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Coluna de Segunda-feira

access_time18/12/2017 - 00:23

Ensaios do governo Moreira
Por todo Estado a imprensa está noticiando e especulando fatos relacionados a articulação para montagem do governo de Eduardo Moreira, considerando a data já em fevereiro, quando o governador Raimundo Colombo deve licenciar-se. No Sul nomes especulados são os de Acélio Casagrande para a pasta de Saúde e Olvacir Bez Fontana, em posição ainda não muito clara. Há setores que apostam ainda que o ex-prefeito de Turvo, Ronaldo Carlessi assuma a vaga de Luiz Fernando Cardoso, Vampiro, quando ele desincompatibilizar em abril para concorrer à reeleição.

Planejando
Em uma visita ao gabinete do deputado estadual Valdir Cobalchini, semana passada, Eduardo Moreira teria tratado de uma reunião que ocorre no dia 10 de janeiro, quando os peemedebistas participarão da discussão de composição da nova equipe.

Caneta na mão
Embora o assunto seja abortado cada vez que alguém tenta introduzi-lo em qualquer roda em que estiver Eduardo Moreira, a possibilidade dele ser o nome do PMDB à reeleição não é assunto fora de cogitação. Só não parece ser a hora de tratar do tema assim. Primeiro deixar inflar a proposta de substituição de Mauro Mariani por Udo Döhler, o que vem ocorrendo ao natural, para depois o atual vice-governador ser apresentado como “tercius”. Como ele terá a caneta na mão em 2018, esta possibilidade fica mais forte.

Alvo sempre
Em todas as suas falas, há muito tempo, Eduardo Moreira mirou – e mantém – o deputado Gelson Merísio seu alvo preferido. Desde a semana passada vem fazendo duras críticas a algumas manobras feitas na Assembleia Legislativa que implicam no que chama de “gessamento” do orçamento. Um destes casos são as emendas impositivas. Moreira deu poucas esperanças de que elas sejam atendidas.

Ficha suja
Alternativa especulada por alguns, o senador Dário Berger foi condenado na semana passada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, a devolver aos cofres públicos R$ 1,5 milhão, condenação de segunda instância, sob a alegação de gastos com publicidade buscando a autopromoção. A pena prevê ainda a perda dos direitos políticos por três anos, quer dizer, ficará fora das eleições de 2018. Cabe recurso ao Supremo Tribunal Federal.

Restará a Saúde
Uma vez no cargo de governador do Estado em 2018, dono da caneta, Eduardo Moreira terá que ser estratégico. Nesta semana em Criciúma ouviu ao pé do ouvido uma destas muitas sugestões. Ela veio do prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro. Entende que a infraestrutura está contemplada com as obras recentes e que nada pode ser lançado com efeito em curto prazo. A sugestão é que resolva as questões da saúde.

Eis o Paço
O prefeito de Criciúma apresenta à imprensa hoje às 16h as obras da reconstrução do Paço Municipal. Destruído por dois incêndios em 2015, a sede do Executivo será mesmo inaugurado no dia 6 de janeiro. A intenção de Clésio Salvaro é convencer a todos que será possível concluir a obra. Quem observa de fora tem a nítida impressão de que isso não será possível.

Hoje tem trabalho extra
Os vereadores de Criciúma há muito não tem mais o “famigerado” jeton pago em outras épocas pelas sessões extraordinárias. Assim, sem nenhum extra hoje eles terão uma pauta com cerca de 30 projetos, todos enviados pelo Executivo. Entre eles a matéria que permite o governo parcelar em 200 vezes a dívida que tem com o sistema de previdência dos servidores, tanto na parte patronal como dos próprios trabalhadores. Não deve haver mobilização contrária, nem tempo de articulação por parte dos que podem opor-se. Deixar a matéria para o “apagar das luzes” é óbvio uma estratégia do governo.

FOI-SE A reforma da previdência levou o governo do município de Criciúma a fazer profunda análise sobre o sistema de previdência próprio dos servidores. Morreu na “casaca” a ideia do prefeito de transferir todo efetivo para o sistema geral (INSS). Ele pensou nisso, mas foi desaconselhado.

OLHOS O Banco de Olhos de Criciúma será viabilizado a partir de um movimento conjunto de todos os municípios da região carbonífera, mas só se chegou a esta situação depois que o prefeito Clésio Salvaro ameaçou suspender o pagamento das mensalidades com a entidade Amrec.

DÚVIDAS Mesmo diante dos cálculos feitos “na ponta do lápis” e da formalidade adotada pela Amrec, semana passada, para anunciar a alternativa que viabiliza o Banco de Olhos em Criciúma, existem dúvidas sobre a execução do projeto. Há muito sempre que apresentam a solução a um problema, surge outro.

ALIVIADO O Secretário de Fazenda do município de Criciúma, Robson Gotuzzo era só alegria no fim de semana. A explicação é a decisão da Justiça que afastou a possibilidade dele ter sua prisão decretada a pedido do Sindicato dos Servidores Municipais.

MÃ FÉ Na peça jurídica despachada pelo juiz Pedro Aujor Furtado Júnior respondendo ação movida pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Criciúma, reclamando a queda na arrecadação das contribuições sindicais uma dura advertência. O magistrado enxergou má fé do sindicato que deixou de informar lei relevante ao processo.

PMDB .Depois que o PSD comandou o Executivo e o Legislativo por três anos – considere-se o alinhamento de Sílvio Dreveck a Gelson Merísio, em 2018 tudo muda. O PMDB não comandará apenas o Executivo com Eduardo Moreira, como assumirá a Assembleia Legislativa com Aldo Schneider (PMDB).

FRASE DO DIA
“Não adianta colocar emendas impositivas se não tem recurso para atender. Tem que ter responsabilidade na gestão pública.”
Eduardo Pinho Moreira, vice-governador ao comentar as dificuldades que vai encontrar para administrar o Estado no ano que vem.


Ambiente da política

 personJoão Paulo Messer
access_time18/09/2017 - 18:28

Com a estreia do novo portal da Rádio Eldorado se amplia a possibilidade de interagirmos no ambiente da política. Mais de uma vez ao dia, preferencialmente sempre que houver fato novo, e relevante, devo comparecer a este espaço para informar e comentar. O dinamismo da política tem sido algo espetacular. Num mesmo dia o fato pode ter mais de uma versão. A certeza de amanhã é a incerteza de hoje, mas pode voltar a ser incerteza depois de amanhã.
Não há surpresa nisso tudo, nem se trata de uma questão local ou pontual. A incerteza no cenário de política nasce com as dúvidas sobre qual regra vai valer para as eleições do ano que vem. A reforma eleitoral corre risco de não mudar nada. Reforma sem nenhuma reforma. Nem mesmo o indispensável fim das coligações e a razoável cláusula de barreira devem valer. Pelo menos é o que sinalizaram os trabalhos desta semana. Depois de amanhã a informação pode ser outra.
No Estado a curiosidade maior é sobre a força da proposta de Gelson Merísio (PSD), que nasceu sob a desconfiança de todos, mas que não diminui o ritmo e até já levou o PMDB a falar em abrir mão da coligação com o PSD de Raimundo Colombo. Os peemedebistas lançam olhares sobre o PSDB que jura ter a força que não se consegue enxergar, a de ter um candidato próprio a governador. Se é que alguém tem esta capacidade é o senador Paulo Bauer, que anda silencioso demais para que quer ser candidato.
No PMDB não há necessidade de definir muito cedo quem é o candidato. Afinal, sigla acredita tem força o suficiente para eleger “um poste”. Para o Senado já fez isso na eleição passada. Acho até que é melhor que o PMDB demore ao máximo para definir o nome, pois quem sabe o “tercius” deste cenário seja o atual vice-governador Eduardo Pinho Moreira. Isso seria bom demais para o Sul.
O PPAMIN é outra sigla que ensaia candidatura própria. O PP que um dia tentou não ser PPAMIN morreu na praia pisoteado por raposas tão hábeis quanto o próprio líder progressista Esperidião Amin, que é o único com capacidade de dizer para e como o partido deve ir. Os outros da sigla, aqueles que tentam dar vida própria ao PP sem Amin não tem capacidade de respirar sem o principal aparelho progressista, o brilho da mente de Amin.
E vai ser por ai que nos vamos nos cruzar daqui por diante, aqui no blog do novo portal da Rádio Eldorado.