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Servidores garantem ganho real

commentJornalismo access_time06/05/2026 09:00

Assembleia dos servidores de Criciúma aprova negociação salarial

Caravaggio se reapresenta após vitória na estreia da Série B

commentEsporte access_time27/04/2026 17:05

Azulão trabalhou na tarde desta segunda-feira

Tigre intensifica preparação e mira vaga na Copa do Brasil 2027

commentCriciúma EC access_time18/02/2026 10:50

Equipe de Eduardo Baptista realiza treino técnico e tático no CT e trata Taça Acesc como prioridade após ausência inédita no torneio nacional

Coluna de Sexta-feira

access_time26/01/2018 - 00:03

Reforma da Saúde em Criciúma
O governo municipal de Criciúma tem uma reforma em andamento. Diferente de reformas como a da Previdência, a do município não necessita de votação na Câmara Municipal. Mesmo assim depende muito da repercussão política. Com o exagerado número de postos de saúde que há na cidade, a proposta do governo é concentrar o atendimento. A repercussão política, entretanto, conflita com a teoria máxima de que todos querem um posto de saúde perto de casa. O consenso popular é que é melhor ter um posto e brigar por melhor equipá-lo de gente e estrutura, do que andar mais alguns metros até um posto melhor equipado. Vencido o debate sobre o IPTU, este é hoje o principal assunto nos bairros. A dúvida é se o governo vai ou não bancar esta discussão técnica versus a política. No caso do IPTU prevaleceu a decisão política.

Teste
Uma primeira tentativa de reformar a estrutura dos postos foi rejeitada em reunião terça-feira à noite no bairro Nova Esperança, onde o posto com estrutura precária funciona a menos de 500 metros da unidade da Santa Luzia. A prefeitura levou a proposta, mas a comunidade rejeitou. Aparentemente o governo recuou.

Impasse
Na teoria a região da Santa Luzia tem pelo menos cinco postos que funcionam com um médico cada. A ideia é levar toda estrutura técnica e de pessoal para um único posto central da grande região. A comunidade prefere o posto com menos estrutura, mas perto de casa. A desconfiança é que depois de concentrar o atendimento o governo diminua a estrutura também dos postos centrais.

Indignação
Houve reação de indignação de vítimas do processo administrativo da Criciúma Construções com a notícia de ontem. O retorno de Rogério Cizeski à empresa agora, com possibilidade de assumir com poder de decisão a partir de janeiro, não foi bem absorvida. Vítimas esperavam pena pesada ao empresário e são surpreendidas com informação contrária. Enquanto estas vítimas esperavam algo mais duro, como sua prisão, por exemplo, ouvem o contrário.

Porém
Relevante às vítimas do processo da Criciúma Construções entender que à luz da Justiça o seu retorno à empresa é consequência legal do processo cível e que penas mais duras na área criminal não estão afastadas.

Nova Veneza
O prefeito Rogério Frigo divulgou ontem uma reunião com agentes de saúde do município, que são aqueles personagens que conhecem um a um dos cidadãos. A classe teve um ganho adicional aso salários, mas busca o reconhecimento da insalubridade. É uma questão que esbarra no aspecto legal. Qualquer prefeito quer este pessoal mais perto de sí do que ninguém.

Carnaval
Quem diz que Criciúma não tem carnaval? A Fundação Cultural está fazendo uma exposição do que já foi o carnaval da cidade. Está na sede da entidade, no centro. Ou é melhor dizer que Criciúma já teve carnaval? Afinal, o que expõe é do que já teve no carnaval.

O Brasil imita Criciúma
Há divergências, mas o cenário indica que após a condenação de Lula o Brasil caminha para um cenário que amedronta criciumenses desde há muito. São as “idas e vindas” da Justiça com liminares com capacidade para ter candidato disputando a eleição sub judice e governante eleito sem reconhecimento imediato dos votos e que mais tarde entra e sai do governo conforme sopra o vento das posições de magistrados das mais altas cortes brasileiras.

CONDENADOS O empresário Luciano Hang, que ontem fez queima de fogos por 13 minutos em Brusque em comemoração pela condenação de Lula já foi condenado pela mesma Justiça Federal a 13 anos, nove meses e 12 dias de reclusão e ao pagamento de uma multa de R$ 1,2 milhão por crimes contra o sistema financeiro nacional e de lavagem de dinheiro. O processo em está em fase de recurso.

SOTAQUE Na vigila pró Lula em Porto Alegre havia muito sotaque espanhol, o suficiente para reforçar a tese da construção de um ídolo que extrapola as fronteiras brasileiras. Conversei com alguns.

ARGENTINO Um argentino chamou minha atenção. Parecia tentar entender melhor o cenário. Estava vestindo uma camisa da CTA (Central de Trabalhadores da Argentina), em uma loja de conveniência. Era ponderado e de bom diálogo, inclusive com alguns anti Lula que também estavam no local.

CATARINA O desembargador Victor dos Santos Laus, último a proferir o voto no julgamento do ex-presidente Lula, nesta semana em Porto Alegre, é catarinense de Joaçaba. Seu pai era advogado e lutou contra o regime militar pelo qual foi preso em 1964. Na época Victor tinha um ano de idade.

PORTA VOZ O Ministro Chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, deputado Carlos Marun, vai abordar hoje na FIESC, em Florianópolis, o tema reforma da previdência.

MAL NA FOTO É por figuras “amebas” como este deputado que hoje fala em defesa da reforma da previdência em Santa Catarina que custo a absorver mudanças tão necessárias.

GANGORRA Lê-se pouco sobre isso, mas conclui-se o suficiente para entender que com Lula em baixa a reforma da previdência está em alta, ou seja, o governo federal vai aproveitar a alta na gangorra. “A reforma é prá já!”

FRASE DO DIA
“Eu estou aqui custeada pelo meu dinheiro. Não sei dos outros, mas eu e as pessoas que vieram comigo estão aqui custeadas por seu próprio bolso. Outra coisa precisa ficar bem claro, de que o Siserp não patrocinou nenhum centavo para ninguém vir aqui”.
Jucélia Vargas, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Criciúma, entrevistada durante a manifestação pró Lula, terça-feira a tarde em Porto Alegre. Ela rechaçou a tese de que a entidade sindical havia bancado despesas de manifestantes.


PT terá chapa única em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time14/05/2025 - 11:34

O PT dos trabalhadores terá cinco candidatos à presidência da sigla no âmbito nacional, quatro no âmbito estadual e apenas um em Criciúma. O consenso da eleição do partido na principal cidade do Sul surgiu após algumas conversas. Forças partidárias tradicionais sentaram à mesa para chegar ao consenso. O candidato a presidente será José Paulo Serafim que terá Júlio Bitencourt como vice.

No título a aparente redundância de consenso e chapa única fala por si só sobre como as coisas foram trabalhadas após alguns momentos de insatisfação de grupos do partido com o que ocorreu em tempos recentes.

As eleições do PT ocorreram de forma vertical no dia 6 de julho.

Em Santa Catarina estão disputando a deputada Luciane Carminatti, o deputado Fabiano da Luz e o deputado Padre Pedro Baldessera além do vereador da capital Bruno Zilioto.

No âmbito nacional os candidatos são: Rui Falcão, Edinho Silva, Romênio Pereira, Valter Pomar e Washigton Quaquá.

Entenda os movimentos do MDB

 personJoão Paulo Messer
access_time28/04/2025 - 14:16

Não foi apenas na festa de aniversário do vereador Marcos Machado (Criciúma), comemorado recentemente, que os velhos cardeais do MDB compareceram em massa. No último domingo (27) eles voltaram a atender um convite do vereador e sentaram para discutir o partido. Eduardo Moreira e Paulo Meller viajaram de Florianópolis para Criciúma, enquanto Ronaldo Benedet abriu as portas de sua casa para recebê-los.
Machado disse na rádio Eldorado que está buscando sabedoria. Para quem sabe sobre como o MDB andou recentemente, um dos recados era de que a sigla precisava se renovar e os antigos tinham que dar espaço. Teoricamente por conta disso Moreira, Meller e Benedet sairam de cena, assim como alguns outros. O MDB afundou.
Do outro lado há os que dizem que o MDB foi esquecido por Moreira que residia em Florianópolis e por conta disso abandonou a área. Benedet recolheu-se ao escritório de advocacia e com Meller, na última eleição de vereador apoiou outro nome que não Marcos Machado. Aliás,. este foi considerado por alguns emedebistas traidor por ter saído da base emedebista de Criciúma para apoiar o deputado estadual Volnei Weber.
Alguns outros eram esperados como portagonistas do MDB, caso do agora deputado federal Luiz Fernando Cardoso Vampiro, Rodrigo Ganso e o próprio Paulo Ferrarezi. A renovação puxada por eles deu em nada.
Então aquela tese de que o MDB estava desgastado e exatamente meio que escondeu Moreira, Meller e Benedet foi se consolidando e ganhando corpo até mesmo fora das falas emedebistas. A cidade começou a comprar essa ideia.
Neste cenário Marcos Machado, que para muitos é considerado falastrão prepotente, tem
feito os discursos à moda antiga com recheio de novidades para resgatar os emedebistas. Ele jura que está considerando isso. A festa de aniversário em que reuniu ofertas de líderes emedebistas foi um destes exemplos. A reunião do último domingo à noite é outro exemplo.
Em resumo, sobre a reunião, Marcos Machado diz que está ouvindo os cardeais emedebistas para reconstruir o partido que já foi o mais forte em Criciúma. Ao seu estilo parece conseguir, embora haja uma ala já incomodada por este estilo. Trata-se da ala que vinha com a missão de agitar o MDB. As cenas dos próximos capítulos devem ser diárias.

Bancada estadual foi mais agial que a federal

 personJoão Paulo Messer
access_time12/04/2025 - 16:16

Morro dos Cavalos: porque a bancada estadual foi melhor que a federal
12 de abril de 2025 | Sábado 14h11
Se parece estranho para alguns, não vejo nada disso no fato de a bancada estadual do Sul, de deputados, ter sido mais ágil e eficiente do que a federal em se tratar de ações em favor da solução ao problema do Morro dos Cavalos. Há várias razões para isso.
A primeira justificativa é a união dos parlamentares da região. São sete (Júlio Garcia-PSD, Tiago Zilli-MDB, José Milton Scheffer-PP, Rodrigo Minotto-PDT, Jessé Lopes-PL, Volnei Weber-MDB e Pepê Colaço-PP). Diferente dos federais (Júlia Zanatta-PL, Daniel Freitas-PL, Ricardo Guidi-PL, Geovânia de Sá-PSDB e Luiz Fernando Cardoso Vampiro-MDB), os estaduais enviaram fácil e rápido à mesma mesa. Se o estadual tem mais membros de siglas de portas abertas no Governo Federal, o federal tem maioria de oposição.
Não é demérito nem razão para minorar a bancada federal nesta luta pela solução à BR-101, pelo contrário. Devemos lembrar que foi por melhorias de Vampiro o ajuste alternativo do túnel com um contorno ao Morro dos cavalos e da deputada federal Geovânia de Sá uma luta incessante com reuniões e presença em todos os movimentos feitos antes mesmo dela ser oficializada dona de cadeira na Câmara Federal, ou seja, quando era suplente não poupou movimentos. Se há ressaltarva a ser feita poderia dizer que a bancada do PL poderia ter obtido melhores resultados quando Jair Bolsonaro era presidente da república.
Voltando à mobilização dos deputados estaduais da bancada do Sul em favor da solução ao Morro dos Cavalos, devemos lembrar que a capacidade de unidade que o deputado Júlio Garcia tem para reunir à mesma mesa os deputados é a melhor que se conhece. Outro fato é que o MDB é quem tem hoje o Ministério dos Transportes.
Como a bancada federal tem suas limitações, o governador Jorginho Mello sabidamente não é persona de boa relação no Governo Federal nada mais justo de que os deputados estaduais e da bancada do Sul façam o movimento com melhores chances de resultados para que seja dada solução ao problema do Morro dos Cavalos.

Nomeação do barulho

 personJoão Paulo Messer
access_time19/01/2025 - 00:34

A nomeação da esposa Cleusa Cavassini em carga de confiança e o primeiro escalonamento agitou bastidores da política em Forquilhinha, nesta semana. Nada de ilegal no ato, mas alimento à oposição que se mostrou desarticulada na eleição
Cleo, como o prefeito a chama, assumirá a Secretaria de Ação Social do município de Forquilhinha. Isso já foi para ter acontecido no primeiro mandato, mas provavelmente por conta do risco político isso não foi feito. Neguinho é categórico e responde, que se é carga de confiança em ninguém mais ele confia que na esposa, a quem conhece as preocupações na área social.
Mesmo que seja legal e que não tenha sucesso qualquer questionamento jurídico, que pode contar com esta legalidade, deve ocorrer, barulho político existente. Os últimos índices de aprovação de Neguinho, corroborados com os números da eleição, não devem trazer maior preocupação ao prefeito

PREVISÕES, CHUTÔMETROS PARA 2025.

 personJoão Paulo Messer
access_time05/01/2025 - 13:34

PREVISÕES, CHUTÔMETROS PARA 2025.

Texto – Willi Backes.

Se a IA (inteligência artificial) fosse acionada para formular previsões para o ano de 2025, com temas relacionados a política, economia, social e desporto de nossa vila, aldeia, estado e país, o que ela relataria?

A IA que não é inteligência e nem artificial, mas, um poderoso leitor e sintetizador das memórias inseridas na memória eletrônica da computação. Entretanto, seria curioso ler o que a “máquina” tem a nos relatar e prever para o futuro próximo.

Entre os bípedes que falam, é comum o desejo expressado individualmente ou grupal, em tom emocionado: “tenha em 2025 um ano repleto de realizações”, “saúde e paz hoje e para sempre”, “desejo que 2025 seja muito melhor do que 2024”, etecetera.

No intimo de cada um, restam desejos e previsões, alguns pensamentos pessimistas e outros otimistas.

CRICIÚMA E O SUL CATARINENSE.

A representação política do sul catarinense poucas vezes esteve tão destacada. São 8 Deputados Estaduais e 4 Deputados Federais. A presidência da ALESC está novamente com um conterrâneo do sul. No âmago da gestão do Governo do Estado, estão presentes representantes sulistas.

O eleito prefeito Wagner Espindola e vice Salésio Lima sucedem na cidade de Criciúma gestão extremamente aprovada e reconhecida do agora Ex-Prefeito Clésio Salvaro. A palavra lema mais citada é “Continuidade”. Fazer igual ou semelhante já é uma tarefa herculana. O que ficou de herança técnica, funcional, econômica e institucional faz antever sequência segura de importantes avanços na implantação de novos e inovadores projetos e empreendimentos para a comunidade. Parte significativa dos que agora estão na gestão já lá se encontravam anteriormente. O novo comandante é mais suave na política e tem no conhecimento técnico-administrativo fator relevante, intenso. Depois de muitas temporadas, Criciúma terá novamente uma Secretaria Municipal com atividades relacionadas à indústria, comércio e afins. O desenvolvimento dos segmentos econômicos depende de si próprios e dos mercados consumidores. A gestão pública auxilia na infraestrutura comum, meio ambiente com política adequada e no mais, se não atrapalhar ajuda muito.

E o Criciúma Esporte Clube, de importância relevante institucional e promocional para toda a região sul e Estado de Santa Catarina, o quê prever e imaginar para seu futuro? Seriam necessários seminários, pesquisas e debates técnicos aprofundados para poder desenhar caminho próximo e futuro. O que não é prudente é continuar o atual estado das coisas. A vontade intrínseca do indivíduo não pode ser maior e desconhecidos do que os interesses do coletivo ou ao menos da maioria.

Mesmo sendo o Criciúma EC grande, o maior em Santa Catarina, cambaleia no cenário nacional, mais pra baixo do que pra cima. Se a pretensão for permanência durável entre os maiores, necessariamente, deve chegar ao Clube a profissionalização da gestão, hoje denominada SAF Sociedade Anônima do Futebol – que de anônima não tem nada. A Lei 14.19372021, de 6 de agosto de 2021, permite que as Associações Civis Sem Fins Lucrativos – que é o caso do Criciúma EC - sejam transformadas em Entidade Empresarial. Na informalidade e formalidade contratual, o Criciúma EC já foi uma SAF com a inserção e efetiva participação de empresários como Realdo Guglielmi/Empresas Guglielmi, Aristorides Stadler/Eliane, Jorge Zanatta/Canguru, Dilor Freitas/Cecrisa, Antenor e Arnaldo Angeloni e Jaime DalFarra/Resicolor.

Historicamente, no Brasil, uma das mais bem sucedidas gestões no futebol – hoje denominadas de SAF – foi a do Esporte Clube METROPOL, de Criciúma, nos anos 50/60, sob a liderança das famílias Freitas & Guglielmi.

A SEMPRE BELA E SANTA CATARINA.

A gente do Estado de Santa Catarina construiu história econômica, social e cultural que permite reconhecer “autonomia no voo” para presente e futuro com insistente prosperidade. Os ocupantes temporários da Casa da Agronômica sempre foram participantes animadores do progresso dos catarinenses. O que não poderiam fazer, procuraram não atrapalhar. Dentre os muitos segmentos econômicos empreendidos em Santa Catarina, a cadeia industrial, comercial e de serviços relacionados ao turismo de negócios, religioso e de lazer, e, principalmente, a produção na agricultura e pecuária, no agronegócio responsável por 30% do PIB, recomendam que o Estado esteja ainda mais presente, como incentivador e apoiador.

BRASIL FEZ QUE FOI, NÃO FOI E ACABA SE FONDO.

Janeiro de 2025. É evidente que o Brasil ainda não “fechou a tramela” das eleições de 2022 e já está na disputa retórica das eleições de 2026. No meio, em 2024, as eleições municipais foram sinalização reluzente do que pode vir a se repetir em futuro próximo. Salve!!!

Ultrapassados os dois primeiros anos da atual presidência e correlatos, a pauta atual e próximas serão os processos de destituição de agentes públicos, do executivo, do legislativo e do judiciário. Desesperança aumenta e vem da análise dos possíveis substitutos.

Atos ditatoriais tem prazo de validade. O elástico trançado pela prepotência, ganância e imoralidade já foi a muito corrompido. O Brasil sobreviverá aos trancos-e-barrancos, apenas não é possível prever em que estado econômico, político e social chegará desmoralizado no final de 2026.

A vida é feita de atos, fatos e também de esperança. A bonança a partir de 2026/2027 só será alcançada se os votantes delegarem poder a ungidos com absoluta credibilidade. Esses poderão e deverão expurgar e higienizar os ambientes decisórios da República Democrática, ora cambaleante, quase padecida.

O que acontece no Criciúma é comum na política e qualquer outra área

 personJoão Paulo Messer
access_time05/01/2025 - 11:34

Vilmar Guedes renunciou porque antes dele o também presidente Anselmo Freitas renunciou, todos com o livre arbítrio e com suas razões que nunca são simples, sempre fortes razões. Sucede-se então uma nova posse do seguinte na hierarquia estatutária, Alexandre Farias, que também renuncia por isso abre vaga para o terceiro da linha sucessõria, Valter Minotto assumir.
Anselmo teve porblemas de saúde, Guedes porque sentiu-se ameaçado inclusive com riscos à sua integridade física, sem contar a psicológica. Alexandre Farias tem outros interesses pessoais e renunciaria em março para assumir a Confederação Brasileira de Tênis, prestes a ir à uma Olimpiada.
Na visão do torcedor, apaixonado por isso ohando com o coração, renúncias que permeiam o campo da covardia ou algo mais taxado por anáslises feitas sem olhar da obviedade ou do racional.
Minotto assume porque o grupo que conserva o Criciúma desde a muito tempo, em bons e nem tão bons momentos, tem por si que não pode entregar a um grupo que tem seus interesses, óbvio também bem intencionados, no comando da agremiação. Nada de imoral se olharmos sob o aspecto da lógica. Quem entrega para quem pensa diferente o poder de um clube que vem bem e sob o olhar destes atuais comandantes ainda melhor. O que o grupo que está fazendo no Criciúma é sob o seu olhar a preservação do clube.
Óbvio que o grupo que pretende pegá-lo vê que o que fora feito até o momento tem coisas que precisam ser mudadas e por isso deseja o poder. Perfeitamente compreensível. Quem de sã consciência acha que está errado e que o outro está certo?
É assim na vida pessoal ou coletiva, quando alguém ou alguns lideram um processo resistirão para entregar para quem diverge de quem pode sucede-lo tanto quando os que pretendem suceder pensam que é hora de fazer isso.
Todos tem a sua razão, pois o poder é exercido da melhor forma que alguém pode imaginar. Por isso um prefeito, governador ou presidente da república luta para fazer o seu sucessor. Por isso que uma diretoria de qualquer entidade trabalha para manter o projeto em andamento assim como ninguem em sua empresa ou casa entrega a liderança simplesmente porque existe uma outra proposta.
Covardes são os que abrem mão das suas possibilidades de liderar o que lideram, de manter-se a frente do que estão sem possibiidades legais existem.
O que não pode haver são golpes e golpes só ocorrem quando as regras subscritas por todos tiverem que ser ultrajadas.

Delegado, prefeito e no futuro deputado estadual

 personJoão Paulo Messer
access_time25/12/2024 - 00:34

Após bater o recorde como delegado regional de Polícia na AMREC, onde passou de sete anos e outros oito anos como prefeito de Orleans, Jorge Koch começa a pavimentar no dia 1 de janeiro de 2025 a sua pré-candidatura a deputado estadual. Pretende ser o representante do MDB na região da AMUREL, que hoje tem nesta vaga o deputado Volnei Weber. Que já anunciou não pretender mais ser candidato.
É com este discurso que Jorge Koch tem conversado sobre o seu futuro. Foi o caso de um encontro que teve com ele neste sábado em Pindotiba, interior de Orleans. Detalhe: não conseguiu fazer o seu sucessor, mas visivelmente apupado meus moradores da localidade ouve apelos frequentes para que volte à política. É neste momento que ele apoiará pronto o plano para o deputado estadual.

Indicação de Tiago Fabris um acerto do futuro governo

 personJoão Paulo Messer
access_time20/12/2024 - 14:16

A indicação do professor e empresário Tiago Fabris à Secretaria de Industria, Comércio e Serviço do município de Criciúma a partir de janeiro foi um grande acerto de Vaguinho e Salésio. Bastaria justificar a minha leitura dizendo que por um logo tempo, e por indicação do meu atual comentarista de economia Tiago, era o Fabris que eu busquei. Os compromissos o impediam, mas agora o cargo é bem maior e as construções foram mais hábeis.
Liberado pela universidade e com o desejo de fazer pelo município fizeram-no aceitar o desafio.
Durante entrevista ao Programa João Paulo Messer antecipou algumas medidas que precisa adotar como a captação de recursos, incremento na inovação e tecnologia e parceria com o programa CRIO da Unesc, busca de novos investimentos de todas as áreas e verificação nas políticas de atendimento às empresas já instaladas.
A rigor tudo o que ele tráz é o que estava no mapa da atual administração que tem o prefeito Clésio Salvaro a frente e o próprio futuro prefeito Vaguinho como um dos construtores destes objetivos.

Natal e 2025 chegando

 personJoão Paulo Messer
access_time17/12/2024 - 00:34

O ano está chegando ao fim, e com ele vêm as reflexões sobre tudo o que fizemos, conquistamos e deixamos de realizar. Talvez algumas metas não tenham sido alcançadas, mas lembre-se: o importante não é a velocidade, e sim a persistência em perseguir nossos sonhos. Cada passo, por menor que pareça, é um avanço na direção certa. Os desafios deste ano não definem quem somos, mas sim a forma como escolhemos superá-los.

O Natal chega como um momento de pausa e renovação. É tempo de olhar para dentro, resgatar a fé, o amor e a esperança. Longe das correrias do dia a dia, é hora de reencontrar o verdadeiro espírito natalino — aquele que aquece os corações e nos faz enxergar o valor da família, dos amigos e de cada pequeno detalhe que dá sentido à vida. Deixe que o espírito de paz e gratidão transforme seu coração e traga inspiração para um novo começo.

Assim como o Natal nos lembra que é possível recomeçar, a vida também é feita de mudanças. E, em 2024, a Rádio Eldorado mudou para melhor, trazendo mais conteúdo, qualidade e proximidade com você. Mudanças fazem parte do crescimento, e aprendemos a nos adaptar a elas, buscando sempre evoluir, ser melhores e mais fortes a cada dia.

Que o encerramento deste ciclo seja um lembrete: as mudanças sempre existirão, mas cabe a nós enxergá-las como oportunidades. Que 2024 traga ainda mais realizações e que você nunca perca a fé em seus objetivos. O caminho pode ser longo, mas os sonhos permanecem vivos. Siga em frente, com coragem e confiança, porque o melhor ainda está por vir.

Por Willi Backes: CRICIÚMA EC, AUTOSSUFICIÊNCIA CONDENOU

 personJoão Paulo Messer
access_time16/12/2024 - 14:16

Texto – Willi Backes.

Moacir Fernandes, Ex-Presidente do Criciúma EC, afirmou reiteradas vezes quando das conquistas ou rebaixamentos do clube que presidia, que a Série B do Campeonato Brasileiro era “local” em que o Tigre deveria estar atuando. Segundo ele, a cidade de Criciúma não comportava e não poderia responder aos enormes investimentos econômicos decorrentes das exigências da Serie A do Campeonato Brasileiro de Futebol.

Há controvérsias. Aos fatos.

Santa Catarina nos períodos de 1989 a 1992, de 1998 a 2001 e agora em 2025, não teve e não terá representante na Série A do Brasileirão. Em contrapartida em 2014 teve três representantes (Criciúma/rebaixado, Chapecoense e Figueirense), em 2015 incrivelmente teve quatro clubes na Série A (Joinville, Figueirense, Chapecoense e Avaí).

Evidentemente que o tamanho populacional e econômico de uma cidade/região ajuda e muito para viabilidade da organização de um clube com atividades desportivas. Mas não basta. Primordialmente o que encaminha para o sucesso da entidade popular é a consistência do projeto esportivo e quem vai executá-lo.

2023 – ANO DOURADO DO CRICIÚMA EC.

No ano de 2023, o Criciúma EC iniciou a temporada sendo Campeão do Campeonato Catarinense de Futebol, mais, na 3ª posição na Série B subiu para a Série A do Campeonato Brasileiro em 2024. De forma inédita, as cinco categorias de base Sub-13, Sub-15, Sub-17, Sub-20 e Sub-21 conquistaram títulos de Campeões Estadual.

O Criciúma EC iniciou a temporada de 2024 arrasador. Conquistou a Recopa Catarinense 2023/24 e foi Campeão Estadual de Futebol Profissional.

Alicerçado nos “louros das vitórias”, em maio, o Criciúma EC iniciou participação no Campeonato Brasileiro de Futebol na Série A. As conquistas nas competições elencadas, tiveram no apoio popular regional um dos principais fatores impulsionadores para o sucesso.

A manutenção do projeto inicial vencedor – direção, comissão técnica e conjunto principal de jogadores – reforçado por algumas reposições técnicas, determinaram que no final do primeiro turno da Série A do Campeonato Brasileiro, o Criciúma EC conquistasse alvissareiros 24 pontos na tabela de classificação e despontasse na 13ª posição.

A SOBERBA E A IMODÉSTIA = REGRESSÃO.

A 13ª posição na tabela no início do 2º turno da competição aparentemente sugeriu aos comandos da gestão administrativa e técnica que o que estava sendo realizado era hipersuficiente até a finalização e classificação na competição. Atos, fatos e palavras deixaram evidenciados o que era pensamento comum intramuros, contagiando o grupo de jogadores, o que ficou evidenciado nos inúmeros erros técnicos mais adiante cometidos individualmente. A síntese dos erros da direção, da comissão técnica e dos jogadores determinou perda de pontos fundamentais para uma possível e alcançável classificação.

Quando o regulamento da competição através da “janela de transferências” permitiu busca de reforços, a presidência do clube informou que havia recursos financeiros em caixa e que valores não seriam “gastos” apenas para contratar-por-contratar. No final do tempo da dita janela de contratação, aportaram no Criciúma EC sete contratações para compor o grupo, nenhum com peso técnico e físico para a titularidade. Com agravante, contratados por um profissional com saída anterior litigiosa com o clube e retorno pouco justificável.

Na virada do turno, na 13ª posição classificatória, estaria o Criciúma EC na competição em 2025 da Sul Americana. De dentro do clube foi ouvida a manifestação que o Criciúma EC objetivava “algo a mais”, ou seja, a preliminar da Taça Libertadores.

O Criciúma EC há mais de 2/3 anos, é vencedor nas suas categorias de base, inclusive do último estágio do Sub 20/21. O aproveitamento dos novos talentos foi e é quase inexistente, tendo apenas João Carlos/emprestado e Claudinho na lista dos profissionais. Claudinho é “acusado” de deficiência física há dois anos, nada se percebeu de melhora e reconsideração.

Com o sucesso fugaz, o Criciúma EC tratou de “blindar”, ou seja, colocar numa redoma e esconder o grupo de jogadores da mídia esportiva regional – sempre presente e animada para apoiar a entidade – privilegiando canais distantes.

Quando restavam poucas rodadas para finalizar a competição, quando as perspectivas futuras ainda que classificado naquele momento entre os que disputariam a Série A de 2025 eram sombrias, a direção do clube promoveu intensa campanha popular objetivando mobilizar a sua fanática e presente torcida e simpatizantes. Pura redundância.

Quando restavam 6/7 rodadas e até o final da competição o que se viu evidenciado foi a pouca mobilização do futebol do Criciúma EC, comissão técnica e jogadores. Afastamento de jogador importante nos jogos, escalações iniciais e substituições pouco racionais, incompreensíveis.

O Criciúma EC iniciou, jogou toda competição e finalizou a Série A sem que sua imensa torcida conheça a escalação titular e principalmente, qual foi o esquema tático treinado e praticado. Incrivelmente, além da indefinição da escalação titular, grupo de jogadores gélidos e desmotivados (?), o Criciúma EC descredenciou o seu uniforme esportivo número 1, grave erro institucional e mercadológico.

O Criciúma Esporte Clube mostrou inicialmente que era possível, muito possível. A lamentar profundamente que a soberba e autossuficiência da direção, comissão técnica e jogadores tenham suplantado a racionalidade.

A força do Agro na ACIC

 personJoão Paulo Messer
access_time12/12/2024 - 16:16

A eleição da nova diretoria da Associação Empresarial de Criciúma deve ser olhada sob a atenção do mundo Agro. Foi eleito presidente Franck Hobold, que vem do setor industrial do Agro. O perfil líder do novo presidente deve render excelentes resultados. Nos últimos anos a entidade tem sido dirigida por líderes dos setores da tecnologia, construção civil, fomento mercantil e carbonífero.
O Conselho Superior da Associação Empresarial de Criciúma (Acic) elegeu por aclamação na tarde desta segunda-feira, 9, a diretoria para a gestão 2025/2027. O novo presidente será o empresário Franke Hobold, que sucederá o atual presidente, Valcir José Zanette. Franke Hobold ocupa atualmente o cargo de vice-presidente.

Diretoria Gestão 2025/2027
Presidente - Gilberto Francisco Hobold - Plasson
Vice-presidente - Grasiela da Silva Moretto - Ufo Way
Secretário - Caio Cesar Rodrigues Binotti – Usipe
Tesoureiro - José Carlos Sprícigo – Librelato

Diretores
Alessandro Giusepe da Rocha Pavei - Pavei Construtora
André Luciano Zanette – Gabriela Revestimentos Cerâmicos
Andressa Legiane Fabris – Alfa Comunicação e Conteúdo
Edmilson Zanatta – Open Market
Eduardo Neto Zanette – Mineração e Pesquisa Brasileira
Gabriel Nuernberg Damiani – Damyller
Gisele Silveira Coelho Lopes – Fucri/Unesc
Graziela da Silva – Sesi/Senai/IEL
Humberto Marcon Fascin – Plascin
Izes Ester Machado Beloli Coral - Satc
José Altair Back – Vigilância Radar
Leandro Eufrásio Teixeira – Higemax
Manfredo Guedes Pereira Gouveia Júnior – MG Consultoria e Gestão Empresarial
Nezio De Pieri Francisconi – Transportes Francisconi
Saionara Martins Ugioni Sant Ana – Inova Corporate
Silvana Preve de Souza – Amore Lingerie
Tarcísio Cardoso Selinger – Procer Automação

Clésio "remoendo" o passado

 personJoão Paulo Messer
access_time11/12/2024 - 06:16

O prefeito Clesio Salvaro foi à sessão ordinária da Câmara de Vereadores na noite desta terça-feira (10). Não é do Regimento Interno a convocação do prefeito, mas com a liderança que ele exerce sobre a maioria do Poder Legislativo de Criciúma bastou ele manifestar interesse em comparecer a sessão que fecha os trabalhos do ano para que fosse convidado.
Aberto o generoso espaço de 35 minutos para que fizesse uso da palavra discorreu sobre tudo o que fez no seus últimos dois mandatos especialmente. Clésio salvaram falou de obras, principalmente no sistema viário do município e lembrou que antes se falava em operação tapa buracos e hoje se fala em construção de viadutos e túneis, em Criciúma.
Clésio garante que deixa em caixa um montante de mais de R$ 20 milhões para serem aplicados onde o futuro prefeito, Wagner Espíndola, preferir. Falou ainda sobre R$ 200 milhões de dinheiro de contas vinculadas que serão aplicadas já no próximo ano. Salvaro também lembrou que o município tem a capacidade de captar mais R$ 600 milhões para realização de obras. Por fim ele não deixou de dar uma alfinetada no ex-prefeito e seu ex vice Marcio Burigo ao lembrar que assumiu a prefeitura que não tinha uma sede nem tão pouco tinha a certidões negativas de débito. Percebe-se que Clesio Salvaro até hoje não engoliu o que chama traição de Marcio Burigo.

Uma leitura à derrota de Fernando de Fáveri

 personJoão Paulo Messer
access_time04/12/2024 - 16:16

Por 684 votos o atual prefeito de Fernando de Fáveri (MDB) perdeu a eleição para o seu antecessor Ademir Magagnin (PP). Foram 5.991 votos contra 5.307. Se 342 eleitores tivessem votado diferente – só havia duas chapas – Ademir Magagnin ainda seria o eleito, pois é o mais velho (70 anos dele contra 50 anos), portanto a diferença é de 343 opções de eleitores.
Existem algumas teses sobre a derrota de Fernando de Fáveri, dado o favoritismo que ele mostrava nas pesquisas dias antes da sua prisão. Fáveri foi preso em julho. Menos de um mês depois – 29 dias – ele foi solto e escolhido candidato à reeleição durante convenção do partido. Uma gestão bem aprovada combinada ao fato de ter o poder da máquina na mão o tornou favorito. Perdeu mesmo assim.
Minha interpretação é que a resposta tem duas vertentes. A primeira é que a Oposição soube trabalhar ante a prisão. Diferente de Criciúma, onde a candidatura de Ricardo Guidi (PL) bateu forte na prisão do prefeito Clésio Salvaro (PSD) acentuando a “vitimização”, em Cocal do Sul a oposição silenciou deixando o julgamento com o povo.
Já os aliados de Fáveri se acomodaram apostando que assim como em Criciúma, Fáveri s se tornaria vítima. Essa tese se reforça com o fato dos vereadores aliados de Fáveri terem feito bem mais votos do que a soma na majoritária.
Assim, o silêncio dos aliados de Magagnin ante a prisão de Fáveri aliado a acomodação do time do atual prefeito são a melhor explicação que encontrei para o resultado da eleição em Cocal do Sul. Há de se ressaltar que Magagnin teve oito anos de muito boa gestão.

Leitura que vale a pena: DE PAULO BROSSARD A GILMAR MENDES.

 personJoão Paulo Messer
access_time01/12/2024 - 16:16

DE PAULO BROSSARD A GILMAR MENDES.

Texto – Willi Backes

Doutor Paulo Brossard de Souza Pinto, nascido em Bagé, no Rio Grande do Sul, advogado, magistrado, professor e agropecuarista, foi Deputado Estadual e Federal, Senador, Ministro da Justiça e Ministro do Supremo Tribunal Federal, indicado pelo Presidente José Sarney. No STF esteve no período de 5 de abril de 1989 a 24 de outubro de 1994.

Naqueles tempos, a internet ainda não estava nas mãos dos populares. Entretanto, através de matérias jornalísticas nas Tvs, jornais e a Voz do Brasil nas emissoras de rádio, era possível acompanhar suas frequentes manifestações como Ministro de Estado, Tribuna do Senado e nas sessões do Superior Tribunal Federal.

Excepcional tribuno, acumulava nas suas manifestações, conteúdo, ensinamentos, interpretações claras da legislação jurídica vigente. Quando falava, as vacas não mugiam, as moscas ficavam posadas na bosta, os ratos ficavam nas tocas e os brasileiros entendiam e respeitavam suas fundamentadas decisões, hoje ainda claras, honestas e corretas após 30 anos de quando proferidas.

Assim foi também com o Ministro do STF Sepúlveda Pertence e outros mais, em tempos de ordem jurídica faculdade racional. A lamentar profundamente que esses fatos sejam hoje apenas fatos e atos históricos na memória dos “mais velhos”.

MANICÔMIO JUDICIAL.

A partir do final da 1ª década dos anos 2000, a internet passou a exibir ao vivo as sessões do Senado Federal quando das “entrevistas” dos Senadores aos candidatos à Corte Suprema, das sessões dos julgamentos da suprema corte e depois, das entrevistas espontâneas e algumas exclusivas que os magistrados supremos concedem aos veículos da mídia amiga.

Mesmo que o interrogatório dos Senadores seja de leigos – com raríssimas exceções - defronte a um candidato conhecedor básico das Leis, o que os interrogados ali demonstram, afirmam e reafirmam em alto-e-bom-som, aparenta que o sujeito escrutinado será após a diplomação, julgador sereno, severo se necessário e estará a bíblia jurídica explicitar.

Na 2ª década dos anos 2000, quando das investigações policiais e dos julgamentos dos casos relacionados ao petrolão, mensalão, prisão do chefão Lula da Silva, impedimento da presidente Dilma e outros muitos casos de latrocínio moral, diariamente a população de ouvintes e leitores, recebiam com atenção os arrotos interpretativos e condenatórios das senhoras e senhores componentes da suprema corte jurídica do Brasil, nos autos dos processos e no palco mediático. Tudo, simplesmente tudo o que foi falado e afirmado naqueles tempos, hoje são olimpicamente ignorados e negados pelos autores. Em que tempos afinal as palavras e afirmações da supremacia jurídica coincidem com a verdade verdadeira?

PIT BULL E SEU DOMADOR.

Todo cidadão deveria ter a paciência e “estudar” os casos e comportamentos decisórios e também verbais espontâneos dos componentes da côrte superior nos últimos 15 anos da República, designada para fazer respeitar a Carta Magna do Brasil.

Caso-a-caso o rumo é o mesmo. A começar por Joaquim Barbosa, acompanhado por Celso de Mello, Marco Aurélio de Mello, Teori Zawascki, Rosa Weber, Carmen Lúcia, Luiz Roberto Barroso, Ricardo Lewandowski, Edson Fachin, Luiz Fux, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Recentemente foram adicionados Cristiano Zanin e Flávio Dino. Mais dois, Nunes Marques e André Mendonça chegaram, mas, por enquanto não foram convencidos e autorizados a entrar na titularidade do grupo.

As decisões e opiniões cronológicas dessa gente, é um livro jurídico pornográfico.

O “sistema” precisa de um líder grupal pensador, coordenador, um líder com menor exposição na frente da guerra jurídica, para teórica preservação. Esse é o Gilmar Mendes, guardião das intenções pouco republicanas. Nas batalhas da guerra e guerrinha, é preciso dispor da juventude audaciosa, vaidosa, corajosa ao extremo, camicase se preciso. Um verdadeiro pit bull feroz, com correntes controladoras. Esse é o Alexandre Moraes.

Todo conflito – moral, econômico, político – tem início, meio e fim. O Brasil aparentemente ainda terá etapas a escalar. O sinal preeminente para início do bom senso, da concórdia e da pacificação, do rompimento dos elos da corrente, será no tempo em que o Pit Bull será recolhido, sacrificado pelo “sistema”.

Difícil acreditar que Jaguaruna decole

 personJoão Paulo Messer
access_time30/11/2024 - 00:34

Apesar da comemoração do governador Jorginho Mello com o leilão que definiu a empresa que vai administrar o aeroporto Humberto Ghiso Bortoluzzi pelos próximos trinta anos, não vejo otimismo algum. Valida sim a iniciativa da Parceria Público Privada, mas o resultado não foi o esperado tenho certeza. A vibração e comemoração do governador é uma forma que ele encontra para todas as suas ações de comemorar, afinal preciso mostrar-se confiante. Foi boa a intenção, mas o aeroporto de Jaguaruna não nos tráz nenhuma animação.
Primeiro não houve empresas interessadas, na segunda tentativa duas empresas e a vencedora nada mais do que aquela que já está na administração que já foi criticada pelo próprio governdor. Quer dizer, trocaram seis por meia dúzia. Se antes era ruim o que seria positivo agora, senão a necessária vibração para o jogo da cena política.
O fato é que ao negociar com a administradora do aeroporto Hercílio Luz, a Zurich Airport o governador gastou todas as suas fichas. A reciprocidade foi uma empresa aliada na luta por grandes conquistas como os voos internacionais e isso sim Jorginho pode comemorar. Além disso a aviação do interior continuará sendo tratada a mingua. Não porque seja o desejo do governo, mas porque contra esta realidade não tem luta.