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comment Jornalismo access_time10/07/2018 - 21:00

Reportagem: Coluna João Paulo Messer

O discurso é de despedida do Sul no governo do Estado. Há um clima de lamentação, especialmente do MDB e de setores do segmento empresarial, leiam-se aqueles mais identificados com Eduardo Moreira. Alguns sugerem que a região vai necessitar de uma ou duas décadas para recuperar o espaço que ele ocupou nos últimos 16 anos. O presidente do Sindicato da Construção Civil, Olvacir Fontana, por exemplo, chegou a liderar um movimento que sugeria campanha suprapartidária pela manutenção de Moreira neste papel. Foi vencido. Teria perdido inclusive o buscado apoio do prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSDB). Na oposição há quem considera que é tempo de trocar a liderança, como diz o presidente municipal do PP, Itamar da Silva: “acabou o tempo do Eduardo. Ele teve o seu tempo de fazer e fez pouco”.

Para esta eleição existem dois nomes do Sul na lista dos “sulistas” para compor em alguma chapa majoritária. O nome do deputado federal Jorge Boeira (PP) já esteve mais próximo. Se o PSDB tiver chapa pura, como parece ficar cada dia mais evidente, é deputada federal Giovânia de Sá que pode ocupar este espaço.
Entre todos os nomes que devem estar em chapa majoritária o melhor identificado com o Sul, embora seus vínculos não sejam diretos, é o do deputado João Paulo Kleinubing (DEM). Ele é o que se classifica hoje de político de chegada (de ponta). Ele reivindica, com fortes argumentos, que é representante do Sul, embora natural e residente em Blumenau. A família de JPK é de Criciúma.

Numa reunião realizada domingo em Florianópolis, com participação de representantes do PSD, DEM, PSB e PP, teria sido sugerida a composição de uma chapa com Gelson Merísio governador, João Paulo Kleinubing vice com Esperidião Amin e Raimundo Colombo para o Senado. JPK ouviu e saiu em silêncio.
O presidente estadual do PSD, deputado estadual Gelson Merísio esteve em Brasília nesta terça-feira para tratar de amarras que podem influenciar na composição em Santa Catarina. Nestes dias “Brasília fica logo depois da ponte” para os líderes políticos. Tem que amarrar aqui e fechar o nó na capital federal, Caso contrário desata fácil.

Leia mais sobre política na Coluna de João Paulo Messer

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