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Willi Backes e as eleições presidenciais 2018

access_time30/10/2017 - 13:21

O CANDIDATO ORDEM E PROGRESSO.

Foi-se o tempo que pouco se sabia da vida e comportamento dos indivíduos candidatos e eleitos a nos representar na gestão no executivo e parlamento na vida política regional, estadual e nacional.

Curiosamente no Brasil se pesquisa o analfabetismo apenas junto a pessoas com mais de 15 anos, quando é público e notório que acima desta idade poucos se importam ou que tenham chances para a reabilitação. Ainda assim, a pesquisa relata que mais de 8% são analfabetos. Mais de 12 milhões. É evidente que estes personagens não são exclusivos responsáveis por eleitos com pouca qualificação moral e intelectual. E outra interessante: o analfabeto pode votar, mas, não pode ser votado.

Basicamente são 12 milhões de eleitores que buscam e recebem “orientações” de como e em quem votar. Nada público, tudo na surdina.

Na Democracia Grega, tão citada nos púlpitos com referência, analfabeto não votava.

Nos tempos atuais, com a cobertura do território nacional através das emissoras de televisão, rádios, jornais, revistas e internet, leia-se redes sociais, a decisão do voto ficou mais pessoal, mais consciente.

Os veículos de comunicação em importante parcela editorial, respalda preferencias próprias e cumplices, conforme argumentos do toma-lá-dá-cá. As redes sociais, utilizadas por todas as cores, tendências, preferencias e gostos, são presente e horizonte de debates acalorados, apaixonados, racionais e idiotas. Eleitor e candidato, afirmam o que querem e leem em contrapartida manifestações apoiadoras, compartilhadas e, refugadas.

A “coisa” é mais ou menos no olho no olho. Informação vem do coração, do bolso, do comprometimento, da cumplicidade, do espontâneo. A cada instante sabe-se o que o eleito está fazendo e o que pretende e promete o candidato. Uma mentira, uma falsidade, não dura mais do que minutos e é denunciada, rebatida com próprios depoimentos anteriores, fotos comprometedoras, apoios espúrios.

Cada cidadão pode “desenhar” o seu apoiado de preferência. O “santinho” está todas as horas e dias na minúscula e intima telinha e teclado. Conceitos e posicionamentos ocos, ocos são sepultados. Ladrão criminoso do alheio, em julgamento e julgados, estão condenados mesmo que ainda distante das grades. A pouca esperança e confiança nas cortes julgadoras, incentiva a condenação popular. Se o confinamento condenatório prescreve, a chibata do descrédito moral é justiceira. A justiça popular não se omite, não prescreve.

É do Estado Brasileiro centralizador três deveres iniciais e fundamentais: segurança, educação e saúde. Dever igual obrigação, longe de ser opção de ajuda ou concessão. Afinal, as contribuições impostas pelo jugo do Estado, pré-determina a garantia da prestação em retribuição. Ora uma peça de ficção. Entenda-se Estado nas três instâncias executivas e quatro legislativas. O Judiciário faz ares de paisagem, como se seu quinhão de responsabilidade não lhe estivesse imputada, na ordem e na forma.

Quanto mais se fala, se expõe ideias, se defende o indefensável, mais mitos são modelados. Mitos que não se sustentam, mitos que se solidificam.

Estamos a pouco menos de um ano das próximas eleições – Presidência e Vice, Governador e Vice, Senador e Suplente, Deputados Federal e Estadual. Importante considerar as candidaturas a Vice e suplentes. Nunca se sabe o futuro próximo.

Resta ao popular votante, identificar entre os postulantes, aquele que mais se identifica com sua realidade, com suas aspirações sociais, educacionais e culturais. Aquele que se espelha, respeita e faz uso na prática a promessa do trabalho e respeito ao lema nacional: Ordem e Progresso.

Texto – Willi Backes.


Educação do município não quer a do Estado como sócia

 personJoão Paulo Messer
access_time19/09/2017 - 21:17

Depois de audiência pública para discutir a municipalização de algumas escolas estaduais, nesta semana em Criciúma, a prefeitura está retirando a intenção de assumir escolas como a José de Patta (Bairro Colonial) e Luiz Lazarin (Rio Maina). A opção oferecida pelo Estado de ceder algumas salas ociosas para espécie de gestão compartilhada Estado/Município, não agrada a prefeitura. Está flagrante que o município não quer gerir escola em sociedade com o Estado. E a razão é simples. É a mesma que leva os pais deixarem as escolas do Estado migrando os filhos para o município. Notado que o município faz uma gestão muito melhor das escolas de ensino fundamental que o Estado.
O Estado demonstra, por suas atitudes, que tem nítida preferência pela manutenção dos professores oque, em alguns casos, significa vir em detrimento do aluno. Isso fica evidente com a queda na qualidade das condições dos alunos. Basta olhar para uma escola do Estado e uma do município para perceber a diferenteça, Basta notar o movimento dos pais que preferem nitidamente a escola municipal. Se o Estado não parar de ter medo de greve, contribuirá para apressar o desmanche da sua proposta de ensino. Priorizar o professor sim, nunca em detrimento do aluno. O Estado não tem conseguido manter este equilibrio.
O Sindicato está no seu papel, o professor também. O Estado é que não tem feito o seu. A rede pública de Estado se afastou dos alunos e dos pais. Pior que isso é que em muitos casos a gestão escolar está feita na base do achego político. É assim. Aproveita-se quem pode. O Estado é que não pode permitir.É natural que isso não é regra, mas o Estado tem que aprender a difundir a excessão. Reprovar a acomodação e aprovar a renovação.
Ontem a Secretária de Educação de Criciúma foi pontual: ao Município não interessa gestão compartilhada em escola alguma. E mais, usou a migração de alunos da rede estadual para a municipal para dizer que não pretende gerir nada com quem não sabe gerir. Recado duro, direto e abonado pela realidade posta aos olhos de quem se dá o tempo de analisar.

Ambiente da política

 personJoão Paulo Messer
access_time18/09/2017 - 18:28

Com a estreia do novo portal da Rádio Eldorado se amplia a possibilidade de interagirmos no ambiente da política. Mais de uma vez ao dia, preferencialmente sempre que houver fato novo, e relevante, devo comparecer a este espaço para informar e comentar. O dinamismo da política tem sido algo espetacular. Num mesmo dia o fato pode ter mais de uma versão. A certeza de amanhã é a incerteza de hoje, mas pode voltar a ser incerteza depois de amanhã.
Não há surpresa nisso tudo, nem se trata de uma questão local ou pontual. A incerteza no cenário de política nasce com as dúvidas sobre qual regra vai valer para as eleições do ano que vem. A reforma eleitoral corre risco de não mudar nada. Reforma sem nenhuma reforma. Nem mesmo o indispensável fim das coligações e a razoável cláusula de barreira devem valer. Pelo menos é o que sinalizaram os trabalhos desta semana. Depois de amanhã a informação pode ser outra.
No Estado a curiosidade maior é sobre a força da proposta de Gelson Merísio (PSD), que nasceu sob a desconfiança de todos, mas que não diminui o ritmo e até já levou o PMDB a falar em abrir mão da coligação com o PSD de Raimundo Colombo. Os peemedebistas lançam olhares sobre o PSDB que jura ter a força que não se consegue enxergar, a de ter um candidato próprio a governador. Se é que alguém tem esta capacidade é o senador Paulo Bauer, que anda silencioso demais para que quer ser candidato.
No PMDB não há necessidade de definir muito cedo quem é o candidato. Afinal, sigla acredita tem força o suficiente para eleger “um poste”. Para o Senado já fez isso na eleição passada. Acho até que é melhor que o PMDB demore ao máximo para definir o nome, pois quem sabe o “tercius” deste cenário seja o atual vice-governador Eduardo Pinho Moreira. Isso seria bom demais para o Sul.
O PPAMIN é outra sigla que ensaia candidatura própria. O PP que um dia tentou não ser PPAMIN morreu na praia pisoteado por raposas tão hábeis quanto o próprio líder progressista Esperidião Amin, que é o único com capacidade de dizer para e como o partido deve ir. Os outros da sigla, aqueles que tentam dar vida própria ao PP sem Amin não tem capacidade de respirar sem o principal aparelho progressista, o brilho da mente de Amin.
E vai ser por ai que nos vamos nos cruzar daqui por diante, aqui no blog do novo portal da Rádio Eldorado.