O FALSO “NÃO ACEITAMOS”.
Texto de Willi Backes
Toda e qualquer organização pública ou privada, com mais ou menos necessidade conforme área de atuação, em algum tempo ou permanentemente, precisa se comunicar com os mercados consumidores, apoiadores, fornecedores, colaboradores ou demais prospecções.
Os segmentos privados se comunicam por necessidade mercadológica. Os setores da gestão pública, em todos os níveis, o fazem por necessidade de informar, orientar, promover, esclarecer e relatar realizações.
Os meios para comunicação ágil, prática e abrangente são o uso da mídia impressa e eletrônica tradicionais, e, agilidade das plataformas eletrônicas. É pressuposto que os meios de comunicação são para relatar para público alvo e também para possíveis ouvintes e leitores transeuntes, minuciando conteúdo de atos e fatos para conhecimento e informação geral.
Opinião e interpretação – deveriam – estar alojados nas colunas, blogs, sites e entrevistas, comentários proferidos por autores e atores, indivíduos com nomes e sobrenomes. Omitir nomes das ditas “fontes anônimas” é maneira cafajeste e pilantra para criar fofocas, intrigas e desinformações. Tapume protetor para a tal liberdade de expressão.
PROPAGANDA REGULAR, SUBLIMINAR, TENDENCIOSA.
É absolutamente regular a propaganda privada e das entidades públicas, por necessidade e até obrigação institucional.
Quando blogs e sites anunciam que não aceitam publicidade autorizada por empresas e entidades públicas, nada mais é do que chantagem para valorização editorial e oferta para conluio escabroso. Em poucos dias ou semanas após o “não aceitamos propaganda do Governo”, ficam escancarados os originais patrocinadores e financiadores das mentes e consciências. Cada vez mais evidente também que o cidadão bombardeado por informações e contrainformações, está em boa escala discernindo e optando pelas causas justas e justificáveis.
Somos uma população, longe de pensar e agir como uma Nação. A sociedade brasileira é uma só, porém, é formada por centenas de agrupamentos e blocos de interesses, o que nos faz pensar sempre no que está por detrás de cada manifestação e de seu autor.
VANTAGENS DO NÓS & ELES.
Antes criticado, hoje praticado em todas as dimensões, o povo Brasileiro participa efetivamente das discussões do “nós x eles”, notadamente quando o tema é a política administrativa. Aqueles que ainda pretendem manter-se “isentões”, estão ficando no pó da história contemporânea. A isenção individual ou coletiva nesse universo com tantos temas abrangentes, conflitantes e difícil resolução, nada mais é do que covardia, inoperância, desimportância e descartável com eliminação nas estatísticas do “quem é quem” na reconstrução nacional.
A trilogia Nós-Eles-Não Sei, está por se desmanchar. Restarão aqueles que querem fazer acontecer e, aqueles que são contra e que nada possa acontecer a não ser pra si próprio.
Reportagem: Redação Eldorado - Willi Backes
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