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Morro da Fumaça inicia força-tarefa para onda de frio

commentJornalismo access_time23/06/2026 19:00

Atendimento tem apoio da Assistência Social e da Defesa Civil

Arena Eldorado LayBack transmite segundo jogo do Brasil na Copa do Mundo 2026

commentEsporte access_time17/06/2026 17:35

Espaço volta a receber os torcedores para mais uma grande festa nesta sexta-feira (19)

Criciúma recebe Conferência Regional de Vereadores Mirins

commentCriciúma EC access_time23/06/2026 17:15

Evento é organizado pela Câmara de Vereadores do município

Coluna de Quarta-feira

access_time23/01/2018 - 23:33

“Obrigado Altair Guidi”
Por certo não há comparação precisa o suficiente para eleger qual foi o melhor prefeito de Criciúma, mas há muitos que garantem que foi Altair Guidi. Sua morte deixa mais do que uma destas impreenchíveis lacunas. Deixa um enorme vazio numa multidão de admiradores que sempre o prestigiaram com a fidelidade expressa pelo voto. E o reconhecimento não é apenas pelas obras físicas, que são muitas, mas principalmente pelo resgate cultural e a transformação anímica da cidade. Sucedeu Algemiro Manique Barreto no primeiro governo e José Augusto Hülse no segundo, antecedendo Eduardo Pinho Moreira. Convenhamos, uma sucessão de grandes personagens com passagem pelo Paço Municipal. A cidade despede-se hoje de um dos maiores ícones da política.

Foi um forte
Desde que realizou uma cirurgia de transplante de fígado em São Paulo, Altair nunca mais foi o mesmo. Não que fosse um zeloso absoluto com a sua saúde, mas gozava de uma condição que sugeria idade menor do que tinha. Sua vitalidade foi forjada numa maratona ininterrupta de contato com o povo, um dos segredos do seu condicionamento político e físico.

Fez sucessor
Entre as suas grandes obras pode ser citada a construção de seu sucessor. E não poderia ser diferente, o filho Ricardo, hoje deputado estadual, que cresceu num ambiente político de pai e mãe, para orgulho da família segue o legado do pai.

Despedida
As despedidas a Altair Guidi devem reunir uma multidão, hoje pela manhã na prefeitura onde está sendo velado desde ontem. Foi a prefeitura que ele construiu e que onde recebeu a sua última grande homenagem em vida. Foi no dia da reinauguração do Paço, quando compareceu com dificuldades e foi muito aplaudido.

Caso Lula
Acompanho desde ontem o ambiente petista em Porto Alegre. É flagrante a transformação do limão em limonada. O PT dá a arrancada para a campanha eleitoral de 2018 usando como pano de fundo o julgamento do recurso do ex-presidente Lula no Tribunal Regional Federal, hoje. O “comício” de ontem na capital gaúcha foi um dos maiores que o PT já fez.

Fraude
Entre as frases cunhadas pelos marqueteiros petistas a preferida da militância é: “eleição sem Lula é fraude”. É a frase oferecida pelo PT nacional. Revela parecer que o partido não tem plano “B”.

Vocação petista
A “maré” levou o mar de petistas a Porto Alegre ontem, ou seja, a mega exploração do julgamento de um recurso em segundo grau é tudo o que o PT que parecia adormecido necessitava para acordar. Vi na esquina democrática da capital gaúcha os petistas “babando” satisfação no coro do Lulalá.

Conta milionária
A Assembleia Legislativa havia aprovado, no ano passado, uma lei permitindo o uso de debêntures da Invesc (Santa Catarina Participação e Investimentos) para pagamento de dívidas de ICMS, fato que iria causar um dano milionário às contas do Estado. Segunda-feira o Governo do Estado entrou com ação no Supremo Tribunal Federal para anular o efeito da lei via Justiça. Se não conseguir estima prejuízo de R$ 6,2 bilhões aos cofres públicos catarinenses.

No forno
Esta evidente que a ação que pede inconstitucionalidade de lei aprovada pela Assembleia Legislativa estava na gaveta e que coube ao vice-governador Eduardo Moreira levar adiante. Ora, a questão é saber como Raimundo Colombo permitiu sua aprovação em um parlamento que ele domina, pelo menos teoricamente é isso que se ouve.

O político vence o técnico
Em outros tempos nem a pior das reações das ruas ou de outros poderes faria o prefeito Clésio Salvaro voltar atrás de uma decisão. Hoje ele anuncia a revogação do decreto que causou o maior impacto no aumento do IPTU. E ao julgar pelo busquei não foi por reação da Câmara de Vereadores, nem pela ação individual patrocinada por alguns advogados ou mesmo do ensaio do Ministério Púbico que embasava contraditório ao efeito do canetaço do prefeito. O conjunto destas ações também, mas a veia política verteu mais forte a decisão de amenizar o impacto do aumento. O IPTU sobe, mas só nos índices da inflação e do que a Câmara de vereadores autorizou. Creio que esta foi a vez em que assistimos o prefeito de Criciúma ser mais político do que nunca.

REVISÃO A revisão dos valores de parâmetro do IPTU podem ser feitas, mas não na cegueira técnica com que vinha sendo aplicada. E olha que o próprio prefeito percebeu na sua conta que subiu mais do que o dobro.

PÁRA TUDO A partir de hoje fica suspensa a emissão dos carnês do IPTU e os que já pagaram ou retiraram é que terão algum trabalho. O cálculo do que a prefeitura vai faturar com este imposto precisa ser refeito.

VIRALIZOU O áudio preferido dos “agitadores” das redes sociais, ontem, foi um em que um assessor do vereador Julio Kaminski (PSDB), Adão da Silva, sugeria que as pessoas deveriam ser incentivadas a não retirar o carnê do IPTU sob a certeza de que a cobrança seria revista.

CÂMARA Em 2017 a Câmara de Vereadores de Criciúma recebeu do Executivo R$ 16,9 milhões, tendo devolvido R$ 3,5 milhões, ou seja, custou aos cofres públicos o equivalente a 70 por cento do IPTU arrecadado no período.

REPASSE Para 2018, o repasse à Câmara não deve crescer de longe o quanto crescerá o aumento do IPTU, mesmo que agora com aumento menor. A prefeitura estimava arrecadar pelo menos R$ 30 milhões com o imposto. Agora deve cair para uns R$ 15 milhões. Já a Câmara deve gastar cerca de R$ 15 milhões. Isso senão construir a sede.

LEMBRO Ouvi pessoalmente, há alguns anos, do falecido Luiz Henrique da Silveira, então candidato ao Senado, um dos maiores elogios a Altair Guidi. Dizia ele na época, que Guidi era um dos dez políticos mais habilidosos que ele conhece no trato político.

FIDELIDADE Testemunhei como repórter uma das maiores injustiças sofridas por Altair Guidi. Foi numa reunião do Conselho de Ética do PP, quando o expulsou por ter seguido voto orientado pelo então governador Luiz Henrique da Silveira. Aquilo foi tratado como infidelidade. Entre os julgadores da época muitos seguiram Altair pouco tempo depois, mas nunca foram julgados, muito menos ameaçados de sanção partidária.

FRASE DO DIA
“Ele foi o homem certo no tempo certo para a cidade de Criciúma.”
Jornalista Joice Quadros ao falar do amigo pessoal ex-prefeito Altair Guidi


80 anos de história, tradição e liderança no rádio catarinense

 personJoão Paulo Messer
access_time13/05/2026 - 06:30

Existem emissoras que apenas transmitem programação. Outras se transformam em parte da história de uma região. A Rádio Eldorado pertence a esse grupo raro. Neste 13 de maio de 2026, a emissora de Criciúma celebra 80 anos carregando uma trajetória construída com pioneirismo, credibilidade e compromisso permanente com a comunidade sul-catarinense.

Fundada oficialmente em 13 de maio de 1946, a Rádio Eldorado tem no médico José de Patta o principal nome de sua origem. Ao lado de Hercílio Amante, Cláudio Schuller e Pedro Milanez, ele ajudou a construir uma emissora que nascia com espírito pioneiro e forte ligação com Criciúma. Antes mesmo da formalização da concessão, ainda nos tempos do antigo serviço de alto-falantes instalado no Edifício Filhinho, no tradicional Café São Paulo, a Eldorado já começava a criar vínculo com a população.

Ao longo de oito décadas, a Eldorado acompanhou as transformações políticas, econômicas e sociais do Sul de Santa Catarina. Esteve presente nos grandes acontecimentos da região, nas coberturas históricas, nas transmissões esportivas inesquecíveis e, principalmente, na vida cotidiana de milhares de ouvintes.

Mas a história moderna da emissora ganhou um capítulo decisivo a partir de 2003, quando Henrique Salvaro assumiu o comando da rádio e iniciou uma profunda transformação estrutural e editorial.

Com visão empresarial, espírito inovador e profundo respeito pela tradição da comunicação regional, Henrique Salvaro conduziu a Rádio Eldorado a um novo patamar. Sob sua liderança, a emissora ampliou investimentos, modernizou equipamentos, fortaleceu o jornalismo e consolidou sua presença como uma das mais importantes referências do rádio catarinense.

Mais do que investir em tecnologia, Henrique Salvaro preservou aquilo que nenhuma modernização pode substituir: a confiança do ouvinte. A Rádio Eldorado manteve sua essência comunitária, sua credibilidade editorial e sua capacidade de permanecer próxima das pessoas, mesmo diante das profundas transformações da comunicação contemporânea.

A emissora esteve ao lado da comunidade nos momentos mais difíceis da história regional. Durante as enchentes de 1974 e 1995, no Furacão Catarina em 2004 e em diversas situações de emergência, a Eldorado permaneceu no ar prestando serviço, orientando famílias e levando informação segura à população.

No esporte, eternizou emoções. As jornadas esportivas da Rádio Eldorado acompanharam momentos históricos do Criciúma Esporte Clube, como a conquista da Copa do Brasil de 1991 e a participação na Libertadores da América, consolidando a emissora como referência nas transmissões esportivas do Sul catarinense.

A capacidade de evoluir sem romper com suas origens também marcou a trajetória recente da rádio. Em 2025, a migração do tradicional AM 570 para o FM 98.5 representou mais um passo importante de modernização, ampliando qualidade, alcance e integração digital.

Hoje, aos 80 anos, a Rádio Eldorado segue sendo mais do que uma emissora. É uma instituição construída diariamente por credibilidade, tradição e conexão humana.

E grande parte dessa força carrega a marca da liderança de Henrique Salvaro, responsável por conduzir a emissora a uma nova era sem permitir que ela perdesse aquilo que sempre a tornou única: sua identidade junto à comunidade.

O rádio mudou. A tecnologia avançou. O tempo passou.

Mas a Rádio Eldorado continua sendo a mesma voz forte, confiável e presente na vida do Sul catarinense.

Vaguinho sob teste de habilidade política

 personJoão Paulo Messer
access_time10/05/2026 - 16:16

O prefeito de Criciúma, Vaguinho Espíndola (PSD), tem pela frente um grande desafio. Se mostrar fiel ao partido e seus aliados da última eleição sem perder as obras que o seu maior adversário do processo eleitoral oferece agora. Terá que achar uma forma de atender a ambos sem prejuízos.

O governador Jorginho Mello estará em Criciúma nos próximos dias para tratar da liberação de recursos para uma série de obras que são importantes para o governo municipal. E ao fazê-lo deixa implícita a cobrança de um comportamento que pode não ser o de apoio à reeleição, mas algo que fique perto disso.

Assim, Jorginho que não poupou esforços para derrotar Vaguinho na urna, volta e agora com um discurso de conciliação e aproximação. Os aliados de Vaguinho, que o elegeram prefeito esperam muito empenho dele, agora na eleição, para eleger João Rodrigues e derrotar Jorginho.

Vaguinho está entre as benesses que a cidade espera do governo do Estado e a cobrança de fidelidade partidária. Parece simples ele dizer o óbvio, lembrando com quem tem compromisso eleitoral. Para isso terá que enfrentar o governador, mas será que vai fazê-lo? E como fará isso. Se perguntar ao seu maior padrinho político, o ex-prefeito Clésio Salvaro pode receber um conselho que não só foge à característica Vaguinho como pode ser uma declaração de guerra com o governador.

Tanto Jorginho como Vaguinho podem dizer que uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas nem o mais ingênuo dos criciumenses vai acreditar. Será uma prova de fidelidade e sinceridade com a cidade, seja por parte de Vaguinho, seja por parte do governador Jorginho Mello. A agenda do governador, prevista para os próximos dias, promete ser uma das mais interessantes dos últimos tempos.

Vaguinho pode ficar sem os convênios e deixar a cidade interpretar o gesto do governador, mas não pode fazer a opção por elas se a exigência do governador – mesmo que feita de forma indireta - for reciprocidade na eleição. Vaguinho está diante de uma severa prova de habilidade política.

O cenário nacional é o retrato da ausência de razão

 personJoão Paulo Messer
access_time06/05/2026 - 06:30

Depois do que vimos, mais uma vez, ontem no Congresso Nacional, vale recorrer a um velho ditado popular: "Em casa que falta pão, todo mundo grita e ninguém tem razão".

E digo isso não porque falte o produto à base de farinha, mas por algo muito maior. Não falo apenas da escassez de alimentos, mas da falta de empatia. As relações sociais vivem sob uma pressão constante, que desequilibra o lógico e consome a razão.

É preciso lembrar que, sempre que a sobrevivência entra em jogo, a empatia costuma ser a primeira a deixar a sala. Em seu lugar, instala-se a discórdia. A escassez transforma-se em combustível para o conflito.

No Brasil de hoje, o "pão" que falta significa muita coisa, inclusive tolerância e bom senso. A dificuldade econômica é apenas um agravante. Falta muito mais. Falta confiança em praticamente todos os setores.

Quando falta pão, leia-se orçamento, aumenta a insegurança sobre uma vida digna. A sociedade entra em estado de tensão. O resultado é o que assistimos diariamente. Ontem, por exemplo, o Congresso Nacional protagonizou mais uma vergonha. O debate técnico foi substituído pelo espetáculo do grito.

Temos urgência para solucionar problemas, mas desperdiçamos tempo em disputas por fatias cada vez menores de poder e de recursos. Sem o dito ?pão? suficiente para todos os projetos e interesses, a política transforma-se em uma guerra de soma zero.

O ambiente digital tornou-se a praça pública onde o grito virou moeda de troca. A polarização não é apenas ideológica, mas sintoma de uma sociedade exausta que, diante da falta de soluções concretas, busca culpados para descarregar sua frustração.

O ponto mais profundo desse ditado está justamente na perda da razão. Em um ambiente de caos e carência, a lógica acaba atropelada pela reatividade. A razão exige calma. Para chegar a um consenso ou a uma solução viável, é necessário ouvir. No entanto, quem está com fome de justiça, de dinheiro ou de dignidade não tem paciência para o tempo do diálogo.

O grito, como cortina de fumaça, produz um barulho ensurdecedor. As discussões acaloradas no Legislativo e nos campos de comentários das redes sociais servem, muitas vezes, para mascarar a incapacidade coletiva de produzir o ?pão?. Enquanto todos gritam para provar que o outro é o culpado, o forno continua vazio.

A agressividade do debate público brasileiro é hoje o reflexo direto de uma casa que ainda não conseguiu organizar sua despensa. Onde falta o básico, a civilidade torna-se um luxo que poucos parecem dispostos a pagar.

Faço essa analogia para lembrar que o grito não resolve. Pelo contrário: ele consome a energia que deveria ser usada para plantar, colher e amassar a massa. Para o Brasil superar essa fase, o desafio vai além de aprovar reformas ou bater metas. Enquanto o foco continuar sendo o ataque ao outro morador desta casa, e não a produção do pão, permaneceremos diante de uma mesa vazia, cercados de vozes roucas e soluções inexistentes.

Prefeito Vaguinho terá semana desafiador

 personJoão Paulo Messer
access_time04/05/2026 - 06:30

Maio começa com desafios de peso ao governo municipal de Criciúma. Negociações com categoria de servidores e um desfecho para o caso do Pinheirinho podem ser apontados como fatos principais.
Até então, o governo surfa a onda.
O prefeito Vaguinho ainda não tinha, até então, enfrentado estes momentos que são sempre desajuste na agenda rotineira.
Os problemas localizados, como na Saúde, na Educação, nos movimentos construídos pela oposição, são da agenda diária.
Afinal, além de tudo, vivemos um ano eleitoral, e a oposição vai sempre encontrar uma brecha para tentar posicionar-se. É do jogo. Isso vale para Criciúma ou qualquer outra cidade. A questão é que, em Criciúma, tudo isso tem maior potencial de repercussão.
Então vamos, sim, viver uma semana mais intensa. Políticos buscam angariar apoio. Oposição quer espaço em pautas onde o governo tem dificuldade, e os governistas com a missão de desconstruir narrativas.
É verdade que hoje não temos nenhum legislativo com o potencial de batalhas homéricas como já tivemos em outros tempos. E estas batalhas já não têm mais a mesma forma de repercussão. As redes sociais são capazes de gerar mais fato do que os próprios fatos o são. A semana promete, por isso, capítulos de intenso barulho na cidade.
É questão da Afasc, questão do Pinheirinho e até da negociação com os servidores, pautada para esta terça-feira.
O fato é que estas são questões “nichadas”, isto é, são questões localizadas.
Na semana passada, eu disse aqui que o prefeito Vaguinho teve sutil mudança de postura. Saiu do confronto, com publicações de enfrentamento nas redes sociais, para um discurso mais moderado e divisão de tarefas.
Entregou a questão da Afasc para o Jurídico. Teve o apoio das polícias Civil e Militar no caso do Pinheirinho, mas fez o que não aconteceu em governos anteriores: sentou com os servidores para negociar o dissídio.
Diria que Vaguinho foi mais Vaguinho e menos Clésio Salvaro na hora da negociação.
Mas teve que enfrentar algumas bolas nas costas. Vereadores que antes conversavam e até elogiavam o comportamento do passo logo aproveitaram a onda e surfaram na contramão.
Na Câmara, até que enfim se viu defesas mais contundentes do governo. Até então, só a oposição incendiava a tribuna.
Cenas que foram. Curiosidade sobre as cenas que virão ao longo da semana.
E, claro, isso tudo é pauta de uma semana que promete muito, não só em Brasília, onde as pautas não são menos bombásticas.

Saudação de abertura do programa desta sexta-feira (1º de maio) na rádio Eldorado

 personJoão Paulo Messer
access_time01/05/2026 - 07:45

É hora de dizer um bom dia especial aos trabalhadores. Afinal, hoje é o dia dedicado à reflexão sobre a nossa missão diária. Trabalhar, na etimologia da palavra, significa torturar. Sabia disso? Origina-se do latim tripaliare. Um erro ao definir o labor.

Associar a palavra ao que nos dignifica com tortura é, no mínimo, uma deturpação do real. Afinal, se não amássemos o que trabalhamos, já o teríamos deixado. Mais do que isso, o trabalhar nos dá, além da dignidade, a sobrevivência em um amplo espectro de vida em coletividade.

Mas vamos deixar essas teorias de lado e ver que a dedicação constrói, diariamente, os alicerces da nossa sociedade. Em cada esforço, em cada jornada, está presente a força que move o presente e molda o futuro.

Vivemos tempos em que os desafios crescem a cada dia. O mundo do trabalho se transforma rapidamente, impulsionado pelo avanço constante da tecnologia, exigindo de todos nós adaptação, coragem e aprendizado contínuo. Neste cenário, somos todos agentes de transformação, protagonistas de uma nova realidade que se desenha diante de nossos olhos.

O trabalho já não é o mesmo, e talvez nunca mais será. Novas ferramentas, novas formas de produzir e novas relações profissionais nos convidam a repensar caminhos. E é justamente nesse contexto que o desafio de nos mantermos competitivos nos inspira a buscar conhecimento, a nos atualizar e a evoluir.

Mesmo diante de contradições naturais desse processo, entre o tradicional e o inovador, entre o humano e o tecnológico, seguimos avançando. Modernizamo-nos, crescemos e nos reinventamos sem perder a essência do que nos define.

Somos resultado daquilo que nos inspira. E é na dignidade do trabalho, na vontade de fazer melhor e na esperança de dias mais justos que encontramos a nossa maior motivação.

Que nunca nos falte coragem para mudar, aprender e construir. Nossa força está na nossa capacidade de evoluir juntos.

Editorial: abertura do Programa João Paulo Messer desta quarta-feira (29)

 personJoão Paulo Messer
access_time29/04/2026 - 06:30

Nesta semana, reacenderam na memória os episódios de 8 de janeiro de 2023, casos absurdos tanto pela forma como foram cometidos quanto pelas consequências impostas. Observados no contexto do Brasil, revelam uma página inquietante da nossa história recente.

Ao comparar as penas aplicadas aos envolvidos nesses atos com aquelas destinadas a crimes cometidos por agentes de colarinho branco, sobretudo por figuras do alto escalão, o contraste expõe um país que tem motivos para se envergonhar. Escancara-se a forma desigual com que o Brasil trata os seus.

O fato é que, seja no orçamento ou nas leis, o país foi capturado por um grupo de poder que nasce, em grande parte, das próprias escolhas eleitorais. Eleitos sob a confiança do voto, homens e mulheres passam a agir como se pudessem se apropriar daquilo que pertence à coletividade, a democracia e a liberdade.

Casos como o da mulher que escreveu “Perdeu, Mané” com batom na estátua da Justiça, em frente ao Supremo Tribunal Federal, ganharam enorme repercussão. Ela foi enquadrada em crime grave, com pena que supera 15 anos de prisão, em um país onde delitos como homicídio qualificado ou tráfico internacional de drogas, por vezes, recebem punições menores. Condenar uma pessoa sem antecedentes e sem uso de armas a 17 anos de prisão levanta questionamentos sobre proporcionalidade.

Há ainda episódios que ampliam o debate. Um deles é a morte, no Complexo da Papuda, de um homem conhecido como Clesão. Em Santa Catarina, um idoso de 71 anos foi condenado à prisão por doar R$ 500 para custear ônibus de manifestantes a Brasília. Já nesta semana, Fátima de Tubarão obteve o direito à prisão domiciliar após condenação de 17 anos.

A sucessão de casos alimenta a percepção de que há distorções na aplicação da Justiça. Declarações de autoridades, ainda que contestadas ou fora de contexto, acabam reforçando a ideia de distanciamento entre o poder e a sociedade.

Aos poucos, consolida-se a impressão de que parte das estruturas de poder se coloca acima da lei. Por conveniência, e muitas vezes por sobrevivência, forma-se uma casta que, ao alcançar determinadas posições, se isola, torna-se imune e distante das dificuldades que afetam a maioria da população.

Nesse cenário, cresce a sensação de que a promessa constitucional de igualdade perante a lei não se concretiza na prática.

Editorial - Tempo que passa rápido

 personJoão Paulo Messer
access_time27/04/2026 - 06:30

Segunda-feira, 27 de abril. Começa a última semana do mês. Semana que termina mais cedo, porque sexta-feira, além de já ser maio, é feriado: Dia do Trabalhador.

É, um terço do ano já se foi.

O que vem pela frente deve tornar as coisas ainda mais rápidas. Fará o tempo passar mais depressa.

Maio é mês dos 80 anos da Rádio Eldorado. Uma programação intensa por aqui.

Junho é mês da Copa do Mundo de Futebol. Ela se estende até julho.

E julho é o mês, ainda da Copa do Mundo, mas é quando as eleições se tornam mais intensas, porque é o período em que os partidos escolhem, de fato, quem serão os seus candidatos. A escolha termina no começo de agosto, quando a campanha inicia de verdade.

Agosto é o oitavo mês do ano e, já com as definições de candidaturas, torna a eleição mais eletrizante.

Setembro é o mês de intensa campanha política, com propaganda eleitoral no rádio e na televisão, debates entre os candidatos e o aperto de mão a cada esquina, sete dias da semana.

Outubro é o mês da eleição. No dia 4, o primeiro turno, e no dia 27, o segundo turno.

Passado outubro, novembro e dezembro já irão passar voando. A vida real se oferece mesmo nos últimos dois meses do ano.

Boa semana a todos e bom restinho de ano, diria de forma irônica, mas sem ser tão desconexo da realidade. O tempo vai passar depressa. Aliás, o tempo deste ano vem passando muito depressa.

Editorial - Entre fatos editados e emoções infladas, o eleitor precisa separar o que informa do que manipula

 personJoão Paulo Messer
access_time24/04/2026 - 06:15

O período pré eleitoral é um terreno fértil para a distorção da realidade e o uso estratégico da desinformação. Nesse cenário, as fake news deixam de ser apenas mentiras óbvias e se transformam em narrativas sofisticadas, que utilizam fragmentos de situações reais para induzir ao erro. É a era da pós verdade, em que a emoção muitas vezes atropela a lógica, e fatos são convenientemente editados para servir a projetos de poder temporários.

Muitas promessas e denúncias bombásticas que surgem agora possuem prazo de validade, tendem a se apagar assim que as urnas são lacradas. Por isso, a vigilância deve ser redobrada diante de conteúdos que buscam apenas confirmar preconceitos ou incitar o ódio.

É tempo de priorizar a checagem rigorosa e observar o histórico dos candidatos para além do marketing digital. O voto consciente exige filtrar o ruído, ignorar o sensacionalismo e focar naquilo que é concreto e sustentável a longo prazo. Atenção aos fatos, eles são a única bússola em meio à tempestade de versões.

EDITORIAL: Uma reflexão sobre o fim da escala 6x1

 personJoão Paulo Messer
access_time23/04/2026 - 06:30

Ontem, o projeto que prevê o fim da chamada escala seis por um, aquela que estabelece como dia de descanso a previsão regida pelo livro dos livros, a Bíblia, deu um passo importante para o seu sepultamento. O Congresso Nacional trabalha para mudar a legislação trabalhista brasileira.

Reduzir o tempo de trabalho em um país pobre não é garantir mais conforto ao trabalhador, mas sim sentenciá-lo a uma vida mais onerosa.

Se o próprio ministro da Fazenda admite que o custo desta manobra deve ser absorvido pelas empresas e afirma esperar que elas não repassem esse impacto ao consumidor final, surge aí uma confissão que leva à condenação do mais pobre a compensar as inevitáveis perdas. Em uma matemática simples, se se trabalha menos, menor será a renda. É simples: o custo de vida ficará mais caro.

Uma das maneiras de compensar essas perdas será trabalhar mais. Portanto, este governo, que se apresenta como representação popular, empurra para a faixa mais pobre o fardo mais pesado. Não existe lógica que se sustente oferecendo mais, custando menos.

A lei da física e da própria lógica não permite acreditar em uma narrativa irracional. Assim, os ditos pais dos pobres acabam impondo uma bola de ferro aos pés do trabalhador brasileiro.

Onde não há lógica, prosperam narrativas estapafúrdias, como a de que a escala seis por um melhorará a vida do brasileiro. A racionalidade é a primeira coisa que se perde quando o fanatismo ocupa seu lugar.

Isso não se atribui a um único mentor ou grupo político. Deputados e senadores são patrocinadores do que está sendo empurrado goela abaixo da população. Não perderão ganhos, embora a medida lógica fosse reduzir o custo da máquina pública, tema que permanece ausente do debate. Somos um povo pacífico demais.

EDITORIAL - Opinião do Programa João Paulo Messer

 personJoão Paulo Messer
access_time15/04/2026 - 06:30

A instalação e os desdobramentos da CPI do Crime Organizado reacendem um debate profundo sobre os limites entre poder, justiça e responsabilidade no Brasil.
Em meio às expectativas de uma investigação rigorosa, o que se vê, até aqui, é um cenário que mistura esperança e frustração.
A população brasileira, já calejada por conviver com a inflação persistente e a instabilidade econômica, assiste a mais um capítulo de tensão institucional vindo de Congresso Nacional do Brasil, em Brasília.

Não se trata apenas de combater facções como o Primeiro Comando da Capital ou o Comando Vermelho. O que está em jogo é a capacidade das instituições de responder à altura aos anseios da sociedade por justiça e ordem.
Nesse contexto, muitos brasileiros percebem que oportunidades históricas de enfrentar abusos de poder acabam sendo desperdiçadas em disputas políticas e jurídicas.
O sentimento de que se poderia ter criado uma jurisprudência mais firme contra excessos ? especialmente no campo jurídico ? dá lugar à sensação de que prevalece a autoproteção institucional.
Críticas ao Supremo Tribunal Federal ganham espaço no debate público, refletindo uma desconfiança crescente de parte da sociedade quanto à atuação e aos limites da Corte.

É difícil ignorar que o cotidiano do brasileiro se tornou um exercício constante de resistência. Alta carga tributária, economia descontrolada e violência urbana já formam um tripé de desafios históricos.
Agora, soma-se a isso um ambiente político-institucional que, aos olhos de muitos, parece distante das urgências reais da população.

O risco maior não está apenas nos fatos em si, mas na erosão da confiança. Quando instituições deixam de ser percebidas como instrumentos de equilíbrio e passam a ser vistas com suspeita, o dano é coletivo e profundo.
A CPI, que poderia ser um marco de enfrentamento ao crime organizado, corre o risco de se tornar mais um episódio de desencontro entre expectativa popular e resultado concreto.

O Brasil precisa mais do que narrativas: precisa de ações que restabeleçam a credibilidade e reafirmem que ninguém está acima da lei. Caso contrário, o país continuará refém não apenas do crime organizado tradicional, mas de um sistema que falha em oferecer respostas à altura de seus próprios desafios.

EDITORIAL – Prática populista para aliviar a conta dos brasileiros

 personJoão Paulo Messer
access_time13/04/2026 - 06:20

A semana começa com o brasileiro diante de um roteiro previsível, onde o Diário Oficial se torna o principal cabo eleitoral do Planalto. O uso sistemático de medidas provisórias para injetar dinheiro público no alívio imediato do endividamento das famílias não é, como se tenta vender, uma política de Estado estruturante, mas uma tática de sobrevivência política sofisticada.

Ao converter o Tesouro Nacional em um amortecedor de faturas atrasadas, o governo federal não busca sanar as causas da asfixia econômica, mas, sim, anestesiar o humor do eleitorado antes que ele chegue à urna. É uma aritmética perversa: sabe-se que o cidadão endividado projeta sua frustração na gestão de turno, buscando, na mudança, o fôlego que o bolso já não oferece.

Portanto, ao "limpar" CPFs com canetadas de urgência, o poder público compra tempo e silêncio, camuflando a incapacidade de gerar emprego e renda real sob o manto de uma generosidade artificial. Essa estratégia transforma o contribuinte em um eterno dependente de ciclos de socorro, onde o alívio de hoje é financiado pelo déficit de amanhã, garantindo que a memória curta do consumo supere a percepção crítica da má gestão.

O que vemos é a institucionalização do populismo financeiro, que prefere gerir o sentimento de inadimplência a enfrentar as reformas que impediriam o povo de chegar a tal estado de penúria. Assim, entre o alívio momentâneo de um boleto pago e a realidade de uma economia estagnada, a engrenagem eleitoral segue moendo o futuro em troca de uma popularidade comprada a juros altos. É assim que a semana começa na vida dos brasileiros.

Editorial - Serra da Rocinha, meia missão cumprida

 personJoão Paulo Messer
access_time10/04/2026 - 06:20

Hoje aparecerão dezenas de pais e mães da criança. Inaugura a Serra da Rocinha, trecho pertencente à BR-285, a ligação catarinense com o Rio Grande do Sul. Vai ter inauguração, pompa, firula e muitos discursos. Se essa obra fosse inaugurada no silêncio, não nos faria lembrar a incompetência que reina no cenário administrativo, ou seja, o lado político da administração pública brasileira.

Você faz ideia do quanto foi gasto com esta serra? Não me refiro ao dinheiro empregado na obra propriamente dita, e que foram muitos milhões. Refiro-me ao que gastaram em diárias, salários e outros itens, todos da conta dos políticos que prometeram ou visitaram a obra.

Infelizmente, hoje vamos ter que aplaudir a entrega de uma obra que é parte de um contexto. Sem o total desta obra, seguiremos sofrendo a agonia do trecho gaúcho incompleto. Nem dá para dizer que os políticos gaúchos são ainda mais incompetentes que os nossos, pois, óbvio, existe um interesse em jogo. O porto de Rio Grande vira caminho longo para muitos gaúchos; por isso, aos políticos gaúchos não interessa encurtar o caminho de alguns gaúchos para o porto de Imbituba. Interesse com divisa.

Enfim, nem pela espera de 70 anos ou mais é que vamos deixar de aplaudir a entrega da Serra da Rocinha. Parte do que precisa ser feito no trecho catarinense está entregue. Agora vem a luta para federalizar a BR-285, que é a estrada que as obras desta serra e do trecho gaúcho contemplam.

Então, aplausos, sim, mas ninguém é sem memória ou sem noção para lembrar que o retrato da gestão pública é uma vergonha.

frase curta , jorlística, inteligente e critica de acordo com o texto

Inaugura-se o trecho; permanece o atraso.

Sintomas inquietantes na corrida presidencial

 personJoão Paulo Messer
access_time09/04/2026 - 12:50

As notícias mais recentes sobre o cenário eleitoral de 2026 podem levar à conclusão de que o presidente Lula pode não ser mais candidato. Tudo isso se conclui pelo que ele tem dito e, com isso, alimentando as especulações.

Nesta quinta-feira (8), ele disse: "Eu não decidi se serei candidato ainda". Entendo que ele condicionou a sua participação a dois fatos. Por exemplo, quando disse que só se lançará candidato se tiver "algo novo" para apresentar ao país, admitindo que a situação atual ainda é difícil.

Outra questão apurada por vários analistas é a necessidade dele em reconstruir uma base de apoio sólida para enfrentar o que chama de "fascismo". Isso pode ser interpretado indicando que o isolamento político atual é um obstáculo.

Numa rápida pesquisa sobre as últimas interpretações ao que Lula vem dizendo, se constata que o que atrapalha é o desgaste na aprovação do governo. Esperto como é, Lula já percebeu que as ações governamentais não surtem o efeito esperado. Não chegam à população. Por isso, sou da tese de que Lula pode evitar uma disputa para não encerrar a carreira com uma derrota eleitoral diante de uma economia estagnada.

O colega Andre Abreu me chama a atenção com algumas publicações que estão sendo feitas pela The Economist. Essa referência na mídia internacional tem traçado comparativos de Lula e Joe Biden. Fatos como a idade avançada e seus desafios consequentes sugerem a Lula que, para sair por cima, pare por aqui.

Quer dizer, não me faltam elementos para criar em mim o cenário de instabilidade que descrevo no editorial desta quinta-feira:
www.joaopaulomesser.com.br

Editorial - O eleitor precisa ter o direito de escolher o seu representante de forma mais direta.

 personJoão Paulo Messer
access_time08/04/2026 - 06:30

O Brasil vive um momento político que exige mais do que análises superficiais ou discursos prontos: exige coragem para reconhecer que os modelos atuais estão esgotados. A sensação generalizada de descrédito não nasce do acaso, mas da repetição de práticas que já não dialogam com a sociedade contemporânea.

Fala-se ainda em “fidelidade partidária” como se estivéssemos diante de instituições sólidas, orientadas por princípios claros e coerentes. Mas que fidelidade é essa, quando alianças se formam e se desfazem ao sabor das conveniências? Quando o eleitor percebe que o compromisso não é com ideias, mas com espaços de poder?

A palavra fidelidade pressupõe lealdade, constância e identidade. No entanto, o que se vê com frequência é a substituição desses valores por estratégias imediatistas. O resultado é um distanciamento crescente entre representantes e representados, alimentando o ceticismo e a apatia política.

O fisiologismo, há muito tempo, deixou de ser exceção para se tornar regra em muitos ambientes. Ele se impõe sobre a ideologia, diluindo projetos e tornando irrelevantes as diferenças programáticas que deveriam orientar o debate democrático. Nesse cenário, os partidos deixam de ser instrumentos de transformação para se tornarem meras estruturas de negociação.

Talvez o aspecto mais preocupante seja a velocidade com que promessas de renovação se convertem em práticas tradicionais. Aqueles que chegaram sob a bandeira da “nova política” rapidamente adotaram comportamentos semelhantes, ou até mais intensos, do que os que antes criticavam. Isso revela que o problema não está apenas nas pessoas, mas no próprio sistema, que incentiva tais condutas.

Reinventar a política, portanto, não é um slogan: é uma necessidade urgente. Significa repensar mecanismos de representação, fortalecer a transparência e, sobretudo, resgatar o sentido de compromisso público. Não se trata de eliminar partidos, mas de exigir que tenham identidade real, coerência e responsabilidade.

É preciso também que a sociedade abandone a tolerância com incoerências evidentes. A cobrança por posicionamentos claros e atitudes consistentes deve ser permanente, e não apenas em períodos eleitorais. Sem pressão social, qualquer tentativa de mudança tende a se diluir.

A política precisa voltar a ser espaço de construção coletiva, e não de conveniência individual. Isso passa por lideranças mais comprometidas, mas também por cidadãos mais atentos e participativos.

O momento brasileiro é desafiador, mas também oferece uma oportunidade rara: a de reconstruir práticas e valores. Se a fidelidade deixou de fazer sentido nos moldes atuais, talvez seja hora de redefini-la, não como lealdade cega a siglas, mas como compromisso verdadeiro com princípios e com a sociedade.

Sem essa reinvenção, continuaremos presos a um ciclo de frustração. Com ela, abre-se a possibilidade de uma política mais legítima, mais transparente e, sobretudo, mais alinhada com o que o país realmente precisa.

Editorial - Prazo fechado, jogo aberto

 personJoão Paulo Messer
access_time07/04/2026 - 06:30

Com o encerramento dos prazos de filiação, os quatro meses seguintes tornam-se determinantes para a formação das alianças eleitorais em Santa Catarina. Grande parte desse período será dedicada a diálogos, conjecturas e articulações. Já entre 20 de julho e 5 de agosto ocorre a fase das convenções, momento em que os acordos precisam ser oficializados.

Aquilo que antes se concentrava no planejamento das nominatas, especialmente voltado às chapas de pré-candidatos a deputado estadual e federal, passa agora a ganhar uma dimensão mais ampla. Isso se deve, sobretudo, à atenção direcionada às composições para o governo do Estado e o Senado.

Nos bastidores da política catarinense, já se comentam possíveis alterações em arranjos previamente estabelecidos. O governador Jorginho Mello, que tem sua chapa praticamente estruturada, costuma afirmar que ainda há um longo caminho até as convenções. De perfil otimista, ele acredita na possibilidade de atrair novas siglas para seu projeto. Mais do que isso, o recado que transmite é de que o cenário ainda não está completamente fechado, apesar das definições já encaminhadas em diversos pontos.

Esse clima também se reflete entre outras lideranças e grupos políticos. Enquanto alguns compartilham do mesmo otimismo do governador, outros permanecem atentos a eventuais perdas de espaço já negociadas. Até a realização das convenções, no entanto, nada está totalmente consolidado, como reforçam participantes das articulações para outubro.

A própria história recente da política em Santa Catarina confirma esse cenário. As alianças só se definem por completo após as reuniões partidárias e o registro oficial das candidaturas, cujo prazo final é 15 de agosto.