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FUTEBOL TRITURA PRESIDENTES

Texto de Willi Backes

comment Jornalismo access_time02/12/2018 - 18:51

Raros são os sobreviventes. Na Presidente de time/clube futebol amador, semi-amador, profissional ou clube-de-empresa, o destino é certo, ou seja: desprezo total pelo esporte pós-gestão ou, falência econômica pessoal e profissional ou, frequentador de clínica para recuperação psicológica ou, andarilho rancoroso em confinamento social.

Desconheço personagem que ao assumir a presidência de uma entidade com pratica esportiva, no caso o futebol, não tenha em mente conquistar, vencer, fazer boa figuração nas competições em que estiver inserido.

É público e notório que o futebol, do amador ao profissional em alto nível, não é autossustentável, notoriamente nas temporadas iniciais de um possível projeto elaborado. Como qualquer outro negócio, o futebol obrigatoriamente exige ideia do que e como fazer, tempo para implementação, conhecimento geral da atividade, das competições e do mercado, quem executará a gestão das coisas, quem serão os protagonistas praticantes, meios e formas das receitas, tamanho dos investimentos iniciais e conservadores, visibilidade da exposição, comunhão com os populares simpatizantes e consumidores.

Nadinha diferente se comparado a instalação de uma indústria cerâmica, uma confecção, um restaurante, um supermercado ou uma transportadora. Se o estabelecimento já é existente, não basta colocar comunicado de “Sob Nova Direção”. Tem que haver ideias e inovações, conhecimento de causa e acima de tudo, reserva financeira em bolso apropriado para atravessar e sobreviver aos invernos árticos e verões escaldantes.

A distância do pódio e o inferno astral, é uma linha tênue, sensível e dependente da competência, com muita sorte.

Não há projeto idealizado, certo e exequível do começo ao topo. Sempre haverá ajustes a fazer. E só reconhecerá tais necessidades se o gestor tiver simplicidade na modéstia, reconhecimento do alheio propositivo, equipe competente, equilibrada e motivada.

Infelizmente estes atributos são ausentes nas emocionadas e tresloucadas gestões nas presidências dos clubes para a pratica do futebol. Também por essa certeza, cada vez mais é possível testemunhar quantos são os andarilhos solitários a resmungar sempre o que é comum a todos: faltam recursos, críticas mediáticas e populares severas, ninguém me ama e, ninguém me quer.

A intensidade do fogo alto ou baixo na fritura de quem organiza e promove o futebol - amador e/ou profissional – depende do gestor que controla os botões do combustível. Autofagia.

Reportagem: Willi Backes

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