Notícias em destaque

Operação Limpa Fios realiza oito ações em primeiro semestre de 2026

commentJornalismo access_time25/06/2026 18:30

A iniciativa removeu 4,2 toneladas de fios em cinco regiões da cidade

Arena Eldorado LayBack transmite segundo jogo do Brasil na Copa do Mundo 2026

commentEsporte access_time17/06/2026 17:35

Espaço volta a receber os torcedores para mais uma grande festa nesta sexta-feira (19)

Criciúma recebe Conferência Regional de Vereadores Mirins

commentCriciúma EC access_time23/06/2026 17:15

Evento é organizado pela Câmara de Vereadores do município

Coluna de Segunda-feira

access_time23/10/2017 - 00:05

Mais venda de terrenos
Não existe, ainda, nova manifestação do governo de Criciúma sobre uma anunciada pretensão de vender terrenos públicos para transformar em dinheiro que garantiria equipamentos para os mesmos bairros onde estão estes terrenos. O prefeito Clésio Salvaro fez este anúncio em uma conversa informal com um grupo de jornalistas na sua casa, há menos de dois meses. Foi um pouco antes daquela reprovação à ideia da venda de um terreno no bairro Santa Bárbara. A dúvida é se o governo vai insistir na ideia ou aquela sinalização pode mudar os planos. Aposto que haverá pelo menos mais uma tentativa. O sucesso do governo vai depender do local escolhido.

No PMDB
O vice-governador fez questão de “abençoar” o máximo possível de convenções no Sul do Estado. Passou em sete das 12 convenções da região da Amrec. Na Amurel não esqueceu Laguna. Na sua região Eduardo Moreira pode não ter os melhores índices de aprovação, mas dentro do partido ele é unanimidade.

Deu Simon
Em Criciúma houve disputa até o último instante. Só na quinta-feira Ricardo Beloli cedeu aos argumentos e aceitou ser vice de Eduardo Simon, que tinha candidatura lançada por setores mais influentes na cúpula do partido. Beloli saiu fortalecido. Mostrou que não é desarticulado como alguns julgavam-no.

É diferente
Em Nova Veneza não há força externa capaz de resolver a disputa interna. Entre as convenções municipais do PMDB, realizadas sábado, a única que não aceitou intromissão foi a da terra da polenta. E o panelão ferveu. Alberto Betão Ranakoski, da chapa dois, venceu fácil Vanderlei Spillere, da chapa um. Dos 340 aptos a votar, compareceram 168 e 108 escolheu a chapa de Betão. Só 60 votaram em Spillere.

Tom “taliano”
Após a vitória na convenção Alberto Ranakoski não amoleceu o discurso tenso da campanha. Disse esperar que Vanderlei Spillere peça para sair do partido, porque senão corre o risco de ser expulso por infidelidade. Isso porque a convenção definiu que o PMDB é oposição no município e que os que não seguirem as normas serão expulsos.

Opções suicidas
Nenhum partido político está tão candidato ao suicídio político como o PSDB. Por culpa do cenário nacional, onde elegeu dois líderes para defender: Michel Temmer e Aécio Neves pode jogar fora a chance de ter candidato próprio a governador em Santa Catarina. Ora, é só analisar o tamanho do estrago destas escolhas tucanas para os seus representantes no Estado. Ou será que Paulo Bauer consegue descolar sua foto de Temmer e de Aécio? E além de Bauer o PSDB não tem ninguém.

As fotos
Enquanto isso a luta sindical do sul parece mais preocupada em colar a figura do deputado Ronaldo Benedet (PMDB) em Michel Temmer do qualquer outra coisa. Neste fim-de-semana, de novo, sindicalistas espalharam fotos de Benedet com Temmer como troféu na luta de atrapalhar a reeleição de Benedet.

Presidenciável
O presidenciável Ciro Gomes (PDT) virá à Criciúma na próxima sexta-feira. Fará palestra na Unesc às 19h, em agenda organizada pelo deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT). Recentemente Ciro esteve em Chapecó e Florianópolis. Já os apoiadores da candidatura de Jairo Bolsonaro, na região sul, devem se identificar em breve. O movimento é suprapartidário.

Safra das pesquisas
Está deflagrada a coleta e colheita de dados para alimentar as pesquisas que abastecem o noticiário e provocam dor de barriga nos partidos políticos. Liberadas, sem critérios que acompanhem a realidade pontual, pesquisas despejam números. O Instituto Paraná é o mais novo deste mercado cujo produto é consumido sempre sob a desconfiança. Costuma-se ler nas pesquisas o que interessa. E quando não interessa a saída é questionar a metodologia. No mercado comum (fora da política), aqui pelo sul, existe quem já se especializou na manipulação não da pesquisa, mas do instituto. Neste setor é a pergunta que vai dar a resposta desejada.

NÚMEROS A pesquisa eleitoral Paraná, divulgada semana passada, revela a imprevisibilidade do cenário e alerta para o conservadorismo do eleitor. Arredondando Esperidião Amin aparece com 30 por cento contra 16 de Paulo Bauer, 10 de Mauro Mariani, 8 de Décio Lima, 6 de Jorginho Melo empatado com Gelson Merísio.

“NOVES FORA” Tirando a prova real das composições, somando os votos das prováveis coligações vê-se que o PDB é sim o fiel da balança e que até Merísio, com seus apenas 4,5 por cento teria chances. Para isso precisa de um fio de cabelo da esperança de Esperidião Amin.

PRESIDÊNCIA Na corrida presidencial Jair Bolsonaro dispara com cerca de 26 por cento, a frente de Lula com 18. João Dória (11 por cento) tem mais do que Geraldo Alkimin (8,2), enquanto Marina Silva mantém seus 9, Álvaro Dias, Ciro Gomes e Joaquim Barbosa entre 5 e 7 por cento.

COMUNISTA Depois de 10 anos na presidência do PCdoB em Santa Catarina a suplente de deputada federal Ângela Albino passou o comando da sigla para o ex-vereador de Criciúma Douglas Mattos.

CANDIDATO Existem setores que apostam numa candidatura de Douglas Mattos à deputado estadual. Com este cenário lá na Linha Batista devem dizer: “vai mas demora”.

LÁ OU CÁ Se os eleitores que definirão o futuro do Brasil fossem apenas os frequentadores das páginas do facebook a disputa seria entre Jair Bolsonaro e Lula.

QUESTÃO UM Vereadores do PMDB (oposição) de Morro da Fumaça arrancaram da direção da Casan confirmação de investimentos na ordem de R$ 500 mil. Ora, porque estas obras estão sendo anunciadas só agora e porque em resposta a vereadores do PMDB?

QUESTÃO DOIS Oportuno, ainda, perguntar se antes de anunciar rompimento do convênio com a Casan o atual governo levou à direção da empresa sua indignação com a falta de investimentos ou se fez isso porque tinha outros planos?

CASAN O que os números da Casan, na maioria dos municípios da região, mostram é que a municipalização do serviço parece ser a melhor opção. Criciúma não fez a municipalização porque arrancou, mesmo tardiamente, a contrapartida.

RADICALISMO Das “geniais” (ironia) conclusões que ouço dos que interagem comigo todos os dias recolhi esta: “este cara (advogado) que você entrevistou defende a reforma trabalhista não sabe nada, mas pelo menos ele não é tão radical assim, por isso escutei a entrevista”. Quem me disse isso é um radical de esquerda. E dai?


Educação do município não quer a do Estado como sócia

 personJoão Paulo Messer
access_time19/09/2017 - 21:17

Depois de audiência pública para discutir a municipalização de algumas escolas estaduais, nesta semana em Criciúma, a prefeitura está retirando a intenção de assumir escolas como a José de Patta (Bairro Colonial) e Luiz Lazarin (Rio Maina). A opção oferecida pelo Estado de ceder algumas salas ociosas para espécie de gestão compartilhada Estado/Município, não agrada a prefeitura. Está flagrante que o município não quer gerir escola em sociedade com o Estado. E a razão é simples. É a mesma que leva os pais deixarem as escolas do Estado migrando os filhos para o município. Notado que o município faz uma gestão muito melhor das escolas de ensino fundamental que o Estado.
O Estado demonstra, por suas atitudes, que tem nítida preferência pela manutenção dos professores oque, em alguns casos, significa vir em detrimento do aluno. Isso fica evidente com a queda na qualidade das condições dos alunos. Basta olhar para uma escola do Estado e uma do município para perceber a diferenteça, Basta notar o movimento dos pais que preferem nitidamente a escola municipal. Se o Estado não parar de ter medo de greve, contribuirá para apressar o desmanche da sua proposta de ensino. Priorizar o professor sim, nunca em detrimento do aluno. O Estado não tem conseguido manter este equilibrio.
O Sindicato está no seu papel, o professor também. O Estado é que não tem feito o seu. A rede pública de Estado se afastou dos alunos e dos pais. Pior que isso é que em muitos casos a gestão escolar está feita na base do achego político. É assim. Aproveita-se quem pode. O Estado é que não pode permitir.É natural que isso não é regra, mas o Estado tem que aprender a difundir a excessão. Reprovar a acomodação e aprovar a renovação.
Ontem a Secretária de Educação de Criciúma foi pontual: ao Município não interessa gestão compartilhada em escola alguma. E mais, usou a migração de alunos da rede estadual para a municipal para dizer que não pretende gerir nada com quem não sabe gerir. Recado duro, direto e abonado pela realidade posta aos olhos de quem se dá o tempo de analisar.

Ambiente da política

 personJoão Paulo Messer
access_time18/09/2017 - 18:28

Com a estreia do novo portal da Rádio Eldorado se amplia a possibilidade de interagirmos no ambiente da política. Mais de uma vez ao dia, preferencialmente sempre que houver fato novo, e relevante, devo comparecer a este espaço para informar e comentar. O dinamismo da política tem sido algo espetacular. Num mesmo dia o fato pode ter mais de uma versão. A certeza de amanhã é a incerteza de hoje, mas pode voltar a ser incerteza depois de amanhã.
Não há surpresa nisso tudo, nem se trata de uma questão local ou pontual. A incerteza no cenário de política nasce com as dúvidas sobre qual regra vai valer para as eleições do ano que vem. A reforma eleitoral corre risco de não mudar nada. Reforma sem nenhuma reforma. Nem mesmo o indispensável fim das coligações e a razoável cláusula de barreira devem valer. Pelo menos é o que sinalizaram os trabalhos desta semana. Depois de amanhã a informação pode ser outra.
No Estado a curiosidade maior é sobre a força da proposta de Gelson Merísio (PSD), que nasceu sob a desconfiança de todos, mas que não diminui o ritmo e até já levou o PMDB a falar em abrir mão da coligação com o PSD de Raimundo Colombo. Os peemedebistas lançam olhares sobre o PSDB que jura ter a força que não se consegue enxergar, a de ter um candidato próprio a governador. Se é que alguém tem esta capacidade é o senador Paulo Bauer, que anda silencioso demais para que quer ser candidato.
No PMDB não há necessidade de definir muito cedo quem é o candidato. Afinal, sigla acredita tem força o suficiente para eleger “um poste”. Para o Senado já fez isso na eleição passada. Acho até que é melhor que o PMDB demore ao máximo para definir o nome, pois quem sabe o “tercius” deste cenário seja o atual vice-governador Eduardo Pinho Moreira. Isso seria bom demais para o Sul.
O PPAMIN é outra sigla que ensaia candidatura própria. O PP que um dia tentou não ser PPAMIN morreu na praia pisoteado por raposas tão hábeis quanto o próprio líder progressista Esperidião Amin, que é o único com capacidade de dizer para e como o partido deve ir. Os outros da sigla, aqueles que tentam dar vida própria ao PP sem Amin não tem capacidade de respirar sem o principal aparelho progressista, o brilho da mente de Amin.
E vai ser por ai que nos vamos nos cruzar daqui por diante, aqui no blog do novo portal da Rádio Eldorado.