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Texto de Willi Backes

comment Jornalismo access_time26/10/2018 - 17:00

Avanços tecnológicos na comunicação transformam o planeta numa aldeia, onde todos sabem da vida e do comportamento de todos. Todos os dias, no tempo todo, chegam informações dos mais distantes rincões e civilizações.

Assim, não são mais novidades os furacões nos EUA e nas Filipinas, os terremotos no Irã e no Japão, as nevascas na Sibéria, os jogos de futebol por toda parte, a fome tribal na África, as fugas desesperadas pelo mar dos Cubanos, assim por diante.

Agora, as principais pautas da dita grande mídia brasileira, simbolizada na Globo News, no desespero editorial em “colar” fatos desabonadores no Governo do Presidente Trump, veicula com acompanhamento de próprios repórteres, a semanas, jornada pedestre de cidadãos de Honduras, El Salvador e Guatemala, em direção ao olimpo território americano. E claro, torcendo para que ocorra embate na fronteira. Culpado? Trump, é claro.

Esta semana, algum ou alguns aloprados, enviaram peça padrão com produção caseira, contendo produto que poderia causar espécie de explosão, para conhecidas figuras ligadas ao partido Democrata nos Estados Unidos. Nenhum artefato explodiu. Sem espoleta, só se alguém riscar o fosforo. Ficou a simbologia ameaçadora. É claro, culpado são as manifestações do Presidente Trump, antes mesmo do FBI investigar.

Enquanto isso, no Brasil, pautas abundam e que instigam para melhor e maior acompanhamento e investigação jornalística. Por aqui, os fatos são de imensa gravidade institucional, porém, a repercussão são notas e matérias jornalísticas com breve durabilidade. Assim foi com as mortes nunca elucidadas de empresários e executivos com relação com as estatais, políticos, candidatos e juiz da suprema corte.

Em se tratando de invasão de território para socorro humanitário, Roraima em poucas semanas teve que alojar mais de 50 mil venezuelanos, fugitivos do ditador Maduro, em passado recente apoiado pelo Governo Brasileiro, do PT. Nada mais é informado, a não ser alguns gemidos com pedidos de socorro das autoridades locais. Sem imagens e som local.

A única guerra destacada pela Rede Globo é a baixaria, a pornográfica programação própria denominada “Guerra & Sexo”.

A mídia eletrônica e impressa tem a obrigação de bem informar. Deveria ser próprio da nobre atividade profissional. Investigar, acompanhar, indagar e pleitear conteúdo, são inerentes ao jornalismo ético e compromissado. Definitivamente não é assim no Brasil, na expressiva maioria dos meios de comunicação. Salvo algumas poucas e boas independências.

É absolutamente inacreditável que fato gravíssimo ocorrido a poucas semanas, o atentado à vida do candidato a presidente Jair Bolsonaro, tenha caído literalmente no esquecimento. Centenas são as questões a serem respondidas. Para o azar dos cumplices, prováveis financiadores, o agente autor do gesto criminoso, foi protegido e “ainda” está vivo. Até quando?

No meio há sim algumas referências morais e intelectuais resistentes. Cito por exemplo o site “o antagonista”, o jornalismo do programa “os pingos nos is” da rádio Jovem Pan, os artigos e reflexões do jornalista e pensador Fernando Gabeira, e, mais raros voos de águias despertas.

A biruta sinaliza a direção e a força dos ventos. Maliciosamente e com interesses nada republicanos, com a dor do bolso vazio, nas próximas semanas testemunharemos a biruta girar como uma bandeira socorrista.

Reportagem: Willi Backes

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