Ministério dos Transportes e ANTT visitam instalações da Ferrovia Tereza Cristina antes de Audiência Pública
Comitiva federal percorreu Centro de Controle Operacional (CCO), Museu Ferroviário de Tubarão, Oficina de Locomotivas e conheceu operação da malha catarinense
Em missão técnica que antecede a Audiência Pública sobre a prorrogação da concessão ferroviária, representantes do Ministério dos Transportes e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) percorreram, nesta terça-feira (10), as principais instalações operacionais da Ferrovia Tereza Cristina (FTC), nos municípios de Tubarão e Capivari de Baixo.
A visita institucional teve início com reunião técnica na empresa Diamante Geração de Energia – cliente estratégico da ferrovia e parte essencial da cadeia produtiva do carvão mineral de Santa Catarina. Em seguida, a delegação foi ao Centro de Controle Operacional (CCO) da FTC, de onde é coordenada toda a movimentação de trens e a gestão operacional da malha.
Para o diretor técnico operacional da Diamante Energia, Julio Renato Ribeiro Albien, a visita reforça a interdependência entre os agentes do setor: "Não tem como nenhuma empresa desta cadeia ficar alheia a este processo – estamos todos juntos nele. Mineradoras, geração de energia, ferrovia: somos partes de um mesmo sistema, e o nosso futuro só faz sentido de forma integrada. Tudo o que impacta a ferrovia tem reflexo direto nas demais empresas, e vice-versa. Esperamos que esta visita da ANTT contribua para a homologação de um contrato adequado, que dê condições reais de segurança, eficiência e qualidade para o escoamento do carvão e para a continuidade de toda a cadeia produtiva da região. A ferrovia é um braço fundamental para os empregos, as usinas termelétricas e as mineradoras. Não dá para pensar no futuro de forma isolada – estamos cada vez mais integrados, e é assim que construiremos o nosso futuro".
Ao longo da tarde, os representantes federais visitaram o Museu Ferroviário de Tubarão, que preserva a memória e o patrimônio histórico da ferrovia na região, e participaram de apresentação sobre o programa de Modernização do Material Rodante da FTC, no Auditório Central da empresa. A programação encerrou com visita à Oficina de Locomotivas, onde puderam conhecer de perto o processo de manutenção e renovação da frota.
A agenda foi concebida para dar à comitiva uma visão completa do ecossistema ferroviário da FTC – da infraestrutura operacional ao parque industrial – fornecendo subsídios para as discussões que serão aprofundadas na Audiência Pública de Criciúma, nesta quarta-feira (11).
O diretor-presidente da FTC, Benony Schmitz Filho, destacou o significado da visita: "Receber o Ministério dos Transportes e a ANTT no coração da nossa operação tem um significado especial para toda a equipe. Foi possível mostrar não apenas números e estudos – mas a ferrovia viva: os profissionais que operam o tráfego ferroviário, os que mantêm nossas locomotivas rodando, a história preservada no Museu Ferroviário e os investimentos concretos na modernização do material rodante. Esta ferrovia não é só infraestrutura – ela contribui para o desenvolvimento econômico de toda uma região. É com essa consciência que trabalhamos para que a prorrogação da concessão seja um passo seguro, transparente e vantajoso para todos – para o Estado, para o setor produtivo e para as comunidades ao longo dos nossos 164 quilômetros de linha férrea".
A Ferrovia Tereza Cristina opera em 164 quilômetros de malha que atravessa 14 municípios catarinenses, conectando a região carbonífera ao complexo termelétrico de Capivari de Baixo e ao Porto de Imbituba – infraestrutura estratégica para a logística do carvão mineral e para a economia do Sul do Estado.
A Gerente Regulatória de Ferrovia e Rodovia da ANTT, Danielle de Sá Quirino Costa, reforçou a importância da visita de campo para o processo regulatório: "Visitar a operação antes da Audiência Pública não é protocolo – é parte essencial do nosso trabalho. Ver a ferrovia de perto, entender sua inserção no território e a relevância que ela tem para a produção da região norteia a qualidade das nossas decisões. A Ferrovia Tereza Cristina representa um percentual bastante relevante da produção energética de Santa Catarina, e isso precisa estar vivo na cabeça de quem vai analisar e aprovar este contrato. A prorrogação por mais 30 anos não é uma renovação automática – é um contrato novo, com inovações que representam um avanço para o modelo de concessões ferroviárias no Brasil. Estamos incorporando novas obrigações contratuais, exigências de investimento, mecanismos modernos de governança e ferramentas de acompanhamento independente. Na Audiência Pública de Criciúma, vamos apresentar todos esses pontos à sociedade – a minuta da prorrogação, os estudos técnicos e as inovações previstas – exatamente para colher contribuições de quem vive e depende desta ferrovia. Esse é o processo em que acreditamos: transparente, participativo e bem fundamentado”.
A visita técnica integra a agenda de dois dias da comitiva do Ministério dos Transportes e da ANTT à região sul catarinense. O ápice da missão será a Audiência Pública no Teatro Let's Drop, em Criciúma, nesta quarta-feira (11), às 14h.
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