51/52 ANOS PASSADOS, HISTÓRIA DO PRAIÃO
Texto de Willi Backes
O tempo passa, o tempo voa. O ano foi 1969, portanto, transcorridos 51/52 anos comemorados nessa temporada do verão brasileiro.
Waldemir Norberto Izaú Pereira, popularmente conhecido por “Fumanchú”, ex-jogador de futebol profissional do Comerciário, em 1969 organizou o primeiro campeonato de futebol de areia na Balneário Praia do Rincão. Naqueles tempos existia no distrito de Forquilhinha um time de futebol de campo com o nome de Cruzeirinho FC e que a cada domingo subia na carroceria de caminhão para partidas amistosas e torneios por toda a região sul.
Inscrever e jogar descalço nas areias da praia do Rincão foi um ato de ousadia. Mas, a rapaziada alegre foi pro desafio, afinal um banho no atlântico após os jogos contribuía para alegria faceira da turma. Rodada vai, rodada vem. Jogo ganho aqui, jogo ganho acolá. E não é que o Cruzeirinho FC se classifica para jogo final, para surpresa dos praieiros, inclusive para a organização?
Para tentar diminuir a possibilidade de um time lá da colônia, reforçado, viesse a ganhar a competição na areia da praia, o jogo final foi transferido para campo com gramado, descalços, no condomínio Lagoa dos Esteves. Não foi o suficiente. O Cruzeirinho FC sagrou-se campeão do primeiro campeonato de futebol de areia (e da grama) do Balneário Praia do Rincão.
CONTENTES, FRUSTADOS, SATISFEITOS.
Além do troféu e medalhas, havia a promessa de que o campeão iria fazer um jogo interestadual. E não era um jogo qualquer.
Em 1969, mês de abril, o Internacional de Porto Alegre estava promovendo jogos festivos, comemorativos à inauguração do Estádio Beira Rio. Dia 6/4/69 o Inter venceu o Benfica por 2x1. Dia 07/04, a Seleção Brasileira venceu a Seleção Peruana por 2x1. Dia 13/4 o Inter venceu o Peñarol por 4x0. O jogo final foi Inter 0 x 0 Grêmio, e para esse jogo, na preliminar, evidentemente, estaria segundo o “Fumanchú”, programado jogo contra a equipe de base do Inter, prêmio maior para o campeão do Praião do Balneário Praia do Rincão.
Com recursos advindos de uma rifa, foi locado ônibus para a viagem, na madrugada, para Porto Alegre. Lá chegando, a ansiosa delegação do Cruzeirinho FC foi recepcionada pela direção do Inter. Estupefatos, negaram qualquer acerto preliminar para realização da preliminar. Nem ao menos sabiam de quem se tratava o “Fumanchú”. Diplomaticamente a direção colorada levou parte da delegação da Forquilhinha para visitação aos vestiários e aperto de mãos dos jogadores profissionais do clube. Foi uma meia-gloria, mas, satisfatória. Naqueles tempos, a idolatria dedicada a jogadores profissionais dos grandes clubes era imensa.
No retorno, além de um pequeno acidente rodoviário com o ônibus, a delegação criou um grito, que hoje é comum nas grandes conquistas: “É campeão..... É campeão ....... É campeão...... Foi uma epopeia.
Anexo duas fotos do grupo de jogadores de 1969, uma nas areias e outra no gramado do campestre, jogo final.
Bruno Backes (treinador) – Woimer Loch (dirigente) – Paulo Hoepers – Willi Backes – Joelci Balico Tiscoski – Rui Moskito Búrigo – Celso da Silva – Vanildo Warmling – Djair – Gilberto Steiner (massagista) – Lothar Backes – Dagoberto Arns – Carlinhos Monteiro – Joãozinho – Donato Preis – Zica Trichês – Janir Kurtz, mais, Sérgio Tiscoski – Flávio Arns e Dino Eyng.
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