Um texto que vale a pena ler (de Willy Backes)
Ao cidadão não é permitido julgar, pois não lhe é cabida a suprema sabedoria, não advoga pois não lhe é reconhecida a diplomação, não evangeliza pois é apenas um no rebanho conduzido por cajado empunhado por apóstolo candidato a santidade, pois só a estes é creditada a auréola.
Aos comuns não é possível proibir que pense, dialogue, reflita, analise e que por fim faça uso do bom senso. Por mais artigos, cláusulas e regulamentos que sejam estatutários, o bom senso produz o melhor teor dos julgamentos e adequado na maioria das resoluções.
Aos que acompanham nas últimas décadas as presenças e atuações de suas organizações e entidades constituídas e representativas, sente as dimensões penosas para a prática imutável da cidadania.
É fácil, até é atitude acomodada, acusar o Congresso Nacional e demais posições e ocupações políticas, de todos os males percebidos na face da terra. Essa gente é acusada de tudo, até quando chove por demais ou se a secura é em excesso.
Enquanto os quadros das formações das representações políticas recebe no lombo a chibata de todos os males, na sua maioria por justas razões, paralelamente outras entidades e organizações, mesmo que entrelaçadas com os executivos e legislativos, promovem o (des) caráter dos propósitos embrionários.
É desconcertante e deseduca ouvir e ler os pareceres, opiniões e conceitos emitidos pelo Conselho Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, principalmente quando os temas abordados são a política e economia nacional. Omissão absoluta quando se trata de educação e família, temas fundamentais para formação do ser e da sociedade.
Ao CNBB é recomendável retornar a fazer uso das cores neutras originais e a flexão humilde no confessionário.
Da mesma forma, questionável, mesmo que vindo de um amador, o comportamento ideológico e biruta da Ordem dos Advogados do Brasil, com longa e importante história, iniciada em 18 de Novembro de 1930. A Entidade nacional ora presidida pelo Dr. Claudio Pacheco Prates Lamachia, vai conforme lhe são favoráveis os ventos. Horripilante a última de suas muitas controvérsias. Disse, em nome da Ordem, não ser possível e democrático que os diálogos entre criminosos presos e seus advogados sejam gravados, em nome da segurança da sociedade. É público e notório que o crime organizado preso e condenado, faz uso do celular e dos pombos correios, advogados, para determinar ações criminosas contra a indefesa sociedade e forças policiais.
Da mesma forma e tão grave é verificar que principalmente a política no Brasil está judicializada e ou justicializada. No popular, tudo está para decisão de um juiz ou de colegiado de togados. Pensar em juízes logo vem o retrato da composição do Supremo Tribunal Federal. Há razões para paixões, desconfianças, certezas e descréditos. Como se formassem um time de futebol, com participantes contratados.
Nas sociedades antigas, tradicionais e como é nas famílias, os componentes mais velhos, experientes e sobreviventes, respeitosamente são indagados nos entreveros e na base de seus conhecimentos e experiências, orientam, corrigem e aconselham. Quando necessário, determinam.
Convenhamos, é absolutamente irracional abrir mão prematuramente do conhecimento e experiência de passantes do STF, substituídos por iniciantes sob dúvidas comportamentais.
Ex-ministros do STF ainda em atividades advocatícias: Sidney Sanches, Ayres Britto, Eros Grau, Nelson Jobim, Ellen Gracie e Joaquim Barbosa. Outros em atividades similares e com contribuição social: Luiz Octávio Gallotti, Cezar Peluso, Sepúlveda Pertence, Carlos Velloso e Francisco Rezek.
Convenhamos: que animador e inspirador conselho jurídico o Brasil está desprezando e desperdiçando!!! Esses Doutos e Oniscientes deveriam estar pensando o Brasil, quanto as reformas jurídicas, previdenciárias e políticas.
Texto – Willi Backes.














