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Criciúma recebe Conferência Regional de Vereadores Mirins

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Evento é organizado pela Câmara de Vereadores do município

Coluna de Terça-feira

access_time04/12/2017 - 21:08

Revelação à castelhana
Foi o governador da província de Missiones na Argentina, Hugo Passalacqua quem pode ter ouvido a pista que é resposta mais perseguida no ambiente político de Santa Catarina. Se ele ouviu é lógico que ele a pulverizou nos ambientes que percorreu após se encontra com o governador Raimundo Colombo, ontem pela manhã. O argentino veio para assinar um acordo de cooperação que permitirá Santa Catarina usar policiais argentinos para atuarem na Operação Veraneio. É óbvio que o governante argentino quer aumentara proteção aos seus compatriotas. Mas o que interessa ao ambiente político é que Colombo e Passalacqua marcaram data para a visita de retribuição de Colombo. Será em março, a pedido do governador catarinense que teria feito a ressalva que depois de março ele não estará mais governador. Quer dizer, se marcou para março é porque pretende ficar até lá?

Invasão
O governo argentino estima que em 2018 cerca de 1,5 milhão de seu povo virá passar a temporada de verão no litoral catarinense. Isso significa o dobro do ano passado. Numa atitude que chamou a atenção das autoridades brasileiras, os governantes do país vizinho estão preocupados com os cidadãos daquela nação aqui no Brasil.

Afinação
Reunião de representantes da cúpula dos diretórios estaduais do PMDB nos três Estados do Sul, ontem em Florianópolis, busca afinar o discurso. Uníssonos rompem com a cúpula nacional atual propondo renovação já, ou seja, renúncia dos atuais dirigentes. O ensaio visa à convenção nacional que ocorre dia 19 em Brasília. Amanhã haverá um segundo ensaio de afinação, desta vez em Brasília.

Voz do povo
Nas falas os peemedebistas dizem sem meias palavras que os atuais dirigentes nacionais do PMDB não tem “moral” para propor qualquer mudança. Entre as mudanças propostas está a transformação da sigla de PMDB em MDB, voltando às origens. Entre outras alterações existem as que diminuem o peso da participação de núcleos distantes, ou seja, há previsão de concentração de poder.

Para 2018
Depois das incursões feitas em todas as regiões do Estado, finalizando em Criciúma, há duas semanas, o PMDB de Santa Catarina fechou ontem as reuniões regionais de 2017 e estabeleceu para fevereiro de 2018 a volta das reuniões, já com a elaboração de um pré-programa de governo a partir do que teria sido colhido nas reuniões regionais recentes. Mauro Mariani é quem está capitaneando.

Afinados
O peemedebista Armando Tinto Biff vem rasgando elogios ao prefeito Noi Coral (PP), que levada em conta a história do município de Morro da Fumaça, poderia ser considerado o maior rival político. Tinto diz que não é o partido que o deixa cego em não enxergar o governo que vem sendo feito prefeito. Ontem Tinto entregou recurso liberado pelo vice-governador Eduardo Moreira para pavimentação no município.

Trabalhista
O Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina fez um levantamento sobre as ações ajuizadas nos primeiros dias de novembro e constatou que elas cresceram 133 por cento em comparação com a média do mesmo período dos anos anteriores. Observe-se que logo após a vigência da nova legislação trabalhista o número caiu, mas a alta na véspera é considerada um reflexo da insegurança dos trabalhadores. O órgão suspeita que ao invés de diminuir, o número de ações deve crescer.

Amin bate e Ponticelli reage
O deputado estadual João Amin (PP) vem sendo criticado por correligionários de “pisar no próprio rabo” ao lançar críticas sobre como o partido foi conduzido em 2014, quando o presidente era o atual prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli. A crítica foi feita na última sexta-feira, quando Amin concedeu entrevista na rádio Eldorado e disse que naquele ano (2014) o PP só tinha um plano e que este era “personalista”. A resposta de Ponticelli veio como leitor da coluna, ontem, reagindo indignado. Ocorre que a família Amin enfrenta críticas, justo por ser considerada personalista na condução do partido.

VOLUNTARIADO Hoje é o dia do voluntariado. Amanhã a Câmara de Vereadores de Criciúma fará sessão solene de homenagem à equipe Multi Institucional, que melhor simboliza o ato voluntário na região sul do Estado.

PROMESSA Deputados estaduais preocupados com o “tal” orçamento impositivo, cuja destinação das verbas vai acontecer nesta semana. Diz a regra que uma vez aprovada a destinação, o Governo é “obrigado” pagar até o dia 31 de dezembro do ano. Ocorre que 2018 é ano eleitoral e com ele várias restrições.

O RISCO O medo dos deputados é aprovar a destinação da verba, anunciar às entidades beneficiadas e na hora “H” o Governo não paga alegando restrições legais. Se isso ocorrer o deputado gera a expectativa e pode não vê-la cumprida. Em ano eleitoral isso é ainda mais prejudicial.

FORA DE CASA Um casal criciumense que viajou para um evento religioso em Brasília, mas sofre u atropelamento segue na capital federal sem ter dinheiro para retornar à Criciúma. Ela não pode andar. A primeira tentativa para obter ajuda do Estado foi frustrada. Querem pelo menos uma carona em algum avião do Governo do Estado que vai com frequência à Brasília.

SILÊNCIO Na capital causa inquietação o silêncio do prefeito Gean Loureiro (PMDB) em relação a herança deixada pelo seu antecessor César Souza Júnior (PSD). O município segue sem certidões negativas. Para ter ideia do estrago deixado, as contas de César Souza Júnior foram rejeitadas.

FERIADO O Diário de Notícias e consequentemente a coluna circulou normalmente ontem, apesar do feriado em Criciúma, Forquilhinha, Lauro Müller, Treviso e Siderópolis.

FRASE DO DIA
“Ele não tem condições morais políticas para dizer isso, porque em se falando de projeto pessoal ele (João Amin) e sua família são entendem bem, pois já perderam quatro eleições: o pai duas e a mãe duas. Isso sem contar para a prefeitura de Florianópolis. Eu ganhei uma de vereador, quatro de deputado e uma de prefeito, em que entrei com seis por cento enquanto o adversário tinha 48.”
Joares Ponticelli, prefeito de Tubarão mostrando-se incomodado com a crítica que recebeu do deputado estadual João Amin, durante entrevista na rádio Eldorado semana passada.


Ambiente da política

 personJoão Paulo Messer
access_time18/09/2017 - 18:28

Com a estreia do novo portal da Rádio Eldorado se amplia a possibilidade de interagirmos no ambiente da política. Mais de uma vez ao dia, preferencialmente sempre que houver fato novo, e relevante, devo comparecer a este espaço para informar e comentar. O dinamismo da política tem sido algo espetacular. Num mesmo dia o fato pode ter mais de uma versão. A certeza de amanhã é a incerteza de hoje, mas pode voltar a ser incerteza depois de amanhã.
Não há surpresa nisso tudo, nem se trata de uma questão local ou pontual. A incerteza no cenário de política nasce com as dúvidas sobre qual regra vai valer para as eleições do ano que vem. A reforma eleitoral corre risco de não mudar nada. Reforma sem nenhuma reforma. Nem mesmo o indispensável fim das coligações e a razoável cláusula de barreira devem valer. Pelo menos é o que sinalizaram os trabalhos desta semana. Depois de amanhã a informação pode ser outra.
No Estado a curiosidade maior é sobre a força da proposta de Gelson Merísio (PSD), que nasceu sob a desconfiança de todos, mas que não diminui o ritmo e até já levou o PMDB a falar em abrir mão da coligação com o PSD de Raimundo Colombo. Os peemedebistas lançam olhares sobre o PSDB que jura ter a força que não se consegue enxergar, a de ter um candidato próprio a governador. Se é que alguém tem esta capacidade é o senador Paulo Bauer, que anda silencioso demais para que quer ser candidato.
No PMDB não há necessidade de definir muito cedo quem é o candidato. Afinal, sigla acredita tem força o suficiente para eleger “um poste”. Para o Senado já fez isso na eleição passada. Acho até que é melhor que o PMDB demore ao máximo para definir o nome, pois quem sabe o “tercius” deste cenário seja o atual vice-governador Eduardo Pinho Moreira. Isso seria bom demais para o Sul.
O PPAMIN é outra sigla que ensaia candidatura própria. O PP que um dia tentou não ser PPAMIN morreu na praia pisoteado por raposas tão hábeis quanto o próprio líder progressista Esperidião Amin, que é o único com capacidade de dizer para e como o partido deve ir. Os outros da sigla, aqueles que tentam dar vida própria ao PP sem Amin não tem capacidade de respirar sem o principal aparelho progressista, o brilho da mente de Amin.
E vai ser por ai que nos vamos nos cruzar daqui por diante, aqui no blog do novo portal da Rádio Eldorado.