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Coluna do Fim de Semana

access_time20/10/2017 - 18:53

Leitura à semana de Joinville
Nesta semana dois fatos da política peemedebista movimentaram Joinville, que é hoje a cidade de onde deve sair o candidato a governador pelo PMDB. Quinta-feira à noite o deputado federal Mauro Mariani recebeu o título de cidadão joinvillense em clima que não chegou a ter aquela pompa de ato que condecora um quase candidato ao governo. De outro lado o prefeito Udo Döhler recebeu várias lideranças empresariais, entre elas o criciumense Olvacir Bez Fontana para conversas sobre a gestão, pública e privada. Assim, de forma isolada os fatos dizem pouco. Vistos de dentro da caserna peemedebista, entretanto, revelam alguma coisas como a dificuldade que Marini tem para crescer, enquanto pessoas bem próximas de Eduardo Moreira, leia-se Fontana, trocam impressões de maneira informal sobre gestão. Crava-se por isso a aposta de que Udo tem bem mais chances de ser candidato a governador que o próprio Mariani.

Renúncia
A medida que o prazo vai chegando aumentam as especulações e a expectativa sobre a renúncia – ou não – do governador Raimundo Colombo. Nesta semana, ao ser convidado informalmente pelo prefeito Clésio Salvaro para a festa de reinauguração da prefeitura, Colombo respondeu que estará de “férias” nas duas primeiras semanas de janeiro. Quer dizer, não é no fim deste ano que renuncia.

Há tempo
Havemos de lembrar que o ano político não começa em 1º de janeiro, mas sim em 1º de fevereiro. Por isso mantém-se a expectativa de que Colombo renuncie no prazo desejado pelos peemedebistas, início do ano e não apenas em abril.

Tríplice
Segue sendo alimentada a especulação de que Raimundo Colombo não dispute nada em 2018. Que aguarde apenas um convite para o governo federal a partir do ano que vem. Este é o cenário construído pelo PMDB que defende Udo Döhler candidato ao governo, o PSD do deputado federal João Rodrigues de vice com Eduardo Moreira (PMDB) e Paulo Bauer (PSDB) nas vagas ao Senado.

Com o PP
Não tem nada de coincidência o fato de em menos de um mês o governador Raimundo Colombo estar na região sul justo em duas prefeituras comandadas pelo PP. Foi na semana passada em Urussanga e será na semana que vem em Cocal do Sul. Neste período ocorreu a audiência concedida pelo governador a pedido do Secretário de Estado da Ação Social, deputado Valmir Comin.

Convenção
O PMDB realiza neste fim de semana suas convenções municipais. Na região da Amrec o cenário foi construído pelo deputado Ronaldo Benedet que “aparou arestas” em quase todos os municípios, menos Nova Veneza. Até mesmo em Morro da Fumaça, onde havia grandes dificuldades a situação foi controlada e as duas chapas se unificaram. O mesmo ocorre em Criciúma onde Ricardo Beloli será vice de Eduardo Simon.

Nova Veneza
A missão dos líderes peemedebistas em Nova Veneza já não é mais o de construir consenso, mas de evitar uma grande debandada do partido após a disputa. “Duelam” pela presidência do partido os grupos de Alberto Ranakoski de um lado e Vanderlei Spillere de outro. O grupo que perder ameaça deixar o partido.

Tucanas por elas
Nesta quinta-feira a ex-governadora do Rio Grande do Sul e Ministra do Planejamento no governo Itamar Franco, atual deputada federal Ieda Crusius proferiu palestra volta às mulheres em Nova Veneza. Foi trazida pela colega de parlamento a deputada federal de Criciúma, Giovânia de Sá. A articulação feminina do PSDB na rehgião é um das mais significativas entre os partidos, fator que fortalece a figura da deputada Giovânia, um dos nomes observados de perto e a distância não só pelo “tucantato”.

APELIDO O Secretário de Estado da Articulação Nacional, Acélio Casagrande ganhou um novo apelido: “Santo Expedito”, isso porque este é o santo das causas difíceis e urgentes. Alguns radicalizam e tratam-no de santo das causas impossíveis.

CAUSA Apelido de Casagrande é porque ele costuma abraçar algumas causas consideradas impossíveis. São casos como o do aeroporto Diomício Freitas no início da década passada, mais recentemente o caso do Hospital Materno Infantil Santa Catarina e desde os últimos dias a causa da Coooperminas.

PAROU A Cooperminas já não opera mais e seus cooperados acumulam uma pequena fortuna de créditos de retiradas, assim como os contratados aguardam pagamento de salários atrasados. Hoje um grupo se reveza em evitar que a mina encha de água o que a sentenciaria de morte.

CAPA Na edição desta sexta-feira o Diário de Notícias tratou da mobilização da Cooperminas em sua tentativa de retomar as atividades.

SEM LICENÇA Os problemas da Cooperminas não são apenas financeiros, mas vão desde a ordem interna de gestão às sempre difíceis licenças ambientais de operação.

A ONDA Espalham-se na região cada vez mais outdoors com o nome do deputado Jairo Bolsonaro. Já não há mais quem acredite que isso seja interpretado na Justiça Eleitoral como propaganda antecipada, embora a publicidade “espontânea” contenha o ano 2018, que é ano de eleição.

FRASE DO DIA
“Nos países em que a participação da mulher chega ser majoritária, que são os países do centro europeu, estão os melhores índices de desenvolvimento, sociais e econômicos.”
Ieda Crusius, deputada federal em palestra nesta semana em Nova Veneza.


Educação do município não quer a do Estado como sócia

 personJoão Paulo Messer
access_time19/09/2017 - 21:17

Depois de audiência pública para discutir a municipalização de algumas escolas estaduais, nesta semana em Criciúma, a prefeitura está retirando a intenção de assumir escolas como a José de Patta (Bairro Colonial) e Luiz Lazarin (Rio Maina). A opção oferecida pelo Estado de ceder algumas salas ociosas para espécie de gestão compartilhada Estado/Município, não agrada a prefeitura. Está flagrante que o município não quer gerir escola em sociedade com o Estado. E a razão é simples. É a mesma que leva os pais deixarem as escolas do Estado migrando os filhos para o município. Notado que o município faz uma gestão muito melhor das escolas de ensino fundamental que o Estado.
O Estado demonstra, por suas atitudes, que tem nítida preferência pela manutenção dos professores oque, em alguns casos, significa vir em detrimento do aluno. Isso fica evidente com a queda na qualidade das condições dos alunos. Basta olhar para uma escola do Estado e uma do município para perceber a diferenteça, Basta notar o movimento dos pais que preferem nitidamente a escola municipal. Se o Estado não parar de ter medo de greve, contribuirá para apressar o desmanche da sua proposta de ensino. Priorizar o professor sim, nunca em detrimento do aluno. O Estado não tem conseguido manter este equilibrio.
O Sindicato está no seu papel, o professor também. O Estado é que não tem feito o seu. A rede pública de Estado se afastou dos alunos e dos pais. Pior que isso é que em muitos casos a gestão escolar está feita na base do achego político. É assim. Aproveita-se quem pode. O Estado é que não pode permitir.É natural que isso não é regra, mas o Estado tem que aprender a difundir a excessão. Reprovar a acomodação e aprovar a renovação.
Ontem a Secretária de Educação de Criciúma foi pontual: ao Município não interessa gestão compartilhada em escola alguma. E mais, usou a migração de alunos da rede estadual para a municipal para dizer que não pretende gerir nada com quem não sabe gerir. Recado duro, direto e abonado pela realidade posta aos olhos de quem se dá o tempo de analisar.

Ambiente da política

 personJoão Paulo Messer
access_time18/09/2017 - 18:28

Com a estreia do novo portal da Rádio Eldorado se amplia a possibilidade de interagirmos no ambiente da política. Mais de uma vez ao dia, preferencialmente sempre que houver fato novo, e relevante, devo comparecer a este espaço para informar e comentar. O dinamismo da política tem sido algo espetacular. Num mesmo dia o fato pode ter mais de uma versão. A certeza de amanhã é a incerteza de hoje, mas pode voltar a ser incerteza depois de amanhã.
Não há surpresa nisso tudo, nem se trata de uma questão local ou pontual. A incerteza no cenário de política nasce com as dúvidas sobre qual regra vai valer para as eleições do ano que vem. A reforma eleitoral corre risco de não mudar nada. Reforma sem nenhuma reforma. Nem mesmo o indispensável fim das coligações e a razoável cláusula de barreira devem valer. Pelo menos é o que sinalizaram os trabalhos desta semana. Depois de amanhã a informação pode ser outra.
No Estado a curiosidade maior é sobre a força da proposta de Gelson Merísio (PSD), que nasceu sob a desconfiança de todos, mas que não diminui o ritmo e até já levou o PMDB a falar em abrir mão da coligação com o PSD de Raimundo Colombo. Os peemedebistas lançam olhares sobre o PSDB que jura ter a força que não se consegue enxergar, a de ter um candidato próprio a governador. Se é que alguém tem esta capacidade é o senador Paulo Bauer, que anda silencioso demais para que quer ser candidato.
No PMDB não há necessidade de definir muito cedo quem é o candidato. Afinal, sigla acredita tem força o suficiente para eleger “um poste”. Para o Senado já fez isso na eleição passada. Acho até que é melhor que o PMDB demore ao máximo para definir o nome, pois quem sabe o “tercius” deste cenário seja o atual vice-governador Eduardo Pinho Moreira. Isso seria bom demais para o Sul.
O PPAMIN é outra sigla que ensaia candidatura própria. O PP que um dia tentou não ser PPAMIN morreu na praia pisoteado por raposas tão hábeis quanto o próprio líder progressista Esperidião Amin, que é o único com capacidade de dizer para e como o partido deve ir. Os outros da sigla, aqueles que tentam dar vida própria ao PP sem Amin não tem capacidade de respirar sem o principal aparelho progressista, o brilho da mente de Amin.
E vai ser por ai que nos vamos nos cruzar daqui por diante, aqui no blog do novo portal da Rádio Eldorado.