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Criciúma recebe Conferência Regional de Vereadores Mirins

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Evento é organizado pela Câmara de Vereadores do município

Coluna de Quinta-feira

access_time26/10/2017 - 00:03

Mauro Mariani: “Não”
O PMDB de Santa Catarina sempre destoou da ala do partido liderado por algumas raposas peemedebistas de outras regiões, inclusive Michel Temmer, mas o deputado federal Mauro Mariani pode ter atirado muito na frente ao votar diferente da sua bancada e contra o presidente Michel Temmer, ontem na Câmara Federal. Ele saiu do Estado com a convicção do voto “não” e enfrentou forte mobilização terça-feira e ontem até confirmar a convicção que levou à Brasília. Diante do cenário político catarinense o “não” dele destoou do seu voto no primeiro turno. Sua decisão deve ter sido adotada por conta das suas pretensões de ser candidato a governador do Estado. Na campanha eleitoral o discurso pode lhe ser favorável. A questão é que por conta deste voto pode não chegar a ser candidato.

SC: 8 a 7 conta Temmer
Levando em conta o “lado” da massa para o entendimento político Mauro Mariani foi o único catarinense a votar diferente da ocasião do afastamento da presidente Dilma Roussef. Foram contra Temmer: Esperidião Amin, Jorge Boeira, Pedro Uczai, Décio Lima, Carmem Zanotto, Giovana de Sá, Jorginho Mello e Mauro mariani. Favoráveis a temer foram: Ronaldo Beneddet, Celso Maldaner, César Souza, João Paulo Kleinubing, João Rodrigues, Rogério Peninha e Valdir Colatto.

Nota oficial
O governador catarinense distribuiu nota oficial, ontem, para desmentir especulações de que ele estaria articulando o fortalecimento do partido Democratas, para depois embarcar na sigla. A resposta é à especulações feitas pela imprensa da capital. Raimundo Colombo garante que não falou com nenhum dirigente para tratar desse assunto e que não tem intenção de promover troca de partido.

História antiga
Especulações sobre o plano de fortalecimento do DEM como alternativa para possíveis insatisfeitos do PSD não são recentes, mas nunca foram admitidas por nenhum político. O desmentido feito neste momento é porque a notícia da capital foi muito direta. Há outra leitura, a de ela só feita porque não existe mais qualquer possibilidade disso ocorrer.

Agitou a Saúde
Provocou reação no governo de Criciúma o fato do ex-Secretário de Saúde de Criciúma, Vitor Benincá, ter explorado a liberação de R$ 1 milhão de verba do Governo Federal, como sendo resultado do seu período. Em nota oficial a prefeitura reagiu lembrando que o recurso é consequência da visita de um assessor do Ministro da Saúde, trazido recentemente à Criciúma pelo Secretário de Estado de Articulação Nacional, Acélio Casagrande.

Fora do governo
Vitor Benincá é médico dono de uma das mais sofisticadas clínicas cem por cento particulares de geriatria no Estado. Ele saiu antes de terminar o governo Márcio Búrigo. Na época gerou rumores entre a categoria médica por sua atuação pública e privada paralela. Nesta semana ele estava em Brasília e foi levado ao Ministério da Saúde pelo Secretário de Ação Social de Santa Catarina, Valmir Comin, que é do mesmo partido do governo anterior, o PP.

Nova derrota
Nesta semana o grupo de oposição a atual diretoria do Sindicato dos Motoristas de Criciúma somou mais uma derrota jurídica. É a quarta. Desta vez o Ministro do STF, Ricardo Levandowski negou prosseguimento de ação em que o ex-presidente Celeir Cândido tentava retirar a atual diretoria liderada pelo presidente Clésio Buba Fernandes.

Carvão Mineral
Foi aprovado em Comissão da Câmara dos Deputados, ontem, um relatório que é uma adequação da legislação à realidade do setor. Os exploradores de minérios esperam por estas mudanças há muito tempo. A vitória do setor pode ser creditada a articulação da deputada federal Geovânia de Sá (PSDB), por ser presidente da comissão que analisou a Medida Provisória 790. O resultado se dá na recuperação ambiental.

Caravana pró-Eduardo
O prefeito de Içara, Murialdo Gastaldon (PMDB) levou mais cinco prefeitos do partido (Turvo, Jacinto Machado, Laguna, Sombrio e São Ludgero) para apresentar o plano Eduardo Moreira candidato a governador em 2018. Os visitantes saíram animados com a recepção e a percepção de que a investida foi bem sucedida. Os fatos precisam se somar a outras investidas para dar certo. O passo de ontem foi o segundo. O anterior foi difundir a ideia no Sul. Agora deve ser a vez da capital.

RECEPÇÃO A recepção de Udo Döhler aos prefeitos do Sul não poderia ser diferente, senão encantadora. Afinal, Udo poder ser candidato e precisará do apoio deste mesmo grupo. A sua parte ele fez ontem.

DISSE Na entrevista ontem na rádio Eldorado o prefeito de Joinville, Udo Döhler, não falou em momento algum que Mauro Mariani é o seu candidato para governador. Quando reconheceu que MM está com pré-campanha na rua, lembrou que o mesmo ocorre com outros, e citou Eduardo Moreira.

GESTÃO Se entregassem à Udo Döhler o direito de escolher o seu candidato a vice ele escolheria o prefeito de Chapecó, Luciano Bulligon (PSB). Pro vários fatores, inclusive sobre tudo aquilo que as pessoas pensam sobre Chapecó depois da tragédia do time.

POLÍTICA A turma do “100 por cento política” articula para que o candidato a vice-governador em caso de Udo Döhler governador, seja o deputado João Rodrigues (PSD) na chapa.

OUVI QUE... Udo Döhler está sim disposto a concorrer ao Governo do Estado mas esta disposição acaba no instante em que ele ouvir do próprio vice-governador Eduardo Moreira que ele quer ser o candidato.

OS DOIS Raimundo Colombo e Eduardo Moreira devem se encontrar hoje para conversar sobre eleições 2018. É o que percorre as salas mais próximas dos dois gabinetes. Os dois se falam muito mais do que a gente noticia a respeito.

GABINETE O prefeito Clésio Salvaro nem necessita de um gabinete para conversar. O que ele mais gosta é de conversar enquanto anda pela cidade. O gabinete lhe falta porque tem mesa e mais espaço, mas se fosse escolher teria um gabinete móvel.

À PROPÓSITO A ala peemedebista que sonhava articular em favor de Clésio Salvaro (PSDB) como candidato a vice-governador, em caso de composição tucana com o PMDB, já desistiu. Isso porque o prefeito de Criciúma tem muita gente na frente dele dentro do partido.

PODE ESPERAR Para voltar à sonhar com candidatura majoritária estadual Clésio Salvaro terá que esperar 2022, e até lá fazer um bom governo municipal, reeleger-se e começar bem o que seria seu terceiro mandato. Antes disso nada lhe favorece.

FRASE DO DIA
“Joinville precisa ser incluída por ser a maior cidade do Estado e o PMDB precisa estar na cabeça de chapa por conta de entendimentos antigos e porque é o maior partido do Estado.”
Udo Döhler, prefeito de Joinville, ao comentar a chance de ser candidato a governador pelo PMDB.


Educação do município não quer a do Estado como sócia

 personJoão Paulo Messer
access_time19/09/2017 - 21:17

Depois de audiência pública para discutir a municipalização de algumas escolas estaduais, nesta semana em Criciúma, a prefeitura está retirando a intenção de assumir escolas como a José de Patta (Bairro Colonial) e Luiz Lazarin (Rio Maina). A opção oferecida pelo Estado de ceder algumas salas ociosas para espécie de gestão compartilhada Estado/Município, não agrada a prefeitura. Está flagrante que o município não quer gerir escola em sociedade com o Estado. E a razão é simples. É a mesma que leva os pais deixarem as escolas do Estado migrando os filhos para o município. Notado que o município faz uma gestão muito melhor das escolas de ensino fundamental que o Estado.
O Estado demonstra, por suas atitudes, que tem nítida preferência pela manutenção dos professores oque, em alguns casos, significa vir em detrimento do aluno. Isso fica evidente com a queda na qualidade das condições dos alunos. Basta olhar para uma escola do Estado e uma do município para perceber a diferenteça, Basta notar o movimento dos pais que preferem nitidamente a escola municipal. Se o Estado não parar de ter medo de greve, contribuirá para apressar o desmanche da sua proposta de ensino. Priorizar o professor sim, nunca em detrimento do aluno. O Estado não tem conseguido manter este equilibrio.
O Sindicato está no seu papel, o professor também. O Estado é que não tem feito o seu. A rede pública de Estado se afastou dos alunos e dos pais. Pior que isso é que em muitos casos a gestão escolar está feita na base do achego político. É assim. Aproveita-se quem pode. O Estado é que não pode permitir.É natural que isso não é regra, mas o Estado tem que aprender a difundir a excessão. Reprovar a acomodação e aprovar a renovação.
Ontem a Secretária de Educação de Criciúma foi pontual: ao Município não interessa gestão compartilhada em escola alguma. E mais, usou a migração de alunos da rede estadual para a municipal para dizer que não pretende gerir nada com quem não sabe gerir. Recado duro, direto e abonado pela realidade posta aos olhos de quem se dá o tempo de analisar.

Ambiente da política

 personJoão Paulo Messer
access_time18/09/2017 - 18:28

Com a estreia do novo portal da Rádio Eldorado se amplia a possibilidade de interagirmos no ambiente da política. Mais de uma vez ao dia, preferencialmente sempre que houver fato novo, e relevante, devo comparecer a este espaço para informar e comentar. O dinamismo da política tem sido algo espetacular. Num mesmo dia o fato pode ter mais de uma versão. A certeza de amanhã é a incerteza de hoje, mas pode voltar a ser incerteza depois de amanhã.
Não há surpresa nisso tudo, nem se trata de uma questão local ou pontual. A incerteza no cenário de política nasce com as dúvidas sobre qual regra vai valer para as eleições do ano que vem. A reforma eleitoral corre risco de não mudar nada. Reforma sem nenhuma reforma. Nem mesmo o indispensável fim das coligações e a razoável cláusula de barreira devem valer. Pelo menos é o que sinalizaram os trabalhos desta semana. Depois de amanhã a informação pode ser outra.
No Estado a curiosidade maior é sobre a força da proposta de Gelson Merísio (PSD), que nasceu sob a desconfiança de todos, mas que não diminui o ritmo e até já levou o PMDB a falar em abrir mão da coligação com o PSD de Raimundo Colombo. Os peemedebistas lançam olhares sobre o PSDB que jura ter a força que não se consegue enxergar, a de ter um candidato próprio a governador. Se é que alguém tem esta capacidade é o senador Paulo Bauer, que anda silencioso demais para que quer ser candidato.
No PMDB não há necessidade de definir muito cedo quem é o candidato. Afinal, sigla acredita tem força o suficiente para eleger “um poste”. Para o Senado já fez isso na eleição passada. Acho até que é melhor que o PMDB demore ao máximo para definir o nome, pois quem sabe o “tercius” deste cenário seja o atual vice-governador Eduardo Pinho Moreira. Isso seria bom demais para o Sul.
O PPAMIN é outra sigla que ensaia candidatura própria. O PP que um dia tentou não ser PPAMIN morreu na praia pisoteado por raposas tão hábeis quanto o próprio líder progressista Esperidião Amin, que é o único com capacidade de dizer para e como o partido deve ir. Os outros da sigla, aqueles que tentam dar vida própria ao PP sem Amin não tem capacidade de respirar sem o principal aparelho progressista, o brilho da mente de Amin.
E vai ser por ai que nos vamos nos cruzar daqui por diante, aqui no blog do novo portal da Rádio Eldorado.