

Liderança nata
Em todas as principais siglas, PMDB, PSDB, PP e PSD possuem o mesmo vício interno. São as tentativas das consideradas “segundas forças” tentando se impor. Refiro-me a Mauro Mariano que força sobrepor-se a Eduardo Moreira que além da sua força natural ainda será governador em breve. No PSD não é diferente com Gelson Merísio e Raimundo Colombo. No PSDB outros como Marcos Vieira exercem a mesma “forçação” ante a liderança natural de Paulo Bauer assim como há muito deputados buscam impor-se à liderança natural de Esperidião Amin.

E mais...
A história revela que as acomodações vão acontecendo a medida que o processo eleitoral acontece. Foi assim até agora em Santa Catarina. Sob esta teoria entende-se que as melhores vagas de 2018 também fiquem com Eduardo Moreira, Paulo Bauer, Raimundo Colombo e Esperidião Amin.

Reveza
Neste fim de semana o prefeito Clésio Salvaro deve voltar a tratar da sua licença combinada à licença do vice-prefeito Ricardo Fabris, um procedimento que está virando praxe na administração pública municipal de Criciúma. Prefeito e vice-prefeito licenciados assume o presidente da Câmara, Júlio Colombo. Isso deve ocorrer no dia 6 de fevereiro.

Começa o trabalho
No dia 5 de fevereiro o prefeito Clésio Salvaro irá à sessão que abre o ano legislativo. É previsto na constituição do município está presença, tanto que a primeira sessão ordinária do ano é sempre integralmente dedicada à fala do prefeito com caráter de prestação de contas. Neste ano deve sentir-se nesta visita o desejo do prefeito aproximar-se mais e mais dos vereadores.

Novo Secretário
Em Treviso o vereador Gabriel Mariani (PP) assumiu o cargo de Secretário Municipal de Saúde. O vice-prefeito Rodrigo Fenili, o Birilo, (PSB) que estáno exercício de prefeito com as férias do prefeito Jaimri Comin (PP) é quem deu a posse.

IPTU provoca desgaste
O vai e vem na decisão sobre o IPTU colocou em choque o técnico e o político do governo municipal. Respingos existem, mas não o suficiente para gerar rumores de mudança na Secretaria de Fazenda. Se houve, como se especula que o titular da pasta, Robson Gotuzzo esteja saindo, não terá sido só por causa do IPTU. O secretário foi muito bem na defesa do político e o prefeito foi firme na defesa dos técnicos. Pode ter exagerado quando deixou dúbia a interpretação de uma frase pronta que ele gosta de usar: “nós não temos compromisso com o erro”. Mesmo assim, se houver a saída do secretário após as férias não terá sido por um único episódio.

DIFERENÇA A reação popular ao aumento do IPTU em Criciúma foi proporcionalmente dezenas de vezes maiores que a de população de cidades maiores ou mesmo menores, entenda-se São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis ou Içara. Nestas a mesma correção que Criciúma rejeitou, foi aplicada e mantida.

RUÍDOS No Paço Municipal que hoje é comandado pelo PSDB mais uma vez houve indignação com reação que saiu de gabinete de um vereador do próprio partido tucano. Me refiro ao fato do principal assessor do vereador Júlio Kaminski (PSDB), Adão da Silva, ter liderado discurso contra o governo na Vila Esperança nesta semana.

RADAR O Radar Meteorológico do Sul que será instalado em Araranguá seria transportado de Florianópolis até o seu local definitivo na segunda-feira, mas a previsão do tempo dos outros dois radares indica que o sul terá chuva forte. Por isso o transporte foi adiado para o dia seguinte, terça-feira.

SÃO TRÊS Com a instalação do radar Sul o Estado de Santa Catarina cobre toda sua área. Os outros dois estão instalados estrategicamente em Lontras e Chapecó.

DENUNCIADO Nesta semana a polícia concluiu inquérito daquele atropelamento provocado pelo ex-deputado João Pizzollati, em Blumenau. Ele é denunciado por embriagues ao volante e por provocar um acidente com sabido risco de matar. Pode ser levado inclusive a julgamento.

MISTÉRIO A equipe de limpeza e corte de grama do canteiro central da avenida Centenário anda intrigada. A cada vez que foi feito o corte, ao longo do ano, alguém passava em trecho da avenida espalhando jornal recortado. O lixo ficava acumulado. No último corte isso não ocorreu. A curiosidade é se o autor parou ou está de férias na praia.

FRASE DO DIA
“Sempre disse que tudo aquilo que acontece no município é de pura responsabilidade do seu gestor, o prefeito. Por isso chamo para mim a total responsabilidade sobre qualquer ato. Não transfiro aos técnicos ou quem quer que seja a responsabilidade destas medidas do IPTU”.
Clésio Salvaro, prefeito de Criciúma, ao comentar respingos e desgastes em virtude do processo de revogação de decreto sobre parte de aumento do IPTU.


Janela aberta, vereador salta

 personJoão Paulo Messer
access_time31/03/2020 - 14:23

Sete dos 17 vereadores de Criciúma já mudaram de partido, valendo-se da janela que se fecha no próximo sábado. Até este momento a vereadora Camila do Nascimento, atualmente no PSD, ainda não definiu “se fica ou se sai”. Ela tem até o fim de semana para decidir. Conversei com ela na tarde desta terça-feira. A dúvida se mantém. Mesmo que ela não mude a Câmara Municipal de Criciúma deve ser uma das com o maior índice de troca. Hoje este percentual já é de 42 por cento (7 de 17).
Os vereadores que mudam:
Edson Paiol do Nascimento, do PP para o PSL
Jair Alexandre, do PSC para o PSD
Júlio Colombo, do PSB para o PL
Júlio Kaminski, do PSDB para o PSL
Tita Beloli, do MDB para o PSDB
Toninho da Imbralit, do MDB para o PSDB
Zairo Casagrande, do PSD para o PDT;

Permanecem em seus partidos:
Ademir Honorato (MDB)
Alfinei Poteleki (PR)
Arleu da Silveira (PSDB)
Camila do Nascimento (PSD)
Dailto Feuser (PSDB)
Geovânia Zanette (PSDB)
Miri Dagotin (PP)
Moacir Dajori (PSDB
Paulo Ferrarezi (MDB)
Salésio Lima (PSD)

A segunda-feira promete tensão institucional

 personJoão Paulo Messer
access_time30/03/2020 - 07:10

Os planos eram outros. Não ficar em casa hoje, na pior das hipóteses voltar a produzir, vender, enfim, movimentar a máquina da economia a partir da próxima quarta-feira na - pior das hipóteses. As normas agora são outras. A esperança da retomada na normalidade está adiada - por decreto. O governo anunciou que não haverá mais comércio quarta-feira. Haverá banco e lotérica hoje sim, mas comércio e vida normal – ainda não. Dia 8, quem sabe.
Até ontem as preocupações eram com a saúde humana e a saúde financeira: a economia. A partir de hoje acrescente um item, pois começa a preocupar a saúde psicológica dos sulcatarinenses. Afinal, são quase duas semanas de clausura e tem mais. Mais uma semana se depender do rigor do decreto do governador. Nem quero pensar, mas ele “pode ser adiado”.
Mas esta segunda-feira promete não se restringir ao debate do coronavírus, da economia e da reação psíquica do cidadão. O debate passa a ser institucional. Enquanto, ontem, governador e prefeitos sentaram e unificaram discurso, os divergentes começaram a reagir.
Alguns políticos, oportunistas, bem pagos e alimentados com o nosso dinheiro, fazem coro ao lógico: “pedem a retomada da atividade econômica” com discursos espalhados pelas redes sociais como aquele jogador que vai na frente da torcida e dribla prá, dribla lá, quase senta na bola. Joga para a torcida. O oportunismo sempre haverá.
A procedente reação às decisões dos governantes vem das instituições empresariais. Vem de quem sente na pele a dor do boleto que vence hoje ou amanhã. Do salário que precisa ser pago no dia cinco. Óbvio, isso se ele que não tiver pai, mãe, nem outro membro da família internado num hospital de precárias condições.
Sinceramente, penso que a liberação dos bancos e lotéricas é autorização para reunir a população mais suscetível aos casos mais temidos, neste momento. É verdade que estes vão ao banco um dia só. Só hoje. Mas vão. São na maioria idosos ou beneficiários acomodados num grupo de exceção. Acho que nas empresas há menos riscos que nesta população que vai aos bancos hoje. No mínimo nas empresas é mais fácil controlar.
Aqui não tem como cravar posição. Bater editorial favorável à normalidade das atividades ou à manutenção da quarentena. Não somos órgão de saúde, nem porta voz de outro setor qualquer. Nós nos restringimos ao papel de informar. Refletir da forma mais fiel possível a reação da sociedade.
E hoje, segunda-feira, promete ser um dia pesado. Médicos apelam pela quarentena. Orientam os governantes pela quarentena. A massa produtiva pensa diferente: acha que dá para ir – não às ruas, mas ao trabalho. Defende a retomada das atividades e argumenta bem: lembra que não é só de gripe ou coronavírus que se morre. De fome também se morre.
Não quero nem pensar, mas desgosto e desespero também matam.
Eu não queria estar na pele destes governantes. Mas desejo que eles tenham sobriedade nas suas decisões. Assim como eu - que não tem a responsabilidade, nem a possibilidade de decidir pelo Estado ou por um município – centenas ou milhares de outros podem sim tomar decisões sobre as suas hostes, sobre as suas empresas.
E é ai que entra o papel da conscientização. Preservar as leis, normas e lógicas. As leis que dão aos governantes o poder de ditar normas. Isso nos faz viver em harmonia e disciplina. A lógica “sugere o bom senso”.
Invoco o bom senso de todos. Se é possível produzir sem infringir, que se produza. Às autoridades deve imperar também o bom senso. Se dá para liberar, que se libere. Afinal não se morre só de Coronavírus.
O apelo é pelo equilíbrio.
O apelo é por uma sociedade: clínica, emocional e economicamente saudável.

Empresas com "imunidade baixa" sofrem mais

 personJoão Paulo Messer
access_time28/03/2020 - 11:39

A retomada das atividades comerciais na próxima quarta-feira não significa volta à rotina em várias indústrias no Sul do Estado. Tomemos por exemplo o setor ceramista que é uma das nossas referências. Algumas destas indústrias já estão com suas linhas de produção totalmente paralisados, outras desativarão as suas nos próximos dias. Isso é reflexo da combinação da frustração da retomada da economia e a crise gerada pelo Coronavírus. Quase todas estão com razoáveis estoques que suportam até meses de paralisação. Assim, a medida adotada agora é a confirmação do que já vinha sendo analisado como possibilidade para reduzir o custo da produção e equilibrar o caixa. Isso deve se associar ao fato de que os pedidos para a renegociação das dívidas dos clientes já começaram a chegar a estas indústrias. De outro lado os fornecedores de matéria prima serão procurados para renegociar dívidas vincendas.
Estancando as saídas e estando preparados para entradas menores, os setores financeiros oferecem alternativa única à saúde das empresas. Isso pode provocar demissões se as adequações com férias e licenças especiais não forem suficientes.
Segundo apurei, empresas grandes como a Angel Gress e a Elizabeth estão com a produção totalmente paralisada. Outras duas referências, a Portinari tem três linhas de produção paralisadas e a Eliane está reduzindo algumas das suas.
No início desta semana sindicatos patronal e laboral assinaram um aditivo ao acordo trabalhista. Ele visa preservar o maior número possível de empregos, garante o pagamento em dia dos salários de março e dá alivio às empresas na medida que todos os dias parados serão pagos por compensação de férias, bancos de horas ou circunstâncias similares.
Quer dizer, não culpemos apenas o Coronavírus pelo que está por vir. Muitos setores que sofrerão mais com esta nova crise entram nela porque são do chamado “grupo de risco”. São empresas que estão com imunidade baixa.

O buzinaço que foi um sucesso porque não aconteceu

 personJoão Paulo Messer
access_time27/03/2020 - 16:00

Não sei se foi graças a orientação do Ministério Público e ação vigilante da Polícia Militar, mas felizmente não tivemos em Criciúma o lamentável comportamento de bando, verificado em outras cidades, quando como se fossem de um rebanho as pessoas saíram correndo desavisados às ruas com a mão na buzina. As regras de flexibilização são públicas e razoáveis o que não justifica apelo pela retomada da atividade comercial em manifestação de massa. Só o que justificaria ato deste tipo é a subverniência ideológica ou personalista. O buzinaço em Criciúma não foi um fracasso, mas sim uma manifestação de maturidade.

O debate sobre a eficiência das medidas anti-coronavírus não é papo de boteco, nem de rede virtual. Se os especialistas divergem, quais são as nossas certezas? Melhor seria se gastássemos o tempo em busca de conhecimento ao invés de fazê-lo “catando” argumentos para justificar nossa ignorância. Deu. Basta. Será que não se percebeu ainda que só crava opinião sobre o assunto coronavírus aqueles que a usam como escudo na defesa ideológica? Nem as autoridades responsáveis por baixar decretos tem certeza no que determinam e logo se justificam apontando os seus técnicos como autores das normas. Ou alguém imagina que a economia parada mata politicamente apenas o presidente Jair Bolsonaro?

Bolsonaro tirou o meu sono

 personJoão Paulo Messer
access_time25/03/2020 - 10:45

Não sei se me preocupo mais com as primeiras ameaças sobre o tenebroso Coronavírus ou com o que tenho ouvido de ontem para cá. Cheguei a pensar que ouvi demais, ontem de manhã, quando entrevistei, aqui no programa, o médico e deputado federal Osmar Terra. A ideia central é que está na hora de ir afrouxando o cinto.
A entrevista que fiz ontem com o deputado médico gaúcho Osmar Terra reforçou o que eu disse. Só que ele fez isso no tom mais agressivo, duvidando da palavra das autoridades e até incitando todos nós a acreditar no contrário. Muitos ouvintes reagiram achando que foi exagero dele. Também pensei assim.
No final da tarde o governador Carlos Moisés - que saiu da inércia como governante para um habilidoso gestor da crise - veio no mesmo tom que usei no texto de ontem. Disse que dá para ir afrouxando o cinto, liberando alguns setores. O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro também falou em ir retomando vida normal. Voltar lentamente à normalidade com cuidados com os idosos, mas ainda com a recomendação de que fiquem em casa. Quer dizer, que fique em casa quem pode. Entendi assim.
Ontem à noite o presidente Jair Bolsonaro veio num tom da contramão desta cautela. Libera geral foi o que entendi. Parece que é o que eu e muita gente entendeu. Bolsonaro criticou que tenham sido usados exemplos como os da Itália para o que ele chamou de amedrontar a população brasileira. Juro, não entendi.. Afinal, o próprio elogiado Ministro Mandeta usou aquele exemplo para justificar as medidas até então adotadas.
Devemos sim voltar à normalidade, mas do jeito que o presidente falou ontem parece “zerar” o que temos feito até então.
O presidente foi claro e direto e disse: “Algumas poucas autoridades devem abandonar o conceito de terra arrasada e abandonar a proibição de transportes, o fechamento de comércios e o confinamento em massa.
Sou disciplinado tenho certeza. Acho que sou consciente no uso do poderio de um microfone, por isso repito com cautela o apelo para que se respeitem os decretos das autoridades, mas a minha cabeça agora bagunçou.
O presidente me deixou em dúvida. Do alto da sua autoridade e popularidade jogou aos leões os governadores e prefeitos.
O presidente me parece com sangue nos olhos com a Globo, com os governadores Witzel (Rio de Janeiro) e Dória (São Paulo). Por isso fez um pronunciamento num tom que me amedronta quando esta retomada das atividades.
Ainda ontem à noite os Secretários de Saúde do Estado se reuniram e em nota discordaram do presidente. Os presidentes da Câmara e Senado também reagiram. Acho que este vai ser o tom dos governadores e prefeitos.
Só espero que não nos restrinjamos apenas a uma briga política.
É só o que a gente não precisa.
Contra este vírus da vaidade política também não há vacina e os prejuízos que ela causa são tão ou mais mortais quanto os de outros vírus ou crises econômicas.

Começando a soltar o freio

 personJoão Paulo Messer
access_time24/03/2020 - 07:06

Se a dúvida é por quanto tempo permaneceremos assim, em quarentena, saiba que os decretos governamentais, que venceriam hoje, foram prorrogados.
Os serviços como transporte coletivo, bares, restaurantes e aqueles que não são considerados essenciais permanecerão suspensos por mais uma semana.
Pelo menos. Será???
Isso vale para os decretos municipais de Criciúma e região e o decreto do Governo Estado. Admito que a capacidade de resiliência vai diminuindo gradativamente. Admito que a vontade de sair de casa, retomar a vida, possa estar aumentando em cada um de nós. O apelo para ficarmos em casa pode até já nem mais fazer o mesmo efeito. Mas o apelo se mantém.
Quando começa o dia, antes de entrar no ar na rádio Eldorado, recebo sempre uma mensagem do médico Dr Ronaldo Benedet Barroso. Eu chamo ele de capitão dos guerreiros. É médico coordenador técnico da rede pública de saúde em Criciúma. Como ele há vários outros capitães. Na rede pública e privada.
Ele capitania equipe de verdadeiros guerreiros: o nosso pessoal da saúde. Como em Criciúma tem em todas as cidades. Como na rede pública, tem o pessoal da rede privada.
Pois então: quando começo o dia recebo do Ronald um relatório da noite anterior. Confesso que recebo e sempre imagino que vou ouvir um relato do aumento dos casos. Do agravamento dos casos. Felizmente não é o que ocorre.
Repetem-se dia após dia relatos de noites tranquilas. Sem aumento de casos. Nada igual a sexta-feira passada quando saímos do zero e fomos a nove casos em Criciúma. Quando digo que espero ansioso pelo relatório é porque temo que sejam notícias ruins. Não são. Que bom. Mas não são porque o cenário está sendo anunciado pior do que é ou porque nós estamos fazendo a coisa certa????
Prefiro ficar com a segunda opção.
Mas insisto que a nossa capacidade de permanecer assim, de alguma forma improdutivos nos atormenta tanto quando a doença. Lembro logo que o falido se recupera, o falecido não. Que estamos protegendo a vida.
Mas convenhamos, é possível sim proteger a vida e proteger o produtivo.
Criatividade com responsabilidade.
Lidamos com o desconhecido e por isso cada dia pode e deve ter um avanço.
Avançar um pouco. Criar a forma de manter os cuidados e ir produzindo.
O que precisa ficar evidente é que prioridade não é o que nós decidimos. Prioridade não é o que eu penso ser, mas sim aquilo que prioriza o coletivo.
Vamos aprendendo que puxamos o freio ao extremo. Que dá para ir soltando.
Mas que não somos que vamos fazer isso pela nossa vontade.
O livre arbítrio acaba ante a realidade do coletivo.
Por isso, compreendendo a necessidade e confessando a possibilidade de que muitas coisas podem ser flexibilizadas: o alerta de hoje é de que aguardemos que pela consciência coletiva – ou seja pelas orientações – para flexibilizar alguma norma.
A realidade vai nós ajustando, as coisas vão começar a ser liberadas, mas tudo ao seu tempo. Por enquanto o risco ainda existe. Não sejamos irresponsáveis.
Que eu tenha a consciência de que: toda vez que pensar que as regras se danem, estarei agindo como aquele que eu classifico de calhorda que assalta a pátria. Sim, porque estarei pensando apenas em mim....

Coronavírus nas nossas vidas

 personJoão Paulo Messer
access_time23/03/2020 - 12:22

Sim hoje é segunda-feira. Confesso que já me perdi no tempo. É necessário conferir no calendário. – Segunda-feira, 23 de março. Nós, na rádio Eldorado, trabalhamos no fim de semana todo. Recolhidos em nossas casas, mas trabalhamos normal. Aliás eu penso que todos estamos assim.
Seja qual for nossa atividade, se a tecnologia e outras circunstâncias e acessórios nos permitem, estamos em casa. Afinal, este é o apelo das autoridades. O limite é a sacada ou no máximo o pátio, para que o tem.
É tudo muito estranho. Parece prisão, mas isso tem outro nome: chama-se consciência.
Foram-se quatro dias e esta semana está só começando e promete ser inteiramente assim, em casa. Ainda não dá para afrouxar as rédeas. As autoridades garantem que ficar em casa nesta semana será ainda mais importante.
Mais afinal, quando isso acaba???
Dizem que ainda vai longe.
A esperança é de que a gente vá se acostumando, adaptando à realidade e à necessidade.
Necessidade de se manter em casa, mas a realidade de que algumas coisas podem e devem ser feitas para não parar totalmente a economia. Sem perder o foco no cuidado com a saúde pública dá sim para irmos encontrando alternativas.
E se alguém acha que tudo isso é um exagero, saiba que as atitudes de Criciúma estão sendo elogiadas. Neste domingo Criciúma foi citada na página de facebook do presidente da república Jair Bolsonaro, porque o governo municipal foi o primeiro a solicitar o apoio do exército. Aqui não se desprezou forças para enfrentar o inimigo.
Nos grupos médicos de outros centros do país, e há áudios confirmando isso nas redes sociais, a força tarefa da Unimed de Criciúma é citada como modelo. Se o Estado foi bem nas medidas, Criciúma seguiu na mesma linha.
Os atos e decretos adotados pelo governador na semana passada, começam a ser adotados agora por seus colegas em outros Estados. Os atos e práticas adotados pelo prefeito de Criciúma estão sendo adotados em várias outras cidades. Quer dizer, os nossos atos como criciumenses ou sulcatarinenses, estão certos, sim. A gente está puxando fila no combate ao Coronavírus.
Defina você como quiser, mas isso tudo parece muito estranho. Parece uma terceira guerra mundial. Uma guerra sem nenhum aparato bélico. A arma é a consciência. O inimigo é invisível. Nós somos todos aliados. Ou será que tem algum inimigo na “trincheira”?? Alguém que ainda não entendeu bem o que está acontecendo?
A ganância agora é suicídio. É uma granada que explode na mão.
Acho difícil que alguém vai sair dessa sem tirar muitas lições.
Há quem diga que a humanidade vai sair dessa mais consciente. Diferente. Não sei, mas que tem gente que vai sair dessa conhecendo melhor a sua própria família.

Definições dos prefeitos

 personJoão Paulo Messer
access_time21/03/2020 - 11:34

Os Prefeitos e Secretários de Saúde da AMREC tiveram reunião na manhã deste sábado, na sede da associação. Definiram que a partir de agora as reuniões passam a ser virtuais. Os prefeitos irão solicitar à Federação Catarinense dos Municípios para reivindique junto ao Governo Federal para que este decreto o toque de recolher, pois esta é uma atribuição do presidente da república. Isso significa que os prefeitos tem este desejo e só não adotam a medida por reconhecer que não é deles a competência.
O prefeito Jairo Custódio, do Balneário Rincão era o mais preocupado, pois as pessoas estão indo para o seu município num período em que a estrutura de atendimento de verão já foi desarticulada por ter terminado a temporada de verão. Isso significa que se houver procura exagerada na campanha de vacinação da gripe, que começa segunda-feira, por exemplo, haverá colapso.
Os salários dos servidores estão assegurados para março, mas para abril algumas prefeituras não têm previsão.

Efeitos do Coronavírus no governo de Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time20/03/2020 - 20:15

Hoje “rolou” a primeira crise interna no governo de Criciúma em consequência do estressado momento vivido em função do Coronavírus. O setor de imprensa “enlouqueceu” com o prefeito que vazou antes uma informação de que além de um havia outros dois casos confirmados. O detalhe é que nem o prefeito sabia que além daqueles que ele anunciou havia mais dois. Este é o retrato do momento. A multiplicação dos casos será tão intensa que as autoridades perdem o controle. Criciúma já anunciava cinco casos e mais um a confirmar, no final da tarde, enquanto o governador falava em três casos em Criciúma. Detalhe é que o primeiro caso foi revelado por uma autoridade estadual primeiro ao presidente da Unimed e não às autoridades municipais.

Substituto ideal
Processos como o atual sempre revelam personagens pouco conhecidos pelo grande público externo. É o caso do médico Ronald Benedet Barroso, diretor técnico da Secretaria Municipal de Saúde de Criciúma. Observadores da cena política já estão achando que ele poderá ser Secretário se Acélio Casagrande se afastar mesmo para disputar uma vaga na Câmara de Vereadores. Esta crise pode ser o grande entrave para Acélio. Já não há mais tempo para pensar em candidatura.

Pelo PP
Antes do efeito Coronavírus as especulações davam conta da ida de Acélio Casagrande (hoje sem partido) para o Partido Progressista. Isso não agrada alguns aliados do prefeito como o ex-presidente da Câmara Municipal, Miri Dagostin. Além destes dois o PP teria outros nomes fortes como Miguel Pierini que viria com as reservas eleitorais do Rio Maina.

No eleitoral
Em meio a este cenário de crise na saúde pública os prazos eleitorais seguem contando. Diferente dos prazos processuais do Judiciário, as regras eleitorais não foram suspensas. A janela para troca de partido termina no dia 4 de abril para os vereadores. Tita Belolli já anunciou saída do MDB. Falta só baixar “a poeira” do Coronavírus para anunciar entrada no PSDB.

Apelo aceito
De resguardo (quarentena) se curando do Coronavírus em Brasília, o deputado Daniel Freitas apelou ao amigo e empresário Felipe Cadorin (Expresso Coletivo Içarense), que atendeu e vai disponibilizar gratuitamente, transporte para os servidores do Hospital São José. Três micro-ônibus farão rotas saindo do Balneário Rincão, Urussanga e Forquilhinha em diferentes horários exclusivamente para profissionais da saúde. Até hoje o transporte dos funcionários era um dos maiores problemas do Hospital São José.

Prefeito de Lauro Müller autorizado a retornar à prefeitura

 personJoão Paulo Messer
access_time12/03/2020 - 15:52

O prefeito Valdir Fontanella (PP) obteve decisão unânime da Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que o autoriza voltar à prefeitura imediatamente. Afastado em dezembro do ano passado, a partir da instalação de um inquérito do GAECO apurando suposta fraude num contrato de uma empresa contratada pela administração municipal e que poderia estar favorecendo a sua empresa, ele deveria ficar fora por 180 dias. A decisão de hoje permite o retorno imediato. Seu advogado, Luiz Magno, acredita que ainda amanhã ele possa reassumir as funções.

Ao governador ficou a impressão de que Criciúma pode ter “chapão”

 personJoão Paulo Messer
access_time02/03/2020 - 18:34

Na capital o grupo recém aliado ao governador Carlos Moisés passou o cenário de que é possível um “chapão” em Criciúma. Foi o que vigilantes do Palácio da Agronômica perceberam e repassaram a jornalistas e observadores da cena política. Nas entrelinhas do que esteve à mesa aparece uma aliança futura que tenha como candidato a prefeito Júlio Kaminski (PSL) com a professora Lisiane Tuon (DEM) candidata a vice-prefeita e que traga pelo menos outras duas siglas de alinhados a Carlos Moisés, o MDB e o PDT. Restariam as chapas de Júlia Zanatta (PL), que a maioria considera uma incógnita, a de Chico Baltazar (PT) contra a candidatura do prefeito Clésio Salvaro.
Estiveram com o governador Carlos Moisés os vereadores Júlio Kaminski (ainda no PSDB), Edson Luiz do Nascimento (ainda no PP), o suplente Álison Pires (ainda no PSDB) e o advogado Jeferson Monteiro, que figurou pré-candidato pelo MDB e depois pelo PL. Havia outras lideranças como o coordenador Ricardo Beloli, de Criciúma, o coordenador regional do PSL, Rangel Loch com o seu pai e o presidente da Câmara de Vereadores de Forquilhinha, Maciel Dassoler (ainda no MDB).
O encontro foi protocolar. As amarras já haviam sido feitas pelo deputado federal Fábio Schiochetti, presidente estadual do PSL, que é quem está fazendo as costuras de fato.

PP trabalha para reorganizar a sigla

 personJoão Paulo Messer
access_time02/03/2020 - 11:11

O senador Esperidião Amin e o ex-deputado Sílvio Dreveck estiveram em Criciúma na manhã desta segunda-feira para “apaziguar” o Partido Progressista. Em conflito desde a eleição da Executiva, realizada em agosto do ano passado, a sigla terá uma nova diretoria a ser eleita no dia 11 de março. Denunciada como eleição irregular a nova direção da sigla não tinha registro de filiação nem do presidente Paulo Conti, destituído por decisão da direção estadual. O partido viveu até então a divisão de um grupo que defendia a coligação com o atual prefeito Clésio Salvaro (PSDB) e outro que pretendia candidatura própria com Jorge Boeira candidato a prefeito. Na convenção ganhou o grupo de Boeira, mas ele não será candidato. Isso fragilizou o grupo e os defensores da ideia de pró-Salvaro. Foi escolhida uma comissão de cinco pessoas que irá organizar o que deve ser uma direção de consenso. São membros: Paulo Conti, Giovani Zappelini, Abraão de Souza, Valmir Comin e Fabrício Freitas.

AUSENTES – O ex-deputado Jorge Boeira justificou a sua ausência na reunião com um compromisso profissional na cidade de Araranguá. Outro ausente foi o vereador Edson Luiz do Nascimento, Paiol, que está em Florianópolis tratando da sua migração para o PSL.

TOM ELEVADO – Mais de uma vez o tom das falas se elevou na reunião do PP, especialmente quando o ex-presidente Paulo Conti contestou afirmando desmentir o vereador Miri Dagostin sobre procedimentos que teriam ocorrido ao longo da formação da direção destituída e mesmo após a eleição da Executiva.

DESFILIAÇÃO – Ao término da reunião o ex-presidente Paulo Conti foi ao cartório eleitoral buscar uma declaração sobre a sua filiação partidária. Isso porque durante a reunião, e antes, foi afirmado que ele estava filiado ao PSB. Na verdade Paulo não tem filiação partidária. Ele saiu do PSB em novembro de 2018. Já sobre a sua filiação ao PP, que não consta em lugar algum, disse que entregou a ficha ao então presidente Itamar da Silva, mas o documento desapareceu. Em síntese, os erros do PP eram tantos que nem o presidente eleito tinha filiação partidária.

Cermoful definida datas da eleição do Conselho Fiscal

 personJoão Paulo Messer
access_time01/03/2020 - 22:22

Cermoful dá exemplo
A Cermoful mostra que vive um novo momento. Ao lançar o edital de convocação da Assembleia Geral para o dia 20, e eleição para o Conselho Fiscal para 21 de março, abre três semanas para as chapas se prepararem. Recentemente na eleição da Coopera (Forquilhinha), o prazo foi de apenas duas semanas. Aqui, a Cermoful foi além. Diferentemente de lá, onde uma chapa precisou judicializar o processo para ter acesso a alguns dados, a direção da cooperativa de Morro da Fumaça simplesmente abriu estas informações e num clique qualquer cidadão tem acesso ao nome dos associados.

Revisão do estatuto
Na semana que passou foi formada uma comissão para discutir a reforma do estatuto da Cooperativa. Ainda não está bem claro o que realmente pode ser alterado, e os estudos não têm prazo fixo para encerrar. O presidente da Cermoful, Ricardo Bittencourt, afirma que este foi um compromisso assumido com o associado.

Polêmica
Uma das maiores polêmicas da Assembleia Geral da Cermoful será o pedido de autorização dos associados para a compra da Sede Social da Sociedade Morro da Fumaça Clube, no bairro Maccari. A cooperativa está disposta a pagar até R$ 1,7 milhão pelo local, mas há muita resistência, pois os associados entendem que o dinheiro poderia ser aplicado em outros projetos.

Único local de votação
Novamente neste ano a votação ficará concentrada na Escola Básica Princesa Isabel, no centro de Morro da Fumaça. Atualmente são 14.956 associados conforme divulgado no edital. Vale lembrar que na eleição para o Conselho de Administração em 2017 houve urna também no Bairro Presidente Vargas, já que a Cermoful atende Içara e Criciúma, além de pontos em Urussanga, Cocal do Sul e Pedras Grandes.

Pouco trabalho ou pouca divulgação?
A Cermoful lançou na sexta-feira, dia 28, o edital para Assembleia Geral e eleição do Conselho Fiscal da cooperativa. Tem sido reclamado por associados o que consideram a ausência de uma manifestação pública mais abrangente sobre o trabalho desenvolvido neste ano que passou. Ouço reações de que falta mais informação aos associados. A oposição deve usar como argumento de que isso é “pouco trabalho”. Havemos de lembrar que nos dois primeiros anos deste mandato do Conselho de Administração, o Conselho Fiscal foi oposição ferrenha.

Movimento da oposição
Embora não tenha “passado recibo” como diz o ditado, o atual Conselho Fiscal é sintonizado à administração da Cermoful. Neste cenário, indicam setores de oposição que a tendência é a construção de uma chapa de oposição com as digitais do Paço Municipal. A contadora Simone Almeida deve liderar este processo. A verdade, entretanto, é que a sua pretensão é concorrer à presidência do Conselho de Administração da cooperativa no ano que vem.

Lisiane Tuon pré-candidata a prefeita em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time26/02/2020 - 16:34

Reunião realizada na tarde desta quarta-feira, em Florianópolis, ratificou a intenção do Democratas de Criciúma em manter-se protagonista nas eleições de outubro. O presidente estadual da sigla, João Paulo Kleinubing, recebeu dirigentes do partido para discutir o cenário depois que o vereador Júlio Kaminski decidiu ir para o PSL, alterando projeto que havia.
Como a posição da direção estadual é de que em Criciúma o partido precisa ter candidatura na majoritária para não perder a sua autonomia e como na política ninguém se lança candidato a vice, mas sim a prefeito, a professora Lisiane Tuon aceitou o desafio de colocar o seu nome no jogo.
Minha interpretação é de que com isso Lisiane salva a sigla em Criciúma de uma intervenção estadual já. Não fizesse isso ela jogaria o partido na coligação com o prefeito Clésio Salvaro, que guarda na manga a carta selado com um acordo dele com JPK, segundo o qual o DEM só não estará com ele se tiver candidato a prefeito. A atitude de Lisiane mantém a independência da sigla e evita uma debandada de integrantes da lista de pré-candidatos a vereador, entre eles muitos desafetos de Salvaro. A questão é saber até onde o DEM vai manter esta independência.

PSL ganha reforço em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time20/02/2020 - 18:00

Jeferson Monteiro lidera ato do PSL
O anúncio feito pelo advogado Jeferson Monteiro, na tarde desta quinta-feira, é de apoio à pré-candidatura de Júlio Kaminski a prefeito em Criciúma. Monteiro ensaiou pré-candidatura a prefeito pelo MDB, mas preferiu sair depois de sentir a base. Depois colocou o pé no palco do PL, mas acabou preterido por uma manobra do senador Jorginho Melo, que optou por Júlia Zanatta. A novidade é que Monteiro está no PSL, mas não vai à disputa nas urnas, nem a vereador. Pretende coordenar a chapa de vereadores. O ensaio de Jeferson pode colocá-lo na vitrine de uma pré-candidatura a deputado em 2022. O arquiteto destes movimentos é Ricardo Beloli, ex-vice-presidente do MDB.

Faltou o PSL
O ato desta quinta-feira chamou atenção em vários aspectos. O principal é que não havia ninguém do PSL regional ou estadual. Os rumores de bastidores indicam que a coordenação de Rangel Loch está “na frigideira” e que as conversas estão sendo feitas por um interlocutor do deputado federal Fábio Schiochet.

Mais filiados
No anúncio feito por Jeferson Monteiro, além da sua filiação ao PSL ele confirmou que o médico e suplente de vereador Álisson Pires (PSDB) e o vereador Edson Paiol (PP) também estão ingressando na sigla do governador. Na mesa estava ainda o presidente da Câmara de Vereadores de Forquilhinha, Maciel Dassoler (MDB), cujo pé está na mesma barca de Monteiro, o PSL.

Medindo
Ainda ressentidos pela forma como foram preteridos no PL aliados de Jeferson Monteiro estavam curiosos em saber como tinha sido o ato de filiação de Júlia Zanatta em termos de representatividade. Em número de lideranças regionais a de Monteiro foi bem maior. O detalhe é que o peso da presença do senador Jorginho Mello ante a ausência de qualquer líder estadual do PSL pode decretar um “empate técnico”, quando se fala de representação.

DEM
Pré-candidato a prefeito Júlio Kaminski, agora pelo PSL, fez questão de chamar à frente, para uma foto, a presidente do DEM em Criciúma, professora Lisiane Tuon. “O DEM está conosco garantiu”. Isso ainda não é definitivo. Na noite desta quinta-feira o DEM ainda fez reunião com os pré-candidatos a vereador. Nesta lista tem metade do DEM e outra metade levada por Kaminski, que inicialmente anunciou filiação ao DEM. O Democratas ainda vai avaliar a extensão de um “sim” ou um “não” em aliança com outra sigla.

Dia 5 de março
Os novos integrantes do PSL informaram que o governador Carlos Moisés estará em Criciúma no dia 5 de março, para um ato de filiações de lideranças do Sul do Estado. Neste dia deve ser anunciado o novo coordenador regional do PSL. Trata-se de um empresário historicamente ligado ao PP e que não é, nem tem têm a menor intenção de ser candidato.