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Morro da Fumaça inicia força-tarefa para onda de frio

commentJornalismo access_time23/06/2026 19:00

Atendimento tem apoio da Assistência Social e da Defesa Civil

Arena Eldorado LayBack transmite segundo jogo do Brasil na Copa do Mundo 2026

commentEsporte access_time17/06/2026 17:35

Espaço volta a receber os torcedores para mais uma grande festa nesta sexta-feira (19)

Criciúma recebe Conferência Regional de Vereadores Mirins

commentCriciúma EC access_time23/06/2026 17:15

Evento é organizado pela Câmara de Vereadores do município

Coluna de Quinta-feira

access_time29/11/2017 - 23:23

A grande Grande Santa Luzia
A região central da Santa Luzia é hoje a que tem a maior concentração comercial entre todas as grandes regiões de Criciúma. Impressionante o que se viu ontem pela manhã na inauguração de um supermercado naquele bairro. Aos olhos dos observadores mais atentos a concentração comercial e de prestação de serviços da área central da Grande Santa Luzia se constitui num nicho interessante à exploração de toda ordem. A concentração do PIB supera o que chamamos de centro da Próspera, do Rio Maina e da Quarta Linha. Esta percepção já existe no ambiente político. Apesar da forte representatividade política, entretanto, aquela região sofre com a ausência de alguns serviços. Mas a grande reivindicação é a revitalização da avenida Universitária.

Ausência
Pela manhã o prefeito Clésio Salvaro foi criticado por moradores da região da Grande Santa Luzia, por não ter comparecido à solenidade de inauguração do Supermercado Castagneti. Informou que teve problemas de agenda e questões urgentes, que o impediram de chegar a tempo. Fez questão de corrigir parcialmente o erro indo à tarde para visitar o empreendimento.

Ponte firme
Os responsáveis pela construção da ponte Dei Morosi (Ponte dos Namorados), no centro de Nova Veneza, foram à Câmara de Vereadores responder questionamentos dos vereadores. Do que se ouviu dos contratados não há nenhum risco. A ponte é considerada segura e concluída, apesar do flagrante de alguns reparos, que são considerados de manutenção. Mais parece uma destas discussões provincianas e políticas do que qualquer outra coisa.

R$ 634 milhões
Contrariando especulações de que o Fundam II pode não acontecer, o governador Raimundo Colombo voltou a insistir que está tudo certo no BNDES e que ainda hoje nesta semana a equipe “afina” os detalhes. Disse isso anunciando que o valor será de R$ 634 milhões, um pouco menos do que chegou a ser especulado.

Na Saúde
O Governo do Estado deve anunciar no início da semana que vem a data de pagamento da segunda parcela do 13º salário e da folha de dezembro. A revelação foi feita pelo governador Raimundo Colombo durante um evento na capital nesta terça-feira. Confirmou que depois de ajustadas todas as contas “todo restante será destinado à Saúde”. O excedente deve ajudar a diminuir o rombo na área.

CriciumaPrev
Não é admitido, ainda, na prefeitura, mas o governo deve enviar à Câmara de Vereadores de Criciúma um projeto, possivelmente nos últimos dias do ano – convocação extraordinária – para parcelar o débito do município com o sistema de previdência dos servidores municipais. A prática é quase rotineira.

Tira sono
O sistema previdenciário do município de Criciúma também depende da aprovação da reforma da previdência para planejar o futuro. Existem opiniões divergentes, mas não faltam alertas de quem está no governo que se não houver alguma intervenção no sistema em breve a balança do arrecadado e o pago ficará desiquilibrada. Nem com tortura o governo admite, mas a informação que a coluna obteve é que houve estudo para acabar com o regime próprio. Não aconteceu porque é inviável.

Nervo exposto em Içara
O prefeito Murialdo Gastaldon e o vice Sandro Giassi reelegeram-se com facilidade não só pelo caminho que pavimentaram no primeiro governo, mas também porque a oposição era frágil. Deram-se ao luxo de excluir com sutileza alguns que eram considerados da “velha república içarense” e que eram do partido. Gente que mal era avisada, nem sempre convidada para ir à reuniões da campanha. Venceram fácil porque não tinham desgaste. Nos últimos dias esta imagem vem sofrendo alteração. Na última terça-feira, por ocasião de um evento de auditório lotado na sede da Cooper Aliança, o vice-prefeito Sandro e o secretário Arnaldo Lodetti Júnior, tiveram que ouvir ironias, com gritos como “olha a Polícia Federal”. O prefeito Murialdo não foi à reunião.

APARECEU Um grupo sem vínculo partidário, formado em Içara, se apresentou como porta-voz das principais reivindicações da comunidade de Içara. Tem ganhado espaço inclusive em reuniões e sessões da Câmara de Vereadores. Começa a fazer “barulho”.

DESAPARECE Normalmente os políticos apostam que grupos de oposição como o que surgiu agora em Içara, são logo absorvidos por outros movimentos politicamente identificados com alguma sigla e por isso desaparecem, por vezes tão rápido quanto surgiram. Exemplo disso é “A Revolta da Polenta”, de Nova Veneza.

VERMELHO Chamou muita atenção o cuidado que os marqueteiros do PMDB tiveram na elaboração do programa de televisão exibido em rede obrigatória, terça-feira à noite. Tiraram a cor vermelha inclusive do logotipo do partido. Usaram o vermelho para mostrar números negativos. De forma subliminar colaram o vermelho no PT.

FALTOU A entrevista coletiva da Polícia Federal, sobre a Operação República Velha, pouco ou quase nada revelou sobre a origem das investigações que desencadearam o trabalho. Depois dela, porém, a imprensa da capital obteve informações relevantes como o nome do personagem que foi o “fio da meada” da investigação.

PATROLA A oposição de Içara bem que tentou tirar “uma lasca” da operação policial que pegou o “homem forte” do governo municipal, Arnaldo Lodetti Júnior. Como o governo tem 12 de 15 vereadores, não foi difícil para os governistas abafarem o alarde.

IMAGENS A Polícia Civil já tem a identidade da pessoa que divulgou nas redes sociais imagens dos corpos dos jovens mortos em acidente de trânsito. Os familiares confirmaram que ficaram sabendo da morte dos seus entes queridos ao abrir o vídeo.

ANGÉLICA A eleição para a Associação de Moradores do Bairro Jardim Angélica vai acontece no dia 16 de dezembro, entre 8h e 11h30min, no salão de festas do bairro. A inscrição de chapas ocorre até cinco dias antes.

FRASE DO DIA
“Não seríamos irresponsáveis a ponto de entregar um projeto que não garantisse toda segurança às pessoas.”
Danilo Bratti, engenheiro responsável pela obra da Ponte dos Namorados em Nova Veneza, durante questionamento na Câmara de Vereadores.


Editorial - Prazo fechado, jogo aberto

 personJoão Paulo Messer
access_time07/04/2026 - 06:30

Com o encerramento dos prazos de filiação, os quatro meses seguintes tornam-se determinantes para a formação das alianças eleitorais em Santa Catarina. Grande parte desse período será dedicada a diálogos, conjecturas e articulações. Já entre 20 de julho e 5 de agosto ocorre a fase das convenções, momento em que os acordos precisam ser oficializados.

Aquilo que antes se concentrava no planejamento das nominatas, especialmente voltado às chapas de pré-candidatos a deputado estadual e federal, passa agora a ganhar uma dimensão mais ampla. Isso se deve, sobretudo, à atenção direcionada às composições para o governo do Estado e o Senado.

Nos bastidores da política catarinense, já se comentam possíveis alterações em arranjos previamente estabelecidos. O governador Jorginho Mello, que tem sua chapa praticamente estruturada, costuma afirmar que ainda há um longo caminho até as convenções. De perfil otimista, ele acredita na possibilidade de atrair novas siglas para seu projeto. Mais do que isso, o recado que transmite é de que o cenário ainda não está completamente fechado, apesar das definições já encaminhadas em diversos pontos.

Esse clima também se reflete entre outras lideranças e grupos políticos. Enquanto alguns compartilham do mesmo otimismo do governador, outros permanecem atentos a eventuais perdas de espaço já negociadas. Até a realização das convenções, no entanto, nada está totalmente consolidado, como reforçam participantes das articulações para outubro.

A própria história recente da política em Santa Catarina confirma esse cenário. As alianças só se definem por completo após as reuniões partidárias e o registro oficial das candidaturas, cujo prazo final é 15 de agosto.

Um evento que merece atenção

 personJoão Paulo Messer
access_time31/03/2026 - 06:30

Criciúma realiza hoje o Futuro em Rota. Trata-se de uma iniciativa do setor de logística e inspiração de uma liderança focada no coletivo. Discutir a logística nos dias atuais é o que se pode chamar de prioridade das prioridades.

Embora idealizado bem antes de conhecermos o cenário atual, o debate sobre um dos setores estratégicos do desenvolvimento e da economia local parece contemplado, embora ninguém desejaria isso, com um quadro econômico e pontual na logística dos mais críticos já experimentados. Portanto, discutir logística no cenário atual não se trata de oportunidade, mas de um privilégio ou reação propositiva.

Somar entendimentos diversos, trocar experiências, juntar esforços é garantir motivação e animação. Por isso, Criciúma é conhecida como uma cidade capaz de igualar-se aos grandes centros ao provocar debates e oportunidades como o que está acontecendo hoje.

Nós, da Rádio Eldorado, ligados aos mais diversos segmentos do desenvolvimento, em especial da região Sul de Santa Catarina, sentimos-nos na obrigação de difundir a toda a nossa audiência o que hoje vai se discutir na área de logística. Entender empreendedores que conectam diversos segmentos da economia, mostrar como eles fazem e o que pensam é uma verdadeira atração da nossa programação hoje.

O Futuro em Rota, evento que acontece no final da tarde e noite de hoje na sede da SC, é aberto a todos, mas principalmente levado à nossa audiência como um presente a quem quer conhecer melhor como está e como vive a logística sul-catarinense hoje. Fora isso, a organização do evento merece aplausos por proporcionar este debate.

Até logo mais à noite, quando estaremos trazendo aqui à nossa audiência o Futuro em Rota, que merece hoje toda a nossa dedicação. Embarquemos no debate sobre a logística de hoje e de amanhã.

Editorial - Candidatos tem até sábado para definir os seus partidos

 personJoão Paulo Messer
access_time30/03/2026 - 06:30

Chegamos a uma semana decisiva no calendário eleitoral de 2026. Restam horas para que candidatos definam os seus partidos. O prazo termina dia quatro, sábado. Em outros tempos, mudança de partido era algo extremamente delicado. A fidelidade era uma questão de honestidade ou até de moralidade pública. Mudar de partido era como alterar os seus princípios.

Os tempos são muito diferentes e, nos atuais, a filiação partidária é um mero adereço à campanha eleitoral. Isto é, se for visto pelo eleitor. Sabe-se que, para os candidatos, isso é uma questão matemática. Questão de viabilidade eleitoral. Não se faz mais campanha eleitoral, nem se lança candidatura, sem fazer criteriosos cálculos matemáticos para se entender as reais chances de chegar lá.

Chegamos a um cenário e a um tempo em que escolher o abrigo de uma determinada sigla é mais importante do que o plano de campanha. E não se trata apenas de dizer com quem estará o candidato, pois, às vezes, a companhia influencia menos do que a viabilidade eleitoral. Temos uma semana para candidatos olharem a lista de quem concorre a este pleito e, depois, fincarem bandeira partidária.

Óbvio, falo aqui de uma regra, embora sempre haja exceções. Há os que já tenham feito este cálculo há muito mais tempo ou que sejam hoje donos absolutos de um colegiado eleitoral que os garanta, seja qual for a sigla em que estiverem. Mas esses casos são raros.

Há poucos dias, tivemos algumas trocas de partido, e o maior exemplo para nós, do sul do estado, é a deputada Geovânia de Sá, que saiu do PSDB, migrando para o Republicanos. Fez isso por uma questão matemática. Assim como ela, líderes fortes que migram condicionam ao seu novo partido critérios que os favoreçam, como Geovânia de Sá, que mapeou o estado assegurando reserva de área para buscar os votos republicanos. Assim, no partido Republicanos, que na urna leva o número 10, ela terá o Sul todo para ela como candidata à deputada federal.

Então, lembremo-nos de que termina dia quatro, próximo sábado, o prazo da janela partidária. Por isso, esta é uma semana que promete alguns movimentos que ainda precisam ser feitos. Uma semana em que se diz: a campanha eleitoral, para muitos, já começou.

EDITORIAL – Uma leitura da cena ridícula no Congresso Nacional

 personJoão Paulo Messer
access_time27/03/2026 - 06:45

As cenas de ontem mostram que não existe a menor intenção de justiça, mas a proteção dos seus e a condenação dos adversários, que, neste cenário, se tornam inimigos. Parlamentares que conseguem ser, ao protestar, ainda mais ridículos, pequenos e inservíveis à nação que precisa de equilíbrio.

Os pulinhos, socos no ar e sorrisos debochados preencheram os telejornais ontem. O pior é que os que assistiram à briguinha de palhaços investidos de autoridade revelam-se fantoches de alas radicais.

Nem a decisão de convocar e vasculhar a vida do filho do presidente da República, suspeito de fazer parte de um esquema nojento, ganhou mais espaço do que a briguinha e os pulinhos ridículos dos parlamentares que não foram para o confronto. Quer dizer, os que não são protagonistas ridículos são figurantes igualmente ridículos.

O Brasil não merece. Ou será que merece o que se viu ontem? Não sei. Só sei que ontem foi apenas mais um capítulo da vergonha nacional.

Radicalismo, insanidade e pobreza do Poder Legislativo apenas se comparam aos já falidos demais Poderes. Uma limpa neste Congresso seria uma boa alternativa, mas sabemos que não vai acontecer. Os ridículos, quanto mais ridículos, por certo serão reconduzidos. Afinal, estão lá porque pagar de ridículo neste país virou credencial para o acesso ao Poder. Que vergonha.

Editorial: Líderes de verdade estão preparados para ouvir o contraditório

 personJoão Paulo Messer
access_time26/03/2026 - 06:30

O papel da mídia é uma espécie de porta-voz da comunidade. Reage como eco à reação da sua audiência quando falamos de rádio, por exemplo. A posição de quem faz a comunicação social, seja em qual campo for, é a da reação que ecoa da sociedade.

Não é em vão que os veículos de comunicação sérios e consolidados, e nós pensamos sê-lo, gozam do conceito de quarto poder. É verdade que os poderes no Brasil estão apodrecidos e entregues a interesses. Mas eu considero que seguimos imunes a essa pecha ou rótulo.

Digo isso com a lembrança de que líderes e homens públicos ocupam posições naturalmente expostas ao olhar coletivo e, por isso, precisam estar preparados para conviver com críticas.

A crítica é parte inerente da democracia e do ambiente competitivo, sendo instrumento de controle, ajuste e evolução. Quem exerce liderança sem disposição para ouvir o contraditório tende a se isolar e tomar decisões menos eficazes. Comumente os rotulamos de ditadores, mesmo que não seja o melhor meio de descrevê-los.

Adversários e concorrentes existem para questionar, tensionar e oferecer visões alternativas, o que fortalece o debate público. Nesse contexto, maturidade emocional é requisito indispensável para quem deseja conduzir pessoas e projetos. Reagir impulsivamente a ataques ou discordâncias pode ampliar conflitos e fragilizar a imagem do líder.

Por outro lado, saber filtrar críticas construtivas das meramente oportunistas é uma habilidade estratégica. Líderes preparados utilizam o questionamento como ferramenta de aperfeiçoamento contínuo. Eles entendem que nem toda crítica é injusta e que reconhecer falhas demonstra grandeza e responsabilidade.

A escuta ativa permite compreender demandas reais da sociedade e ajustar rotas quando necessário. Além disso, transparência e coerência são fundamentais para reduzir ruídos e desconfianças. Ao comunicar decisões com clareza, o líder diminui espaços para interpretações distorcidas. Também é essencial manter postura ética e respeitosa, mesmo diante de ataques pessoais.

A serenidade diante da pressão transmite segurança e fortalece a credibilidade. Construir pontes, em vez de ampliar divisões, é sinal de inteligência política e institucional. Outro ponto importante é cercar-se de equipes qualificadas e diversas, que tragam diferentes perspectivas. Isso amplia a capacidade de análise e reduz decisões baseadas em impulsos individuais.

A liderança eficaz não busca unanimidade, mas sim legitimidade e confiança. Conviver com críticas é, portanto, parte do exercício responsável do poder. E saber transformá-las em aprendizado é o que distingue líderes comuns de líderes verdadeiramente preparados.

Editorial: A corrupção não nasce na política

 personJoão Paulo Messer
access_time23/03/2026 - 06:30

E segue a ameaça de falta de combustíveis. O que não é ameaça, mas sim fato, é que o preço dos combustíveis já extrapolou o teto. E sempre sob o argumento de que vai faltar, de que não tem e outras tantas razões.

Mas qual é a leitura que nós temos sobre isso?

Só vou fazer uma provocação. Você não acha que nós estamos vivendo tempos em que a pressa virou regra e não nos aprofundamos sobre nada?

Nem pensamos sobre o que acontece à nossa volta. Só aceitamos o que vem embalado no noticiário ou, pior, nas redes sociais?

Observamos os fatos pela superfície, reagimos rápido, julgamos mais rápido ainda. Mas será que estamos realmente entendendo o que acontece ao nosso redor?

Tomemos como exemplo a recente tensão entre Estados Unidos e Irã. Mal se anunciou o início do conflito, e o Brasil já sentiu seus efeitos. A ameaça de falta de combustível surgiu quase que instantaneamente. E, junto dela, o aumento nos preços, como um reflexo automático.

Mas aqui cabe uma pergunta que não pode ser ignorada: houve tempo real para que essa escassez fosse, de fato, provocada? Navios deixaram de cruzar oceanos em questão de horas? O petróleo deixou de existir de um dia para o outro? Ou será que, mais uma vez, assistimos ao velho roteiro do oportunismo? Um roteiro em que a desgraça alheia vira margem de lucro. Em que o medo coletivo é transformado em estratégia de mercado.

É cômodo culpar governos, apontar dedos para quem está no poder. Mas nem sempre o problema nasce ali. Muitas vezes, ele brota no terreno fértil da especulação. E isso nos leva a uma reflexão ainda mais incômoda.

Se essas práticas são comuns no nosso cotidiano, por que nos surpreendemos quando aparecem na política?

A verdade é dura, mas precisa ser dita: o Congresso, o Executivo e o Judiciário não surgem do nada. Eles são reflexo direto da sociedade que os elege.

Se toleramos pequenas vantagens no dia a dia, se normalizamos o “jeitinho” e o ganho fácil, acabamos legitimando comportamentos maiores e mais graves.

Não se constrói uma sociedade ética apenas cobrando de cima. É preciso começar de baixo, nos pequenos núcleos, nas atitudes diárias.

Que esta reflexão nos acompanhe. Que a gente aprenda a olhar além da superfície. E que a nossa semana seja, acima de tudo, consciente e produtiva.

O caminho de governador passa pelo prefeito

 personJoão Paulo Messer
access_time20/03/2026 - 10:35

Enquanto a legislação eleitoral permitir a reeleição, o governante de plantão terá sempre vantagem no processo eleitoral. Temos, em Santa Catarina, um exemplo claro de como funciona este movimento. O governador Jorginho Mello, que nunca perdeu uma eleição, por isso hábil agente político, constrói, desde o primeiro dia de governo, a sua reeleição. E não há nada de errado nisso. Pelo contrário, trata-se de uma questão de inteligência. Afinal, ocupa o cargo com a habilidade para manter-se nele.

Lembramos que um dos primeiros atos de Jorginho, quando assumiu o governo de Santa Catarina, foi percorrer uma a uma das regionais para conversar, de um a um, com os prefeitos. Independentemente de sigla partidária, ouviu as prioridades e prometeu atendê-las. Em alguns casos, pediram menos do que ele ofereceu.

Lembramos também que, no meio do seu mandato, quando foram eleitos os novos prefeitos, Jorginho foi a campo de novo para conversar individualmente com os prefeitos. Tomamos por exemplo Criciúma, onde, durante a eleição, ele teve sério embate com o ex-prefeito Clésio Salvaro. Já com Vaguinho estabeleceu relação estreita, pois Vaguinho precisa do Governo do Estado para governar. E assim Jorginho fez em todos os municípios catarinenses. Ganha, por isso, a característica de prefeito municipalista.

Conversei hoje com o prefeito de Turvo, Heriberto Schmidt, que me confirmou ser admirador de Jorginho Mello e mantém esta posição, independentemente do posicionamento que o seu partido, o MDB, tomar.

E assim, por toda Santa Catarina, prefeitos declararam a sua simpatia ao governador, o que, na verdade, é apenas a retribuição aos recursos destinados por Jorginho. A partir de agora, o governador deve administrar a forma de repassar este dinheiro para manter a fidelidade dos prefeitos.

Lembramos também que, no início desta semana, os prefeitos do Partido Progressista foram até Jorginho dizer que o apoio virá, embora o seu partido não tenha decidido isso ainda.

Quer dizer, mais do que ser um governador municipalista, Jorginho é um hábil construtor da sua reeleição, contando com a aposta em 295 prefeitos. Não se sabe quantos estarão, mas a estratégia é essa.

O caminho de governador passa pelo prefeito

 personJoão Paulo Messer
access_time20/03/2026 - 10:35

Enquanto a legislação eleitoral permitir a reeleição, o governante de plantão terá sempre vantagem no processo eleitoral. Temos, em Santa Catarina, um exemplo claro de como funciona este movimento. O governador Jorginho Mello, que nunca perdeu uma eleição, por isso hábil agente político, constrói, desde o primeiro dia de governo, a sua reeleição. E não há nada de errado nisso. Pelo contrário, trata-se de uma questão de inteligência. Afinal, ocupa o cargo com a habilidade para manter-se nele.

Lembramos que um dos primeiros atos de Jorginho, quando assumiu o governo de Santa Catarina, foi percorrer uma a uma das regionais para conversar, de um a um, com os prefeitos. Independentemente de sigla partidária, ouviu as prioridades e prometeu atendê-las. Em alguns casos, pediram menos do que ele ofereceu.

Lembramos também que, no meio do seu mandato, quando foram eleitos os novos prefeitos, Jorginho foi a campo de novo para conversar individualmente com os prefeitos. Tomamos por exemplo Criciúma, onde, durante a eleição, ele teve sério embate com o ex-prefeito Clésio Salvaro. Já com Vaguinho estabeleceu relação estreita, pois Vaguinho precisa do Governo do Estado para governar. E assim Jorginho fez em todos os municípios catarinenses. Ganha, por isso, a característica de prefeito municipalista.

Conversei hoje com o prefeito de Turvo, Heriberto Schmidt, que me confirmou ser admirador de Jorginho Mello e mantém esta posição, independentemente do posicionamento que o seu partido, o MDB, tomar.

E assim, por toda Santa Catarina, prefeitos declararam a sua simpatia ao governador, o que, na verdade, é apenas a retribuição aos recursos destinados por Jorginho. A partir de agora, o governador deve administrar a forma de repassar este dinheiro para manter a fidelidade dos prefeitos.

Lembramos também que, no início desta semana, os prefeitos do Partido Progressista foram até Jorginho dizer que o apoio virá, embora o seu partido não tenha decidido isso ainda.

Quer dizer, mais do que ser um governador municipalista, Jorginho é um hábil construtor da sua reeleição, contando com a aposta em 295 prefeitos. Não se sabe quantos estarão, mas a estratégia é essa.

EDITORIAL – Governo se vê obrigado a vetar incentivos e serviços de saúde ao cidadão

 personJoão Paulo Messer
access_time10/03/2026 - 06:30

Só nestes últimos dias vimos o Governo do Estado reagir de forma contrária a duas propostas que trariam ao cidadão vantagens não só financeiras. No entanto, o foco aqui é observar o aspecto financeiro desse movimento. No primeiro caso, o governador vetou o desconto no IPVA dos veículos cujos proprietários são enquadrados como bons motoristas, isto é, motoristas sem infração de trânsito.

Isso também pode ser interpretado da seguinte forma: o motorista que não paga multa aos cofres públicos não teria por que ser beneficiado. Quem não pode ser prejudicado por isso é o caixa do governo.

No outro caso, a proposta sequer foi aprovada na Assembleia Legislativa, e a base do governo está orientada a trabalhar contra. Trata-se da intenção de um deputado que propõe a distribuição gratuita, na rede pública de saúde, o SUS, para pacientes que se enquadram na necessidade de tomar a tirzepatida, conhecida comercialmente como Mounjaro.

Nos dois casos, a alegação é a mesma: custo. O incentivo econômico aos bons motoristas faria cair a arrecadação, comprometendo o caixa do Estado. Isso fura a previsão de arrecadação, pois o IPVA é uma fonte importante de receitas.

No caso do Mounjaro gratuito à população, o próprio governo federal já disse que é impraticável pelo alto custo. Aliás, nesse caso vemos o governo do Estado concordando com os argumentos do governo federal. Quer dizer, quando a razão é a diminuição do volume arrecadado, fica impraticável trazer qualquer tipo de incentivo ao bom motorista ou oferecer cuidado à saúde do diabético.

O sistema está estrangulado e o caixa mal cobre os seus custos, gerando déficit histórico. Enquanto nós formos obrigados a trabalhar para sustentar a máquina pública, que consome grande parte dos nossos impostos apenas para pagar salários, não podemos sonhar com infraestrutura viária ou com a saúde preconizada na Constituição como direito absoluto de todos.

Esses dois exemplos são a demonstração de que não se pode sonhar com diminuição na carga tributária. São exemplos clássicos que mostram como o governo, por melhor que seja a intenção de algum agente, não tem para onde correr senão na direção do nosso bolso, do nosso suor e da nossa contribuição.

EDITORIAL - Os tempos são mais do que de homenagem às mulheres

 personJoão Paulo Messer
access_time09/03/2026 - 06:20

O Dia Internacional da Mulher, celebrado ontem, merece, sim, que lembremos que é sempre uma data de reflexão. Mais do que homenagens, flores ou mensagens nas redes sociais, ele deve servir para lembrar que a luta das mulheres por direitos, respeito e igualdade ainda está longe de terminar.

É verdade que, ao longo das últimas décadas, muitas conquistas foram alcançadas. As mulheres ampliaram sua presença no mercado de trabalho, na política, nas universidades e em espaços de decisão que, historicamente, lhes foram negados. São avanços importantes, que merecem ser reconhecidos.

Mas é impossível ignorar que, paralelamente a essas vitórias, persistem problemas graves. A violência contra a mulher continua sendo uma realidade cotidiana. Agressões físicas, psicológicas, morais e até econômicas ainda fazem parte da vida de milhares de brasileiras.

Os números mostram que o problema está longe de ser resolvido. Ontem mesmo, o delegado Márcio Campos Neves estava de plantão e escreveu nas redes sociais que, só pela manhã, atendeu a dois casos de violência contra a mulher em Criciúma.

Casos de feminicídio, denúncias de violência doméstica e episódios de assédio continuam surgindo com frequência alarmante. Isso revela que leis importantes, como as que protegem as mulheres, são fundamentais, mas, sozinhas, não são suficientes. O desafio maior está na mudança de cultura.

E não se trata de simples condenação da sociedade por esses absurdos. Temos que lembrar que a nossa cultura ainda carrega desigualdades entre homens e mulheres. Durante muito tempo, a sociedade naturalizou desigualdades e relações de poder que colocaram as mulheres em posição de inferioridade. Romper com esse padrão exige educação, conscientização e debate permanente.

É justamente por isso que datas como o Dia da Mulher não podem ser tratadas apenas como uma celebração simbólica. Precisam ser um chamado à responsabilidade coletiva. O respeito às mulheres deve ser uma prática diária: dentro de casa, nas escolas, no trabalho e nas instituições.

Ainda há desigualdade salarial, sub-representação política e muitas barreiras invisíveis que dificultam o pleno exercício dos direitos femininos. Ignorar essas questões é fechar os olhos para uma realidade que ainda exige transformação.

Portanto, mais do que comemorar conquistas, é preciso reafirmar compromissos.

Afinal, no fim das contas, não é apenas de vitórias que as mulheres precisam viver. É, sobretudo, de respeito, dignidade e da preservação da igualdade que deve existir entre todos.

EDITORIAL – O combate à corrupção começa por nós.

 personJoão Paulo Messer
access_time06/03/2026 - 06:30

A corrupção costuma ser tratada no Brasil como um fenômeno distante, quase sempre associado aos grandes escândalos que ocupam manchetes e inflamam debates públicos. Quando pensamos nela, imaginamos cifras bilionárias desviadas, contratos fraudulentos e complexas engrenagens de poder operando nas sombras. Contudo, essa visão limitada cria uma confortável ilusão moral: a de que a corrupção mora sempre no outro, nunca em nós. É justamente aí que reside uma das raízes mais profundas desse problema, que corrói a confiança pública e fragiliza nossas instituições.

A verdade incômoda é que a corrupção não nasce apenas nos palácios, nos gabinetes ou nas grandes operações financeiras. Ela germina também nas pequenas concessões do cotidiano, nos gestos aparentemente banais que normalizamos ao longo do tempo. Está no “jeitinho” para furar uma fila, na tolerância com a vantagem indevida, na tentativa de driblar regras que deveriam valer para todos. Quando essas práticas se tornam corriqueiras, formam o terreno fértil onde as grandes corrupções florescem. Afinal, sociedades que relativizam pequenas transgressões acabam criando um ambiente cultural permissivo para crimes maiores.

Isso não significa, de forma alguma, que devamos diluir ou relativizar os grandes esquemas que desviam recursos públicos e comprometem o futuro do país. Ao contrário. Escândalos de grande proporção, como o caso envolvendo o Banco Master, exigem indignação pública firme, investigação rigorosa e responsabilização exemplar. A sociedade tem o dever de reagir, de cobrar transparência e de repudiar qualquer tentativa de transformar o interesse público em oportunidade privada de enriquecimento.

Mas a coerência moral exige que ampliemos nosso olhar. Não basta condenar a corrupção quando ela aparece nas manchetes; é preciso reconhecê-la também quando se manifesta em escala reduzida ao nosso redor. Uma sociedade que se indigna apenas com os grandes escândalos, mas tolera pequenas desonestidades cotidianas, acaba reproduzindo o mesmo ciclo que diz combater.

O combate à corrupção, portanto, não se resume a operações policiais ou reformas institucionais, embora ambas sejam necessárias. Ele começa também na ética diária de cada cidadão, na recusa em participar de qualquer prática que viole o princípio da honestidade. Combater a corrupção é rejeitar o privilégio indevido, respeitar regras comuns e entender que o bem coletivo depende do comportamento individual.

Nesse sentido, a vigilância social se torna uma ferramenta essencial. Uma sociedade vigilante é aquela que observa, questiona e denuncia, independentemente da dimensão do ato corrupto. Do pequeno abuso cotidiano ao grande escândalo financeiro, tudo precisa ser exposto e enfrentado. O silêncio e a complacência são aliados silenciosos da corrupção.

Nosso papel, portanto, é duplo e intransferível. Devemos cultivar integridade em nossas próprias ações e, ao mesmo tempo, manter uma postura firme diante das irregularidades que presenciamos. Não coadunar com práticas corruptas é mais do que um gesto individual; é um compromisso com a construção de um país mais justo.

Se quisermos, de fato, transformar a realidade brasileira, precisamos compreender que a corrupção não é apenas um problema de governos ou de instituições. Ela também reflete escolhas cotidianas da própria sociedade. Romper esse ciclo exige coragem moral, consciência coletiva e disposição para agir.

Somente quando denunciarmos, com a mesma convicção, tanto os pequenos quanto os grandes casos de corrupção, poderemos começar a desmontar a cultura de permissividade que ainda persiste no país. Afinal, a ética pública se constrói na soma de milhares de atitudes privadas.

É justamente nessa vigilância permanente, crítica, ativa e responsável, que reside uma das mais poderosas armas da cidadania contra tudo aquilo que insiste em manter o Brasil refém da corrupção.

EDITORIAL – Vivemos sob a regência de um escândalo incomparável

 personJoão Paulo Messer
access_time05/03/2026 - 06:45

Apesar de tudo o que estamos vendo em paralelo no Brasil, não há como não abrir os olhos para aquele que se apresenta como o maior escândalo da história do país.

Desde os tempos do Império, da Velha e da Nova República, da ditadura, da abertura, do Brasil democratizado e do Brasil entregue à gestão de representação da massa trabalhadora, como gostam de cantarolar os aliados do atual governo Lula, nunca antes na história deste país se viu algo tão nojento e assustador como o que vem acontecendo com este tal escândalo do Banco Master.

Não que isso soe tão estranho. Não é o escândalo, mas, quem sabe, o tamanho dele que nos remete ao assustador.

Lá nos tempos passados, os escândalos eram amenizados ou varridos para debaixo dos tapetes, até mesmo com assassinatos, como foi o de PC Farias, como devem lembrar os que vivem as mazelas deste país há mais tempo. E, na madrugada de hoje, um dos homens-chave deste esquema, braço direito de Vorcaro, morreu, pelo que indicam as notícias oficiais, em consequência de suicídio, num hospital da cadeia.

O cenário nacional alcança figuras que não se restringem ao governo. Fora deste governo, dentro do governo passado e sabe-se lá por onde, neste país, há gente na lista de suspeitos.

O noticiário desta quinta-feira consegue se apresentar ainda mais assustador do que o que se teve até ontem. E não pensem que o de amanhã será menos assustador. Não cessa a inquietude sobre onde vamos parar com tudo isso.

Uma das conclusões que li hoje revela que o Banco Master era a fachada de uma máfia, cujo comandante deve ser o tal de Vorcaro. Chefe ou gerente.

O negócio é tão absurdo que o sujeito tinha capangas para ameaçar, coagir e, se fosse o caso, remover do caminho quem ameaçasse o sistema.

Encontros às escondidas com o presidente da República, relações com chefes estratégicos do governo passado são apenas alguns dos rastros deixados e agora revelados pela investigação.

Os Poderes e os poderosos estão todos envolvidos até o pescoço. O dito sistema alcançou a todos. E não são apenas os políticos. Há empresários, religiosos e outros tantos endeusados deste país que agora temem, no futuro, ter de abraçar o capeta.

EDITORIAL - Acordando em dia de guerra e olhando ao redor

 personJoão Paulo Messer
access_time04/03/2026 - 06:25

Um conflito envolvendo potências como Estados Unidos, Israel e Irã nunca fica restrito ao Oriente Médio. Mesmo a milhares de quilômetros, a gente sente aqui no Brasil os reflexos. Afinal, vivemos em uma economia globalizada. O primeiro impacto costuma ser no preço do petróleo.

O Irã é um grande produtor e está em uma região estratégica, próxima ao Estreito de Ormuz, por onde passa boa parte do petróleo mundial. Se há risco de bloqueio ou redução da oferta, o mercado reage imediatamente. O barril sobe, e isso pressiona os combustíveis no Brasil. Ainda que a Petrobras tenha política própria de preços, ela leva em conta o mercado internacional.

Assim, gasolina, diesel e gás de cozinha podem encarecer, sim. Com o diesel mais caro, o frete sobe. Como o Brasil depende fortemente do transporte rodoviário, alimentos, medicamentos e produtos industrializados acabam ficando mais caros.

A inflação pode ganhar força, corroendo o poder de compra das famílias. O Banco Central, para conter essa pressão, pode manter os juros elevados por mais tempo, o que encarece crédito, financiamento e investimentos.

Outro reflexo possível está no câmbio. Em momentos de tensão internacional, investidores buscam mercados considerados mais seguros, como os Estados Unidos. Isso fortalece o dólar e enfraquece moedas como o real. O dólar alto impacta importações, desde trigo até componentes eletrônicos, pressionando ainda mais os preços internos.

O setor agrícola também pode ser afetado. Fertilizantes e insumos agrícolas têm forte relação com o mercado internacional e com custos atrelados ao petróleo e ao gás. Qualquer alta expressiva nesses insumos repercute na produção e, consequentemente, no preço dos alimentos.

Há ainda efeitos indiretos sobre investimentos. Projetos podem ser adiados, a bolsa pode oscilar, e empresas ficam mais cautelosas. O turismo internacional também sente: passagens aéreas sobem com o querosene mais caro e o câmbio pressionado.

Afinal, em um mundo interligado, guerras regionais têm efeitos globais, sim, e nós, brasileiros, também acabamos pagando parte dessa conta.

EDITORIAL – TSE define prazos e regras à eleição de 2026

 personJoão Paulo Messer
access_time03/03/2026 - 06:20

Estão definidas as regras do jogo eleitoral de 2026. O TSE reuniu-se ontem. A Inteligência Artificial é o grande adversário do processo de escolha dos nossos representantes. Foi-se o tempo em que se atribuía às pesquisas a má influência sobre a opinião pública.

Devemos nos vacinar contra influências provocadas por narrativas mentirosas que devem jorrar pela internet. A ferramenta que nos permite dar velocidade à comunicação é, hoje, a mais perigosa arma da sociedade. A internet não pode ser consumida como remédio, mas deve ser manuseada como um perigoso veneno, inclusive em um processo eleitoral como o que se avizinha.

Apesar das medidas e cautelas aprovadas ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral, não há a menor esperança de que a eleição deste ano será um jogo limpo. Muito pelo contrário: esse jogo já foi desonesto no passado e se tornará ainda mais perigoso.

Uma arma na mão de cada um, cego ou não, cujo alvo vai do simples leitor ao homem público que decidir entrar no jogo para se apresentar como representante da sociedade. As baixarias, mentiras e ameaças não conseguirão ser controladas, e isso o Tribunal Superior Eleitoral já admitiu. Cabe, por isso, ao eleitor saber que estamos entrando em um jogo perigoso e malicioso.

A interpretação dos fatos precisa ser feita com cautela e checagem. A força dos veículos oficiais se reforça, mas, obviamente, não é imune à amaldiçoada manipulação da opinião pública.

As regras do jogo eleitoral, o calendário e o que deve ser observado foram definidos pelo TSE ontem. O órgão faz o anúncio dessas definições com um ato quase confessional: caberá ao cidadão ser o juiz da verdade, pois a capacidade de fiscalização do órgão regulador fica muito distante da realidade. Será o jogo do Deus nos acuda?

EDITORIAL – Mês de 31 dias, sem feriados e com escala 6x1

 personJoão Paulo Messer
access_time02/03/2026 - 06:30

Março chega como quem abre a janela depois de um verão intenso e convida à ação.
É um mês inteiro, robusto, com seus 31 dias bem distribuídos no calendário.

Em um ano marcado por tantos feriados, março surge quase intacto, pronto para produzir.
Quando o mês oferece cinco domingos, oferece também quatro semanas completas de trabalho.
É tempo de ajustar metas, organizar ideias e transformar promessas em prática.

Março não é apenas passagem: é impulso.
É o mês que pode se tornar o mais produtivo do ano.
Sem grandes interrupções no calendário, ele exige foco e constância.
A rotina da escala seis por um segue como engrenagem que sustenta o ritmo do país.

Ainda vivemos sob a lógica do esforço contínuo, da semana que constrói resultados.
E há dignidade nisso: produzir é também participar da construção coletiva.

Mas março não é só trabalho; é também movimento político.
Em ano eleitoral, o mês ganha contornos estratégicos.
É quando se intensificam articulações e decisões partidárias.
O prazo para mudança de partido por parte dos deputados aquece os bastidores.
Alianças se redesenham, discursos se ajustam, projetos ganham nova forma.

O eleitor atento percebe que março antecipa o tom da disputa que virá.
É um mês de definições silenciosas e movimentações decisivas.

Enquanto isso, a vida comum segue seu curso, firme e produtiva.
Cada dia útil é oportunidade concreta de avançar.
Cada semana completa é chance de consolidar resultados.

Março nos desafia a transformar tempo em realização.
Que seja, portanto, o mês da disciplina, da estratégia e da produtividade.