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Mantida condenação no caso das Bolsas

CPI da Câmara de Vereadores instalada em 2013 terminou em condenações

comment Jornalismo access_time09/07/2019 - 17:17

Instalada em 2013 e rendendo até hoje a CPI das Bolsas de Estudo da Unesc Criciúma segue rendendo. Saiu nesta semana a reafirmação da condenação, agora em segundo grau, de um ex-Secretário Municipal de Fazenda da prefeitura de Criciúma e de um ex-pró-reitor da universidade, acusados do desvio de R$ 707 mil destinados ao programa de bolsas de estudo. O valor é corrigido, mas ainda cabe recurso da decisão. O alegado crime teria ocorrido no ano de 2012, quando o então secretário que era também funcionário da universidade teria em combinação com alguém dentro da instituição provocados estes desvios. Ambos condenados seguem negando as acusações, mas estão fora da vida pública.
A preservação dos nomes se dá em virtude do tempo de recurso que ainda dá aos condenados, mesmo assim os envolvidos são figuras que tiveram suas identidades amplamente divulgadas, principalmente porque depuseram em sessões públicas a respeito dos fatos. O então Secretário foi logo demitido da universidade e afastado da prefeitura. O professor só foi afastado três anos após, quando da primeira condenação.
A denúncia sobre a desconfiança dos desvios partiu da própria reitoria da universidade, que na época contratou uma auditoria externa que confirmou as suspeitas. Já na administração municipal o episódio só teve repercussão quando a CPI já estava em andamento em 2013. Os crimes teria ocorrido em 2012. O ex-secretário teve a suspensos os direitos políticos pelo prazo de oito anos e o ex-pró-reitor, por cinco anos.
A ação só foi proposta pelo Ministério Público após a conclusão dos trabalhos da CPI da Câmara de Vereadores. Naquela ocasião o MP estava fazendo a mesma investigação, mas aguardou o cruzamento de dados para confirmar as suspeitas que havia. O dinheiro era repassado, mas segundo documentos devolvidos. Assim era dada saída na prefeitura e entrada e saída na universidade, mas não retornava ao caixa da prefeitura.

Reportagem: Jornalismo Eldorado

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