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Servidores garantem ganho real

commentJornalismo access_time06/05/2026 09:00

Assembleia dos servidores de Criciúma aprova negociação salarial

Caravaggio se reapresenta após vitória na estreia da Série B

commentEsporte access_time27/04/2026 17:05

Azulão trabalhou na tarde desta segunda-feira

Tigre intensifica preparação e mira vaga na Copa do Brasil 2027

commentCriciúma EC access_time18/02/2026 10:50

Equipe de Eduardo Baptista realiza treino técnico e tático no CT e trata Taça Acesc como prioridade após ausência inédita no torneio nacional

DEMITIDO DUAS VEZES

access_time23/11/2018 - 00:23

A saída do presidente da Fundação Cultural de Criciúma, Serginho Zapellini foi uma sucessão de erros. Primeiro porque lhe faltou assessoria no caso da escultura que foi o estopim. Os mesmos que agora lamentam a sua saída não o avisaram da polêmica, pois ele nem ficou sabendo da exposição, e quando soube agiu, mas ai já era tarde. O governo errou ao aconselha-lo a pedir demissão. Como não pediu – e neste caso Serginho acertou – foi demitido com prazo de validade. Novo erro do governo. Neste momento Serginho errou porque deveria ter saído logo. O que nasceu errado só poderia terminar errado. Todos erraram e perderam.

UM E OUTRO
O professor Sandro Araújo ficou sabendo pela imprensa que seria substituído na Fundação Municipal de Esportes, mas silenciou. Serginho Zapellini ficou sabendo na antessala do gabinete do prefeito que seria substituído e saiu dizendo pelo rádio o que pensava. Os dois foram “descartados” e ambos queriam ficar.

O ECO
Sandro Araújo não “botou a boca no trombone” pela fidelidade e amizade que tem com pessoas do governo. Serginho Zapellini apenas disse o que pensava com a mesma certeza de que aquilo não teria impacto como pensou que o episódio da escultura “do pinto” também não teria impacto. Pensou errado e pagou pela ausência de malandragem.

ISSO É FATO
No governo a avaliação de ambos não é das melhores. Acontece que o tipo de liderança que o prefeito entenda ser o certo é a de captador de recursos e que faça muito sem reclamar a falta destes recursos. Para o governo, tanto Sandro como Serginho são ótimos, não para o papel que vinham ocupando.

ERRAR DE NOVO
Serginho Zapellini envolve-se ao máximo com o que faz e ontem, mesmo após ser demitido “pela segunda vez” falava em continuar ajudando se necessário no anonimato. Ele organizou o Natal na praça, por exemplo, e parece acreditar em papai-noel, quer dizer, que pode continuar ajudando e que será reconhecido por isso.

VAI KAMINSKI
O aconselhamento jurídico para o vereador Júlio Kaminski é que pode deixar o PSDB sem medo de perder a vaga de vereador, mesmo que alguém entre na Justiça pedindo a vaga. Existe jurisprudência dizendo que nos casos em que o partido registrar em ata a liberação, ela se torna uma credencial que descarta interpretação de infidelidade.

A JOGADA
O que pode haver por trás da decisão do PSDB em liberar o vereador Júlio Kaminski para deixar o partido é a intenção do prefeito de tê-lo como adversário nas próximas eleições. Clésio Salvaro sempre foi hábil em conduzir o processo eleitoral a ponto de definir no jogo quem disputa como aliado e quem vem como adversário.

PELO DITO
O PSDB deu ao vereador Júlio Kaminski uma arma com potencial de liberá-lo sem o risco de alguém pedir o seu mandato. A presidente do partido, Roseli De Lucca Pizzolo admitiu no rádio que a decisão foi provocada pela dificuldade do partido com Kaminski. Assim sua assessoria jurídica tem novo argumento de “maus tratos” políticos.

O PORTAL
O governo de Nova Veneza inaugura hoje o portal de acesso ao município construído na chegada do distrito do Caravággio. A obra acontece com verbas do Ministério do Turismo destinadas pelo deputado federal Esperidião Amin atendendo apelo de progressistas do Caravággio como Genésio Spillere e o prefeito da época, Evando gava (PP). O casal Amin e Spillere visitam o prefeito ontem.

VAI BOTANDO NA CONTA
Decisão da Justiça, ontem, obrigado o Estado a começar a pagar já no próximo ano dívida de R$ 81 milhões que tem com as prefeituras por conta de verbas da saúde. O pagamento será feito em 35 parcelas e inicia em março. Isso é dinheiro para custear o Programa Saúde da Família, que até então tem recursos apenas dos municípios e União. O Estado sabia que um dia teria que pagar estes valores. Ontem a audiência fechou com acordo. Esta é mais uma bomba solta no colo do futuro governador. A falta de pagamento acarretará em sequestro do valor necessário das contas do governo.

FALTOU MIGUEL Ontem se concretizou a eleição do Sebrae, processo em que o governador Eduardo Moreira acabou surpreendido, pois tinha um acordo para escalar em um dos cargos estratégicos o seu fiel escudeiro Miguel Ximenes. Acontece que o acordo firmado no gabinete do governador não foi honrado pelos empresários envolvidos.

A CAUSA Se bem apurado o governador saberá que sua derrota foi uma resposta articulada no setor empresarial porque começou articulando de um lado e terminou de outro, mas perdeu pela reação da terceira via. Havia três segmentos.

A DISPUTA Esta disputa de ontem para o comando do Sebrae, assim como nos casos de federações da indústria e do comércio, principalmente, se trata de uma verdadeira guerra pois fala-se de muito dinheiro gestado por elas. É o dinheiro do chamado Sistema “S”, recurso que sai da folha de pagamento.

OS RECURSOS Só para ter uma ideia do tamanho da importância destas disputas, a FIESC recebe cerca de R$ 1 bilhão todos os anos. A Fecomércio em torno de R$ 350 milhões. Aqui, na ponta de linha, conhecemos a aplicação destes recursos através de órgãos como Sesi, Senai. Senac, Sebrae e outros.

PULA-PULA Não é só o vereador Júlio Kaminski (PSD) que estaria prestes a mudar de partido. Há outros, mas o momento é considerado inapropriado para troca de siglas, pois a mudança na legislação eleitoral pode fazer com que os que deixarem o seu “quadrado” agora, podem cair no mesmo “quadrado” lá na frente em virtude das fusões que devem ocorrer.

SEVERINO O Secretário de Governo, Arleu da Silveira é quem assume interina e cumulativamente a presidência da Fundação Municipal de Cultural de Criciúma. É assim sempre que o prefeito necessita de alguém. Por isso carinhosamente ele é chamado de “Severino quebra galho”, numa referência a um personagem de programa de humor da televisão.

AFINAÇÃO São poucos do governo de Criciúma que tem a sintonia perfeita com o prefeito Clésio Salvaro. Arleu da Silveira é sem dúvida o mais afinado.

FRASE DO DIA
“Não foi nada em função da escultura. Isso já vinha sendo avolumado em função da minha briga pela cultura de Criciúma. Acho que esse evento da escultura é apenas um pretexto para que eu pudesse ser mandato embora.”
Serginho Zapellini, ao comentar a sua saída na rádio Eldorado, ontem pela manhã. Este teria sido o momento em que o prefeito decidiu abreviar a permanência dele no cargo.


EDITORIAL – Uma leitura da cena ridícula no Congresso Nacional

 personJoão Paulo Messer
access_time27/03/2026 - 06:45

As cenas de ontem mostram que não existe a menor intenção de justiça, mas a proteção dos seus e a condenação dos adversários, que, neste cenário, se tornam inimigos. Parlamentares que conseguem ser, ao protestar, ainda mais ridículos, pequenos e inservíveis à nação que precisa de equilíbrio.

Os pulinhos, socos no ar e sorrisos debochados preencheram os telejornais ontem. O pior é que os que assistiram à briguinha de palhaços investidos de autoridade revelam-se fantoches de alas radicais.

Nem a decisão de convocar e vasculhar a vida do filho do presidente da República, suspeito de fazer parte de um esquema nojento, ganhou mais espaço do que a briguinha e os pulinhos ridículos dos parlamentares que não foram para o confronto. Quer dizer, os que não são protagonistas ridículos são figurantes igualmente ridículos.

O Brasil não merece. Ou será que merece o que se viu ontem? Não sei. Só sei que ontem foi apenas mais um capítulo da vergonha nacional.

Radicalismo, insanidade e pobreza do Poder Legislativo apenas se comparam aos já falidos demais Poderes. Uma limpa neste Congresso seria uma boa alternativa, mas sabemos que não vai acontecer. Os ridículos, quanto mais ridículos, por certo serão reconduzidos. Afinal, estão lá porque pagar de ridículo neste país virou credencial para o acesso ao Poder. Que vergonha.

Editorial: Líderes de verdade estão preparados para ouvir o contraditório

 personJoão Paulo Messer
access_time26/03/2026 - 06:30

O papel da mídia é uma espécie de porta-voz da comunidade. Reage como eco à reação da sua audiência quando falamos de rádio, por exemplo. A posição de quem faz a comunicação social, seja em qual campo for, é a da reação que ecoa da sociedade.

Não é em vão que os veículos de comunicação sérios e consolidados, e nós pensamos sê-lo, gozam do conceito de quarto poder. É verdade que os poderes no Brasil estão apodrecidos e entregues a interesses. Mas eu considero que seguimos imunes a essa pecha ou rótulo.

Digo isso com a lembrança de que líderes e homens públicos ocupam posições naturalmente expostas ao olhar coletivo e, por isso, precisam estar preparados para conviver com críticas.

A crítica é parte inerente da democracia e do ambiente competitivo, sendo instrumento de controle, ajuste e evolução. Quem exerce liderança sem disposição para ouvir o contraditório tende a se isolar e tomar decisões menos eficazes. Comumente os rotulamos de ditadores, mesmo que não seja o melhor meio de descrevê-los.

Adversários e concorrentes existem para questionar, tensionar e oferecer visões alternativas, o que fortalece o debate público. Nesse contexto, maturidade emocional é requisito indispensável para quem deseja conduzir pessoas e projetos. Reagir impulsivamente a ataques ou discordâncias pode ampliar conflitos e fragilizar a imagem do líder.

Por outro lado, saber filtrar críticas construtivas das meramente oportunistas é uma habilidade estratégica. Líderes preparados utilizam o questionamento como ferramenta de aperfeiçoamento contínuo. Eles entendem que nem toda crítica é injusta e que reconhecer falhas demonstra grandeza e responsabilidade.

A escuta ativa permite compreender demandas reais da sociedade e ajustar rotas quando necessário. Além disso, transparência e coerência são fundamentais para reduzir ruídos e desconfianças. Ao comunicar decisões com clareza, o líder diminui espaços para interpretações distorcidas. Também é essencial manter postura ética e respeitosa, mesmo diante de ataques pessoais.

A serenidade diante da pressão transmite segurança e fortalece a credibilidade. Construir pontes, em vez de ampliar divisões, é sinal de inteligência política e institucional. Outro ponto importante é cercar-se de equipes qualificadas e diversas, que tragam diferentes perspectivas. Isso amplia a capacidade de análise e reduz decisões baseadas em impulsos individuais.

A liderança eficaz não busca unanimidade, mas sim legitimidade e confiança. Conviver com críticas é, portanto, parte do exercício responsável do poder. E saber transformá-las em aprendizado é o que distingue líderes comuns de líderes verdadeiramente preparados.

Editorial: A corrupção não nasce na política

 personJoão Paulo Messer
access_time23/03/2026 - 06:30

E segue a ameaça de falta de combustíveis. O que não é ameaça, mas sim fato, é que o preço dos combustíveis já extrapolou o teto. E sempre sob o argumento de que vai faltar, de que não tem e outras tantas razões.

Mas qual é a leitura que nós temos sobre isso?

Só vou fazer uma provocação. Você não acha que nós estamos vivendo tempos em que a pressa virou regra e não nos aprofundamos sobre nada?

Nem pensamos sobre o que acontece à nossa volta. Só aceitamos o que vem embalado no noticiário ou, pior, nas redes sociais?

Observamos os fatos pela superfície, reagimos rápido, julgamos mais rápido ainda. Mas será que estamos realmente entendendo o que acontece ao nosso redor?

Tomemos como exemplo a recente tensão entre Estados Unidos e Irã. Mal se anunciou o início do conflito, e o Brasil já sentiu seus efeitos. A ameaça de falta de combustível surgiu quase que instantaneamente. E, junto dela, o aumento nos preços, como um reflexo automático.

Mas aqui cabe uma pergunta que não pode ser ignorada: houve tempo real para que essa escassez fosse, de fato, provocada? Navios deixaram de cruzar oceanos em questão de horas? O petróleo deixou de existir de um dia para o outro? Ou será que, mais uma vez, assistimos ao velho roteiro do oportunismo? Um roteiro em que a desgraça alheia vira margem de lucro. Em que o medo coletivo é transformado em estratégia de mercado.

É cômodo culpar governos, apontar dedos para quem está no poder. Mas nem sempre o problema nasce ali. Muitas vezes, ele brota no terreno fértil da especulação. E isso nos leva a uma reflexão ainda mais incômoda.

Se essas práticas são comuns no nosso cotidiano, por que nos surpreendemos quando aparecem na política?

A verdade é dura, mas precisa ser dita: o Congresso, o Executivo e o Judiciário não surgem do nada. Eles são reflexo direto da sociedade que os elege.

Se toleramos pequenas vantagens no dia a dia, se normalizamos o “jeitinho” e o ganho fácil, acabamos legitimando comportamentos maiores e mais graves.

Não se constrói uma sociedade ética apenas cobrando de cima. É preciso começar de baixo, nos pequenos núcleos, nas atitudes diárias.

Que esta reflexão nos acompanhe. Que a gente aprenda a olhar além da superfície. E que a nossa semana seja, acima de tudo, consciente e produtiva.

O caminho de governador passa pelo prefeito

 personJoão Paulo Messer
access_time20/03/2026 - 10:35

Enquanto a legislação eleitoral permitir a reeleição, o governante de plantão terá sempre vantagem no processo eleitoral. Temos, em Santa Catarina, um exemplo claro de como funciona este movimento. O governador Jorginho Mello, que nunca perdeu uma eleição, por isso hábil agente político, constrói, desde o primeiro dia de governo, a sua reeleição. E não há nada de errado nisso. Pelo contrário, trata-se de uma questão de inteligência. Afinal, ocupa o cargo com a habilidade para manter-se nele.

Lembramos que um dos primeiros atos de Jorginho, quando assumiu o governo de Santa Catarina, foi percorrer uma a uma das regionais para conversar, de um a um, com os prefeitos. Independentemente de sigla partidária, ouviu as prioridades e prometeu atendê-las. Em alguns casos, pediram menos do que ele ofereceu.

Lembramos também que, no meio do seu mandato, quando foram eleitos os novos prefeitos, Jorginho foi a campo de novo para conversar individualmente com os prefeitos. Tomamos por exemplo Criciúma, onde, durante a eleição, ele teve sério embate com o ex-prefeito Clésio Salvaro. Já com Vaguinho estabeleceu relação estreita, pois Vaguinho precisa do Governo do Estado para governar. E assim Jorginho fez em todos os municípios catarinenses. Ganha, por isso, a característica de prefeito municipalista.

Conversei hoje com o prefeito de Turvo, Heriberto Schmidt, que me confirmou ser admirador de Jorginho Mello e mantém esta posição, independentemente do posicionamento que o seu partido, o MDB, tomar.

E assim, por toda Santa Catarina, prefeitos declararam a sua simpatia ao governador, o que, na verdade, é apenas a retribuição aos recursos destinados por Jorginho. A partir de agora, o governador deve administrar a forma de repassar este dinheiro para manter a fidelidade dos prefeitos.

Lembramos também que, no início desta semana, os prefeitos do Partido Progressista foram até Jorginho dizer que o apoio virá, embora o seu partido não tenha decidido isso ainda.

Quer dizer, mais do que ser um governador municipalista, Jorginho é um hábil construtor da sua reeleição, contando com a aposta em 295 prefeitos. Não se sabe quantos estarão, mas a estratégia é essa.

O caminho de governador passa pelo prefeito

 personJoão Paulo Messer
access_time20/03/2026 - 10:35

Enquanto a legislação eleitoral permitir a reeleição, o governante de plantão terá sempre vantagem no processo eleitoral. Temos, em Santa Catarina, um exemplo claro de como funciona este movimento. O governador Jorginho Mello, que nunca perdeu uma eleição, por isso hábil agente político, constrói, desde o primeiro dia de governo, a sua reeleição. E não há nada de errado nisso. Pelo contrário, trata-se de uma questão de inteligência. Afinal, ocupa o cargo com a habilidade para manter-se nele.

Lembramos que um dos primeiros atos de Jorginho, quando assumiu o governo de Santa Catarina, foi percorrer uma a uma das regionais para conversar, de um a um, com os prefeitos. Independentemente de sigla partidária, ouviu as prioridades e prometeu atendê-las. Em alguns casos, pediram menos do que ele ofereceu.

Lembramos também que, no meio do seu mandato, quando foram eleitos os novos prefeitos, Jorginho foi a campo de novo para conversar individualmente com os prefeitos. Tomamos por exemplo Criciúma, onde, durante a eleição, ele teve sério embate com o ex-prefeito Clésio Salvaro. Já com Vaguinho estabeleceu relação estreita, pois Vaguinho precisa do Governo do Estado para governar. E assim Jorginho fez em todos os municípios catarinenses. Ganha, por isso, a característica de prefeito municipalista.

Conversei hoje com o prefeito de Turvo, Heriberto Schmidt, que me confirmou ser admirador de Jorginho Mello e mantém esta posição, independentemente do posicionamento que o seu partido, o MDB, tomar.

E assim, por toda Santa Catarina, prefeitos declararam a sua simpatia ao governador, o que, na verdade, é apenas a retribuição aos recursos destinados por Jorginho. A partir de agora, o governador deve administrar a forma de repassar este dinheiro para manter a fidelidade dos prefeitos.

Lembramos também que, no início desta semana, os prefeitos do Partido Progressista foram até Jorginho dizer que o apoio virá, embora o seu partido não tenha decidido isso ainda.

Quer dizer, mais do que ser um governador municipalista, Jorginho é um hábil construtor da sua reeleição, contando com a aposta em 295 prefeitos. Não se sabe quantos estarão, mas a estratégia é essa.

EDITORIAL – Governo se vê obrigado a vetar incentivos e serviços de saúde ao cidadão

 personJoão Paulo Messer
access_time10/03/2026 - 06:30

Só nestes últimos dias vimos o Governo do Estado reagir de forma contrária a duas propostas que trariam ao cidadão vantagens não só financeiras. No entanto, o foco aqui é observar o aspecto financeiro desse movimento. No primeiro caso, o governador vetou o desconto no IPVA dos veículos cujos proprietários são enquadrados como bons motoristas, isto é, motoristas sem infração de trânsito.

Isso também pode ser interpretado da seguinte forma: o motorista que não paga multa aos cofres públicos não teria por que ser beneficiado. Quem não pode ser prejudicado por isso é o caixa do governo.

No outro caso, a proposta sequer foi aprovada na Assembleia Legislativa, e a base do governo está orientada a trabalhar contra. Trata-se da intenção de um deputado que propõe a distribuição gratuita, na rede pública de saúde, o SUS, para pacientes que se enquadram na necessidade de tomar a tirzepatida, conhecida comercialmente como Mounjaro.

Nos dois casos, a alegação é a mesma: custo. O incentivo econômico aos bons motoristas faria cair a arrecadação, comprometendo o caixa do Estado. Isso fura a previsão de arrecadação, pois o IPVA é uma fonte importante de receitas.

No caso do Mounjaro gratuito à população, o próprio governo federal já disse que é impraticável pelo alto custo. Aliás, nesse caso vemos o governo do Estado concordando com os argumentos do governo federal. Quer dizer, quando a razão é a diminuição do volume arrecadado, fica impraticável trazer qualquer tipo de incentivo ao bom motorista ou oferecer cuidado à saúde do diabético.

O sistema está estrangulado e o caixa mal cobre os seus custos, gerando déficit histórico. Enquanto nós formos obrigados a trabalhar para sustentar a máquina pública, que consome grande parte dos nossos impostos apenas para pagar salários, não podemos sonhar com infraestrutura viária ou com a saúde preconizada na Constituição como direito absoluto de todos.

Esses dois exemplos são a demonstração de que não se pode sonhar com diminuição na carga tributária. São exemplos clássicos que mostram como o governo, por melhor que seja a intenção de algum agente, não tem para onde correr senão na direção do nosso bolso, do nosso suor e da nossa contribuição.

EDITORIAL - Os tempos são mais do que de homenagem às mulheres

 personJoão Paulo Messer
access_time09/03/2026 - 06:20

O Dia Internacional da Mulher, celebrado ontem, merece, sim, que lembremos que é sempre uma data de reflexão. Mais do que homenagens, flores ou mensagens nas redes sociais, ele deve servir para lembrar que a luta das mulheres por direitos, respeito e igualdade ainda está longe de terminar.

É verdade que, ao longo das últimas décadas, muitas conquistas foram alcançadas. As mulheres ampliaram sua presença no mercado de trabalho, na política, nas universidades e em espaços de decisão que, historicamente, lhes foram negados. São avanços importantes, que merecem ser reconhecidos.

Mas é impossível ignorar que, paralelamente a essas vitórias, persistem problemas graves. A violência contra a mulher continua sendo uma realidade cotidiana. Agressões físicas, psicológicas, morais e até econômicas ainda fazem parte da vida de milhares de brasileiras.

Os números mostram que o problema está longe de ser resolvido. Ontem mesmo, o delegado Márcio Campos Neves estava de plantão e escreveu nas redes sociais que, só pela manhã, atendeu a dois casos de violência contra a mulher em Criciúma.

Casos de feminicídio, denúncias de violência doméstica e episódios de assédio continuam surgindo com frequência alarmante. Isso revela que leis importantes, como as que protegem as mulheres, são fundamentais, mas, sozinhas, não são suficientes. O desafio maior está na mudança de cultura.

E não se trata de simples condenação da sociedade por esses absurdos. Temos que lembrar que a nossa cultura ainda carrega desigualdades entre homens e mulheres. Durante muito tempo, a sociedade naturalizou desigualdades e relações de poder que colocaram as mulheres em posição de inferioridade. Romper com esse padrão exige educação, conscientização e debate permanente.

É justamente por isso que datas como o Dia da Mulher não podem ser tratadas apenas como uma celebração simbólica. Precisam ser um chamado à responsabilidade coletiva. O respeito às mulheres deve ser uma prática diária: dentro de casa, nas escolas, no trabalho e nas instituições.

Ainda há desigualdade salarial, sub-representação política e muitas barreiras invisíveis que dificultam o pleno exercício dos direitos femininos. Ignorar essas questões é fechar os olhos para uma realidade que ainda exige transformação.

Portanto, mais do que comemorar conquistas, é preciso reafirmar compromissos.

Afinal, no fim das contas, não é apenas de vitórias que as mulheres precisam viver. É, sobretudo, de respeito, dignidade e da preservação da igualdade que deve existir entre todos.

EDITORIAL – O combate à corrupção começa por nós.

 personJoão Paulo Messer
access_time06/03/2026 - 06:30

A corrupção costuma ser tratada no Brasil como um fenômeno distante, quase sempre associado aos grandes escândalos que ocupam manchetes e inflamam debates públicos. Quando pensamos nela, imaginamos cifras bilionárias desviadas, contratos fraudulentos e complexas engrenagens de poder operando nas sombras. Contudo, essa visão limitada cria uma confortável ilusão moral: a de que a corrupção mora sempre no outro, nunca em nós. É justamente aí que reside uma das raízes mais profundas desse problema, que corrói a confiança pública e fragiliza nossas instituições.

A verdade incômoda é que a corrupção não nasce apenas nos palácios, nos gabinetes ou nas grandes operações financeiras. Ela germina também nas pequenas concessões do cotidiano, nos gestos aparentemente banais que normalizamos ao longo do tempo. Está no “jeitinho” para furar uma fila, na tolerância com a vantagem indevida, na tentativa de driblar regras que deveriam valer para todos. Quando essas práticas se tornam corriqueiras, formam o terreno fértil onde as grandes corrupções florescem. Afinal, sociedades que relativizam pequenas transgressões acabam criando um ambiente cultural permissivo para crimes maiores.

Isso não significa, de forma alguma, que devamos diluir ou relativizar os grandes esquemas que desviam recursos públicos e comprometem o futuro do país. Ao contrário. Escândalos de grande proporção, como o caso envolvendo o Banco Master, exigem indignação pública firme, investigação rigorosa e responsabilização exemplar. A sociedade tem o dever de reagir, de cobrar transparência e de repudiar qualquer tentativa de transformar o interesse público em oportunidade privada de enriquecimento.

Mas a coerência moral exige que ampliemos nosso olhar. Não basta condenar a corrupção quando ela aparece nas manchetes; é preciso reconhecê-la também quando se manifesta em escala reduzida ao nosso redor. Uma sociedade que se indigna apenas com os grandes escândalos, mas tolera pequenas desonestidades cotidianas, acaba reproduzindo o mesmo ciclo que diz combater.

O combate à corrupção, portanto, não se resume a operações policiais ou reformas institucionais, embora ambas sejam necessárias. Ele começa também na ética diária de cada cidadão, na recusa em participar de qualquer prática que viole o princípio da honestidade. Combater a corrupção é rejeitar o privilégio indevido, respeitar regras comuns e entender que o bem coletivo depende do comportamento individual.

Nesse sentido, a vigilância social se torna uma ferramenta essencial. Uma sociedade vigilante é aquela que observa, questiona e denuncia, independentemente da dimensão do ato corrupto. Do pequeno abuso cotidiano ao grande escândalo financeiro, tudo precisa ser exposto e enfrentado. O silêncio e a complacência são aliados silenciosos da corrupção.

Nosso papel, portanto, é duplo e intransferível. Devemos cultivar integridade em nossas próprias ações e, ao mesmo tempo, manter uma postura firme diante das irregularidades que presenciamos. Não coadunar com práticas corruptas é mais do que um gesto individual; é um compromisso com a construção de um país mais justo.

Se quisermos, de fato, transformar a realidade brasileira, precisamos compreender que a corrupção não é apenas um problema de governos ou de instituições. Ela também reflete escolhas cotidianas da própria sociedade. Romper esse ciclo exige coragem moral, consciência coletiva e disposição para agir.

Somente quando denunciarmos, com a mesma convicção, tanto os pequenos quanto os grandes casos de corrupção, poderemos começar a desmontar a cultura de permissividade que ainda persiste no país. Afinal, a ética pública se constrói na soma de milhares de atitudes privadas.

É justamente nessa vigilância permanente, crítica, ativa e responsável, que reside uma das mais poderosas armas da cidadania contra tudo aquilo que insiste em manter o Brasil refém da corrupção.

EDITORIAL – Vivemos sob a regência de um escândalo incomparável

 personJoão Paulo Messer
access_time05/03/2026 - 06:45

Apesar de tudo o que estamos vendo em paralelo no Brasil, não há como não abrir os olhos para aquele que se apresenta como o maior escândalo da história do país.

Desde os tempos do Império, da Velha e da Nova República, da ditadura, da abertura, do Brasil democratizado e do Brasil entregue à gestão de representação da massa trabalhadora, como gostam de cantarolar os aliados do atual governo Lula, nunca antes na história deste país se viu algo tão nojento e assustador como o que vem acontecendo com este tal escândalo do Banco Master.

Não que isso soe tão estranho. Não é o escândalo, mas, quem sabe, o tamanho dele que nos remete ao assustador.

Lá nos tempos passados, os escândalos eram amenizados ou varridos para debaixo dos tapetes, até mesmo com assassinatos, como foi o de PC Farias, como devem lembrar os que vivem as mazelas deste país há mais tempo. E, na madrugada de hoje, um dos homens-chave deste esquema, braço direito de Vorcaro, morreu, pelo que indicam as notícias oficiais, em consequência de suicídio, num hospital da cadeia.

O cenário nacional alcança figuras que não se restringem ao governo. Fora deste governo, dentro do governo passado e sabe-se lá por onde, neste país, há gente na lista de suspeitos.

O noticiário desta quinta-feira consegue se apresentar ainda mais assustador do que o que se teve até ontem. E não pensem que o de amanhã será menos assustador. Não cessa a inquietude sobre onde vamos parar com tudo isso.

Uma das conclusões que li hoje revela que o Banco Master era a fachada de uma máfia, cujo comandante deve ser o tal de Vorcaro. Chefe ou gerente.

O negócio é tão absurdo que o sujeito tinha capangas para ameaçar, coagir e, se fosse o caso, remover do caminho quem ameaçasse o sistema.

Encontros às escondidas com o presidente da República, relações com chefes estratégicos do governo passado são apenas alguns dos rastros deixados e agora revelados pela investigação.

Os Poderes e os poderosos estão todos envolvidos até o pescoço. O dito sistema alcançou a todos. E não são apenas os políticos. Há empresários, religiosos e outros tantos endeusados deste país que agora temem, no futuro, ter de abraçar o capeta.

EDITORIAL - Acordando em dia de guerra e olhando ao redor

 personJoão Paulo Messer
access_time04/03/2026 - 06:25

Um conflito envolvendo potências como Estados Unidos, Israel e Irã nunca fica restrito ao Oriente Médio. Mesmo a milhares de quilômetros, a gente sente aqui no Brasil os reflexos. Afinal, vivemos em uma economia globalizada. O primeiro impacto costuma ser no preço do petróleo.

O Irã é um grande produtor e está em uma região estratégica, próxima ao Estreito de Ormuz, por onde passa boa parte do petróleo mundial. Se há risco de bloqueio ou redução da oferta, o mercado reage imediatamente. O barril sobe, e isso pressiona os combustíveis no Brasil. Ainda que a Petrobras tenha política própria de preços, ela leva em conta o mercado internacional.

Assim, gasolina, diesel e gás de cozinha podem encarecer, sim. Com o diesel mais caro, o frete sobe. Como o Brasil depende fortemente do transporte rodoviário, alimentos, medicamentos e produtos industrializados acabam ficando mais caros.

A inflação pode ganhar força, corroendo o poder de compra das famílias. O Banco Central, para conter essa pressão, pode manter os juros elevados por mais tempo, o que encarece crédito, financiamento e investimentos.

Outro reflexo possível está no câmbio. Em momentos de tensão internacional, investidores buscam mercados considerados mais seguros, como os Estados Unidos. Isso fortalece o dólar e enfraquece moedas como o real. O dólar alto impacta importações, desde trigo até componentes eletrônicos, pressionando ainda mais os preços internos.

O setor agrícola também pode ser afetado. Fertilizantes e insumos agrícolas têm forte relação com o mercado internacional e com custos atrelados ao petróleo e ao gás. Qualquer alta expressiva nesses insumos repercute na produção e, consequentemente, no preço dos alimentos.

Há ainda efeitos indiretos sobre investimentos. Projetos podem ser adiados, a bolsa pode oscilar, e empresas ficam mais cautelosas. O turismo internacional também sente: passagens aéreas sobem com o querosene mais caro e o câmbio pressionado.

Afinal, em um mundo interligado, guerras regionais têm efeitos globais, sim, e nós, brasileiros, também acabamos pagando parte dessa conta.

EDITORIAL – TSE define prazos e regras à eleição de 2026

 personJoão Paulo Messer
access_time03/03/2026 - 06:20

Estão definidas as regras do jogo eleitoral de 2026. O TSE reuniu-se ontem. A Inteligência Artificial é o grande adversário do processo de escolha dos nossos representantes. Foi-se o tempo em que se atribuía às pesquisas a má influência sobre a opinião pública.

Devemos nos vacinar contra influências provocadas por narrativas mentirosas que devem jorrar pela internet. A ferramenta que nos permite dar velocidade à comunicação é, hoje, a mais perigosa arma da sociedade. A internet não pode ser consumida como remédio, mas deve ser manuseada como um perigoso veneno, inclusive em um processo eleitoral como o que se avizinha.

Apesar das medidas e cautelas aprovadas ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral, não há a menor esperança de que a eleição deste ano será um jogo limpo. Muito pelo contrário: esse jogo já foi desonesto no passado e se tornará ainda mais perigoso.

Uma arma na mão de cada um, cego ou não, cujo alvo vai do simples leitor ao homem público que decidir entrar no jogo para se apresentar como representante da sociedade. As baixarias, mentiras e ameaças não conseguirão ser controladas, e isso o Tribunal Superior Eleitoral já admitiu. Cabe, por isso, ao eleitor saber que estamos entrando em um jogo perigoso e malicioso.

A interpretação dos fatos precisa ser feita com cautela e checagem. A força dos veículos oficiais se reforça, mas, obviamente, não é imune à amaldiçoada manipulação da opinião pública.

As regras do jogo eleitoral, o calendário e o que deve ser observado foram definidos pelo TSE ontem. O órgão faz o anúncio dessas definições com um ato quase confessional: caberá ao cidadão ser o juiz da verdade, pois a capacidade de fiscalização do órgão regulador fica muito distante da realidade. Será o jogo do Deus nos acuda?

EDITORIAL – Mês de 31 dias, sem feriados e com escala 6x1

 personJoão Paulo Messer
access_time02/03/2026 - 06:30

Março chega como quem abre a janela depois de um verão intenso e convida à ação.
É um mês inteiro, robusto, com seus 31 dias bem distribuídos no calendário.

Em um ano marcado por tantos feriados, março surge quase intacto, pronto para produzir.
Quando o mês oferece cinco domingos, oferece também quatro semanas completas de trabalho.
É tempo de ajustar metas, organizar ideias e transformar promessas em prática.

Março não é apenas passagem: é impulso.
É o mês que pode se tornar o mais produtivo do ano.
Sem grandes interrupções no calendário, ele exige foco e constância.
A rotina da escala seis por um segue como engrenagem que sustenta o ritmo do país.

Ainda vivemos sob a lógica do esforço contínuo, da semana que constrói resultados.
E há dignidade nisso: produzir é também participar da construção coletiva.

Mas março não é só trabalho; é também movimento político.
Em ano eleitoral, o mês ganha contornos estratégicos.
É quando se intensificam articulações e decisões partidárias.
O prazo para mudança de partido por parte dos deputados aquece os bastidores.
Alianças se redesenham, discursos se ajustam, projetos ganham nova forma.

O eleitor atento percebe que março antecipa o tom da disputa que virá.
É um mês de definições silenciosas e movimentações decisivas.

Enquanto isso, a vida comum segue seu curso, firme e produtiva.
Cada dia útil é oportunidade concreta de avançar.
Cada semana completa é chance de consolidar resultados.

Março nos desafia a transformar tempo em realização.
Que seja, portanto, o mês da disciplina, da estratégia e da produtividade.

EDITORIAL: Abertura do Programa desta quinta-feira (26)

 personJoão Paulo Messer
access_time26/02/2026 - 06:30

Os movimentos políticos do PL, ontem, em Brasília, mostram que, de novo, em 2026, vamos trilhar o caminho da escolha do voto dos brasileiros pela rejeição. Flávio Bolsonaro já toma forma de candidato a presidente. De outro lado, já está definida a pretensão do PT com a reeleição de Lula.

Eleição polarizada não é o melhor caminho, aqui ou em qualquer lugar. A resposta do "sim" ou "não" é muito estreita para que um país vasto se manifeste, mas é o que haverá no novo ano. Parece-me que, pela construção das candidaturas, a tal terceira via, que teve candidatos muito fracos em 2022, se repita em 2026.

Cabe ao eleitor a missão da escolha, e a pior delas é a negação ou a abstenção. Trata-se de um cenário que provoca os brasileiros a optar. A partir de agora, também Santa Catarina, com candidaturas definidas, deve entrar na disputa eleitoral. Uma eleição bastante antecipada para os padrões do eleitor brasileiro. Mas é preciso lembrar que tem sido assim. As escolhas se restringem entre o que não queremos e o que não desejamos. Assim, ficamos praticamente na obrigação, sem a opção de votar com tranquilidade, temendo perder o voto.

É óbvio que teremos outras candidaturas, mas, até pela demora em suas definições, pode-se medir o quanto a polarização vai marcar a eleição. Resta, entretanto, aos brasileiros, a experiência de outros tempos, em que, na briga pelo poder, só quem não pode perder é o cidadão eleitor. Perder amigos, perder relações familiares, perder a saúde, perder a razão de ser eleitor brasileiro. Essa briga do nós contra eles não pode atingir as relações entre os eleitores. Só quem não pode perder somos nós mesmos. Portanto, que sejamos ponderados.

Editorial: O real cenário do Brasil

 personJoão Paulo Messer
access_time25/02/2026 - 06:30

Não há como se arriscar a fazer um comentário analítico quando não se conhece profundamente a área. Ainda assim, vale registrar os dados divulgados nas últimas horas sobre a situação econômica dos brasileiros.

A leitura revela um Brasil vivendo uma questão intrigante. Refiro-me ao fato de que, enquanto os indicadores oficiais apontam inflação mais comportada e desemprego em mínimas históricas, a realidade das famílias conta outra história.

Foi divulgado o chamado Mapa da Inadimplência da Serasa. Nele, a revelação de que quase metade da população adulta, 49,66%, tem dívidas em atraso. Ou seja, não consegue pagar suas contas.

Falta educação financeira e sobra crédito fácil. Muitos transformam o limite do cartão em extensão da renda. As apostas esportivas drenam orçamentos já apertados. E ainda há estímulos oficiais ao endividamento, como o consignado, que pode virar armadilha para quem não planeja.

O resultado é dramático. Dados mostram que mais de um quarto das dívidas está concentrado em bancos e cartões. Em seguida, vêm contas básicas, como água e luz, sinal claro de que o sufoco já atinge o essencial.

É importante observar que temos juros elevados. A Selic está em 15% ao ano, com juros reais próximos de 10%. O crédito rotativo do cartão beira 450% ao ano.

CNPJs também estão inadimplentes. A renegociação ajuda, mas é paliativa. Se não houver redução da carga fiscal e dos juros, não há outra saída senão a dos aeroportos internacionais.

Indicadores oficiais apontam inflação mais comportada e desemprego em mínimas, mas a realidade conta outra história.

Eleição em Morro da Fumaça mostra força do prefeito Guollo

 personJoão Paulo Messer
access_time22/02/2026 - 07:11

Apostar na chapa de Situação em eleição de cooperativa de eletrificação é sempre barbada. Ou quase sempre. No Morro da Fumaça, neste fim de semana um resultado chamou a atenção. A Situação venceu a eleição para formação do Conselho Fiscal popr apenas 21 votos num universo de pouco mais de três mil votos.

A Chapa Um somou 1.562 votos contra 1.541 da Oposição. A diferença mínima pode ser reduzida para 11 deputados, que se votassem de forma diferente teriam dado a vitória à oposição. A partir dai acendeu um alerta sobre a atual diretoria administrativa. Primeiro porque a Oposição guardou a estratégia até o final do período susrpreendendo a Situação. Outro aspecto que acomodou a situação foi o possível - ou confirmado - apoio do ex-prefeito Noi Coral, o que dignificaria o governo municipal desinteressado. Não foi o que aconteceu.

O atual prefeito Eduardo Guollo, que foi vice de Noi, assumiu a postura de comandante do navio e liderou a articulação da Oposição. Pelo visto a gota d´água não é fato do atual presidente administrativo Rudi Recco ter admitido que pode trabalhar para mudar o estatuto da entidade e com isso permanecer por pelo menos mais um mandato. Este foi o argumento fote da oposição.

O prefeito Eduardo Guollo apostou numa estratégia arriscada. Poderia ter sofrido a mesma reviravolta que o prefeito Dalvânia Cardoso sofreu em Içara (Cooper Aliança) e o prefeito Ademir Magagnin morreu em Cocal do Sul (Cooper Cocal). Ambos sairam chamuscados ao perder as eleições recentes em suas cooperativas. Guollo apostou, perdeu por 21 votos mas num processo que lhe deu muita força.