Opinião: A canção do Exílio não fará moda aqui
Texto de Willi Backes
O poeta Gonçalves Dias, em 1843, compôs obra titulada de “Canção do Exílio”, que no seu início afirmava: “Minha Terra tem Palmeiras, Onde Canta o Sabiá. As Aves, que Aqui Gorjeiam, Não Gorjeiam como Lá....”.
Gonçalves Dias escreveu tal obra quando estava cursando a Faculdade de Direito, em Coimbra, Portugal. Saudades do Brasil, sentimentos nacionalistas e bairristas afloravam na poesia.
Nós, os Barrigas Verdes, bons de luta e condicionados para o trabalho, construímos história de prosperidade e condições sociais, inigualáveis se comparadas com as demais unidades da Federação.
Santa Catarina possui perfil econômico, político e cultural que permite concluir que o Estado possui inúmeras “capitais” referenciais. E é bom que seja assim. Fatores distintos, mas que somados, fazem de Santa Catarina desejo de vida para os seus e aos que aqui aportam.
Cada macrorregião catarinense, tem cá e lá, seu modo de vida na geografia diversificada no litoral, nos campos, na serra e vales. Tudo se produz, tudo se transforma através do conhecimento e elevado espírito para o empreendedorismo. Usos e costumes preservados e animados. A trilogia educação, trabalho e família é base da gente catarinense.
As históricas representações políticas fazem parte, importante, da trajetória vitoriosa e construtora da sociedade como um todo. As questões morais e intelectuais conservadoras, sempre impuseram fragoroso anonimato às cores contrárias as da bandeira Estadual e Nacional.
De tempos em tempos, eleições agitam o imaginário das candidaturas e dos votantes. Agora, entre as candidaturas Presidenciais, a opção dos catarinense é majoritariamente, e bota majoritariamente nisso, é pelo Jair Messias Bolsonaro – 17 PSL. A opção não é partidária. É questão de identificação ideológica, moral e cívica.
Nós, os sul-catarinenses e que formamos uma das macrorregiões, estamos deficitários na nominata das candidaturas para o executivo estadual. Decepciona mas não derrota. Tão importante quanto quem assina é ter agrupamentos nos legislativos estadual e federal, portadores e porta-vozes das necessidades e solicitações dos conterrâneos.
Na última década, o sul catarinense recebeu sim inúmeros investimentos do Estado, com destaque para as edificações na infraestrutura. As atuações dos representantes na ALESC e no Congresso Nacional foi de fundamental importância para tais conquistas. Por muitas vezes, as atuações, presenças e atitudes dos representantes dos Legislativos foi mais decisivo e conclusivo do que os Executivos Estadual e Federal.
É portanto, sem lero-lero ou mi-mi-mi, inteligente e produtivo, confiar no próximo e no vizinho o seu voto regional. Boas opções se repetem e novas são ofertadas. Certamente um ou alguns se identificam com o meu, seu e de muitos, quanto atitudes e procedimentos pregressos.
Assim, não nos caberá no futuro próximo compor outra reclamação poética como a “Canção do Exílio”.
É o que penso e prego.
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