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Servidores garantem ganho real

commentJornalismo access_time06/05/2026 09:00

Assembleia dos servidores de Criciúma aprova negociação salarial

Caravaggio se reapresenta após vitória na estreia da Série B

commentEsporte access_time27/04/2026 17:05

Azulão trabalhou na tarde desta segunda-feira

Tigre intensifica preparação e mira vaga na Copa do Brasil 2027

commentCriciúma EC access_time18/02/2026 10:50

Equipe de Eduardo Baptista realiza treino técnico e tático no CT e trata Taça Acesc como prioridade após ausência inédita no torneio nacional

Coluna de Sexta-feira

access_time26/01/2018 - 00:03

Reforma da Saúde em Criciúma
O governo municipal de Criciúma tem uma reforma em andamento. Diferente de reformas como a da Previdência, a do município não necessita de votação na Câmara Municipal. Mesmo assim depende muito da repercussão política. Com o exagerado número de postos de saúde que há na cidade, a proposta do governo é concentrar o atendimento. A repercussão política, entretanto, conflita com a teoria máxima de que todos querem um posto de saúde perto de casa. O consenso popular é que é melhor ter um posto e brigar por melhor equipá-lo de gente e estrutura, do que andar mais alguns metros até um posto melhor equipado. Vencido o debate sobre o IPTU, este é hoje o principal assunto nos bairros. A dúvida é se o governo vai ou não bancar esta discussão técnica versus a política. No caso do IPTU prevaleceu a decisão política.

Teste
Uma primeira tentativa de reformar a estrutura dos postos foi rejeitada em reunião terça-feira à noite no bairro Nova Esperança, onde o posto com estrutura precária funciona a menos de 500 metros da unidade da Santa Luzia. A prefeitura levou a proposta, mas a comunidade rejeitou. Aparentemente o governo recuou.

Impasse
Na teoria a região da Santa Luzia tem pelo menos cinco postos que funcionam com um médico cada. A ideia é levar toda estrutura técnica e de pessoal para um único posto central da grande região. A comunidade prefere o posto com menos estrutura, mas perto de casa. A desconfiança é que depois de concentrar o atendimento o governo diminua a estrutura também dos postos centrais.

Indignação
Houve reação de indignação de vítimas do processo administrativo da Criciúma Construções com a notícia de ontem. O retorno de Rogério Cizeski à empresa agora, com possibilidade de assumir com poder de decisão a partir de janeiro, não foi bem absorvida. Vítimas esperavam pena pesada ao empresário e são surpreendidas com informação contrária. Enquanto estas vítimas esperavam algo mais duro, como sua prisão, por exemplo, ouvem o contrário.

Porém
Relevante às vítimas do processo da Criciúma Construções entender que à luz da Justiça o seu retorno à empresa é consequência legal do processo cível e que penas mais duras na área criminal não estão afastadas.

Nova Veneza
O prefeito Rogério Frigo divulgou ontem uma reunião com agentes de saúde do município, que são aqueles personagens que conhecem um a um dos cidadãos. A classe teve um ganho adicional aso salários, mas busca o reconhecimento da insalubridade. É uma questão que esbarra no aspecto legal. Qualquer prefeito quer este pessoal mais perto de sí do que ninguém.

Carnaval
Quem diz que Criciúma não tem carnaval? A Fundação Cultural está fazendo uma exposição do que já foi o carnaval da cidade. Está na sede da entidade, no centro. Ou é melhor dizer que Criciúma já teve carnaval? Afinal, o que expõe é do que já teve no carnaval.

O Brasil imita Criciúma
Há divergências, mas o cenário indica que após a condenação de Lula o Brasil caminha para um cenário que amedronta criciumenses desde há muito. São as “idas e vindas” da Justiça com liminares com capacidade para ter candidato disputando a eleição sub judice e governante eleito sem reconhecimento imediato dos votos e que mais tarde entra e sai do governo conforme sopra o vento das posições de magistrados das mais altas cortes brasileiras.

CONDENADOS O empresário Luciano Hang, que ontem fez queima de fogos por 13 minutos em Brusque em comemoração pela condenação de Lula já foi condenado pela mesma Justiça Federal a 13 anos, nove meses e 12 dias de reclusão e ao pagamento de uma multa de R$ 1,2 milhão por crimes contra o sistema financeiro nacional e de lavagem de dinheiro. O processo em está em fase de recurso.

SOTAQUE Na vigila pró Lula em Porto Alegre havia muito sotaque espanhol, o suficiente para reforçar a tese da construção de um ídolo que extrapola as fronteiras brasileiras. Conversei com alguns.

ARGENTINO Um argentino chamou minha atenção. Parecia tentar entender melhor o cenário. Estava vestindo uma camisa da CTA (Central de Trabalhadores da Argentina), em uma loja de conveniência. Era ponderado e de bom diálogo, inclusive com alguns anti Lula que também estavam no local.

CATARINA O desembargador Victor dos Santos Laus, último a proferir o voto no julgamento do ex-presidente Lula, nesta semana em Porto Alegre, é catarinense de Joaçaba. Seu pai era advogado e lutou contra o regime militar pelo qual foi preso em 1964. Na época Victor tinha um ano de idade.

PORTA VOZ O Ministro Chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, deputado Carlos Marun, vai abordar hoje na FIESC, em Florianópolis, o tema reforma da previdência.

MAL NA FOTO É por figuras “amebas” como este deputado que hoje fala em defesa da reforma da previdência em Santa Catarina que custo a absorver mudanças tão necessárias.

GANGORRA Lê-se pouco sobre isso, mas conclui-se o suficiente para entender que com Lula em baixa a reforma da previdência está em alta, ou seja, o governo federal vai aproveitar a alta na gangorra. “A reforma é prá já!”

FRASE DO DIA
“Eu estou aqui custeada pelo meu dinheiro. Não sei dos outros, mas eu e as pessoas que vieram comigo estão aqui custeadas por seu próprio bolso. Outra coisa precisa ficar bem claro, de que o Siserp não patrocinou nenhum centavo para ninguém vir aqui”.
Jucélia Vargas, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Criciúma, entrevistada durante a manifestação pró Lula, terça-feira a tarde em Porto Alegre. Ela rechaçou a tese de que a entidade sindical havia bancado despesas de manifestantes.


Quando o tiro sai pela culatra

 personJoão Paulo Messer
access_time29/04/2020 - 08:22

A notícia do dia, hoje, de novo um novo escândalo denunciado envolvendo o Governo do Estado. A compra de duzentos respiradores ao preço de R$ 33 milhões pagos antecipadamente. A empresa que vendeu prometeu entregar em abril, mas agora reviu o prazo e vai entregar no final de maio ou junho, quem sabe. A empresa aliás é daquelas quase de fundo de quintal, instalada no Rio de Janeiro. Já negociou alguns produtos da área de saúde com Santa Catarina. Foi escolhida sem tempo de o governo fazer licitação porque a pressa exigia. Lacrou-se uma dispensa de licitação. Tempo de coronavírus, tudo tem que ser urgente. Pacote pago e agora os equipamentos já não são mais os prometidos. Quando chegarem podem não servir e se for isso serão devolvidos. Isso, se chegarem a tempo de serem necessários ao combate ao coronavírus.
Um site de notícias denunciou, a coisa foi parar na Assembleia Legislativa, ontem, e deu o maior “furdunço”. Semana passada foi o Hospital de R$ 76 milhões. Em outros Estados estes hospitais custam em média R$ 10 milhões. Aqui em Santa Catarina sete, quase oito vezes mais. A denúncia foi feita e o governo desfez o negócio. Voltou atrás.
Com os respiradores não deve ser diferente. O negócio deve ser desfeito. O detalhe é que agora os 33 milhões já foram pagos. “E agora Moisés???”
Ah, querem um detalhe sarcástico? Sabe quando foram pagos os 33 milhões? Dia primeiro de abril. Dia sugestivo. No mesmo dia 33 milhões depositados à empresa. Primeiro de abril.
Ontem o governo anunciou “já estamos tomando providências...” E ai segue a balela: nela informa que afastaram a servidora que fez a compra. Mas estas compras não são feitas pelo Secretário de Estado da Saúde? E o governador não tem que liberar estes R$ 33 milhões?
Tem coisa errada ai. Mas sabem o que eu penso? Seja no caso do hospital de campanha, seja no caso dos respiradores???? Não é desonestidade do governador ou do Secretário é ingenuidade funcional mesmo. Poderia usar uma dessas expressões mais comuns tipo ingenuidade, amadorismo, despreparo ou outro adjetivo qualquer. E sabe porque penso assim? Penso assim porque olho para o que este governo fez até agora. Nada. Um ano e quatro meses e o que tivemos? É despreparo mesmo. Santa Catarina paga o preço da ingenuidade político-administrativo. O governo está enredado pela expertise política, não tem maturidade de articulação em nível algum e se apoia na muleta do diferente, do honesto, do novo e daí por diante.
Nós vamos pagar um preço alto. E de novo eu digo que a culpa não é deste governo que está ai. É dos governos que passaram, que nos enojaram com as suas práticas. Que não nos deram escolha. Digam que eu estou errado. Gostaria de estar. Quem sabe estou. Nós fomos empurrados a experimentar a inércia. Não sei se as crises como a do coronavírus amenizaram o que ainda poderia ser pior?
E agora vem as eleições municipais. Os senhores e senhoras já pararam para pensar que no âmbito dos nossos municípios, estou falando de todos não apenas deste ou daquele, mas em todos. As opções se restringem. Parece cada vez mais difícil essa escolha. As opções são mais pobres e incertas.
As opções se restringem e confundem nossos desejos de vivermos tempos melhores e nos deixam entre o que pretendemos trocar com o que que nos amedronta. Está difícil dizer isso, mas o jargão é esse: “na democracia o voto é a nossa arma”.
O problema é o tiro pela culatra.

Deu para o Moro...

 personJoão Paulo Messer
access_time27/04/2020 - 02:29

E começamos uma semana cheios de dúvidas, tentando entender um novo tsunami. Para muitos a primeira palavra que vem à mente é “decepção”. Aliás, você já parou para pensar quantas frustrações e decepções teve? Em quantas pessoas já depositaste a sua esperança? Esperança que virou frustração.
No calor da política isso é ainda mais frequente e forte. Os acontecimentos da última sexta-feira ainda não estão absorvidos por nós brasileiros. A massa que se pôs a defender com unhas e dentes os representantes de um novo tempo sofreu um duro golpe. Decepcionou-se, por certo. Uns com um, outros com outro e há os que se decepcionaram com ambos. Me refiro ao presidente Bolsonaro e ao Ministro Moro, símbolos da esperança brasileira.
Esperança que não se deve perder pelos episódios recentes. Prefiro chamar atenção ao que não canso de repetir: cuidemo-nos. Não permitamos que a cegueira afete a nossa visão. Não nos deixemos levar pela emoção, nem pela paixão. Não é tempo de considerar o jogo perdido. Este é apenas mais um episódio da política brasileira. Não dá para sentenciar culpado, nem um, nem outro. Nem Bolsonaro, nem Moro. É que a gente, às vezes, demora entender o jogo.
Parece evidente que Bolsonaro não perdeu este jogo. Moro não perdeu, mas também não ganhou. É como se esta disputa fosse para a prorrogação e penaltis. Parece aquele jogo em que o empate desclassifica os dois. Pois é o que parece. Só tem perdedores. Deste embate não há ganhadores.
Devemos lembrar que este jogo está disputado no campo da política. Moro pode ser o favorito, mas não está acostumado a este jogo. Bolsonaro pode estar fragilizado, mas joga no campo que ele conhece bem: o da política. Moro entrou num jogo que ele não conhece. E olha deveria ter se adaptado, afinal, quando juiz de primeira instância, esteve sempre sujeito a ter as suas sentenças reformadas.
Na política este jogo não é assim. Diferente da Lava Jato, no Ministério Moro mostrou pouco serviço. Ficou devendo. Moro não saiu pela interferência de Bolsonaro. Saiu porque estava procurando a saída. A interferência de Bolsonaro não é assim tão inédita como alguns tentam fazer ver, mas é grave sim.
Nem que com suas denúncias Moro fragilize Bolsonaro a ponto de facilitar o caminho do impeachment, terá sido ele: Moro, o ganhador deste jogo. As aves de rapina estão ali, bem perto: na Câmara, no Senado e no Supremo.
O gesto de Moro em pouco ou nada o ajudará a pavimentar o caminho da presidência da república, se esta for a sua intenção daqui por diante. Moro não é do jogo da política. Moro é um Joaquim Barbosa. Barbosa saiu consagrado do Supremo, mas logo viu que na política, ou você joga o jogo, ou está fora.
Melhor então ficar com quem joga o jogo o mais próximo do limpo possível. Que se disponha a jogar. Que se submeta a uma campanha de rala chão, percorra o país, invista 24 horas por dia, sete dias por semana. E me desculpem os admiradores de Moro, o conforto dos gabinetes não lhe deu essa experiência, nem paciência. Moro saiu de onde nunca entrou: a política. E como herança pode ajudar a sujar o que ele mesmo ajudou a limpar. Deus queira, esteja eu errado.

Pesquisa pode mostrar o mapa do coronavírus em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time20/04/2020 - 10:11

Com um procedimento próprio, criado pela Secretaria Municipal de Saúde através do Laboratório Municipal de Análises Clínicas em parceria com a UNESC e o curso de Medicina, Criciúma está propondo uma pesquisa de amostragem para aproximar-se do real cenário do coronavírus. O levantamento segue a metodologia de pesquisas como as eleitorais para escolher os pesquisados. Ao invés de questionário eles serão submetidos ao exame de sangue, que avaliado indicará a situação do paciente. As últimas avaliações testam a amplitude deste exame, que pode ir além da detecção de ser o paciente portador assintomático ou não do vírus e até mesmo o grau de imunidade que ele possui.
Este levantamento vai ser submetido ao comitê de ética do curso de Medicina da UNESC, mas saiu da cabeça do secretário Acélio Casagrande. Se comprovada a sua eficácia do teste ele pode sugerir um mapa do coronavírus no município.
Inicialmente sugere-se que a pesquisa seja feita semanalmente e a cada levantamento sejam testadas 500 pessoas. O laboratório municipal tem capacidade de responder a cada teste em 30 minutos. A previsão é de que já nesta sexta-feira saiam os primeiros resultados.

Mandetta sofreu queimadura dos holofotes

 personJoão Paulo Messer
access_time16/04/2020 - 18:59

Se eu estivesse "no mundo da lua" e aterissasse aqui agora e assistisse a entrevista de "despedida" do ministro Luiz Henrique Madetta, facilmente intenderia porque ele saiu. O técnico estava político demais. Foi assim no seu discurso de saída. Parecia sentir-se num palanque, não numa mesa de rescisão de contrato. Acho loucura trocar o médico cirurgião quando o pacietne está sob a mesa e o bisturi já foi usado, mas Mandetta estava cegado pelos holofotes midiáticos. Não me parece que o presidente Jair Bolsonaro tenha demorado para fazer a substituição. Tivesse feito uma semana anrtes o que fez hoje ainda teria um ministro bem melhor cotado. Deu corda e esticou até o limite. O presidente segue correndo o risco, que agora é maior do que antes, enquanto Mandetta sai ainda com o saldo positivo das ações da prevenção. É provável que se tivermos menos casos de coronavírus ele invoque os seus acertos nas medidas adotadas até então, enquanto do contrário ele pode dizer que se estivesse lá as coisas teriam sido diferentes. Dos três, Bolsonaro, Mandetta e Tech, quem está na mira agora é o terceiro. Óbvio que todas as suas atitudes serão consideradas obediência ao presidente. Os acertos serão creditados ao presidente, os erros ao novo ministro.

Tem decisão mal explicada

 personJoão Paulo Messer
access_time15/04/2020 - 15:11

Cada dia está mais difícil de compreender a sucessão de passos das nossas autoridades em relação ao coronavírus. Quem sabe o que melhor compreendemos é a difícil missão que elas têm no exercício de suas atividades. Não queria estar na pele de nenhuma autoridade, que obrigada a decidir ante a ameaça de um inimigo à vida, lida com o desconhecido e conflita com interesses distintos de cada um. Preservar a vida como se as pessoas não morrem apenas de coronavírus?
Ficar em casa porquê se esta medida não é garantia absoluta da imunidade. Se por outro lado autorizar a ida de todos para a rua pode lhe custar o preço da irresponsabilidade, que leva à sentença de morte política de alguns. Mas quantos padecem de desgosto ou de tédio, se cumprirem rigorosamente o que lhes é imposto.
Não é fácil a missão de decidir sobre a vida dos outros, se o reconhecimento pelo sucesso das decisões não virá, sabemos disso. Mas que se houver algum erro ele será sim cobrado destas mesmas autoridades. Elas estão hoje mais ou menos expostas ao risco de errar, ou errar.

Mas mesmo assim, consciente da delicada missão destas autoridades não há como não manifestar a inquietação com algumas decisões. E a maior delas, possivelmente, está na mesa dos debates desde ontem. Está na mesa do judiciário catarinense: manter ou não a proibição do transporte coletivo.

O que leva uma autoridade a dizer que o transporte coletivo é um vetor do contagio do coronavírus. É sim, mas o que leva a autoridade a imaginar que este vetor é mais perigoso do que uma Van de 20 lugares, mas que transporta 25? Que um automóvel destinado a cinco passageiros transporta seis e mesmo que levasse apenas cinco teria estes amontoados dentro do carro?

Sim, porque estas mesmas autoridades liberaram o funcionamento do comércio, mas não oferecem transporte ao cidadão. Ou será que imaginaram que algum trabalhador ficará em casa alegando não ter transporte. Ou então que o patrão vai compreender que o empregado não tem como chegar ao trabalho?

A proibição do ônibus só se justifica se as autoridades apenas enxergam o transporte coletivo como um amontoado de pessoas num caixão de lata. Se as autoridades têm esta imagem, elas estão certas. Mas o que se pensa é que no transporte coletivo o controle é mais fácil do que o das Vans, que mais parecem lata de sardinha ou carros que mais parecem minivans.

E o pico da doença? Ele vem sendo adiado porque? Ou será que não temos memória? Primeiro era fim de março, depois começo de abril...
Furaram duas previsões e isso basta para que comecemos a derramar suspeitas sobre a real gravidade da doença.
A segurança sobre as previsões das nossas autoridades parece cair por terra. Me desculpem, mas não temos a capacidade de imaginar que tudo isso seja resultado da nossa obediência às ordens cumpridas até então.
Meu desejo é que esta interpretação não seja um desestímulo ao cumprimento de todas as normas, apenas seja o apelo para que as autoridades não deixem de refletir muito sobre as consequências das medidas adotadas.

Vamos continuar cumprindo as determinações da prevenção, sim. Temos que cumprir estas determinações sim. Temos o direito de questionar as determinações, mas jamais teremos os direitos de descumprir determinações passadas ao coletivo sob o risco de sermos nós os vetores de uma doença mais grave à sociedade civil organizada: a doença da desobediência.

Mantemo-nos vigilantes e obedientes às normas, mas por favor autoridades, não deixem de revisar alguns prognósticos e algumas normas. Têm coisa errada aí.
Tem gente inocente pagando essa conta.
Tem gente saudável que está adoecendo e não é de coronavírus.

Prefeito "acaba" com os feriados em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time14/04/2020 - 11:11

O prefeito Clésio Salvaro já assinou e publicou o decreto que “acaba” com os feriados de Tiradentes (21 de abril), Dia do Trabalho (1º de maio), Independência do Brasil (7 de setembro) e dia Servidor Público (28 de outubro). Assim, na próxima terça-feira, todos os órgãos da administração municipal terão atendimento normal. Serão considerados dias compensados pelos dias não trabalhados. Significa dizer que aqueles que trabalharam entre os dias 30 de março e 5 de abril terão respeitados estes dias e não trabalharão. Os feriados pagam os dias não trabalhados. Há uma série de exclusões, que podem ser conferidas no Diário Oficial do município do dia 9 de abril. Estas medidas estão previstas no decreto 442/20, de 7 de abril de 2020.
Ontem o prefeito admitiu que sugere que setores do comércio e até a indústria façam o mesmo, na medida do possível. Acho pouco provável.

Os bastidores da "possível" volta do transporte coletivo em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time11/04/2020 - 23:22

Se não for na primeira hora da segunda-feira pode ser ao longo dia ou até em caráter extraordinário ainda neste domingo: Criciúma pode decisão judicial permitindo a retomada do transporte coletivo urbano. É o que indicam informações apuradas ao longo deste sábado. Inicialmente se imaginou que o prefeito Clésio Salvaro tomaria a iniciativa, mas as circunstâncis sugerem que o melhor ca minho é seguir o que foi feito em Joinville, onde as empresas obtiveram liminar na Justuiça que lhes garante circular normalmente a partir desta segunda-feira. A cópia é tão fiel que as empresas de Criciúma irão contratar o mesmo escritório advocatício que obteve a liminar na cidade de Joinville. O despacho considera que a atribuição do transporte público municipal é autonomia do prefeito e Clésio Salvaro não reeditou o decreto municipal que mantinha esta proibição. Aliás, Salvaro até reabriu a prefeitura.

Se eu fosse o governador...

 personJoão Paulo Messer
access_time09/04/2020 - 23:58

De médico, louco, técnico de futebol e agora cientista ou chefe de Executivo, todos temos um pouco. Nunca antes na história fomos tão aquilo que não somos e decidimos sobre o que não nos cabe. As redes sociais nos transformam em analistas com meia dúzia de passos. Se os tempos forem de Coronavírus, tornamo-nos cientistas rapidinho. Até então este papel de donos da verdade ou semidonos na pior das hipóteses, era coisa de jornalista e/ou somiliares. Pois agora atrevemo-nos a discorrer sobre o que deve e o que não deve. Me permito invocar estudos, experiência de cenas parecidas e um pouco de lógica para dizer que se estivesse eu no lugar do governador Carlos Moisés, repassaria aos prefeitos a responsabilidade de decidir sobre o transporte coletivo urbano. Afinal, a realidade das cidades é tão distinta que não cabe verticalizar a decisão. Óbvio esta não é a leitura que tenho para o transporte intermunicipal e interestadual, nem tão pouco à atividade comercial. Estes devem ficar sob a batuta do governador, mas o transporte coletivo é realidade muito específica.
Não bastasse estes argumentos entra o ingrediente político. Os prefeitos, como Clésio Salvaro em Criciúma, tem afirmado que podem até divergir do decreto estadual e invocar recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, que reconhece autonomia para os chefes de diferentes poderes, liberado o ônibus urbano a partir de segunda-feira. Politicamente o governador se livra de um problema que pode dividir com os prefeitos. Se vai fazê-lo, não se sabe.

Mek vai para o PSDB em Siderópolis

 personJoão Paulo Messer
access_time02/04/2020 - 19:39

Ex-vereador pelo MDB, entre os anos 1996 e 2000, o professor Méricles Rossa confirmou nesta quinta-feira assinatura de filiação ao PSDB e deve ser candidato a vereador em Siderópolis, Assim como ele outros três nomes considerados de linha de frente migraram para o partido tucano: são eles os vereadores Franqui Salvaro, Lilo Remor e William Bonassa. Os dois primeiros saíram do PSB e William saiu do PSD mas há tempo ele vem alinhado com os peessedistas e agora peessedebistas.
Mek como é mais conehcido Méricles Rossa foi diretor da Escola Estadual José do Patrocínio por nove anos e diretor da Escola Estadual Silvio Ferraro por um ano. Além disso ocupou o cargo de diretor regional de esportes por quatro anos.

Maciel vai para o PDT em Forquilhinha

 personJoão Paulo Messer
access_time02/04/2020 - 19:37

Num destes atos políticos abreviados e com cuidados que seguem as normas do combate ao coronavírus o vereador Maciel Dassoler oficializou o seu ingresso no PDT de Forquilhinha, na noite desta quinta-feira. O ato dirigido pelo deputado estadual e morador do município, ROdrigo Minotto, contu ainda com a presença do ex-prefeito local Vanderlei Riecken e pelo menos três lideranças que saem do MDB e entram na lista de pré-candidatos a vereador pelo partido. Maciel disputará internamente com o atual vereador Valcir Antônio Matias, o Chile, a indicação à majoritária.

Maciel está presidente da Câmara de Vereadores desde 2017 e num articulação política bem costurada emenda quatro anos na função o que dá boa credencial para articular pela construção de eleição na majoritária.

Forquilhinha tem duas velhas linhas políticas hoje representadas pelo atual prefeito Dimas Kammer (PP), que deve ser candidato a reeleição e José Cláudio Gonçalves, Neguinho (PSD). Dimas precisa costurar primeiro a unidade no seu partido que sofre desgastes por estar a 20 anos no governo. Além disso tem no páreo o ex-prefeito Lei Alexandre, que mesmo afirmando não ser candidato, ouve o apelo de aliados para entrar na disputa. De outro lado Neguinho acumula três disputas seguidas ao mesmo cargo e com derrota. Se for à disputa será pela quarta vez seguida.

PSDB leva dois vereadores do MDB

 personJoão Paulo Messer
access_time02/04/2020 - 19:34

Com a janela de troca de partido se fechando sábado e os vereadores “saltando” a sigla que tem uma das melhores articulações, não só em Morro da Fumaça, é o PSDB. A sigla tucana fumacense pela primeira vez ganhou força de atenção de fato, isso agora com a articulação da deputada federal Giovânia de Sá. Nesta quinta-feira se fecharam dois reforços de peso: “vereadores”. Tiago Minatto e José Carlos Bortolin, Calita, assinam ficha na noite desta quinta-feira.
São dois vereadores emedebistas que deixam a sigla, mas era para ter sido três. O PSDB assediou ainda o vereador Raimundo Mundi Marques, que também tinha convite do PSD. Ele optou em permanecer no MDB. Anunciou isso quarta-feira. Assim a bancada emedebista que entrou nesta legislatura com quatro fica com dois: Raimundo Marques e Edivaldo Marcoli (isso dos eleitos).
A reunião de filiação de Minatto e Calita acontece nesta quinta-feira, sem maior barulho em virtude do coronavírus.
Entre filiações do PSDB em Morro da Fuymaça estão nomes como Serginho Da Soller, Jaimir Patrício e Pedrinho Patrício, este último que testou o poder de urnas na eleição da Cermoful.

Gelinho assina no PSL

 personJoão Paulo Messer
access_time02/04/2020 - 17:00

Dificlmente alguém o conhece pelo nome, mas mesmo que a pessoa não seja do futebol já deve ter ouvido falar de um dos atletas mais conhecidos nos campos da várzea. Trata-se de Wildnei Cardoso mais conhecido "Gelinho". Morador do bairro Morr Estevo, sobrinho da liderança política Luiz Dal Toé, ele é um dos nomes na lista dos "calouros" no partido do governador Carlos Moisés, em Criciúma, o PSL. Gelinho assinou ficha nesta quinta-feira. A sigla tem por norma não inscreve nomes já carimbados na política, por isso Gelinho é do perfil que as lideranças locais anunciam como pré-candidato a vereador. Ricardo Beloli, um dos "escaladores" deste time diz que o partido calcula em pelo menos três o número de vagas a serem conquistadas pelo partido em Criciúma.

Janela aberta, vereador salta

 personJoão Paulo Messer
access_time31/03/2020 - 14:23

Sete dos 17 vereadores de Criciúma já mudaram de partido, valendo-se da janela que se fecha no próximo sábado. Até este momento a vereadora Camila do Nascimento, atualmente no PSD, ainda não definiu “se fica ou se sai”. Ela tem até o fim de semana para decidir. Conversei com ela na tarde desta terça-feira. A dúvida se mantém. Mesmo que ela não mude a Câmara Municipal de Criciúma deve ser uma das com o maior índice de troca. Hoje este percentual já é de 42 por cento (7 de 17).
Os vereadores que mudam:
Edson Paiol do Nascimento, do PP para o PSL
Jair Alexandre, do PSC para o PSD
Júlio Colombo, do PSB para o PL
Júlio Kaminski, do PSDB para o PSL
Tita Beloli, do MDB para o PSDB
Toninho da Imbralit, do MDB para o PSDB
Zairo Casagrande, do PSD para o PDT;

Permanecem em seus partidos:
Ademir Honorato (MDB)
Alfinei Poteleki (PR)
Arleu da Silveira (PSDB)
Camila do Nascimento (PSD)
Dailto Feuser (PSDB)
Geovânia Zanette (PSDB)
Miri Dagotin (PP)
Moacir Dajori (PSDB
Paulo Ferrarezi (MDB)
Salésio Lima (PSD)

A segunda-feira promete tensão institucional

 personJoão Paulo Messer
access_time30/03/2020 - 07:10

Os planos eram outros. Não ficar em casa hoje, na pior das hipóteses voltar a produzir, vender, enfim, movimentar a máquina da economia a partir da próxima quarta-feira na - pior das hipóteses. As normas agora são outras. A esperança da retomada na normalidade está adiada - por decreto. O governo anunciou que não haverá mais comércio quarta-feira. Haverá banco e lotérica hoje sim, mas comércio e vida normal – ainda não. Dia 8, quem sabe.
Até ontem as preocupações eram com a saúde humana e a saúde financeira: a economia. A partir de hoje acrescente um item, pois começa a preocupar a saúde psicológica dos sulcatarinenses. Afinal, são quase duas semanas de clausura e tem mais. Mais uma semana se depender do rigor do decreto do governador. Nem quero pensar, mas ele “pode ser adiado”.
Mas esta segunda-feira promete não se restringir ao debate do coronavírus, da economia e da reação psíquica do cidadão. O debate passa a ser institucional. Enquanto, ontem, governador e prefeitos sentaram e unificaram discurso, os divergentes começaram a reagir.
Alguns políticos, oportunistas, bem pagos e alimentados com o nosso dinheiro, fazem coro ao lógico: “pedem a retomada da atividade econômica” com discursos espalhados pelas redes sociais como aquele jogador que vai na frente da torcida e dribla prá, dribla lá, quase senta na bola. Joga para a torcida. O oportunismo sempre haverá.
A procedente reação às decisões dos governantes vem das instituições empresariais. Vem de quem sente na pele a dor do boleto que vence hoje ou amanhã. Do salário que precisa ser pago no dia cinco. Óbvio, isso se ele que não tiver pai, mãe, nem outro membro da família internado num hospital de precárias condições.
Sinceramente, penso que a liberação dos bancos e lotéricas é autorização para reunir a população mais suscetível aos casos mais temidos, neste momento. É verdade que estes vão ao banco um dia só. Só hoje. Mas vão. São na maioria idosos ou beneficiários acomodados num grupo de exceção. Acho que nas empresas há menos riscos que nesta população que vai aos bancos hoje. No mínimo nas empresas é mais fácil controlar.
Aqui não tem como cravar posição. Bater editorial favorável à normalidade das atividades ou à manutenção da quarentena. Não somos órgão de saúde, nem porta voz de outro setor qualquer. Nós nos restringimos ao papel de informar. Refletir da forma mais fiel possível a reação da sociedade.
E hoje, segunda-feira, promete ser um dia pesado. Médicos apelam pela quarentena. Orientam os governantes pela quarentena. A massa produtiva pensa diferente: acha que dá para ir – não às ruas, mas ao trabalho. Defende a retomada das atividades e argumenta bem: lembra que não é só de gripe ou coronavírus que se morre. De fome também se morre.
Não quero nem pensar, mas desgosto e desespero também matam.
Eu não queria estar na pele destes governantes. Mas desejo que eles tenham sobriedade nas suas decisões. Assim como eu - que não tem a responsabilidade, nem a possibilidade de decidir pelo Estado ou por um município – centenas ou milhares de outros podem sim tomar decisões sobre as suas hostes, sobre as suas empresas.
E é ai que entra o papel da conscientização. Preservar as leis, normas e lógicas. As leis que dão aos governantes o poder de ditar normas. Isso nos faz viver em harmonia e disciplina. A lógica “sugere o bom senso”.
Invoco o bom senso de todos. Se é possível produzir sem infringir, que se produza. Às autoridades deve imperar também o bom senso. Se dá para liberar, que se libere. Afinal não se morre só de Coronavírus.
O apelo é pelo equilíbrio.
O apelo é por uma sociedade: clínica, emocional e economicamente saudável.

Empresas com "imunidade baixa" sofrem mais

 personJoão Paulo Messer
access_time28/03/2020 - 11:39

A retomada das atividades comerciais na próxima quarta-feira não significa volta à rotina em várias indústrias no Sul do Estado. Tomemos por exemplo o setor ceramista que é uma das nossas referências. Algumas destas indústrias já estão com suas linhas de produção totalmente paralisados, outras desativarão as suas nos próximos dias. Isso é reflexo da combinação da frustração da retomada da economia e a crise gerada pelo Coronavírus. Quase todas estão com razoáveis estoques que suportam até meses de paralisação. Assim, a medida adotada agora é a confirmação do que já vinha sendo analisado como possibilidade para reduzir o custo da produção e equilibrar o caixa. Isso deve se associar ao fato de que os pedidos para a renegociação das dívidas dos clientes já começaram a chegar a estas indústrias. De outro lado os fornecedores de matéria prima serão procurados para renegociar dívidas vincendas.
Estancando as saídas e estando preparados para entradas menores, os setores financeiros oferecem alternativa única à saúde das empresas. Isso pode provocar demissões se as adequações com férias e licenças especiais não forem suficientes.
Segundo apurei, empresas grandes como a Angel Gress e a Elizabeth estão com a produção totalmente paralisada. Outras duas referências, a Portinari tem três linhas de produção paralisadas e a Eliane está reduzindo algumas das suas.
No início desta semana sindicatos patronal e laboral assinaram um aditivo ao acordo trabalhista. Ele visa preservar o maior número possível de empregos, garante o pagamento em dia dos salários de março e dá alivio às empresas na medida que todos os dias parados serão pagos por compensação de férias, bancos de horas ou circunstâncias similares.
Quer dizer, não culpemos apenas o Coronavírus pelo que está por vir. Muitos setores que sofrerão mais com esta nova crise entram nela porque são do chamado “grupo de risco”. São empresas que estão com imunidade baixa.