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Morro da Fumaça inicia força-tarefa para onda de frio

commentJornalismo access_time23/06/2026 19:00

Atendimento tem apoio da Assistência Social e da Defesa Civil

Arena Eldorado LayBack transmite segundo jogo do Brasil na Copa do Mundo 2026

commentEsporte access_time17/06/2026 17:35

Espaço volta a receber os torcedores para mais uma grande festa nesta sexta-feira (19)

Criciúma recebe Conferência Regional de Vereadores Mirins

commentCriciúma EC access_time23/06/2026 17:15

Evento é organizado pela Câmara de Vereadores do município

Coluna de Segunda-feira

access_time26/11/2017 - 23:23

Tudo aconteceu no Sul
O fim de semana do Sul teve atenção máxima de quem acompanha a política no Estado. Começou sexta-feira quando a Caravana do PMDB tomou chope aguado, pois a Polícia Federal iniciou o dia batendo a porta da deputada Ada De Luca e de aliados. Ao invés do apoio à candidatura de Mauro Mariani, o que se ouviu dos peemedebistas foi solidariedade à deputada. No sábado foi o PSD quem chamou a atenção. Enquanto em Criciúma o deputado estadual Gelson Merisio discursava disparando contra o PMDB, em Braço do Norte, Júlio Garcia fazia discurso em evento do PSD lançando o deputado federal João Rodrigues pré-candidato ao governo.

Solidariedade
Era para ser apenas mais um ato do chamado “15 em Movimento”, mas a presença do PMDB em Araranguá, Içara e Criciúma teve atenção desviada. Se nos outros eventos os peemedebistas discursaram orgulhos de não tem ninguém investigado pela Polícia Federal, tiveram que falar da companheira Ada de Luca. Seu trabalho e histórico foi escudo à investigação que ela passou a sofrer.

Boas vindas
No sábado o deputado estadual Cleiton Salvaro fez um ato para recepcionar novas adesões ao PSB. Entre elas Fábio Brezola e Gelson Fernandes, que tiveram direito a discurso e lugar no palanque onde estavam personagens como Paulinho Bornhausen, Gelson Merisio e nove prefeitos, inclusive de outras siglas, além de presidentes de Câmaras de Vereadores e o anfitrião empresário Henrique Salvaro.

João Rodrigues
O PSD do Sul fez um evento em Braço do Norte, o primeiro depois que Júlio Garcia assumiu a articulação na região. Durante o evento, aliás, ele encerrou o seu discurso dizendo que o candidato a governador pelopartido é o deputado federal João Rodrigues, e acentuou: “e nada mais”.

Candidato do PT
O sindicalista Célio Elias, vereador em Forquilhinha é o pré-candidato a deputado federal pelo PT na região sul. Havia outros dois nomes cogitados: Carlos De Cordes e Bárbara Teixeira, também sindicalistas. Carlos De Cordes colocou nome à disposição para ser pré-candidato a deputado estadual assim como Deva Mendes, o irmão do militante petista Milton Mendes de Oliveira.

Casal em alta
O casal Renan e Luciane Ceretta teve um ano e tanto em 2017. Ela foi eleita reitora da Unesc. Ele, que é coordenador do curso de Odontologia da Unesc, especialista em endodontia e saúde pública, mestre e doutor em ciências da saúde com vários artigos publicados assumiu, sexta-feira, como titular da Academia Catarinense de Odontologia, umas das maiores honrarias da profissão.

“Já tinha...” um aeroporto
A próxima grande perda da região de Criciúma pode ser o Aeroporto Diomício Freitas, que já foi o mais importante entre Porto Alegre e Florianópolis. Desde que foi inaugurado o aeroporto de Jaguaruna não foram só os únicos voos regulares do Sul que foram transferidos para lá. As atenções do governo seguiram o mesmo destino. Apesar das promessas, as pessoas que vivem no aeroporto denunciam que a sentença de morte deste equipamento está escrita. Pode não ser publicada antes do fim de 2018, que é até quando a cidade de Criciúma vai estar no governo. De lá em diante, diferente de outras regiões que estão ganhando aeroportos, como a região serrana, pode-se acrescer à relação do que já perdemos mais este instrumento público. Pelo visto, comodamente as lideranças assistem a cena.

EMDIA O governador Raimundo Colombo só vai falar em deixar o governo após confirmar que as contas de 2017 fechem à aprovação e que se confirme o pagamento da folha dos servidores, incluindo aqueles extras, como o 13º salário, de fim de ano.

RESPINGOS O prefeito de Içara, Murialdo Gastaldon (PMDB) é o político aparentemente que pode ter respingos da operação da Polícia Federal, semana passada. Embora nada tenha a ver com o seu governo, ela pegou o seu braço direito Arnaldo Lodetti Júnior e seu primo e apoiado presidente da Cooperativa Cermoful, Ricardo Bitencourt.

SAIU Um dia antes da operação da PF que pegou histórico eleitoral da deputada Ada De Luca, o prefeito Murialdo Gastaldon saiu do grupo de WhatsApp dos amigos do também deputado do PMDB, Luiz Fernando Cardoso Vampiro.

TÁ FORA Ex-deputado e ex-prefeito de Criciúma e Balneário Rincão, Décio Góes esteve na reunião do PT, sexta-feira, mas alegou prioridades profissionais para não disputar vaga de pré-candidato a deputado estadual.

A VOZ O governo de Criciúma já acertou a contratação do mestre de cerimônia da solenidade de reinauguração da prefeitura, dia 6 de janeiro. Será Paulo Otharan, locutor da Voz do Brasil e atualmente correspondente da rádio Eldorado em Brasília.

DE MENTIRINHA Leitor atento às leis do município e ao cotidiano lembra que em 1997 foi sancionada a lei 3.431 que disciplina a limpeza e logradouros públicos e estabelece multa para quem joga lixo na rua. A lei é simplesmente ignorada pelo poder público.

REFORMA A reforma trabalhista começa a provocar efeitos. Por enquanto os primeiros a sentir são os sindicatos. O jornal Folha de São Paulo mostrou ontem que a CGT (União Geral dos Trabalhadores) entregou o prédio de oito andares que alugava em São Paulo e vai morar de favor na sede do Sindicato dos Comerciários.

SINDICAL Com a reforma trabalhista quem mais vai perder são os sindicatos, pois não é mais obrigatório desconto sindical de um dia de trabalho/ano. O Sindicato agora tem que conquistar o trabalhador para ter dele a contribuição.

FRASE DO DIA
“Nem se o PMDB me quiser eu quero. Chance zero deles estarem conosco. ”
Gelson Merísio, presidente estadual do PSD e pré-candidato a governador, sábado em Criciúma.

“Em 2018 é João Rodrigues e nada mais. Este será o nosso candidato. ”
Júlio Garcia, durante evento do PSD, sábado em Braço do Norte.


As razões para Minotto disputar a prefeitura

 personJoão Paulo Messer
access_time02/09/2020 - 14:59

A fidelidade do deputado Rodrigo Minotto (PDT) a Carlos Moises (PSL) pode render a ele inclusive o apoio da sigla e os recursos do fundo eleitoral do partido do governador, para disputar a prefeitura de Criciúma. A partir daí o parlamentar se dispõe apenas a ampliar o leque de siglas e segmentos aliadas para lançar-se candidato a prefeito em 15 de novembro.
Se isso acontecer, como estão ajustando ele e o presidente estadual do PSL deputado federal Fábio Schiochet, estará feita uma verdadeira implosão no partido, que já tem outro nome pré-definido. O médico Álison Pires não só está escolhido como pré-candidato a prefeito como é o presidente da sigla. Ocorre que neste momento nada é mais importante para o governador, politicamente falando, que evitar o seu impeachment, que é onde entra a fidelidade de Minotto.
Esta cena foi confirmada por Minotto em entrevista hoje pela manhã na rádio Eldorado. A fala provocou reações e deve ter resposta amanhã. O fato é que as coisas no PSL de Criciúma começaram “atravessadas”. Já houve destituição de presidente, substituição de pré-candidato entre outras desautorizações locais, tudo com aval do governador e do presidente estadual da sigla. Pessoas próximas a Schiochet garantem que até agora ele não digeriu a forma como o vereador Júlio Kaminski foi destituído da presidência, embora se sabe que ele foi informado de todos os movimentos.
Minotto não precisa renunciar, nem se licenciar da cadeira de deputado estadual, para disputar a prefeitura. Além disso mesmo uma eventual derrota com boa colocação pavimenta o caminho para sua reeleição de deputado em 2022 e coloca-o na ponta de uma lista de eventuais candidatos à prefeitura em 2024. Para o cenário atual ninguém teria mais a ganhar senão ele. A questão agora é sintonizar muitas pontas ainda desconectadas.

Em Morro da Fumaça serão duas candidaturas

 personJoão Paulo Messer
access_time01/09/2020 - 19:59

A definição do MDB com a candidatura do médico cardiologista Moacyr Luiz de Costa Júnior, o Juninho, não deve ser surpresa para Morro da Fumaça. Se observar bem foi a forma que o partido encontrou de buscar um nome com perfil do “novo” sem descolar do tradicional. Afinal, existe pouco de mais tradicional do que a família do pré-candidato dentro do partido.
Leio como tão natural quanto esta escolha se for mesmo confirmado o nome do empresário Toninho Patrício (PSDB) como candidato a vice. Ele é do setor empresarial e do partido tucano cujos movimentos têm sido intensos na tentativa de dar corpo à sigla tucana no município.
Enquanto isso a chapa já definida do prefeito Nei Coral (PP) e do seu vice Eduardo Guollo (PP) também deve ser interpretada como decorrência natural do processo. Qualquer mexida poderia ser interpretada como divergência interna ou algo do gênero, o que evidentemente não houve.
O fato de ter preterido o nome do vereador Miguel Darolt (PSD) na escolha do vice, em favor de um tucano, me parece ter dois fatores a considerar. O primeiro é o argumento de propor uma chapa totalmente nova, já que Darolt tem trajetória recente e intensa na Câmara. O outro aspecto é a aposta tucana no município de Morro da Fumaça. Outro aspecto a não estranhar é o fato de Darolt divergir do seu partido PSD e apoiar Noi Coral (PP). As veias progressistas e de setores do PSD tem origens parecidas.
Daqui para frente entrarão no cenário político velhas rixas como a influência de outros fatores e de eleições de outros segmentos que não apenas do Executivo municipal. O cabo eleitoral, seja de qual for o lado, pode aguardar porque as vertentes políticas mesmo renovadas e “renomeadas” tendem a fazer jorrar muitas emoções e até acender chamas quase extintas. Preparemo-nos para uma grande disputa. As duas candidaturas têm evidências de que apostam no discurso de uma nova política. Tomara que a prática também seja a de novos atos na campanha e que o jogo seja de alto nível.

Frigo terá Élzio Milanez de vice

 personJoão Paulo Messer
access_time30/08/2020 - 19:59

O PSD confirmou a indicação do professor Élzio Milanez como vice de Rogério Frigo (PSDB) para a chapa de disputa da eleição municipal de novembro em Nova Veneza. Esta era uma das costuras mais aguardadas na política do município. Não só porque assegura a reedição da aliança PSDB/PSD, mas porque revela que os tucanos superaram uma discussão interna que sugeria chapa pura. O próprio PSD tinha divergências internas, chegando a ter quatro nomes à vaga de vice, mas chegou ao consenso antes de iniciar o prazo das convenções partidárias. Este cenário revela que o prefeito chega ao período eleitoral com ajustes feitos, enquanto a sua tradicional oposição com o Partido Progressista ainda discute qual será o nome de candidato a prefeito. O PP espera o resultado de uma pesquisa interna, o que deve ocorrer nesta semana, para avançar na escalação dos times da majoritária e da proporcional (vereadores).

PDT e PL se aproximam em Forquilhinha

 personJoão Paulo Messer
access_time21/08/2020 - 19:59

Anunciado nesta sexta-feira, o namoro de PL e PDT é o fato novo na pré-eleição de Forquilhinha. Não que isso signifique aliança definida. Os dois partidos têm dificuldades, como de resto os demais. O PDT não se livrou totalmente das divergências internas e ainda tem trabalhista defendendo que o candidato seja Valcir Matias, o Chile, embora isso seja tratado pela direção como operação superada. O candidato é Maciel Da Soler e ponto. No PL ronda a sombra do fantasma da elegibilidade de Geovane de Godói, também assunto dado como superado. Fora isso os dois partidos selam suas pré-candidaturas com o carimbo do tão desejado pelo povo eleitor que é o “ser o novo”.
PL e PDT são apenas duas das sete siglas que tem pré-candidatos a prefeito. O PP de Lei Alexandre, o PSD de José Cláudio Gonçalves Neguinho, o PSL de Vanir Nola, o PT de Félix Hoboldt e o PODEMOS do Juliano Arns, também estão no páreo. Forquilhinha é a cidade com mais pré-candidatos na região carbonífera.
PDT e PL conversaram nesta semana e prometem voltar a se reunir na semana que vem.
Se valer a regra antiga das previsões de política, quem define a eleição a seu favor em Forquilhinha é quem escolher o melhor vice. Pasmem, se diz num famoso balcão das redondezas do “Bar do Rude” que até Lei e Neguinho já conversaram sobre isso. Óbvio, isso é impraticável, mas simboliza que tudo pode acontecer.

Minha impressão da candidatura Álison Pires

 personJoão Paulo Messer
access_time18/08/2020 - 11:59

Noutro dia, da semana passada, recebi a visita do pré-candidato a prefeito pelo PSL em Criciúma, o médico Álison Pires. Faz parte da sua agenda de pré-candidato. Em longa conversa, da qual participaram Ricardo Beloli e Marcos Machado, a oportunidade para entender melhor a proposta da candidatura. Visitas informais sempre rendem melhor interpretação do que as entrevistas. Até mesmo alguns “offs” saem nestas horas.

Recolho da conversa a impressão que eu já tinha: Álison tem o desejo de ser prefeito, mas por razões pessoais melhor fosse a ocasião um pouco adiante. As circunstâncias antecipam os fatos. No PSL ele caiu como uma luva, embora eu tenha dúvidas se o inverso é verdadeiro. Ele é ótimo para o partido. Não sei se o PSL é tão bom para ele. Para conhecê-lo candidato, o cidadão não precisa de muito tempo. Jeito sutil na fala, faz o tipo do bom ouvinte e parece não perder a estribeira. Tem na ponta da língua respostas cujas questões irão cair nos debates para prefeito.

Como é óbvio a saúde deve ser o carro chefe da campanha. Abre sorriso quando provocado sobre a possibilidade de ter um vice como o colega médico Aníbal Dário (MDB), que também é pré-candidato a prefeito. É da tese de que a oposição dividida pavimenta a reeleição de Clésio Salvaro, mas não deixa nenhuma impressão de que pode ser vice em alguma coligação, embora isso não tenha sido alvo de pergunta direta.

Afora a Saúde tem uma lista de empresários como Olvacir Fontana, Édio Castagnel, Sanciro Ghislandi de quem ouviu mais do que palavras de incentivos, desde que defenda as propostas destes como a criação de uma secretaria de Desenvolvimento Econômico. Fato aliás que bate em sintonia com o que pensa a respeito do setor econômico.

Por fim, Álison é cirúrgico ao reagir aos prejuízos que possa ter por carregar a sigla do governador Carlos Moisés, cujos desgastes ele justifica com certa facilidade. Mas brilham os olhos quando diz repetidas vezes as frases de Jair Bolsonaro na semana passada, quando o presidente da república admitiu voltar ao PSL.

Assim como foi a conversa com Álison Pires (PSL), pretendo haja outras com os demais candidatos.

Barreto é o sexto pré-candidato a prefeito

 personJoão Paulo Messer
access_time13/08/2020 - 11:11

O último movimento político em Criciúma vem do partido PODEMOS, cuja figura mais conhecida no país é o senador paranaense Álvaro Dias e tem na presidência nacional a deputada federal por São Paulo, Renata Abreu. Em Santa Catarina, a principal liderança é o ex-deputado Paulinho Bornhausen, presidente de honra. A sigla que vinha trabalhando com o nome do jovem, Lucas Dalló anunciou em âmbito local que o nome é do coronel PM da reserva Cosme Manique Barreto. Agora são seis pré-candidatos em Criciúma: Állison Pires (PSL), Aníbal Dário (MDB), Clésio Salvaro (PSDB), Chico Baltazar (PT), Cosme Manique Barreto (PODEMOS) e Júlia Zanatta (PL).

O PODEMOS está mudando mais do que o seu pré-candidato, embora Barreto já figurava nesta condição. Deve alterar a composição de Executiva e o atual presidente Gelson Dagostin deve passar para outra função, enquanto Paulinho Vargas deva ser conduzido à presidência. Lucas Dalló, que foi estratégico na campanha de eleição do deputado federal Daniel Freitas (PSL), sai da condição de pré-candidato a prefeito e passa a ser coordenador Regional Sul do partido.

A candidatura de Barreto tem o aval do senador Álvaro Dias, desde uma conversa que ambos tiveram em Blumenau no ano passado. O mesmo ocorre com a presidente nacional deputada federal Renata Abreu.

Uma das marcas da campanha deve mesmo ser a expressão: “quem comanda um batalhão comanda uma cidade”. O apelo militar remete à simpatia revelada por maioria dos brasileiros aos membros destas corporações.

Fica evidente quando se trata da candidatura de Barreto, que ela vem com a pretensão de atrair um estilo de voto dos bolsonaristas, pois muitas pautas se assemelham.

No Estado, o PODEMOS (presidido por Valdemar Bornhausen), a convite do primeiro Paulinho, tem hoje 120 diretorias provisórias e tem projeção de 59 pré-candidatos a prefeito e pelo menos 20 a vice-prefeito. Valdemar invoca a marca de partido que mais cresceu neste último ano, sendo que, com a janela, ganhou três prefeitos, três vice-prefeitos e passou de dois para 44 vereadores. As duas cidades com as melhores perspectivas são Balneário Camboriú, com campanha de reeleição de Fabrício de Oliveira, e Blumenau, onde Mário Hildebrandt também disputa a reeleição. Na capital, a sigla deve estar com Gean Loureiro (DEM).

Júlia nunca fez “denúncia contra Salvaro no MP”

 personJoão Paulo Messer
access_time11/08/2020 - 13:29

Após a publicação ontem, aqui neste espaço, de um comentário meu a respeito de tudo o que envolve e culmina no boletim de ocorrência em que ela figura como suspeita de ter “invadido” o Centro de Tratamento do COVID no Rio Maina, a pré-candidata a prefeita pelo PL, Júlia Zanatta, faz ponderações e pede o que ela considera “retratação” da coluna. Refere-se ao fato de eu ter escrito que ela teria levado ao Ministério Público denúncias de possíveis irregularidades na administração pública de Criciúma. É verdade, não existe nenhuma comprovação, nem suspeita de que ela tenha feito isso. O que existe é a minha interpretação de que como ela tem usado estas ações na sua pré-campanha pudesse ter algo a ver. Repito: informação equivocada. Não uso a expressão “distorcida”, pois não é prática comum de minha parte e os leitores habituais da coluna sabem disso. Mas para o bem da verdade é até para evitar prejuízos à imagem da candidata não se pode afirmar que ela seja autora de denúncia contra Clésio Salvaro no MP.
Já em entrevista na rádio tratei do assunto com a Júlia Zanatta, que apresentou seus argumentos negando invasão, mas admitindo que esteve no local para buscar informações, apenas isso.

Júlia Zanatta chama prefeito de “panaca” e secretário de “cagão”

 personJoão Paulo Messer
access_time10/08/2020 - 11:11

Seguindo aquela orientação geral defendida pelo presidente Jair Bolsonaro, de que as pessoas devem investigar nos hospitais de campanha se eles de fato são necessários, a pré-candidata a prefeita em Criciúma, pelo PL, Júlia Zanatta foi ao Centro de Triagem do Rio Maina em Criciúma. Por sua atitude foi denunciada em Boletim de Ocorrência por funcionários do local, que ressaltaram ter ela entrado pela garagem, aproveitando-se do fato de um médico ter saído por ele. Isso no boletim sugere a caracterisazão de "invasão sorrateira".
O BO foi feito sem citar o nome da “invasora”, mas descreve o perfil da pré-candidato a prefeita pelo PL, Júlia Zanatta. Parafraseando o prefeito eu diria que: “não precisava colocar o nome, Cristo!”.
Júlia concedeu entrevista hoje pela manhã na rádio Eldorado, confirmou que esteve no local, mas que não recebeu as informações que desejava obter no local. Reage à acusação dizendo que não foi invasão e sim visita, e justifica que o prefeito também esteve naquela unidade gravando um vídeo. Refere-se a um vídeo em que Clésio Salvaro grava a chegada de um paciente na porta de entrada. O prefeito usava apenas máscara. Para Júlia isso foi exploração política.
A pré-candidata exagera nos adjetivos usados ao se referir ao prefeito Clésio Salvaro como “panaca” e ao secretário Acélio Casagrande como “cagão”. Além disso falou que não há ninguém em Criciúma com “culhões” para enfrentar o prefeito, a quem acusa de ditador e de impor a política do medo aos funcionários e de "panicodemia" à população.
Até o momento ninguém do governo se pronunciou a respeito, mas apurei que a procuradoria do município está preparando uma denúncia do caso ao Ministério Público. Sobre esta denúncia tenho a interpretação de entrelinhas de que é para levar a situação ao mesmo MP que vem dando eco a denúncias apresentadas por Júlia contra a administração municipal. A denúncia deve ser de investigação de área restrita gerando ameaça à saúde pública.

Moises começa a reverter o impeachment

 personJoão Paulo Messer
access_time05/08/2020 - 13:59

Os rumores decorrentes dos últimos movimentos provocados pelo governador Carlos Moisés, que briga para se manter no cargo ante um pedido de impeachment e de uma CPI em andamento, indicam o presidente Bolsonaro e o senador Jorginho Melo peças chaves a seu favor. Só nesta semana ele já movimentou as possibilidades políticas e jurídicas (no STJ). Em princípio o que tem dado expectativa é que o PSL nacional peça o apoio de Bolsonaro ao governador como moeda de troca ao apoio da sigla no Legislativo nacional. Bolsonaro arranca mais fácil o apoio ao governador através do senador Jorginho Melo do que seus próprios afilhados.
Se isso ocorrer Jorginho Melo pode viver o que viveu no final da década de 1990 quando como deputado estadual foi o voto decisivo evitando a condenação do então governador Paulo Afonso na CPI das Letras. Na época se dizia que Jorginho sabia “fazer conta”. Agora a matemática é bem mais complicada, pois não bastam apenas os votos do seu PL. Mas Moisés segue buscando outros apoios como do MDB.
Na prática Moisés foi à direção nacional do PSL, que óbvio não quer perder um governador. Como o partido é importante na base de apoio de Bolsonaro, ele estaria cobrando o apoio do presidente à manutenção do governador no cargo como condição.
Para Jorginho Melo, cujo objetivo é ganhar a eleição de governador em 2022, basta ter em troca o apoio de Bolsonaro e a garantia do PSL de que Moisés não será candidato à reeleição. As duas possibilidades são tão prováveis quanto viáveis.
Resta saber como votarão mesmo os quatro deputados do PSL considerados bolsonaristas e por isso se consideram adversários de Carlos Moisés.
Moisés começa a mostrar que apesar de todas as evidências do seu impeachment não será fácil tirá-lo da cadeira. Além disso é necessário lembrar que ele necessita de apenas 17 votos para reverter a situação na Assembleia Legislativa e que a cada voto que consegue triplicam suas chances de reverter outros. Afinal, ninguém quer votar contra o governador agora se vai depender dele por mais dois anos.

Divergências sobre o decreto

 personJoão Paulo Messer
access_time30/07/2020 - 18:59

O combate ao COVID19 na região carbonífera tem nota que aprova prefeitos por média. Se não é padrão, de longe também não é ruim. Isso apesar da região estar classificada, por semanas repetidas, na zona de maior risco em Santa Catarina. Já no quesito sintonia os prefeitos da AMREC estão reprovados. Não só não conseguiram definir um decreto único como bateram cabeça por alguns momentos até que cada um saiu por si. Três cidades aparentam divergentes, mas internamente este cenário é bem pior. Teve prefeito deixando o grupo de whatsapp, para se ter ideia do tamanho do conflito. É óbvio que o momento de tensão, provocado pelo COVID19, contribui com isso também no aspecto emocional. Os gestores estão todos “assustados”, nem tanto pelo quadro em si, mas pela ameaça que algumas previsões sugerem.
Por isso é razoável entender que ocorram divergências quanto as medidas de comportamento da população. Por vezes fica parecendo que os prefeitos tomaram uma medida para não permitir que se diga que nada fizeram. O comum é a divisão mais simples de que os divide entre os que aparentam estarem mais preocupados com a saúde viral e os a saúde emocional/financeira. Diria que nem um, nem outro. Assim, como alunos de todas as camadas do ensino, os prefeitos não deverão receber nota sobre o momento atual, mas pela média.
Concluindo assim, sugere-se que os prefeitos não serão avaliados pelo tipo de decreto adotado, embora os três que optaram pela divergência possam pensar que tenham sido mais corajosos. Entre os cidadãos que não tiverem perdas de vidas humanas provavelmente serão sim melhor avaliados. Já entre os que sofrerem perdas humanas esta avaliação pode nem importar.
O que me parece restar para se avaliar após a pandemia é entender o que de fato os prefeitos entendem por região metropolitana.

Os últimos movimentos na prefeitura de Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time29/07/2020 - 19:59

Uma decisão de segundo grau em favor da cidade de Brusque e outra em âmbito local, mas provocada pela Defensoria Pública em Joinville, circularam sobre a mesa do prefeito de Criciúma nesta quarta-feira (29). São duas peças jurídicas que reforçam o tom mais elevado de Clésio Salvaro ao reafirmar que não irá recuar da proposta de lockdown parcial nos fins de semana, como farão seus colegas das outras cidades da região da Amrec. Ele ainda garante que irá enfrentar qualquer ação judicial que venha ser oferecida. Os dois despachos contrapõem a peça judicial, que na semana passada foi adotada pelo Ministério Público para obter liminar na Justiça e levar os prefeitos de Braço do Norte, Grão Pará e Rio Fortuna a seguir decisão da maioria dos administradores da região de Tubarão.
O Ministério Público já enviou cobrando explicações do município por não seguir a decisão dos prefeitos que integram a Associação dos Municípios da Região Carbonífera. O promotor público Luiz Fernando Góes Ulysséa deu o primeiro passo que pode culminar com ajuizamento de ação para que o lockdown parcial de fim de semana seja adotado também por Criciúma.
Já não existem mais conversas entre os prefeitos que poderiam convencer Clésio Salvaro a mudar de ideia. Com o argumento de que é para deixar os colegas “a vontade” ele saiu do grupo de whatsapp dos prefeitos da Amrec.

Clésio Salvaro sendo Bolsonaro?

 personJoão Paulo Messer
access_time29/07/2020 - 15:22

Coincidência ou não a reação do meu público ouvinte, no rádio, revela alinhamento Bolsonaro/Salvaro, quando o assunto é o COVID19. Isso pode ser imitação ou inspiração. O prefeito não defendeu, com tanta veemência assim, a Cloroquina, embora também a tenha anunciou na rede pública. E mais, ele usa o mesmo tom do presidente quando o assunto é a necessidade de não penalizar o setor produtivo, mesmo que lhe custe a acusação de menosprezo à saúde.
Recentemente, Clésio que é do partido do governador João Dória, criticou duro o seu partidário dando eco à leitura do presidente na questão do enfrentamento da pandemia e ainda gravou alguns vídeos, em especial dois, de comportamento semelhante ao do presidente. Foi quando “convocou” o ladrão de fios do pátio da prefeitura e passou-lhe um recado direto. O outro foi quando jogou um jornal no lixo, numa demonstração de enfrentamento da imprensa.
Pois esta reação – ou ação – não é coincidência, mas sim parte de uma estratégia. Este é o tipo de discurso que pega bem aos ouvidos do eleitor. Não é suposição minha, nem tenho estudo mais recente. Fico com o resultado da última verdadeira pesquisa, a eleição, que deu 18,9 por cento dos votos válidos ao presidente e o seu estilo. Não é necessário estudar mais para saber qual tom de discurso soa música aos ouvidos do eleitor criciumense.
Se conversar com o prefeito ele vai invocar que apenas mantém um estilo que traz bem de antes de Bolsonaro presidente. Se conversar com a bolsonarista e pré-candidata a prefeita Júlia Zanatta, ela pode ter a ponderação do plágio ou qualquer outro argumento. Como a opinião aqui é minha, restrinjo-a à esta interpretação, quando olho para os últimos movimentos do prefeito. Ele divergiu de todos os colegas prefeitos e decidi ir em caminho inverso, quando se tratando da forma como enfrentar o atual momento de avanço do coronavírus. Bolsonaro, lá no início, também ficou sozinho.
Óbvio, existem muitas diferenças de comportamento entre ambos. O prefeito usa máscara desde os primeiros dias e ainda pede ao assessor: “te afasta um pouco Fred”, enquanto o presidente começou promovendo algumas pequenas aglomerações.
Aceitando todas as ponderações e contestações sugiro que Salvaro está bolsonarando quando trata de COVID.

Um lockdown muito louco

 personJoão Paulo Messer
access_time28/07/2020 - 20:29

Após quase duas horas de reunião, na tarde desta terça-feira (28), na sede da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC), os prefeitos decidiram adotar novas medidas restritivas à circulação com redução do horário de funcionamento de alguns serviços como supermercados, restaurantes, academias e lojas. O problema é que o prefeito da principal cidade, Criciúma, abandonou a reunião após contestar o rascunho do decreto.

Clésio Salvaro disse que não irá modificar o decreto já existente, por isso foi voto vencido e deve ter que enfrentar ação judicial, pois o decreto do Governo do Estado, que repassa às associações de municípios autonomia para decretar sobre situações regionais, diz que a decisão deve ser “colegiada”.

Assim, a julgar pelo que decidiram 11 dos 12 prefeitos da AMREC, a partir de quinta-feira os horários dos principais estabelecimentos sofrem alteração de horário.
HORÁRIOS

  • Os supermercados, açougues, padarias e fruteiras funcionarão de segunda à sexta-feira das 8h às 21h, aos sábados entre 8h e 12h e fechado aos domingos.
  • Os restaurantes, bares e similares abrem das 6h às 21h de segunda a sexta-feira e sábados entre 6h e 12h. Aos domingos todos devem ficar fechados.
  • As academias funcionarão das 6h às 20h de segunda à sexta-feira e fecham aos sábados e domingos.
  • O comércio como lojas, shoppings, galerias e centros comerciais abrem de segunda a sexta-feira das 8h às 18h e sábado das 8h às 12h, mas fecham no domingo.

Em síntese, a conclusão da reunião dos prefeitos é que os responsáveis pela aglomeração de pessoas são restaurantes, supermercados, bares, restaurantes e outros que tiveram o horário diminuído.

REAÇÃO
Saindo da reunião com os colegas o prefeito de Criciúma foi ao seu gabinete e gravou um vídeo afirmando que não concorda com os colegas, fez ponderações e disse que não vai cumprir o decreto. Fora do vídeo e ao telefone ele teria dito ao secretário geral da AMREC que se a Justiça obriga-lo aderir o decreto dos demais prefeitos irá apresentar a carta de desfiliação do município de Criciúma da Associação.

Eduardo Bolsonaro passa por cirurgia

 personJoão Paulo Messer
access_time26/07/2020 - 19:59

Neste sábado o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente da república, publicou no seu twitter a informação de que estava se recuperando de uma cirurgia no joelho e com a publicação uma foto no leito hospitalar e o agradecimento aos médicos. Serão seis meses para recuperação. Ele teve que reconstruir os ligamentos do joelho. Antes que alguém possa sugerir que a lesão possa ter se dado durante a caçada de javalis, que fez no início da semana em Bom Jardim da Serra, na propriedade do deputado Ronaldo Benedet, nada tem a ver uma coisa com a outra. Ele já vinha com a cirurgia marcada havia mais de um mês.

Aliás, na última segunda-feira (21), quando ele esteve ao vivo no estúdio da rádio Eldorado para me conceder uma entrevista, senti que ao sentar ele parecia desconfortável. Foi objetivo na resposta: “Não, nada não. É só um problema que tenho no ligamento”, me disse. Isso foi antes da caçada.

Bolsonaro caçando na Serra

 personJoão Paulo Messer
access_time24/07/2020 - 11:22

Segue rendendo a visita do filho do presidente da república Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, à região de Criciúma, no início da semana. Boa parte da agenda dele foi mantida em sigilo, embora não tenha grau de segredo. Amigo da pré-candidata a prefeita em Criciúma, Júlia Zanatta, ele passou três dias na região, embora tenha sido divulgado que teria sido apenas um. Aqui ele permaneceu com a esposa hospedes da casa de Serra do ex-deputado federal Ronaldo Benedet, em Bom Jardim da Serra. Lá ambos cassaram Javalis.
Este fato gerou a especulação de que tivessem tratado de uma possível aliança MDB e PL em Criciúma, fato desmentido por Ronaldo Benedet e Júlia Zanatta.
Bolsonaro passou na casa de Benedet porque o filho do ex-deputado é um dos donos do Clube de Tiros 9 milímetros e este grupo decidiu fazer uma caçada de javalis e “dar alguns tiros”. A caça tecnicamente denominada de “manejo” é legal, assim como as armas usadas pelos caçadores.
Como o local onde está a casa de Benedet em sociedade com o empresário neoveneziano Eugênio Spillere é muito bonito, o casal Eduardo e Heloísa aproveitaram para fazer um book fotográfico, já que ela está grávida.
DETALHES
Como a agenda de Eduardo Bolsonaro em Criciúma não teve nenhum ato oficial ocorreram vários desencontros de informações. Para nós que buscamos acompanhar o roteiro de segunda-feira, que foi mais exposto, a todo momento aparecia alguma estranha. Isso porque os anfitriões tentaram de todas as formas manter o sigilo sobre o real motivo da presença na região: uma caçada de Javalis. Nada que me pareça condenável, pois é direito dos homens públicos um pouco de privacidade. Mesmo que o tempo todo ele tenha sido acompanhado por seguranças pagos pelo governo federal o que é constitucional, portanto legal. O problema é que a insistência da imprensa por detalhes e a necessidade de manter sigilo sobre alguns momentos levou os anfitriões a momentos de saia-justa. É da situação.