Betão ganha na Veneza
Em Nova Veneza não há força externa capaz de se intrometer nem resolver disputa interna. Entre as convenções municipais do PMDB, realizadas sábado, a única que não aceitou intromissão dos líderes estaduais foi a da terra da polenta. E o panelão ferveu. Alberto Betão Ranakoski, da chapa dois, venceu fácil Vanderlei Spillere, da chapa um. Dos 340 aptos a votar, compareceram 168 e 108 escolheu a chapa de Betão. Só 60 votaram em Spillere.
Após a vitória na convenção Alberto Ranakoski não amoleceu o discurso tenso da campanha. Disse esperar que Vanderlei Spillere peça para sair do partido, porque senão corre o risco de ser expulso por infidelidade. Isso porque a convenção definiu que o PMDB é oposição no município e que os que não seguirem as normas serão expulsos.
Uma das operações mais complicadas da cúpula do PMDB foi em Criciúma. Ricardo Beloli bancou candidatura até a última hora, mas cedeu à pressão "que veio de cima para baixo". Afinal ele é mais do que um soldado do partido. É um assessor e tem que ouvir o chefe. Mas neste caso a sigla agiu de forma correta. O PMDB de Criciúma necessita de um advogado presidente do partido. Possivelmente a sigla admita publicamente que fez esta escolha pois há questões trabalhistas internas que precisam ser tratadas com muita dedicação. Será um dos principais papeis do novo presidente.
Para quem olha de fora, em Içara outro fato chama atenção. Mais uma vez o ex-todo poderoso peemedebista Gentil da Luz parece mesmo estar cedendo espaço a outras lideranças. Gentil tem trabalhado mais na rehião do que em Içara onde o comando da sigla parece bem na mão do governo atual.















