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Texto de Willi Backes

comment Jornalismo access_time12/04/2019 - 22:22

É público e notório que está em Brasília o cofre com guarda do percentual maior dos recursos recolhidos da sociedade que produz, de forma compulsória e impositiva. De lá, os recursos financeiros retornam para a sociedade de forma carimbada ou para financiar e apoiar projetos gerados pela própria sociedade, via representação política, na base arrecadadora.

Muitas são as razões, agora mais do que nunca, que justificam a ação coletiva denominada “Marcha dos Prefeitos para Brasília”, recém ocorrida e finalizada. Afinal, um dos motes da campanha presidencial de Jair Bolsonaro afirmava que era necessário “Menos Brasília, e mais Brasil”. Após a posse, o Presidente e sua equipe econômica repetiram a exaustão idêntico slogan, música de bom gosto para ouvidos atentos dos legisladores e executivos estaduais e municipais.

Os meios de comunicação, notadamente e sem estranheza, as redes sociais via internet, transmitiram “ao vivo” as manifestações do Presidente Jair Bolsonaro, Ministro Paulo Guedes e demais gestores ministeriais, para auditório lotado com lideranças e prefeitos de todo o Brasil.

As explanações tiveram conteúdo e logica profunda, direcionadas e orientadas para fortalecer e subsidiar as gestões públicas municipais e estaduais. Virada absoluta na relação e dependência. A expressão repetida foi de que “é nos municípios que estão os problemas e é lá que devem estar e ficar os recursos tributários arrecadados”.

Tudo foi filmado e falado. Entretanto, para alguns, faltou desenhar.

Poucos dos prefeitos viajantes e outros poucos que não saíram da poltrona caseira, manifestaram descontentamento, segundo eles, devido a pouco objetividade nas manifestações das autoridades em Brasília.

A dedução é simples: foram a Brasília e não compareceram no auditório, ficaram nas suas cidades e não se informaram e viram as manifestações via redes sociais, ou, simplesmente a ideologia partidária fez suar brotoejas raivosas, antevendo sucesso alheio.

Reportagem: Willi Backes

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