Coluna de Quarta-feira
Raio-X do CriciúmaPrev
O debate sobre o sistema de previdência dos servidores municipais de Criciúma, hoje, é uma espécie de junta médica para discutir a doença que está levando o paciente à morte. A audiência pública sobre o CriciúmaPrevi será às 19h no Teatro Elias Angeloni. Os sistemas próprios são cheios de boas intenções, mas proporcionalmente arriscados, quando geridos com forte influência de decisões ou dependência do Executivo. No caso do CriciúmaPrevi há dois fatores identificados. O primeiro é que o instituto criado em 2001 nasceu sem nunca ter concluído os planos da sua criação, que era torna-lo autossustentável. A segunda e mais nociva causa de consequência fatal são os constantes atrasos nos repasses. Todos os prefeitos atrasaram repasses e renegociaram as dívidas com correção prejudicial ao sistema de previdência.
Os criadores
Secretário de Administração à época da criação do CriciúmaPrev, Laércio Silva lembra que o sistema aposentou servidores que nunca antes tinham contribuído, mas que isso foi planejado. O sistema deveria receber alguns aportes como a propriedade da estrutura do Shopping Pórtico e outros. A ideia era alienar alguns bens para capitalizar o instituto, o que governos seguintes não fizeram.
Imprevisto previsto
O vereador Daniel Freitas saiu do PP e foi para o PSL de olho numa candidatura a deputado federal, aproveitando sua estrutura aliada à carona om a onda Bolsonaro. Para sair sem perder a cadeira de vereador precisava de uma generosidade coletiva quase impossível. Num primeiro momento até teve este aceno dos caciques do partido, mas o inevitável aconteceu e logo se anunciou que o partido quer a vaga com base na lei da fidelidade partidária.
Fratura exposta
Ontem, após o PP anunciar o resultado de uma reunião que decidiu pedir a vaga na Câmara, o vereador Daniel Freitas expos o que lhe incomodava dentro do partido. Sem citar o nome disse que da reunião participou um grupo ligado ao deputado Valmir Comin. Antes Freitas vinha revelando ligeiro incomodo com falta de espaço, agora parece ter ficado mais claro.
Conclusão
Convenhamos, a reação do PP em anunciar que vai pedir a vaga do vereador Daniel Freitas é a mais natural possível. O estranho era antes, quando o próprio presidente do partido sugeriu que isso não aconteceria.
Manchete sempre
Os bastidores da política no Estado andam agitados e o fato mais recente é uma manchete nacional do jornal Estadão, que saiu nesta semana. Nela nenhum fato novo senão a repetição de uma manchete vencida, ou seja, fato antigo. Trata-se da suspeita de que o senador Paulo Bauer (PSDB) tenha recebido R$ 11,5 milhões em doações à sua candidatura a governador em 2014.
Hora certa
Apesar de não trazer fato novo em relação ao episódio amplamente divulgado três semanas antes, a notícia em âmbito nacional ganhou eco no Estado, justo alguns dias após Bauer ter seu nome lançado como pré-candidato a governador pelo PSDB. O lógico é que estas notícias jamais esfriam em um ano eleitoral.
Semelhanças
Os adeptos da teoria da conspiração invocam semelhanças deste caso com aquele movimento jurídico que aconteceu às vésperas da prescrição de um processo que levou o deputado federal João Rodrigues à prisão, em fevereiro deste ano.
Força na Câmara
Na votação do projeto que sugeria subsidio na passagem de ônibus a estudantes de cursos profissionalizantes saltou aos olhos um ato político relevante. A matéria foi arquivada sob o argumento de que é uma lei inconstitucional. Foram 10 votos pelo arquivamento. O que não fica subentendido é que com a maioria dos vereadores o governo tem bom diálogo sim.














