Notícias em destaque

Morro da Fumaça amplia atendimento à população em vulnerabilidade social

commentJornalismo access_time22/06/2026 17:20

Ação da Assistência Sociel e da Defesa Civil está estruturada em três frentes de trabalho

Arena Eldorado LayBack transmite segundo jogo do Brasil na Copa do Mundo 2026

commentEsporte access_time17/06/2026 17:35

Espaço volta a receber os torcedores para mais uma grande festa nesta sexta-feira (19)

Criciúma celebra 35 anos da conquista da Copa do Brasil com evento especial no Tigre Sports Bar

commentCriciúma EC access_time02/06/2026 11:08

A noite reunirá ex-atletas, ex-dirigentes e demais pessoas que fizeram parte da campanha que garantiu ao Tigre o maior título de sua história.

Coluna de Terça-feira

access_time26/06/2018 - 00:23

Tríplice se parte em três
Na primeira eleição após a morte de Luiz Henrique da Silveira (2018) implode a construção que ele fez para sua reeleição há 12 anos (2006). O atual presidente do PSDB, deputado Marcos Vieira invoca o protagonismo tucano naquela época e hoje. Ontem, na festa de comemoração dos 30 anos do partido, ele lembrou que foi o PSDB que em 2006 garantiu a tríplice aliança (PMDB, PSBB e DEM), que ao isolar o PP construiu a máquina imbatível nas urnas e que teoricamente governa até o final deste ano. Pelo menos garantiu a eleição da chapa atual em 2014. Vieira diz que, se lá o PSDB foi decisivo para “bi-polarizar” a disputa em Santa Catarina, agora o mesmo PSDB é quem “tri-polariza”. Com isso diz que é o seu partido quem é peso decisivo na politica catarinense.

Tríplice disputa
Se valerem as teorias mais prováveis ouvidas dos principais líderes dos partidos que compuseram a tríplice aliança lá atrás, de novo o PP será coadjuvante. A tese é que PMDB terá o seu candidato, o PSDB o seu e o PSD já tem a garantia dada em pré-convenção pelo PP para apoiar Gelson Merísio.

Força de Amin
Internamente nos partidos, inclusive no PP, as forças são para isolar Esperidião Amin, não o PP. O que se mostra e que Amin está de novo reassumindo o comando da sigla. Já ocorreu isso em 2012, quando ele reverteu tudo nos minutos derradeiros da convenção. A diferença é que desta vez ele começa mais cedo a liderar o processo. Nem por isso Amin tem candidatura assegurada. As articulações de trincheiras são as mesmas: isolar Amin.

Cobrança silenciosa
O que o eleitor não fica sabendo é o tamanho da cobrança que outros partidos, que temem enfrentar Esperidião Amin, fazem sobre os progressistas, sobretudo o grupo que desde os tempos em que eram motivados por Luiz Henrique da Silveira, tentam desbancar o ex-governador progressista.

Nas entrelinhas I
Quando Gelson Merísio (PSD) fala em tom enfático, como fez sábado em várias entrevistas em Criciúma, que João Paulo Kleinubing e tão candidato quanto ele e Amin é para não polarizar a disputa com Amin. Citando um terceiro não precisou reconhecer - ali no evento do PP - o nome de Esperidião Amin como o mais forte.

Experiências
Tem sido noticiado que o PDT vai reavaliar sua posição de estar na chapa com o PSD caso o candidato a governador não seja Gelson Merísio. Há duas observações sobre isso. A primeira é que essa posição não é só do PDT. A outra é que enquanto o PDT for liderado por Manoel Dias, não voltará a coligar com o PP. Isso tem a ver com a eleição de 2010, quando Dias foi cândida a vice-governador de Ângela Amin.

Datas
A data mais importante do calendário eleitoral, daqui por diante, é do dia 20 de julho ao dia 5 de agosto. Neste período os partidos devem realizar as suas convenções. Isso significa que essa indefinição sobre as candidaturas ainda vai perdurar por 40 dias.

Conversa
O pré-candidato a deputado federal pelo PSB, Fábio Brezolla comenta conversa que teve com o prefeito Clésio Salvaro (PSDB), quinta-feira, enquanto aguardava evento na ACIC. Ele descreveu ao prefeito cenário que mira também 2020, ou seja, lembrou que em 2016 fez boa votação para prefeito. Assim, se for eleito deputado federal Brezola sai da disputa à prefeitura de 2020. Seria um adversário forte a menos para Salvaro enfrentar em 2020.

BASTIDORES
O silêncio lageano
Chama atenção em meio aos movimentos políticos a ausência do ex-governador Raimundo Colombo. Ele que até recentemente comandou o governo e o PSD, não aparece mais nas articulações. No dia do evento de Meríso fez um discurso “passando as rédeas ao deputado”. Sua acomodação com estas articulações já lhe custou caro. Primeiro perdeu o comando do PSD, depois passou a “apanhar” do aliado MDB. Agora a dúvida é se com o excesso de candidatos não corre o risco de perder uma considerada eleição praticamente certa para o Senado. E olha que se essa chapa ficar grande demais ele corre o risco de perder o direito até de disputar vaga na majoritária. A condição de ser o primeiro voto para o Senado ele já não tem mais.

CAMISA 11 Pelo visto a judicialização volta forte às eleições. Os questionamentos sobre a propaganda antecipada, ou seja, as tais condutas vedadas a que se refere a lei eleitoral, são muitas. A mais recente é a camisa número 11 da seleção brasileira que Esperidião Amin usou no evento do partido sábado.

ONDA CERTA Prova de que a política é capaz de submergir num ano e emergir o mesmo personagem em outro é o que está acontecendo com Márcio Búrigo. O ex-prefeito de Criciúma saiu em baixa da prefeitura, mas hoje é o líder do reaquecimento do PP. Ele surfa na onda Amin.

NERO No fim de semana um incêndio destruiu uma estrutura utilizada pela cooperativa de catadores de Criciúma. O vereador Zairo Casagrande disse na tribuna da Câmara, ontem, que “o espírito de Nero anda solto em Criciúma”. Ele citou casos como do Hospital Materno Infantil Santa Catarina, o Colégio Lapagesse, a prefeitura e o Centro Cultural Jorge Zanatta.

EXONERAÇÕES O governador Eduardo Moreira tem pouco mais de uma semana para pensar sobre novos enxugamentos. Ele só pode remover, transferir ou exonerar servidores até o próximo da 7 de julho.

SE ESSA RUA... O prefeito Clésio Salvaro está preses a comprar uma nova briga. O projeto da rua Osvaldo Pinto da Veiga foi feito com asfalto em um trecho e manutenção do calçamento em outro em virtude de uma processo de tombamento da via. Mandou asfaltar os trechos de calçamento.

HOMENAGEM A UPA (Unidade de Pronto Atendimento) que será inaugurada sexta-feira será uma homenagem ao médico Antônio Althoff. Lei neste sentido foi aprovada ontem na Câmara de Vereadores.

DISCURSO Tem políticos brincando com a inteligência do eleitor. Entre as muitas brincadeiras estão discursos de líderes de partidos que estavam governo até ontem e hoje garantem que não fazem parte do que eles classificam de governo que “acabou” com o Estado. Há vários outros exemplos que são verdadeira aberração. Tende piedade.

FRASE DO DIA
“O Amin é o velho que se renovou...”
Trecho da fala de Márcio Búrigo em defesa da candidatura de Esperidião Amin a governador.


Editorial do Programa João Paulo Messer foi transmitido diretamente do campus universitário

 personJoão Paulo Messer
access_time22/06/2026 - 11:10

Na manhã desta segunda-feira, 22 de junho de 2026, o Programa João Paulo Messer foi realizado diretamente do campus da Unesc, em uma edição especial dedicada aos 58 anos da Universidade do Extremo Sul Catarinense. A data serviu não apenas para celebrar a trajetória da instituição, mas também para refletir sobre sua contribuição ao desenvolvimento econômico, social e cultural do Sul de Santa Catarina.

Ao longo de quase seis décadas, a universidade consolidou-se como uma das principais forças transformadoras da região. Desde os tempos da Fucri até a estrutura universitária atual, a Unesc construiu uma identidade baseada no compromisso comunitário, mantendo uma conexão permanente com as necessidades da sociedade.

Durante a transmissão especial, a pró-reitora de Ensino, Gisele Silveira Coelho Lopes, destacou a importância desse modelo de gestão e da proximidade com a comunidade. Segundo ela, a universidade mantém-se em constante evolução para responder às demandas que surgem na região, transformando conhecimento em soluções práticas para os municípios do Sul catarinense.

Esse modelo assegura que os recursos gerados sejam integralmente reinvestidos em ensino, pesquisa, extensão e infraestrutura. O resultado aparece no fortalecimento de serviços gratuitos oferecidos à população, como as clínicas integradas de saúde, os projetos de extensão, a assistência jurídica e as iniciativas voltadas à inovação e ao empreendedorismo.

A relevância da Unesc também se reflete além dos limites da região. Durante a entrevista, a secretária de Estado da Educação e reitora licenciada da instituição, Luciane Bisognin Ceretta, ressaltou o papel de vanguarda exercido pela universidade no cenário catarinense. Para ela, a experiência construída ao longo de décadas por uma universidade comunitária tornou-se referência para ampliar oportunidades educacionais e contribuir para o desenvolvimento do estado.

Mais do que formar profissionais qualificados, a Unesc desempenha papel estratégico na retenção de talentos, no fortalecimento da economia regional e na construção de soluções para os desafios contemporâneos. Ao celebrar seus 58 anos de história, a universidade reafirma sua vocação de transformar conhecimento em desenvolvimento e de continuar sendo protagonista no futuro do Sul catarinense.

Defesa Civil acelera medidas preventivas diante do alerta climático

 personJoão Paulo Messer
access_time18/06/2026 - 09:45

A iminente formação e o avanço do fenômeno climático El Niño acenderam o sinal de alerta em Santa Catarina. Com previsões indicando aumento expressivo no volume de chuvas, temporais intensos e riscos elevados de enchentes e deslizamentos durante o inverno e nos meses seguintes, os municípios catarinenses correm contra o tempo para reforçar suas estruturas de prevenção.

O próprio Governo do Estado oficializou um decreto de alerta climático com validade de 180 dias, mobilizando órgãos estaduais e municipais para reduzir os impactos de possíveis desastres naturais.

No Sul catarinense, a preocupação já se traduz em ações concretas. Em entrevista concedida nos estúdios da Rádio Eldorado, integrantes da linha de frente da Defesa Civil de Criciúma — o diretor Fred Gomes, ao lado de Tadeu Vassoler e Guilherme Alexandre Colombo — detalharam o plano de contingência que vem sendo executado no município para minimizar os efeitos do fenômeno sobre a população.

Plano de ação em Criciúma

Segundo a equipe, os trabalhos estão concentrados em três frentes principais, priorizando medidas preventivas antes que os volumes de chuva atinjam níveis críticos.

A primeira delas é o desassoreamento e a limpeza de rios e córregos. Entre as ações em andamento está a manutenção preventiva do Rio Sangão e de diversos cursos d’água que cortam a cidade. A retirada de sedimentos, entulhos e árvores caídas busca garantir melhor vazão e reduzir o risco de alagamentos em áreas historicamente vulneráveis.

Outra frente é o monitoramento aéreo e o mapeamento das bacias hidrográficas. Recentemente, a Prefeitura de Criciúma e a Defesa Civil realizaram um sobrevoo técnico com apoio do SAER Sul para avaliar as condições de rios e áreas estratégicas, incluindo trechos das bacias dos rios Mãe Luzia e Araranguá. O objetivo foi identificar pontos críticos de vazão e acúmulos irregulares de resíduos que possam comprometer o escoamento da água durante períodos de cheia.

A terceira frente envolve o treinamento e a preparação das equipes. O município realizou recentemente um grande simulado de gestão de desastres e mantém programas permanentes de capacitação, incluindo treinamentos voltados a profissionais da área da educação para atuação em situações de emergência.

Durante a entrevista, os representantes da Defesa Civil também reforçaram a importância da participação da comunidade. O descarte irregular de lixo continua sendo apontado como um dos principais agravantes das cheias urbanas, devido à obstrução de bueiros e canais de drenagem.

Outro ponto destacado foi o combate às fake news. A orientação é para que a população acompanhe alertas e informações apenas pelos canais oficiais da Defesa Civil, da Prefeitura de Criciúma e do Governo do Estado.

Com apoio da AMREC (Associação dos Municípios da Região Carbonífera), Criciúma busca fortalecer sua capacidade de resposta e proteger a população diante dos desafios que o El Niño historicamente impõe ao Sul do Brasil.

Editorial: Festa da Gastronomia reafirma a identidade cultural e a força turística de Nova Veneza

 personJoão Paulo Messer
access_time18/06/2026 - 07:10

Hoje é quinta-feira, 18 de junho. Nova Veneza se transforma. Há um magnetismo sutil que altera o ritmo da cidade, da região e até o humor das pessoas quando a Festa da Gastronomia se aproxima.

O que nasceu como uma celebração comunitária ganhou, ao longo do tempo, contornos de um grande evento. Consolidou-se como o mais importante acontecimento cultural e gastronômico do Sul de Santa Catarina.

É impossível caminhar pela cidade sem ser contagiado por essa atmosfera vibrante, onde os aromas herdados de nonos e nonas se misturam à alegria genuína de um povo que preserva suas raízes com orgulho.

As cores inspiradas no Carnaval de Veneza já tomam conta dos espaços públicos, enriquecendo o cenário e ampliando a experiência de quem visita a cidade. O espetáculo visual se soma à tradição gastronômica e cria uma identidade única.

A contagem regressiva chegou ao fim. A festa começa hoje, trazendo consigo a promessa de dias inesquecíveis, marcados por celebração, música, encontros e, claro, boa comida.

Para quem não puder acompanhar tudo de perto, a Rádio Eldorado estará presente com cobertura completa, levando a emoção e o pulsar desse grande evento aos ouvintes de toda a região.

Mas o convite está feito: participe. Vá à festa. Nova Veneza nos convida, mais uma vez, a celebrar a vida, a história e a tradição.

Editorial: A maior Copa do Mundo da história começou mobilizando multidões, mas a estreia da Seleção Brasileira deixou mais dúvidas do que certezas.

 personJoão Paulo Messer
access_time15/06/2026 - 08:00

E a bola finalmente rolou na maior Copa do Mundo da história, mas o clima de largada é de desconfiança.

Até o momento, vimos o gigantismo do torneio se traduzir em uma avalanche de seleções espalhadas por três países. Enquanto as potências europeias tentam impor sua tradicional força e as seleções emergentes buscam surpreender, a engrenagem da FIFA foca no espetáculo comercial que une os três países da América do Norte.

Paralelamente, os bastidores são palco de intensos debates logísticos sobre o desgaste provocado pelas longas viagens. Tudo isso, porém, para nós, perde importância diante do que realmente ecoa de forma dolorosa: a primeira impressão deixada em campo.

A estreia da Seleção Brasileira foi um balde de água fria e deixou os torcedores profundamente preocupados. O futebol apareceu engessado, sem a criatividade e a ousadia que historicamente marcaram a identidade do Brasil. A conexão entre meio-campo e ataque praticamente não existiu. Os jogadores surgiram isolados, evidenciando falhas táticas difíceis de serem digeridas pelo torcedor.

Se quisermos sonhar com o título, essa postura atípica e vulnerável precisa ser corrigida com urgência nos próximos jogos. É verdade que o torneio está apenas começando, mas o sinal de alerta já está aceso e a paciência do brasileiro parece cada vez menor.

O mundo assiste a uma festa grandiosa enquanto nós convivemos com o fantasma de fracassos passados. Ainda há tempo para uma reviravolta, mas o rendimento apresentado até aqui não inspira confiança.

Resta saber se a comissão técnica terá estofo para arrumar a casa antes que seja tarde demais. Por enquanto, o sentimento que domina o país não é o da festa da Copa, mas sim o medo de um novo fiasco da Seleção Brasileira.

Mas também há muita gente comemorando sem estar nem aí para o resultado dentro das quatro linhas. É tempo de Copa. E a Copa continua sendo um raro momento de encontro coletivo, mesmo em um período em que o Brasil não vive seus melhores dias na economia.

O que se percebeu no fim de semana, especialmente na sexta-feira, foi uma multidão disposta a celebrar. Bares, restaurantes, praças e espaços de convivência ficaram lotados, tomados pelo clima do Mundial. A festa está garantida. Falta apenas a Seleção fazer a sua parte.

Uma placa alusiva aos 80 anos da emissora foi entregue nesta sexta-feira (12).

 personJoão Paulo Messer
access_time12/06/2026 - 00:00

Durante o programa João Paulo Messer, desta quinta-feira, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina realizou a entrega de uma placa em homenagem aos 80 anos da Rádio Eldorado. Estiveram no estúdio o deputado Rodrigo Minotto, autor da proposta, e o presidente do Legislativo catarinense, Júlio Garcia.

Durante o ato, que aconteceu em forma de entrevista, estiveram presentes ainda o presidente da Associação Empresarial de Criciúma (ACIC), Frack Hoboldt, o vice-prefeito Salésio Lima e o diretor do portal Engeplus, Marcus Vinicius Signor.

Minotto lembrou da credibilidade da emissora, que, ao longo de todas as suas oito décadas, manteve seu perfil independente e o papel de prestadora de serviços. Júlio Garcia, que recentemente promoveu um incremento na imprensa do Parlamento catarinense, a ponto de receber reconhecimento nacional por isso, reforçou o fato de que não há democracia sem imprensa livre e que a informação precisa chegar ao ouvinte com credibilidade e fidelidade aos fatos.

Frack Hoboldt reforçou o papel da imprensa no desenvolvimento dos mais diversos segmentos da região e na construção de uma sociedade com intensa participação. A ACIC comemora 82 anos nos próximos dias, fato que foi lembrado por conectar várias instituições de Criciúma que estão na faixa dos 80 anos.

Debate sobre a maioridade penal revela impactos que ultrapassam a segurança pública e chegam à economia.

 personJoão Paulo Messer
access_time09/06/2026 - 06:45

O debate de hoje será na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Trata-se de uma discussão polêmica, cercada de argumentos de ambos os lados. Mas é um tema que ganha contornos surpreendentes quando analisado sob a ótica do impacto socioeconômico e do combate à inflação.

Por um lado, quem defende a redução argumenta que jovens de 16 e 17 anos já possuem discernimento suficiente para responder por seus atos, especialmente diante de crimes hediondos. Sob esse aspecto, a medida traria uma sensação de justiça para as vítimas e combateria a impunidade, além de inibir o aliciamento de menores pelo crime organizado.

Por outro lado, críticos apontam que o sistema prisional brasileiro, já saturado e precário, funciona frequentemente como uma "escola do crime" e que a solução estrutural passaria por investimentos massivos em educação e oportunidades de emprego, evitando que o jovem entre na criminalidade.

No entanto, há um desdobramento econômico menos evidente, mas profundamente conectado à estabilidade do país: o impacto direto na escalada da inflação.

À primeira vista, conectar o Código Penal ao índice de preços ao consumidor parece estranho. Mas a segurança pública é um dos principais componentes invisíveis do chamado "Custo Brasil". Você sabia disso?

Junho da Copa: consumo, paixão e polarização

 personJoão Paulo Messer
access_time08/06/2026 - 06:30

O mês de junho sempre traz uma atmosfera diferente para o Brasil, mas, em ano de Copa do Mundo, essa transformação é profunda. A rotina das cidades se molda ao calendário dos jogos, esvaziando ruas e alterando horários de expedientes inteiros. O comércio e a indústria precisam se reorganizar para lidar com as pausas estratégicas, refletindo um impacto direto na produtividade do país.

Por outro lado, o consumo dispara em setores específicos: supermercados, bares e lojas de eletroeletrônicos veem as vendas aquecerem com a busca por camisas, petiscos e telas maiores. O futebol, como nossa grande paixão nacional, mantém uma capacidade única de ditar o ritmo da economia e do cotidiano de milhões de pessoas. Mesmo em tempos de certo distanciamento e menor empolgação com o desempenho recente da nossa Seleção, o torneio ainda mexe fortemente com o emocional do brasileiro.

Há uma memória afetiva e uma vibração coletiva que insistem em emergir quando a bola rola no maior palco do esporte mundial. O país para, torce e se emociona, provando que o futebol continua sendo um dos nossos principais traços culturais.

Infelizmente, a festa deste ano carrega uma melancolia inédita nos guarda-roupas e nas ruas. Por conta da forte polarização política que atravessa o país, muitos torcedores brasileiros decidirão deixar a tradicional camisa verde e amarela no armário durante a competição. Essa triste realidade reflete como os símbolos nacionais e as cores da nossa bandeira foram apropriados por uma determinada corrente partidária nos últimos anos.

Para uma parcela significativa da população, vestir o uniforme da Seleção deixou de ser um ato puramente esportivo e passou a ser interpretado como uma declaração de voto ou posicionamento ideológico. Com receio de julgamentos, hostilidades ou, simplesmente, por desaprovarem essa politização do manto sagrado, muitos preferem torcer vestindo azul, branco ou roupas neutras, evidenciando uma ferida social que nem mesmo a maior paixão do país conseguiu cicatrizar por completo.

Aposentadoria especial teve julgamento no STF

 personJoão Paulo Messer
access_time04/06/2026 - 09:45

Decisão do Supremo Tribunal Federal, em votação encerrada nesta quarta-feira (3), concluiu o julgamento da ADI 6309. Trata-se de assunto ligado às aposentadorias especiais. A sentença proferida derruba a exigência de idade mínima para os trabalhadores especiais, corrigindo uma distorção resultante da Reforma da Previdência de 2019. Mas a vitória foi parcial. Isso porque as regras de cálculo do valor do benefício não mudaram. Continuam seguindo o modelo rígido da reforma.

O foco principal era a barreira da idade criada, pois, antes da reforma, quem trabalhava em ambientes nocivos se aposentava pelo tempo de contribuição. No caso dos mineiros, por exemplo, 15 anos. A reforma passou a exigir idade mínima de 55 anos.

Com a decisão, volta a valer a lógica de que o trabalhador pode se aposentar assim que cumprir o tempo de contribuição na atividade especial, independentemente de quantos anos de idade tenha.

Continua, porém, proibido converter o tempo trabalhado em atividade especial em tempo comum para aumentar o tempo total de contribuição em aposentadorias normais (para os períodos trabalhados após novembro de 2019).

O cálculo do benefício: o STF rejeitou o pedido para voltar ao cálculo antigo (que pagava 100% da média salarial).

Como o STF manteve a fórmula de cálculo da Reforma da Previdência, o valor do benefício continua reduzido se comparado ao que era pago antes de 2019. O cálculo leva em conta 100% de todos os salários de contribuição do trabalhador desde julho de 1994 (não se descartam mais os 20% menores salários, o que, por si só, já puxa a média para baixo).

O trabalhador que pede a aposentadoria especial começa recebendo 60% dessa média geral. A esse percentual de 60%, são somados 2% a mais por ano que ultrapassar:

O trabalhador ganhou o direito de sair mais cedo do ambiente nocivo para preservar sua saúde, mas, financeiramente, precisará aceitar o redutor do cálculo da Reforma da Previdência, a menos que decida continuar trabalhando por mais anos na atividade (o que elevaria o percentual do seu benefício, mas aumentaria o tempo de exposição ao risco).

A decisão deve destravar milhares de processos administrativos no INSS e ações na Justiça que aguardavam essa definição técnica do Supremo.

O Adeus à Cris Freitas

 personJoão Paulo Messer
access_time03/06/2026 - 13:34

Qualquer ser humano que faz parte deste mundo aos 52 anos de idade não deixa ar uma pergunta sobre o por quê? Vida tão breve por quê? Cris Freitas é uma dessas personagens que nos deixa e leva consigo esse questionamento que um jeito de mostrarmos a nossa inconformidade.

Faleceu na madrugada desta quarta-feira (3), aos 52 anos de idade, a jornalista Cris Freitas. Gaúcha de Bagé, radicada desde o início dos anos 2000 no sul de Santa Catarina, renovou a cidade de Nova Veneza que a atualizou e o condedeu o título de cidade benemérica.

Cris faleceu de câncer na medula, doença descoberta no início deste ano, mas que dava sinais no final de 2025, quem sabe bem antes. Afinal, ela não era de reclamação como reclamava no final do ano passado na roda de amigos. As dores nas costas foram debitadas na conta da academia que acabaram de começar por conta da busca de uma vida mais saudável e longa.

Mãe da Vitória, sua companheira inseparável, Cris ficou pouco tempo em veículo. Tive o privilégio de trabalhar com ela na rádio Eldorado. Logo depois ela foi para Nova Veneza, onde como assessora de imprensa virou referência. Mostrou como o jornalismo pode ser útil na divulgação de uma cidade.

Sua transpiração colocou a cidade em grandes programas como Fantástico e Programa da Ana Maria Braga, ambos da rede globo. Os programas locais fizeram bolsas de reportagens sobre a cidade de Nova Veneza e sua riqueza gastronômica. A Cris conseguia mostrar sempre mais do que os olhos de todos conseguiam exercitar. Era capaz de abandonar tudo para se dedicar à divulgação da cidade. Tentou ganhar dinheiro fora de assessoria com empreendimento no turismo, mas sua veia jornalística não lhe permitiu ser empresária. Ela era mesmo jornalista por opção, formação e vocação.

Cris vai fazer falta. Morreu jovem, mas deixou um legado enorme. As despedidas ocorreram na tarde desta mesma quarta-feira. Foi cremado.

Dia 2 de junho é histórico

 personJoão Paulo Messer
access_time02/06/2026 - 07:00

O 2 de junho é uma data que não sai da memória dos torcedores mais apaixonados do Criciúma. A torcida tricolor vem se sucedendo, vem passando de pai para filho, vem passando de avô para neto. O fato é que a torcida do Criciúma é intensa, e as suas conquistas também.

Por isso, o dia de hoje é especial. O 2 de junho de 1991 está na memória do torcedor. Quem não lembra? Quem não lembra, por certo, já leu ou ouviu. No mínimo, sabe sobre o que aconteceu naquele dia.

Naquele dia, o Criciúma ganhava a Copa do Brasil em pleno Estádio Heriberto Hülse. Por isso, passados todos estes anos, a data segue sendo lembrada. O torcedor tricolor acorda no dia 2 de junho pensando naquele momento histórico.

O Criciúma é uma paixão que se confunde com a nossa história. Viver o 2 de junho é uma forma de comemorar vitória também.

Ah, e que bom, nós recém saímos de uma vitória em cima de um dos nossos rivais do futebol catarinense, o Avaí. O Criciúma, portanto, celebra uma data importante neste 2 de junho. Então, comemore.

E pouco importa se faz tanto tempo. Existem fatos na história que não se apagam, nem têm diminuída a sua emoção e importância, e a conquista da Copa do Brasil é uma delas.

Onde você estava naquele 2 de junho de 1991? Pode ser uma viagem que você faça no tempo hoje. Parabéns, tricolor carvoeiro, o mais amado do Brasil.

Ceretta faz balanço e projeta avanços

 personJoão Paulo Messer
access_time01/06/2026 - 10:00

Em entrevista ao Programa João Paulo Messer, na Rádio Eldorado, a secretária de Estado da Educação, Luciane Ceretta, fez um balanço do primeiro ano à frente da pasta e apresentou os principais resultados alcançados pela rede estadual de ensino.

Luciane classificou o período como um dos maiores desafios de sua trajetória profissional e destacou o cumprimento das metas estabelecidas pelo governador Jorginho Mello. Entre os avanços, ressaltou a climatização de 100% das mais de 14 mil salas de aula da rede estadual e o amplo programa de reformas, ampliações e revitalizações das escolas.

A secretária também enfatizou os investimentos em segurança, com a instalação de câmeras de monitoramento e botões de pânico em todas as unidades escolares, além da implantação do programa Escola que Respeita, voltado à cultura de paz e à convivência saudável.

Outro destaque foi a distribuição de uniformes e materiais escolares para todos os estudantes, medida que reduziu custos para as famílias catarinenses.

Na valorização dos profissionais, Luciane citou a descompactação da tabela salarial, investimentos superiores a R$ 1 bilhão na carreira docente, a ampliação da formação continuada e a criação da Escola de Formação de Professores.

A secretária também defendeu a realização de concursos públicos para ampliar o número de professores efetivos e destacou a expansão do ensino técnico, que já alcança metade das escolas estaduais de ensino médio.

Ao falar sobre o futuro, Luciane reafirmou que sua missão na Secretaria tem prazo definido. "Eu retorno para a Reitoria da Unesc, que é o meu lugar. Estou, neste momento, dando a minha contribuição para a educação pública de Santa Catarina. Sou completamente apaixonada pela educação pública, mas retorno para o meu lugar. As metas que nós estabelecemos com o governador foram cumpridas, mas, no caminho, a gente vai construindo outras metas a partir das necessidades que identifica. Então, na medida em que eu concluir isso, eu pretendo retornar, e o governador sabe disso e a Unesc também."

Caravággio em festa até domingo

 personJoão Paulo Messer
access_time26/05/2026 - 08:00

De hoje até domingo, uma das mais bem organizadas comunidades do Sul de SC realiza a festa em honra à Nossa Senhora do Caravággio. A celebração do dia 26 de maio é alusiva à data exata da aparição da Virgem Maria, o que aconteceu em 26 de maio de 1432, às 17h, na cidade de Caravaggio, na Itália.

A celebração se dá em torno da fé. Naqueles tempos, a região de Caravaggio sofria com divisões políticas, heresias e bandidagem. A Virgem Maria apareceu para trazer uma mensagem de paz e pedir que as pessoas voltassem à oração e à penitência.

No local onde a Virgem pisou, brotou uma fonte de água. Muitos relatam curas atribuídas a essa água. Tem ainda a história de um homem incrédulo, chamado Graziano, que colocou um galho seco na água, desafiando o milagre, e o ramo imediatamente verdejou e floresceu. É por essas coisas que as imagens da santa trazem um raminho florido.

No Caravággio, no Sul de SC, região de forte colonização italiana, a celebração é sempre bem organizada e prestigiada. O final de maio é marcado por romarias que arrastam milhares de fiéis a pé até o santuário dedicado à santa.

Opinião: Editorial desta quinta-feira no Programa João Paulo Messer

 personJoão Paulo Messer
access_time21/05/2026 - 06:30

E, de novo, o raciocínio sobre o cenário político brasileiro. Vivemos um momento de confusão. Falo da insistência em um único canal de oposição. A dependência que se criou de que a direita e os setores insatisfeitos com o atual governo só têm como solução eleger alguém da família Bolsonaro não revela apenas a força de um sobrenome, mas a falência de um cenário político que desaprendeu a gerir alternativas.

Quando as esperanças de renovação focam em uma única dinastia, o eleitorado antipetista, por exemplo, cria uma armadilha para si mesmo. Essa personalização sufoca o debate de ideias e transforma o conservadorismo e o liberalismo, criando reféns de um projeto familiar e personalista.

O grande mistério que intriga a análise é a ausência de novas lideranças viáveis. Esse vácuo não ocorre por falta de quadros qualificados nos governos estaduais ou no Congresso, mas sim provocado pela própria polarização.

Qualquer figura que ensaie um discurso moderado ou uma oposição prática é triturada pelas redes sociais, rotulada de ?isentona? ou traidora por um tribunal digital que exige fidelidade cega. Enquanto a oposição for tratada como um fã-clube, e não como um projeto de país, o Brasil continuará preso ao retrovisor, incapaz de sair dessa dualidade que vem ditando o ritmo do nosso atraso na política.

Semana termina de forma melancólica, e a próxima não traz muita esperança.

 personJoão Paulo Messer
access_time15/05/2026 - 06:30

Mais uma semana se encerra, e o sentimento que paira sobre o Brasil é de um desalento profundo, quase palpável. Para o brasileiro, a notícia negativa deixou de ser um evento fortuito para se tornar a rotina amarga de cada café da manhã.

Vivemos dias em que o espanto não vem de uma surpresa genuína, mas da confirmação de que o fundo do poço, no cenário institucional, parece ser um horizonte móvel, que se afasta conforme tentamos alcançá-lo.

Os últimos dias foram emblemáticos dessa erosão. Assistimos a um cenário jurídico que, em vez de pacificar o país, aprofunda as trincheiras da incerteza. Escândalos recentes envolvendo instituições financeiras e menções a nomes da mais alta cúpula do Judiciário, como é o caso do imbróglio do Banco Master e das delações que atingem o coração do sistema, criaram um clima de desconfiança institucional sem precedentes.

No tabuleiro eleitoral de 2026, a regra não é a proposta, mas o ataque; não é a esperança, mas o medo. A absoluta indefinição sobre regras de elegibilidade e o uso de tecnologias que distorcem a realidade colocam a democracia em um estado de suspensão ansiosa.

O Brasil não é um amador em crises. Já sobrevivemos a hiperinflações, impeachments e quedas éticas que derrubaram ministérios inteiros. No entanto, há algo de distinto no ar desta vez. A impressão é de que nunca estivemos tão mal localizados em um mapa em que a corrupção parece sistêmica, e a esperança em um futuro melhor tornou-se um artigo de luxo, inacessível para a maioria. O otimismo foi substituído por um pragmatismo cínico.

Ainda assim, quem conhece a história desta terra sabe que o capítulo final nunca é o da tragédia. O que nos resta, em meio aos escombros morais da semana, é a única certeza que a política e a economia ainda não conseguiram confiscar: a nossa incrível e teimosa capacidade de nos reinventarmos. O Brasil é maior que suas crises, e sua força reside na resiliência de um povo que, mesmo sem bússola, insiste em caminhar.

80 anos de história, tradição e liderança no rádio catarinense

 personJoão Paulo Messer
access_time13/05/2026 - 06:30

Existem emissoras que apenas transmitem programação. Outras se transformam em parte da história de uma região. A Rádio Eldorado pertence a esse grupo raro. Neste 13 de maio de 2026, a emissora de Criciúma celebra 80 anos carregando uma trajetória construída com pioneirismo, credibilidade e compromisso permanente com a comunidade sul-catarinense.

Fundada oficialmente em 13 de maio de 1946, a Rádio Eldorado tem no médico José de Patta o principal nome de sua origem. Ao lado de Hercílio Amante, Cláudio Schuller e Pedro Milanez, ele ajudou a construir uma emissora que nascia com espírito pioneiro e forte ligação com Criciúma. Antes mesmo da formalização da concessão, ainda nos tempos do antigo serviço de alto-falantes instalado no Edifício Filhinho, no tradicional Café São Paulo, a Eldorado já começava a criar vínculo com a população.

Ao longo de oito décadas, a Eldorado acompanhou as transformações políticas, econômicas e sociais do Sul de Santa Catarina. Esteve presente nos grandes acontecimentos da região, nas coberturas históricas, nas transmissões esportivas inesquecíveis e, principalmente, na vida cotidiana de milhares de ouvintes.

Mas a história moderna da emissora ganhou um capítulo decisivo a partir de 2003, quando Henrique Salvaro assumiu o comando da rádio e iniciou uma profunda transformação estrutural e editorial.

Com visão empresarial, espírito inovador e profundo respeito pela tradição da comunicação regional, Henrique Salvaro conduziu a Rádio Eldorado a um novo patamar. Sob sua liderança, a emissora ampliou investimentos, modernizou equipamentos, fortaleceu o jornalismo e consolidou sua presença como uma das mais importantes referências do rádio catarinense.

Mais do que investir em tecnologia, Henrique Salvaro preservou aquilo que nenhuma modernização pode substituir: a confiança do ouvinte. A Rádio Eldorado manteve sua essência comunitária, sua credibilidade editorial e sua capacidade de permanecer próxima das pessoas, mesmo diante das profundas transformações da comunicação contemporânea.

A emissora esteve ao lado da comunidade nos momentos mais difíceis da história regional. Durante as enchentes de 1974 e 1995, no Furacão Catarina em 2004 e em diversas situações de emergência, a Eldorado permaneceu no ar prestando serviço, orientando famílias e levando informação segura à população.

No esporte, eternizou emoções. As jornadas esportivas da Rádio Eldorado acompanharam momentos históricos do Criciúma Esporte Clube, como a conquista da Copa do Brasil de 1991 e a participação na Libertadores da América, consolidando a emissora como referência nas transmissões esportivas do Sul catarinense.

A capacidade de evoluir sem romper com suas origens também marcou a trajetória recente da rádio. Em 2025, a migração do tradicional AM 570 para o FM 98.5 representou mais um passo importante de modernização, ampliando qualidade, alcance e integração digital.

Hoje, aos 80 anos, a Rádio Eldorado segue sendo mais do que uma emissora. É uma instituição construída diariamente por credibilidade, tradição e conexão humana.

E grande parte dessa força carrega a marca da liderança de Henrique Salvaro, responsável por conduzir a emissora a uma nova era sem permitir que ela perdesse aquilo que sempre a tornou única: sua identidade junto à comunidade.

O rádio mudou. A tecnologia avançou. O tempo passou.

Mas a Rádio Eldorado continua sendo a mesma voz forte, confiável e presente na vida do Sul catarinense.